quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Lição 3 - Dons Espirituais e Profecia

Os dons espirituais que Deus dá a todos Seus seguidores pode ser exagerado ou facilmente mal entendido. A ênfase pode ser colocada no entendimento do que são os nossos dons espirituais individuais. Entretanto, eles geralmente são evidenciados como atividades cotidianas, embora não no sentido que nós costumeiramente os consideramos. Se uma pessoa tem o dom do magistério, ele deve ensinar. Se o dom é de falar, ele deve pregar. Se o dom é de música, ele deve a honrar Deus com instrumentos, (*se tem o dom da voz, ele deve cantar), etc.

Há várias coisas que nós devemos manter em mente concernente aos dons espirituais. Podem ser originais, isso é, dados por Deus na concepção, ou podem ser adquiridos, vindo por estudo diligente e/ou prática, sempre com a bênção de Deus. Podem ser naturais, isto é, parte de nossa natureza (nosso caráter, por exemplo), dons do nascimento, que são relativamente fáceis de ser desenvolvidos; ou podem ser espirituais, especialmente dados pelo Espírito Santo em qualquer tempo em nossa vida. Os dons podem ser temporários para uma necessidade ou situação urgente (nós não teríamos nenhum controle sobre isto), ou podem ser a longo prazo, digamos, para a vida inteira, mantidos por uso continuado, mas isto faltando causará o dom diminuir ou desaparecer, ou podem ser mantidos permanentemente por intervenção constante de Deus. O que indica se são "dons de Deus" é como são eles usados. Se permitirmos que Deus tenha controle deles, Ele os usará para beneficiar outros. Se não, correríamos o risco (ou talvez até mesmo haveríamos) de cair na armadilha dos falsos dons, que podem parecer genuínos a alguns, mas que realmente nos afastam de Deus, e assim são satânicos.

O dons espirituais podem parecer comuns, mas nós não devemos colocar sobre eles importância costumeira, porque eles surgem de nossa conexão com Deus. Devemos esperar conhecer ao menos alguns dons que Deus nos deu, mas nós dificilmente os conheceremos todos. Mas podemos saber com certeza uma coisa, que se dermos nossos corações a Deus, Ele nos dará ao menos um dom, quer saibamos o que é ou não. Há um perigo em colocar demasiada ênfase em saber, para que não nos aborreçamos sobre o que nós pensamos que devemos ter e crer que nós não temos; ou talvez fujamos do que temos, e não queremos admitir que Deus talvez queira fazer algo especial em nós. Não coloquemos Deus numa caixa e limitemos Seu milagroso poder para nos usar por limita-Lo somente aos dons que nós pensamos que temos. Por exemplo, ouçamos Moisés em Êxodo 4:10-12:

"E Moisés disse ao Senhor: Ah, meu Senhor, eu não sou eloquente, nem de ontem, nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao Teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua. E disse-lhe o Senhor: Quem fez a boca do homem? Ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou Eu, o Senhor? Agora portanto vá, e Eu serei com a sua boca, e te ensinarei o que hás de falar" (ênfase adicionada).

Em outras palavras, "Não se preocupe demais, Moisés, deixa-Me fazê-lo—em você". Mas, se você vem estudando para aprender uma nova atividade e simplesmente não desenvolve, talvez seja uma indicação de que Deus não quer que você faça esse trabalho. Ele talvez achou outra pessoa cuja personalidade seja melhor adaptável para essa atividade. Não deixe o orgulho entrar no caminho de Deus. O conselho dado em Mateus 10:14 também pode ser aplicado aos talentos: "Se ninguém vos receber, nem escutar as vossas palavras, saindo daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés."

Embora Deus controle nossos pensamentos e desejos (se nós O permitirmos), há diversidade de dons e maneiras diferentes de fazer as coisas. Deus não quer que nós classifiquemos todo mundo da mesma maneira. Todos temos personalidades diferentes e maneiras diferentes de nos aproximarmos da mesma meta, ou da mesma atividade. Ele trabalhará em cada um de nós em maneiras diferentes ao ver o que fará nosso trabalho mais eficiente. Devemos estar prontos para reconhecer os vários dons manifestados em outros. Deixe o Espírito Santo revelar a você o que você necessita saber em qualquer tempo ou em qualquer situação.

Por outro lado, reconheçamos a diferença entre os dons do Espírito e o próprio evangelho. Embora haja diversidades de dons e maneiras diferentes de fazer as coisas, há um único evangelho verdadeiro (Atos 1:6-9). Devemos estar prontos para discernir a ambos. "Discernimento espiritual" é um dos dons do Espírito (o "colírio" de Apocalipse 3:18).

De E. J. Waggoner, em The Glad Tidings (As Boas Novas), págs. 36, 37 temos isto:

"Os irmãos em Jerusalém demonstraram sua comunhão com Deus e 'viram a graça que foi dada a' Paulo. Os que são guiados pelo Espírito de Deus sempre estarão prontos a "reconhecer" as obras do Espírito nos outros. A evidência mais segura de que alguém não conhece pessoalmente nada do Espírito é a inabilidade de conhecer a Sua obra. Os outros apóstolos tinham o Espírito Santo, e "perceberam" que Deus tinha escolhido Paulo para um trabalho especial entre os Gentios; e, embora sua maneira de trabalhar fosse diferente da deles, pois Deus tinha dado a ele dons especiais para seu trabalho peculiar, eles livremente deram a ele a mão direita de companheirismo...

"Lembre-se de que não havia nenhuma diferença de opinião entre os apóstolos nem na igreja quanto ao que o evangelho é. Havia ‘falsos irmãos,' é certo; mas desde que eles eram falsos, eles não eram parte da igreja, o corpo de Cristo, que é a verdade. Muitos professos cristãos, pessoas sinceras, supõem que seja quase uma questão de necessidade que haja diferenças na igreja. 'Todos não podem ver as coisas da mesma maneira,' é a declaração comum. Então interpretam mal Efésios 4:13, fazendo-o parecer que Deus deu-nos dons 'até que todos venham à unidade da fé'. Mas o que a Palavra de Deus ensina é que ‘na unidade da fé, e no conhecimento do Filho de Deus,' todos devemos chegar 'ao homem perfeito1, na medida da estatura da plenitude de Cristo'. Há apenas 'uma fé' (verso 5), a fé de Jesus, como também há um só Senhor; e aqueles que carecem dessa fé necessariamente estarão desprovidos de Cristo.

"... Há, naturalmente, diferentes graus de conhecimento, mas nunca qualquer controvérsia entre esses diferentes graus. Toda verdade é uma".

Não hesite deixar que Deus lhe dê Seus dons. Não tente supor que nós já temos todos os dons que Deus nos dará. Não pense que você não tem nenhum dom, nem que necessita mais que o que você já tem. Não tente correr à frente de Deus nesta questão. Nós podemos não entender nossos dons. Podem ser temporários, ou podem ser permanentes. Podemos estar cientes deles, ou não. Nós podemos mesmo sentir que Deus está nos isolando. Mas confie em Deus que Ele não colocará você num lugar ermo de modo que você cairá e O embaraçará. Ele é totalmente capaz de segurar você com uma mão que nunca soltará. Simplesmente lembre-se da experiência de Moisés. Jesus Mesmo disse, em João 5:30, "Eu não posso, de Mim mesmo fazer coisa alguma.”

Craig Barnes

Tradução e acréscimos, marcados com asteriscos, de João Soares da Silveira

Nota do Tradutor:

1. Leia o artigo que se segue: O Propósito dos Dons Espirituais;

O Propósito dos dons Espirituais ( Liç. de 11/1/09)

Ao lermos Efésios 4: 11 a 14 devemos ter em mente que a dádiva destes dons foi para o propósito específico de aperfeiçoamento dos santos para a obra do ministério e edificação do corpo de Cristo.

Este texto é, na maioria das vezes lido com a idéia de que foi dado para que todos chegassem à unidade da fé, ou dentro de uma unidade de fé. Cremos que isto oferece uma visão incorreta do que o apóstolo Paulo está tentando nos dizer.

Paulo aqui está dizendo: “...até que todos cheguemos...” [e deveria haver uma vírgula aí]1 “...até que todos cheguemos, [vírgula] à unidade da fé.” Em outras palavras, deveríamos estar unidos antes que isto aconteça; “...até que todos cheguemos, [vírgula] à unidade da fé, [vírgula] e ao conhecimento do Filho de Deus, [vírgula] a varão perfeito.

O homem perfeito é a meta derradeira, “para crescer até à medida da estatura completa de Cristo”. Esse é o nosso alvo.

E o Pr. Alonzo T. Jones pergunta: Que tipo de estatura devemos alcançar? , ou, como ele realmente fez a pergunta neste sermão de nº 10 naquela conferência: “Que altura devemos ser em caráter, antes de deixarmos este mundo?” Ele mesmo dá a resposta:

“Tão altos quanto Cristo. Qual deve ser nossa estatura? A de Cristo. Devemos ser homens perfeitos, alcançando a medida da estatura da plenitude de Cristo.” Boletim da Conferência Geral de 18932, págs. 207 e 208:

E voltando alguns parágrafos na pág. 207, vemos que ele já havia explicado como isto é possível: “Cristo deve estar em nós, exatamente como Deus estava nEle, e Seu caráter deve ser tecido em nós3, e nós devemos ser transformados através dos sofrimentos e tentações e provações que defrontamos. E Deus é o Tecelão, mas não sem nós.”

Ainda um parágrafo antes Ele pergunta: “O que era o tear? Cristo, em Sua carne humana. E o que é que foi feito neste tear? [uma voz na congregação respondeu: ‘O manto da Sua justiça’]. E é por todos nós. A justiça de Cristo—a vida que Ele viveu—por você e por mim, este é o manto, ... e Ele quer que este manto seja nosso, mas não quer que nos esqueçamos de que o Tecelão é Deus, em Cristo.”

E na pág. 208 lemos: “E nos olhos (*e mente) de quem está o padrão do manto que está sendo tecido? [Uma voz da congregação: ‘nos olhos de Deus’]. Muitas vezes irmãos, os diferentes fios parecem estar embaraçados ao olharmos para eles4; as mechas5 parecem estar todas desordenadas, e parece não haver simetria6 não vemos beleza no padrão do tecido7, mas o padrão não é obra nossa. Nós não somos o Tecelão. (*Nossas interferências no processo, ou outros motivos podem) embaraçar os fios, e parar a lançadeira8 que conduz fios no meio dos inúmeros outros. Deus comanda a lançadeira, e ela irá funcionar. (* Ele é quem opera todo o Tear). Você nunca tem que se preocupar se os fios se embaraçam, e você não vê beleza alguma na estampa. Deus é o Tecelão. Pode Ele desenroscar os fios? Certamente que Ele os desembaraçará.

“Quando você procura pela simetria do padrão e o vê todo torto, e as cores misturadas, os fios indo e vindo, num sentido e noutro, e a figura do padrão parece toda atrapalhada; afinal, quem desenhou a estamparia? Sem dúvida que foi Deus. Que tear contem o padrão e a figura do tecido pronto e acabado? E quem é o padrão? É Cristo, Ele é o modelo, e lembre-se, ‘ninguém conhece o Filho senão o Pai’ (*Mateus 11: 27; Lucas 10: 22).

“Você e eu não podemos moldar nossas vidas no padrão. Nós não O conhecemos. Nós não podemos ver suficientemente claro para discernir a figura da estamparia do tecido, nem saber como idealiza-lo corretamente, mesmo se nós o estivéssemos tecendo.

Irmão, Deus está efetuando a tecelagem. Ele vai conduzir o processo. Deus vê o padrão por inteiro, antes mesmo de estar pronto. Aos Seus olhos é perfeito, quando aos nossos não fazem o menor sentido.

“Irmão, permita que Ele o teça. Que conduza o abençoado plano de tecer por toda a nossa vida e experiência o precioso modelo de Jesus Cristo. O dia está vindo, e não está longe, quando a última lançadeira colocará o último fio, o último ponto na figura se completará, e selado com o selo do Deus vivo. Ali esperaremos por Ele, para que possamos ser como Ele, porque O veremos como Ele é.

“Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele; porque assim como é O veremos. E qualquer que nEle tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também Ele é puro” (*1ª João 3:2) (ibidem).

Este é o fim do sermão de nº 10, do Pr. Alonzo T. Jones, à pág. 208.

Ellen G. White, em Parábolas de Jesus, pág. 311 diz: Este vestido fiado nos teares do Céu não tem nenhum fio de origem humana. Em Sua humanidade, Cristo formou caráter perfeito, e oferece-nos esse caráter. "Todas as nossas justiças" são "como trapo da imundícia." Isa. 64:6. Tudo que podemos fazer de nós mesmos está contaminado pelo pecado. Mas o Filho de Deus "Se manifestou para tirar os nossos pecados; e nEle não há pecado". I João 3:5.

Lembre-se, o propósito dos dons é tornar o homem perfeito, por meio de Cristo nele.

Tenha um feliz sábado, lhe deseja o irmão

João Soares da Silveira.




Notas:

1) Não havia pontuação nos textos originais bíblicos, nem mesmo espaço entre as palavras. A pontuação foi acrescida por sabedoria humana. Há naturalmente de variar de língua para língua nas diferentes traduções. Às vezes temos vírgulas onde não há pausa e falta aonde deveria existir;

2) Nas Assembléias das Conferências Gerais da Igreja Adventista do 7º Dia realizadas em 1893 e 1895 o orador oficial foi o Pastor Alonzo Trevier Jones (1850-1923), um dos dois mensageiros de 1888. Seu tema, nas duas ocasiões foi a As Três Mensagens Angélicas. O Boletim da Conferência Geral de 1893 traz 24 sermões dele, o de 1895 26;

3) E.G.White já havia declarado: “O caráter puro e imaculado dos verdadeiros seguidores de Cristo é representado pela veste nupcial da parábola da bodas” (Parábolas de Jesus, pág. 310), assim o pr. Jones une as duas idéias: Seu caráter deve ser tecido em nós.

4) Estes fios juntos levam o nome de “trama” e são lançados na urdidura (os fios que vêm no sentido do comprimento do tear). Figuradamente em português trama significa enredo, intriga, ardil, etc... Imaginemos a descrição acima como as dificuldades e provações da vida do cristão;

5) As “mechas”, com os diferentes sentidos em português, compararíamos às crises que nos abalam; às feridas físicas e sociais que não se fecham; ao ardente fogo das variadas perseguições; ao estopim da fofoca, até mesmo entre irmãos; ao ódio, importunação e incomodo nos relacionamentos familiares, etc:

6) A falta de simetria nos dá a idéia da incoerência e imprevisibilidade dos acontecimentos que nos atormentam a vida, e deixam muitos “na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo;

7) Isto é, não entendemos o que está acontecendo, a vida às vezes parece desbotada, não tendo sabor, cor, nem beleza alguma;

8) A lançadeira é a peça do tear que voa, indo e vindo, impelindo a trama de fios por entre a urdidura.

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Lição 2 - O Dom Profético

O teste (*para identificar) um profeta verdadeiro é se ele proclama o evangelho de Jesus Cristo que Deus prometeu no Seu concerto eterno. Os profetas que viveram na velha dispensação pregaram a mesma boa nova a pecadores que necessitaram salvação, como fizeram os profetas vivendo na nova dispensação. A velha e a nova dispensações são uma melhor designação para o Velho e o Novo Testamentos em que a palavra "testamento" tem o sentido de uma "declaração de última vontade" que necessita a morte de um testador a fim de entrar em efeito. No entanto, esta não é a natureza de concerto eterno de Deus, pois foi eficaz para pecadores por toda a velha dispensação, apesar de Cristo não ter ainda morrido. A velha dispensação então designa os tempos antes da missão de Cristo encarnado à terra e a nova dispensação designa o tempo após o Seu ministério terreno.

No Livro de Gênesis Noé era um "pregoeiro da justiça" (2ª Pedro 2:5), e entendeu o "concerto eterno" de Deus (Gên. 9:16). Deus chamou Abraão de Ur dos Caldeus e "anunciou primeiro o evangelho a Abraão" (Gal. 3:8), encarregando-o de proclamar "o concerto eterno" (Gên. 17:7).

Pela fé Isaque, Jacó, José, e os patriarcas (Heb. 11:20-22), criam na Semente prometida de Deus que é Cristo (Gal. 3:16). Entenderam a "melhor aliança” (Heb. 8:6) do novo concerto que são o perdão dos pecados e o escrever da lei de Deus sobre corações e mentes (Heb. 8:10, 12; Gên. 15:6).

O maior profeta da velha dispensação, Moisés, creu no novo concerto de Deus. Quando ele foi chamado ao Monte Sinai ante a presença de Jeová, ele reverentemente ousou (*pisar) em chão sagrado confiando em Seu Salvador do pecado. Moisés escreveu o evangelho do concerto eterno nos cinco livros que compõem o Pentateuco.

Na sua juventude Samuel foi chamado por Deus ao ministério profético nos recintos do templo onde estava a arca do concerto (1º Sam. 3:3). Lemos em Isaias uma descrição encantadora do concerto, que Deus deu ao Rei Davi em que ele liga misericórdia com o concerto eterno. "Inclina os vossos ouvidos, e vinde a Mim: ouvi, e vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, dando-vos as firmes beneficências (*misericórdias) de Davi. Eis que Eu o dei por testemunha aos povos, como líder e governador dos povos” (Isa. 55:3, 4). As firmes misericórdias de Davi são as bênçãos que são garantidas a nós por Cristo, o Filho de Davi.

Daniel profetizou que o Messias "confirmará a aliança" (Dan. 9:27). Ezequiel vislumbrou Davi como príncipe no meio de seu povo e prometeu que Deus estaria com Seu povo eternamente,— "farei com eles uma aliança de paz; e será uma aliança perpétua" (Eze. 37:25, 26). Jeremias profetizou da expiação feita completa entre Deus e Seu povo com base no novo concerto (Jer. 31:31-34).

Na ceia do Senhor Jesus, O Profeta, deu o cálice da bênção aos Seus discípulos por prometer "isto é o Meu sangue do Novo Testamento" (Mat. 26:28). O apóstolo Paulo, que tinha o ofício profético, escreveu: "Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua semente" (Gal. 3:16), assim definindo o concerto eterno como promessa de Deus a Cristo. "E se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa" (Gal. 3:29).

A serva do Senhor nestes últimos dias proclamou o concerto eterno com seu endosso aos dois mensageiros que tinham "credenciais celestes!” (Materiais de Ellen G. White sobre 1888, volume 2, pág. 545). "Em Sua grande misericórdia enviou o Senhor uma mui preciosa mensagem a Seu povo por intermédio dos Pastores Waggoner e Jones. Esta mensagem devia por de maneira mais preeminente diante do mundo o Salvador crucificado, o sacrifício pelos pecados de todo o mundo. Apresentava a justificação pela fé no Fiador; convidava o povo para receber a justiça de Cristo, que se manifesta na obediência a todos os mandamentos de Deus. ... É a terceira mensagem angélica, que deve ser proclamada com alto clamor, e regada com o derramamento do Seu Espírito Santo em grande medida. O Salvador crucificado deve aparecer em Sua eficaz obra como o Cordeiro sacrificado, sentado no trono, para dispensar as inestimáveis bênçãos do concerto.” (Testemunhos a Ministros e Obreiros Evangélicos, págs. 91, 92, do original em inglês; ênfase acrescida).

O sinal de um verdadeiro profeta é a proclamação do concerto eterno de salvação do pecado pelo sangue derramado de Jesus Cristo sobre a cruz, que Ele ministra como sumo sacerdote no santuário celestial.

Paul E. Penno

Tradução e acréscimos, marcados com asteriscos, de João Soares da Silveira