terça-feira, 9 de março de 2010

Condenados por Pecado Alheio?

Considerações para a lição de 9/3/10

Na lição de hoje, terça-feira, a pergunta sete parece querer nos induzir a concluir que o ato de desobediência de Adão “nos levou a ser condenados.” Este é um entendimento que surgiu com a interpretação errônea do que a igreja católica chama de o pecado original.

Como o cabeça da humanidade, Adão perdeu tudo na queda, e nos fez herdar a natureza pecaminosa que temos, entretanto, não a sua culpa. Ao ser vencido Adão transferiu a Satanás o controle temporário deste mundo, mas Cristo foi Vitorioso em todas as tentações, Satanás nada tinha contra Ele (João 14:30) e assim Ele pôde assumir a nova paternidade da raça humana, tornou-Se o 2º Adão, o nosso 2º Pai1. Ele interceptou as conseqüências do pecado (Gen. 3:15), dando a cada um, individualmente, uma nova oportunidade de decidir se serviria à lei de Deus ou à lei do egoísmo, a nova natureza que passamos a ter com a queda de Adão.

Paulo entendeu que lhe competia escolher entre: crer no poder redentor do Messias ou rejeitá-Lo (Rom. Cap. 7).

Eu não sou responsável pelo pecado de Adão, somente pelos meus, e somente pelos meus serei condenado. Pecado é escolha, não “estado.” Eu não peco porque sou descendente de Adão, mas quando escolho repetir seu ato de rebelião.

Santo Agostinho repetidamente transgredia o 7º mandamento, tendo mesmo tido um filho fora do casamento. Passou, então, a procurar uma desculpa para seu constante fracasso. Pressupôs que o pecado era invencível, assim, Cristo não poderia ter a nossa natureza caída, pois, nesse caso herdaria “o pecado original,” e seria um pecador, e necessitaria, Ele próprio, de um redentor.... Com esta falsa premissa, concluiu que o homem é culpado não somente por seus próprios pecados, mas, principalmente, pelo pecado original de Adão. Assim, para Agostinho, o pecado era um status do ser humano, não dependente da profanação do decálogo. Ele, como muitos hoje, mesmo entre nós, deixam de ver que a diferença entre Cristo e nós é uma questão de CARATER, não de natureza.

A Bíblia, a igreja adventista, e as leis humanas, combatem esta idéia de Agostinho. Entre nós o pastor Albion Fox Ballanger foi desligado da organização adventista, suas credenciais caçadas, e excluído do rol de membros da sua congregação local, por adotar tal entendimento quanto ao pecado original. Veja o que ele disse “Todos os homens foram corrompidos sem sua vontade ou cooperação, e, portanto, todos os homens poderiam ser resgatados sem sua vontade ou cooperação” (The Proclamation of Liberty and the Unpardonable Sin, A Proclamação da Liberdade e o Pecado Imperdoável, pág. 64). Concluindo o raciocínio Ballanger pergunta, e ele mesmo responde “—Como é que é!? Salvar um homem sem sua vontade? Exatamente isto!”

Deuteronômio 24: 16 diz: “Os pais não morrerão pelos filhos, nem os filhos pelos pais; cada um morrerá pelo seu pecado.” Quando o povo adorou o bezerro de ouro, e Moisés intercedeu por eles, pedindo a Deus que riscasse seu nome do livro que Ele, Deus, tinha escrito, Deus lhe respondeu: “Aquele que pecar contra Mim, a este riscarei do Meu livro” (Êxodo 32:33). “Assim feriu o Senhor o povo, por terem feito o bezerro de ouro” (verso 35).

Há um capítulo inteiro na Bíblia que trata exclusivamente deste assunto, é Ezequiel 18. Os versos 3 e 2 dizem: “nunca mais direis esta parábola em Israel, ... Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram,” “a alma que pecar, essa morrerá” (verso 4). “Sendo, pois, o homem justo, e praticando juízo e justiça, ... certamente viverá” (versos 5 e 9). “E se ele gerar um filho [que venha a cometer tais e tais pecados, este] ... não viverá ... certamente morrerá: o seu sangue será sobre ele” (versos 10 e 13). “E eis que também, se ele gerar um filho, que veja todos os pecados que seu pai fez e, vendo-os, não cometer coisas semelhantes... certamente viverá” (versos 14 e 17). “Seu pai, porque praticou [tais e tais pecados] ... e fez o que não era bom no meio de seu povo, morrerá pela sua iniqüidade” (vs. 18). “Mas dizeis: Por que não levará o filho a iniquidade do Pai? Porque o filho procedeu com retidão e justiça, e guardou todos os meus estatutos, e os praticou, por isso certamente viverá. A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele. Mas se o ímpio se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e proceder com retidão e justiça, certamente viverá; não morrerá” (Vs. 19 a 21). E Deus conclui o capítulo dizendo: “Não tenho prazer na morte do que morre” (vs.32).

Como se isto não bastasse, considere que, também as leis humanas não admitem uma pessoa pagar a pena de um culpado. Que juiz de toda a terra aplicará a pena de um culpado sobre alguém inocente quanto ao ato cometido?. Isto não é somente injusto, mas, também, ilegal e ante ético.

Agostinho passou a ver o homem retratado em Romanos 7: 24-27 como um homem completamente convertido, sendo que o entendimento anterior, em toda a literatura existente, o via como um sincero indivíduo, lutando e falhando na fraqueza humana. Ele não entendeu os fracassos legalísticos deste homem de Romanos 7, e nem a completa vitória dele quando se rendeu ao amor e poder de Jesus Cristo. Agostinho o viu como salvo em um relacionamento com Deus. Ele ignorou o testemunho pleno de Paulo em relação a esta passagem: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço” (vs. 14 e 15).

“De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem” (vs. 17 e 18).

“Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?” (vs. 24).

E Ele responde: “Graças dou a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (Vs. 25, p.p.).

Como Cristo declarou que não tinha pecado, a igreja Católica adotou a errônea doutrina da Imaculada Concepção da Virgem Maria, para gerar o “Ente Santo,” referido em Lucas 1:35.

Este 1º erro de Agostinho, levou a Igreja Católica a adotar diversas outras doutrinas errôneas, decorrência lógica, de causa e efeito:

1º) Cristo não é o nosso Mediador nem nosso exemplo;
2º) Assim, não podendo socorrer os que são tentados, foram canonizados novos mediadores, homens e mulheres, pecadores que cederam às tentações, como nós, e que passaram a ser designados de “Santos”;

3º) Maria foi considerada mediadora;

4º) Chegou-se ao entendimento que mesmo no poder de Deus os humanos nunca poderiam ganhar vitória sobre o pecado;
5º) Para contornar a heresia de que todos os homens herdam a culpa pelo “pecado original” de Adão, criou-se o entendimento de que o ato do batismo, em si, removia a culpa; mas
6º) Para os não batizados, principalmente bebês, foi criado o limbo, um lugar imaginário, para onde, de acordo com a teologia católica, vão as almas que não prestam nem para o céu nem para o inferno;
7º) Depois o batismo infantil foi introduzido no dogma católico;
8º) Institui-se a unção do abdômen de mães grávidas, moribundas, como garantia de que elas e os nascituros, iriam para o céu;

Nem a Bíblia nem o Esp. de Profecia fazem uso da expressão “Pecado Original.”

“A doutrina católica ensina que a Bendita Virgem Maria não só foi concebida imaculada, isto é, sem a mínima mancha do pecado original, mas era sem o menor pecado atual durante toda a sua vida. ... Ela não era somente sem pecado, original ou atual, mas ela era, também, em certo sentido incapaz de pecar devido a um privilégio especial” (Comentário Bíblico, vol. 9 da série SDABC, pág. 608, apud “Impeccability and Predestination of Mary).

— João Soares da Silveira

Notas de roda-pé:

1) Deus criou corporativamente todos os homens em Adão, tornando-o o cabeça da humanidade. Todas as vidas humanas são uma multiplicação da vida de Adão: 'de um só fez toda raça humana.' (Atos 17.26).

O Dicionário Webster, edição de 1957, pág. 21, diz que “a palavra Adão significa, em cinco línguas antigas (hebraico, caldeu, siríaco, etíope e árabe), o nome da espécie humana, a humanidade; especialmente na Bíblia, o progenitor da raça humana;

Eis porque Jesus pôde viver e morrer por nós, pelo fato de Ele ser nós, a HUMANIDADE, ser o 2º Adão, nós todos; a humanidade toda estava 'nEle'.

Ele tornou-Se representante da raça humana assumindo a nossa natureza, tornando-Se o novo Pai e Representante da raça humana, a própria Humanidade. O que o 1º Adão perdeu, o 2º reconquistou e reverteu.

Ao unir a Divindade com a humanidade pecadora Jesus tornou-Se nós, a humanidade toda — e nós nos tornamos, coletivamente, um 'nEle', conforme Gálatas 3.28, ú.p.: “...porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” Somos, legalmente, um só corpo 'nEle'.

Dessa forma, Jesus, sendo nós todos, adquiriu o direito legal de viver e agir por nós. A mesma capacitação que era exercida pelo primeiro Adão, isto é, a primeira humanidade. Todos os Seus atos afetariam todos os humanos, porque todos estavam 'nEle'.



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sexta-feira, 5 de março de 2010

Cristo nosso Modelo

Vitória?! É ainda necessária?!

Afinal, É Cristo nosso Modelo ou NÃO !?!

É possível vencermos o pecado, pelo poder de Deus, ou NÃO !?!

Deseja Deus a nossa santificação AGORA, ou NÃO !?!

Todas as facetas do Fruto do Espírito são atributos da Divindade, não nossos. Mas “para sermos ajudados em tempo oportuno” (Heb. 4:16) Cristo, na encarnação, assumiu a natureza caída que temos, e, “como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (vs. 15). Ele não é como os deuses pagão, “cuja morda não é com os homens” (Dan. 2:11), mas “veio em carne” (1ª João 4: 2 e 3) “aceitou a humanidade quando a raça havia sido enfraquecida por 4 mil anos de pecado ... Veio com nossa hereditariedade, para partilhar de nossas dores e tentações, e dar-nos o exemplo de uma vida sem pecado” (DTN, pág. 49).

Temos “grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas nos tornemos participantes da natureza divina, livrando-nos da corrupção das paixões que há no mundo” (2ª Pedro 1.3-4): "Deus providenciou, em Cristo, meios para vencer cada traço pecaminoso, e resistir a toda tentação, por mais forte que seja" (Desejado de Todas as Nações, pág. 429); Fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes, com a tentação, dará também o escape, para que a possais suportar” (1ª Cor. 10:13); Ele “é poderoso para vos guardar de topeçar, e apresentar-vos diante de Sua glória sem mácula” (Judas 24); A vontade de Deus é a vossa santificação” (1ª Tess. 4: 3); “O mesmo Deus de paz vos santifique em tudo” ( 1ª Tess. 5: 23); “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7); “O pecado não terá domínio sobre vós” (Rom. 6: 14); Deus “nos elegeu em Cristo, antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dEle em amor." (Efésios 1: 4).Até mesmo os dez mandamentos, corretamente entendidos, são capacitações para cumprirmos o que dizem — “Todas as Suas ordens são promessas habilitadoras." Parábolas de Jesus, pág. 333.

Nas lições do nosso atual guia de estudos para este 1º trimestre de 2010, vemos que todos os aspectos do fruto do Espírito, são atributos da Divindade, não nossos !!!

Mas, sabemos que Cristo é o Verbo, a Palavra, que é Ele próprio. Ele é o Verbo (João 1:1). Sua Palavra tem poder criador. Não é que Deus tenha que coordenar os elementos naturais para que eles interajam produzindo o que Ele disse. Não. “Pela Palavra de Deus foram criados os mundos” (Hebreus 11:3). A própria Palavra de Deus tem o poder de criar no mesmo momento em que é por Ele pronunciada, e pelo simples fato de ter sido por Ele proferida. Em Gênesis 1, lemos que Ele falou e as coisas aconteceram: “houve luz” (vs. 3), as águas se juntaram (vs. 6), o reino vegetal apareceu (vs.11), etc..., etc. Deus também quer criar em nós Sua justiça, quer implantar em nós retidão, o caráter de Cristo, e para isso pronuncia a Sua Palavra: “Farei que o homem seja mais precioso do que o ouro puro, e mais raro do que o ouro fino de Ofir” (Isaias. 13:12). “A palavra que sair da Minha boca ... não voltará para Mim vazia, antes fará o que Me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei” (Isaías 55:11). Ao citarmos (audível ou mentalmente) a palavra de Deus, na hora da tentação, como Cristo fazia (Mat. 4: 4, 7 e 10) ela, ato contínuo, cria em nós o teor do texto pronunciado. Cristo, isto é, “a Palavra do Senhor ... é um escudo para todos os que nEle confiam” (Salmos 18:30 e Provérbios 30:5). Ela “é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hebreus 4:12).

Como Sua palavra tem poder para realizar o que diz, textos como estes só não acontecem em nossas vidas se O obstarmos, pois Ele não viola o nosso livre arbítrio. Assim, “Deixe que a mente que esteve em Cristo Jesus esteja também em você” (Fil. 2:5, KJV). Note o verbo “deixar,” empregado aqui na KJV. É Deus que quer inserir em nos a mente de Seu Filho. A salvação de nossas almas é uma recriação de nossas mentes a partir da capacitação de Sua Palavra. “Por isso, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia, recebei com mansidão a Palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas” (Tiago 1:21). É Ele quem introduz Sua palavra em nós, e nos diz: “Deixe o teu coração reter as Minhas Palavras” (Prov. 4:4, KJV). Veja, novamente, que o verbo deixar [permitir], usado na KJV, indica que é Deus que deseja conservar Sua Palavra em nossa mente. Só Deus pode nos fazer novas criaturas e nos levar à santidade. Em Cristo somos novas criaturas;” as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Cor. 5:17).

Há uma potencialidade indescritível à nossa disposição se usarmos a palavra de Deus ao defrontarmos as tentações satânicas.

“Ele [Cristo] revelará, por vosso intermédio, a energia criadora de Sua Palavra.” (O Maior Discurso de Cristo, pág. 129). “Colaborando a vontade do homem com a de Deus, ela [a nossa vontade!!!] se torna onipotente.” (Parábolas de Jesus, pág. 333).

Seu poder, Sua própria vida, residem em Sua Palavra. À medida que recebeis a Palavra com fé, ela vos comunica poder para obedecer. À medida que deres atenção à luz que tendes, maior luz vos advirá. Estais edificando sobre a Palavra de Deus, e vosso caráter será formado à semelhança do caráter de Cristo” (O Maior Discurso de Cristo 150).

“Ao receber a Palavra, recebemos a Cristo.” (Idem, pág. 149).

“É a palavra de Deus que cria as flores, e a mesma palavra produzirá em vós as graças do Seu Espírito.” (Ídem, pág. 97).

É por meio da Palavra que Cristo habita em Seus seguidores.” (DTN, pág. 677).

Ele diz: “se estiverdes em Mim, e as Minhas Palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito” (João 15:7). Este é o penhor da nossa vitória na hora da tentação, como Cristo venceu. É a garantia de que também está à nossa disposição o mesmo poder pelo qual Ele foi vitorioso. “Encomendo-vos a Deus, e à Palavra da Sua graça; a Ele que é PODEROSO para vos edificar e dar herança entre todos os santificados” (Atos 20: 32).

Agora irmão, “Quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem ... e vos renoveis no espírito da vossa mente, e vos revistais do novo homem, que, segundo Deus, é criado na verdadeira justiça e santidade” (Efésios 4:20 a 24). “Aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus” (João 3:3). Esta regeneração (Tito 3:3), é a nova criação, a transformação da pessoa. “Sede transformados pela renovação de vossa mente” (Rom. 12:2, KJV). Ele “nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo” (Tito 3:5).

Se O permitirmos, Ele, através da Sua Palavra, recriará a nossa mente. Deus é um caçador que está ansiosa e insistentemente em safári nos perseguindo; não Lhe resista.

Estude e medite na Palavra de Deus cada dia. “Elas testificam de Mim” (João 5:39). Esconda diariamente Cristo em sua vida e no seu ser. Deus disse: “O Meu povo foi destruído, porque lhe falta o conhecimento” (Oséias 4:6). Não permita que esta triste história se repita em sua vida.

“Escondi a Tua Palavra no meu coração, para eu não pecar contra Ti” (Salmos 119:11). “Calçados os pés na preparação do evangelho da paz” (Efésios 6:15). “Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que NÃO façais o que, porventura, seja do vosso querer” (Gal 5: 17). Qual é o nosso querer? Nossa carne deseja fazer o que é errado, mas graças a Deus que o Espírito luta contra a carne, e a carne contra o Espírito. Agora, qual é o mais forte? O Espírito ou a carne? Sem dúvida que o Espírito é mais forme, e, portanto, seremos vitoriosos, se não nos opusermos à Sua luta dentro de nós, em nosso favor. Paulo diz: “para que NÃO façais o que quereis” (ú.p. do vs. 17).

Que força podem, pois, ter as tentações da carne [se nossa vontade se torna ONIPOTENTE!!!], se seguirmos estes conselhos? Cristo é o nosso modelo! “Em Deus louvarei a Sua Palavra, em Deus pus a minha confiança; não temerei o que me possa fazer a carne” (Salmo 56:4).

O que acontece em nossas vidas é que não estamos enraizados em Cristo, a Palavra de Deus, e, “quando vêm as tentações nos desviamos” (Lucas 8:13). Devemos submergir-nos em Cristo aprofundarmo-nos no conhecimento de Sua Palavra. Pois, é observando a Palavra de Deus que o cristão purifica o seu caminho — “Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a Tua palavra” (Sal. 119:9), pois a Palavra de Deus é lâmpada para os nossos pés, e luz para o nosso caminho (verso105). Ao enfrentarmos Satanás com um “está escrito” da Palavra de Deus, poderemos então dizer “vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim” (Gal. 2:20) porque Suas palavras “são vida” (João 6:63).

"Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, Pelo novo e vivo caminho que Ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela Sua carne, e tendo um grande Sacerdote sobre a casa de Deus, cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa, retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é O que prometeu (Hebreus 10: 19-23).” (A. T. Jones, O Caminho Consagrado à Perfeição Cristã, p. 84)

Este “Caminho” de que dispomos, para a perfeição cristã, é o próprio Cristo. Ele disse: “Eu Sou o Caminho” (João 14:6). Este caminho nos conduz até a presença de Deus, no santíssimo do Santuário celestial, “pelo sangue de Jesus” (Hebreus 10: 19). Foi Cristo que o inaugurou para nós, pelo desbravar da Sua penosa vereda em nossa carne humana caída por Ele assumida na encarnação. “Como os filhos participam da carne e do sangue, também Ele participou das mesmas coisas(Hebreus 2:14) — podemos, portanto, “entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que Ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela Sua carne(Hebreus 10: 19 e 20).

Este caminho para o Santíssimo foi consagrado por Jesus por ter vivido Sua vida perfeita na Sua carne, isso é, na carne humana caída, pecaminosa, que Ele assumiu na encarnação. É Ele quem diz: “Estai em Mim e Eu estarei em vós.” Como pode Cristo, um ser Santo, habitar em mim pecador uma vez que não há comunhão entre O Santo e o profano? Só há um modo de eu crer que isto é possível — Ele já fez isto, Ele já veio e habitou em carne pecaminosa na encarnação, e o que Ele fez uma vez, Ele pode fazer outra vez, e, em verdade, Ele está desejoso de assim proceder. Só não o fará se O obstarmos.

“A contemplação de Seu amor, manifestado em Seu Filho, comoverá o coração e despertará as energias da alma como nenhuma coisa o poderia fazer. Cristo veio para recriar a humanidade à imagem divina” (O Desejado de Todas as Nações, pág. 478).

“Restaurar no homem a imagem de seu Autor, levá-lo de novo à perfeição em que fora criado ... este é o objetivo ... da vida” (Educação, pág. 16).

Permitiremos que Ele faça isso em nós? Ele está desejoso de o fazer, e só não o fará se O obstarmos. Por lutar com Deus, como Jacó, até recebermos a bênção, nós permitimos que o "óleo" do Espírito Santo nos traga à experiência da perfeição que Ele nos deu pela Sua consagração — Seu caráter justo — como Ele a entende, não como nós entendemos perfeição.

Portanto, irmão,

“Vitória na tentação vem àqueles que efetivamente empregam ‘a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus’ (Efésios 6: 17). A juventude de hoje deve empregar as mesmas armas espirituais. A mente deve constantemente alimentar-se da Palavra, doutro modo as defesas da alma serão arruinadas, Satanás ganhará vantagem. Negligência em estudar e meditar na Palavra, mesmo por um dia, resulta em séria perda” (Comentário Bíblico, no volume 3 da série SDABC, pág. 897).

Assim, 'Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade' (2ª Timóteo 2.15) isto é: que a cita na hora da tentação! A fim de não 'se envergonhar', por ter cometido um pecado, o cristão faz bom uso da 'espada do Espírito, que é a Palavra de Deus' (Ef. 6.17).

Perfeição é um ideal. Por definição, ideal é um objetivo, do qual podemos nos aproximar mais e mais, facultando contínuo progresso na semelhança com o Modelo divino, mas que sempre estará numa posição inatingível, muito acima da posição em que nos encontrarmos.

Paulo o expressou assim: “Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas vou prosseguindo, para ver se poderei alcançar aquilo para o que fui também alcançado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo pelo prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus. Pelo que todos quantos somos perfeitos tenhamos este sentimento.” (Fil. 3.12-15). Paulo estava inconsciente da posição que, pela graça, alcançara.

"Para todos os seres criados a condição é a mesma — uma vida sustentada por receber a vida de Deus, a vida exercida em harmonia com a vontade do Criador. Transgredir Sua lei, física, mental ou moral, é colocar a si mesmo fora de harmonia com o universo, ou introduzir a discórdia, anarquia, ruína" (Ellen G. White, Educação, página 99). Mas "Deus providenciou, em Cristo, meios para vencer cada traço pecaminoso, e resistir a toda tentação, por mais forte que seja" (Desejado de Todas as Nações, pág. 429).

Enquanto continuarmos vivendo e andando no Espírito, a carne e seus desejos não têm mais poder sobre nós do que se estivéssemos mortos em nossas sepulturas (Romanos 6:1, 2; Gálatas 5:24: 25). "Estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou por mim” (Gálatas 2:20). "A lei de Deus está no coração de Cristo (Salmo 40:8), de modo que, a fé que traz Cristo ao coração, firma a lei ali. E desde que a lei de Deus é o fundamento de seu trono, a fé que traz a lei ao coração, entroniza Deus lá. E é assim que Deus opera nos homens ‘tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade’" (E. J. Waggoner, Signs of the Times, de 6 de fevereiro de 1896).

Oremos juntos:

“Vivifica-me, ó Senhor, segundo a Tua palavra” (Salmos 119:107). “Ordena os meus passos na Tua Palavra, e não se apodere de mim iniquidade alguma” (Salmos 119: 133). Senhor, Tu já me salvaste, “soltaste as minhas ataduras,” por isso, “ó Senhor, deveras sou teu servo; sou teu servo, filho da tua serva” (Salmo 116:16). Ó Senhor, assim como Teu filho “amou a igreja, e a Se entregou por ela, para a Santificar, purificando-a” (Efésios 5: 25 e 26), “faze-me saber os Teus caminhos, Senhor; ensina-me as Tuas veredas; guia-me na Tua verdade, e ensina-me, pois Tu és o Deus da minha salvação” (Salmo 25: 4 e 5). Senhor, “pela Palavra dos Teus lábios’ guarda-me ‘ dos caminhos do homem violento” (Salmo 17:4). “Cria em mim, ó Deus um coração puro, e renova em mim um espírito reto. Não me lances fora da Tua presença, e não retires de mim o Teu Espírito Santo” (Salmo 51: 10 e 11).


Amém!!!

— João Soares da Silveira


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Lição 10 — O Fruto do Espírito É Domínio Próprio

“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio (temperança, na Almeida fiel): Contra estas coisas não há lei” (Gálatas 5:22, 23).

O livro de Daniel registra a vida de um homem que foi totalmente rendido à habitação do Espírito Santo nele. Seu estilo de vida sóbrio, temperante, tornou possível para ele ouvir e submeter-se à voz mansa e delicada de Deus, quando outros homens teriam sido tentados a aproveitar-se à custa dos outros. Quando o rei teria destruído os ímpios e ciumentos homens sábios de Babilônia, Daniel não orou apenas por sua própria vida, e que de seus amigos. Ele suplicou pela vida até mesmo de seus inimigos (Ver Daniel 2:24 e, de E. G. White, Manuscript Releases, vol. 2, pág. 319, §5º).

O Espírito que Daniel possuía antigamente, podemos possuir hoje. Podemos extrair da mesma fonte de força, possuir o mesmo poder de auto-controle, e revelar a mesma graça em nossa vida, mesmo nas circunstâncias mais difíceis. Vitória sobre todas as indulgências nocivas do apetite, ou qualquer outra satisfação que diminuiria o vigor mental ou físico, é necessária, e provida pelo Espírito do Deus Vivo.

"Para todos os seres criados a condição é a mesma — uma vida sustentada por receber a vida de Deus, a vida exercida em harmonia com a vontade do Criador. Transgredir Sua lei, física, mental ou moral, é colocar a si mesmo fora da harmonia com o universo, para introduzir a discórdia, anarquia, ruína" (Ellen G. White, Educação, página 99). Mas "Deus providenciou, em Cristo, meios para vencer cada traço pecaminoso, e resistir a toda tentação, por mais forte que seja" (Desejado de Todas as Nações, pág. 429).

Para alguém ser duro e acusador, para encontrar falhas e acusar, para apresentar dureza de expressão e de temperamento, egoísmo, raiva e vontade própria é dar prova da ausência do fruto da "temperança" ou "auto-controle" e revelar que o Espírito não está presente. Na medida em que a dieta materialmente afeta a mente e a disposição do homem, é lógico que muitos dos males que existem hoje em dia estão ligados à satisfação de apetites e inclinações. Foi assim que a primeira tentação na terra ocorreu no Éden. Foi aqui que Jesus foi primeiro tentado no deserto. E é aqui que a batalha continua até hoje.

A temperança é tão significativa que Paulo, a fim de atingir (*o coração de ) Felix, tratou “da justiça, e da temperança, e do juízo vindouro" (Atos 24:25). Paulo diz de sua própria experiência, "Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha, de alguma maneira, a ficar reprovado" (1ª Coríntios 9:27). A lista de Pedro dos frutos a serem vistos na vida do cristão inclui a temperança (cf. 2ª Pedro 1:6). Pedro, então, conclui, "aquele em quem não há estas coisas é cego, nada vendo ao longe, havendo-se esquecido da purificação dos seus antigos pecados. Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição: porque fazendo isto, nunca jamais tropeçareis" (2ª Pedro 1:9 e 10).

As obras da carne vêm naturalmente, mas o bom fruto não é o produto da natureza humana. É recebido por um poder fora de nós. É o “fruto do Espírito.” "Este fruto foi comparado a uma laranja com seus vários segmentos, que são mantidos juntos, cobertos e protegidos pela casca; no entanto, é uma laranja. O amor é para o fruto do Espírito, o que a casca é para a laranja. Este elemento é tão essencial que Jesus disse: "Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros" (João 13:35). O amor Ágape de Cristo inclui a todos, pois Jesus nos mostrou como amar até mesmo nossos inimigos. "Deus é amor" (1ª João 4:8). Quando o Espírito Santo de Deus entra na vida do crente, necessariamente, “o amor de Deus é derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado" (Romanos 5:5). O amor abrange todos os outros oito segmentos do fruto do Espírito. Eles podem até mesmo ser chamados de frutos do amor.

Nada vai derrotar as artimanhas de Satanás, como o fará o amor de Cristo manifestado na vida de seu povo. Este amor "tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta" (1ª Coríntios 13:7). "Estai em Mim e Eu em vós”, disse Jesus. "Como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em Mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto: porque sem Mim nada podeis fazer" (João 15: 4 e 5).

Pelo nosso próprio nascimento natural, herdamos as obras da carne. Pelo novo nascimento, herdamos toda a plenitude de Deus e nos tornamos "participantes da Sua natureza divina, havendo escapado da corrupção que, pela concupiscência há no mundo" (2ª Pedro 1:4). É só por união pessoal com Cristo — pela comunhão diária com Ele — que podemos possuir o fruto do Espírito. À medida que experimentamos esta viva ligação com a fonte de toda a força e poder seremos levados cativos a Jesus Cristo. "Assim, o primeiro mandamento é a base de toda verdadeira temperança, e a guarda deste mandamento e da fé de Jesus, é o único caminho para a verdadeira temperança. ‘Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão .... Não terás outros deuses diante de Mim’” (A. T. Jones, Advent Review and Sabbath Herald, de 26 de fevereiro 1901).

Enquanto continuarmos vivendo e andando no Espírito, a carne e seus desejos não têm mais poder sobre nós do que se estivéssemos mortos em nossas sepulturas (Romanos 6:1, 2; Gálatas 5:24: 25). "Estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou por mim” (Gálatas 2:20). "A lei de Deus está no coração de Cristo (Salmo 40:8), de modo que, a fé que traz Cristo ao coração, firma a lei ali. E desde que a lei de Deus é o fundamento de seu trono, a fé que traz a lei ao coração, entroniza Deus lá. E é assim que Deus opera nos homens ‘tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade’" (E. J. Waggoner, Signs of the Times, de 6 de fevereiro de 1896).

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas sede transformados pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:1, 2).


Joe W. Gresham


O irmão Joe W. Gresham é pastor da igreja adventista da cidade de Fort Worth, Texas. Ele é evangelista, autor de inúmeros livros, protagonista de programas de rádio e televisão. Seu ministério o levou por toda a América do Norte, Israel, Egito, Jordânia, e a maior parte da Europa. Seus livros têm sido traduzidos para diversas línguas, e estão agora disponíveis em muitos países. Veja o arquivo www.adventistas.com/info/artigos/joewgresham1e2.htm