sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Lição 2, Calebe: Convivendo Com a Espera, por Helena Thomas

Para a semana de 02 a 09 de outubro de 2010

Calebe veio para o Rio Jordão por duas vezes, com grandes esperanças e grandes expectativas. Assim se dá com os remanescentes de Deus dos últimos dias. Quer o percebamos ou não, você e eu caminhamos ao lado do Calebe de 80 anos de idade em sua segunda viagem por aquela vasta planície barrenta próxima do Jordão. Chegou o momento quando nós vamos mostrar ao mundo e aos homens se aprendemos as lições da peregrinação pelo deserto. É hora de ir para casa. Vamos ter certeza de que entendemos o que Calebe tem a nos ensinar sobre como fazer uma travessia bem-sucedida do Jordão.

A primeira vez que o antigo Israel veio ao Rio Jordão, Deus disse a Moisés que fizesse uma lista de espiões para "espiar" a terra de Canaã.1 A lista continha doze nomes: Samua, filho de Zacur; Safate, filho de Hori; Calebe, filho de Jefoné; Jigal, filho de José; Oséias (Josué), filho de Nun; Palti, filho de Rafu; Gadiel, filho de Sodi; Gadi, filho de Susi; Amiel, filho de Gemali; Setur, filho de Micael; Nabi, filho de Vofsi, e Guel, filho de Maqui (*Grifamos).

Todos estes homens eram crentes. Todos eram líderes na Igreja verdadeira. Eles compartilhavam a comum: ancestralidade, educação, forças, fraquezas, filiação religiosa, metas e padrões morais. Todos observavam o sábado e abstinham-se de comer carne de porco. Todos comeram do maná. Todos desejavam entrar e possuir a Terra Prometida.

Pudéssemos ter ficado em um lugar com vista para o acampamento israelita, nós não teríamos visto nenhum sinal distintivo para prever qual destes homens escolhidos iria revelar-se agentes valiosos, e quais provariam ser traidores. As cidades de muros altos de Canaã, e os seus homens gigantes, com lanças enormes, não causou a revolta dos dez, nem inspirou a fidelidade dos dois. As circunstâncias desafiadoras apenas revelaram o que havia sido plantado e cultivado no coração desses homens nos dias, semanas e meses anteriores (Veja Parábolas de Jesus, página 412,1º §).

Na primeira "Conferência Geral" no Jordão, como na "Conferência Geral" em Minneapolis, a característica que distingue os dois espiões fiéis dentre os numerosos rebeldes foi justificação pela fé. Foi um profundo, forte apreço de coração do fato de que Deus é tudo, e o homem nada é. Foi por crer que a palavra de Deus pode e vai realizar o que a Palavra diz, e por depender do que a palavra diz, para fazer o que ela diz.

Calebe podia dizer com confiança: "Nós somos mui capazes", porque ele tinha o hábito de deixar que Deus fosse a sua força. Ele sabia por experiência que "o pouco é muito", quando Deus está nele. Com Paulo, ele poderia dizer: "Quando estou fraco, então sou forte" (2ª Coríntios 12:10).

Calebe e Josué não tremeram ante os gigantes físicos na terra por duas razões. A primeira é que se lembraram da obra de Deus na sua história passada, e sabia que Ele era perfeitamente capaz de continuar a fortalecer e sustentar tudo o que Ele decidisse fazer com a nação.

A segunda fonte, e igualmente importante, de sua coragem foi esta: Josué e Calebe tinham escolhido permitir o poder de Deus vencer os gigantes maiores e mais virulentos que procuram manter o território de cada coração como uma fortaleza contra a posse completa de Deus ali. Eles haviam recebido "o amor da verdade" — o amor de Deus no coração — e pelo Seu poder tinham vindo a ganhar a vitória sobre os gigantes do medo, da desonestidade, gula, orgulho, ganância, etc. Por experimentar essas vitórias, haviam sido habilitados a comer, beber, e fazer o que quer que eles fizessem "para a glória de Deus" (*1ª Cor. 10:31, grifamos). Como esses homens estavam vivendo vidas de vitória, suas mentes estavam cheias de pensamentos de gratidão e amor a Deus. A crise só revelou o que o homem estava pensando em seu coração (Ver 2ª Tessalonicenses 2:10, 1ª Coríntios 10:31). (*“Porque, como imaginou no seu coração, assim é ele”) (Provérbios 23:7). (*“Isto toca na questão fundamental da vida. O homem é o que ele pensa. ... O pensamento determina a conduta,” Comentário Bíblico, vol. 1 da série SDABC, pág. 756) (*grifamos).

Os israelitas (e os dez espiões), que preferiram manter o controle de suas próprias vidas, ainda preferiam que Moisés falasse com Deus e trouxessem de volta uma lista de regras para que eles obedecessem (ou não, conforme suas próprias inclinações naturais ditassem). No momento crucial, estes se viram impotentes contra os gigantes de Canaã e as rebeliões de seus próprios corações. Os poucos que, passo a passo, permitiram a Palavra viva do Deus vivo crucificar o homem natural (*“o velho homem”), juntamente com suas afeições e cobiças (*“paixões e concupiscências”) já estavam vivendo no poder do Espírito. Aqueles que vivem no Espírito são "ousados como o leão", não se intimidado por nada. Eles são capazes também de andar no Espírito, mesmo na terra dos gigantes visíveis (Provérbios 28:1, Êxodo 20:19 e Gálatas 5:24 e 25) (* Ver também Rom. 6:6).

Estamos na posição dos filhos de Israel às porta da terra prometida; vamos aprender com a sua experiência .... Os altos muros, que parecem chegar até ao céu, representam para nós os muros da dúvida, os gigantes são os gigantes da descrença. E como as paredes e os gigantes caíram então diante do avanço da fé, assim eles vão cair agora, ainda que altos e fortes possam parecer a nós. Vamos colocar este capacete e avançar resolutamente para a frente, sabendo que ... “a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece, e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo" (1ª Pedro 1:6, 7), (E. J. Waggoner, Present Truth (edição inglêsa), de 19 de Outubro de 1893

O testemunho destemido de Calebe, e à fidelidade de Deus em face da raiva e negação da multidão, não é nenhum maior testemunho do poder de Deus em sua vida do que foi o silencioso, paciente, o espírito de amor que ele manifestou ao longo dos quarenta longos anos de vida errante pelo deserto. Toda a triste peregrinação teria sido evitada se os israelitas o ouvissem e a Josué naquele dia fatídico, mas Calebe não deixou a igreja. Ele não protestou contra a maldade dos que se opuseram a ele. Ele trabalhou em silêncio e fielmente como um servo líder, procurando preparar o seu próprio coração e o coração de seu povo para ter uma experiência diferente na próxima vez que viessem às fronteiras da terra prometida.

E você?

Hélèn Thomas

A irmã Helena Thomas é esposa de um obreiro bíblico adventista. Eles vivem no estado de Michigan, nos EUA. Além de exercer as funções do lar, como esposa, mãe e avó, ela é escritora, e produz artigos literários de dentro da própria casa. Desde Janeiro de 2010 ela é a nova editora do Comitê de Estudos da Mensagem de 1888. O endereço eletrônico dela é jhthomasal@gmail.com

Nota do tradutor:

1) Este é o modo do escritor bíblico se expressar — tudo que Deus não impede, por Ele ser Todo Poderoso, diz-se que foi Deus que fez. No caso em pauta, nós adventistas, temos luz adicional em Patriarcas e Profetas, pág. 387, que nos diz: em “Cades ... foi proposto pelo povo que fossem enviados espias a fim de examinarem o pais. O assunto foi apresentado ao Senhor por Moisés, e Ele lhes concedeu permissão, com a instrução de que um dos príncipes de cada tribo fosse escolhido para tal fim.”

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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Lição 1 — História e Histórias, por Paul E. Penno

Para Para a semana de 26 de setembro - 2 de outubro de 2010


As lições deste trimestre levam a sério as histórias da Bíblia como história. Os autores estão de parabéns por esse esforço digno. Por quê? O moderno "Adventista" mostra pouco ou nenhum interesse em nossa história. Os historiadores, bibliotecários e os depositários das obras de Ellen G. White nos informam que a menor seção de estantes de livros visitada é a da história da igreja.

Por que existe essa falta de preocupação com o estudo do passado por parte de membros da igreja e líderes, jovens e idosos? Não há nenhuma maneira que nós possamos ir contra a avaliação de Jesus sobre a igreja atual, ela não sente nenhuma necessidade. "Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta" (Apocalipse 3:17). Por que mudar se as coisas parecem estar indo bem?

Ignorância proposital, ou até mesmo involuntário equívoco da história sagrada é terrivelmente perigoso. George Santayana disse sabiamente: "Uma nação que não conhece a história está fadada a repeti-la." Ellen White coloca isto de modo ainda mais forte: "O Senhor declarou que a história do passado repetir-se-á ao entrarmos na obra finalizadora" (Mensagens Escolhidas, livro 2, pág. 390). "Nada temos a temer, quanto ao futuro exceto se nos esquecermos a maneira como o Senhor nos guiou, e seus ensinamentos na nossa história passada" (Life Sketches of Ellen G. White, pág. 196 (1902). Que lições pode o Israel moderno aprender com os reavivamentos e fracassos do antigo Israel?

Por uma série de milagres Deus libertou Israel da escravidão egípcia, a fim de trazê-los para a terra que Ele havia prometido a seus pais. A verdade presente para eles era subir e possuir a herança, Números 13:30. Sua resposta à mensagem de Deus foi: "Não podemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós” (Números 13: 31). Em vez de acreditar na promessa do Novo Concerto de Deus, eles se concentraram sobre a lei da auto preservação, motivados pelo medo, que é a base do antigo concerto deles. Seu pecado do egocentrismo era tão grande que a mensagem do Senhor para eles agora foi: "Não subais" (*Números 14: 42). A geração inteira deve vagar por quarenta anos e morrer no deserto (*vs. 33).

Da mesma forma, Jesus veio para a Igreja Adventista do Sétimo Dia na Sessão da Conferência Geral de 1888, como um Amante para apresentar a verdade da cruz, que derrete o coração, por meio de Seus mensageiros delegados, Alonso T. Jones e Ellet J. Waggoner. Deus iria terminar a obra e enviaria Jesus para a colheita madura. 1888 marca o início do aguardado derramamento da chuva serôdia e do alto clamor.

A história e a inspiração, (*referindo-se) à Chuva Serôdia e ao Alto Clamor, são claras ao dizer que "Sofreu resistência a luz que deve iluminar toda a Terra com a sua glória (*referência a Apoc. 18:1) e, pela ação de nossos próprios irmãos, tem sido, em grande medida, conservada afastada do mundo" (Mensagens Escolhidas, livro 1, pág. 235;.

Esta é a principal razão para o atraso na finalização da nossa comissão evangélica. O Senhor não adiou Sua volta, nós a temos adiado. Não há problema mais grave para esta igreja mundial enfrentar do que o nosso relacionamento com o Espírito Santo, a terceira pessoa da Divindade. A mensageira inspirada do Senhor disse sobre a experiência de 1888: "Eu sei que naquele tempo o Espírito de Deus foi insultado" (Carta S24 (*S = Smith) escrita em 19/9/1892, por EGW, da Austrália, a Uriah Smith, um dos principais opositores em Mineápolis. Aparece na compilação Manuscript Releases, vol. 15, pág. 83. Agora, recentemente, na coletânea de materiais de 1888, The Ellen G. White 1888 Materials, Vol. 3, pág. 1043).

Por que Ellen White, em algum momento, até sua morte, não preparou sua própria versão inspirada de um reexame de 1888 e não conclamou (*a igreja) para um arrependimento corporativo? Pela mesma razão que Moisés, durante os quarenta anos de Israel vagando (*no deserto) até à sua morte, nunca apelou para uma nova tentativa de conquistar Canaã por meio de uma nova marcha contra Ai. Israel devia vagar quarenta anos completos. Por que persistir tediosa e continuamente em Cades? Este pecado do povo era muito profundo e nunca poderia ser realmente erradicado durante sua vida. Só uma geração nova (com exceção de Calebe e Josué) poderia ser como "criancinhas" em matéria de fé.

De 1888 até aproximadamente 1901, Ellen White, de fato, repetidamente chamou ao arrependimento denominacional, começando com a liderança em Battle Creek. Ela disse expressamente que o que ela esperava ver cumprida na conferência de 1901 era um reavivamento espiritual e uma reforma que iria reverter a descrença de 1888, veja The General Conference Bulletin, (Boletim da Conferência Geral) de 12 de April de 1901.


Por volta do final do ano de 1901 uma convicção começou, aparentemente, a ser formada em sua alma, que levou até à confissão sincera no dia 15 de janeiro de 1903, na carta a Jesse Arthur: "O resultado da última Conferência Geral foi a maior, a mais terrível tristeza da minha vida.
Nenhuma mudança foi feita" (Manuscript Releases, vol. 13, pág. 122).

A falha do antigo Israel para entrar na terra prometida começou com a promessa velho-concertista, "Tudo o que o SENHOR tem falado, faremos" (Êxodo 19:8). Depois que aquela geração morreu no deserto, a nova geração atravessou o Jordão inflamados pela fé na promessa do concerto de Deus (Josué 3:17). Por um breve momento, estes jovens aprenderam a lição do fracasso de seus antepassados e se arrependeram, sabendo que eles também podiam cometer o mesmo erro.

Com certeza, nenhuma dessas experiências de arrependimento eram permanentes ou completas, mas o caráter de Deus era constantemente exercido em liderar Seu povo organizado ao arrependimento. "Onde é o redil no qual lobos não vão entrar? Digo-vos ... o Senhor tem um corpo organizado, por cujo intermédio Ele irá operar. Pode haver mais de uma vintena de Judas entre eles ... mas o grande Mestre procura dar lições instrutivas para corrigir esses males existentes. Ele está fazendo hoje a mesma coisa com a Sua Igreja. Está indicando os seus erros (sic). Ele está apresentando a mensagem laodiceana. ... O Senhor tinha uma igreja a partir daquela época, em todas as mudanças ocorridas no tempo, até o período presente (1893). A Bíblia nos põe diante de uma igreja modelo. Seus membros devem estar em união uns com os outros e com Deus" (Mensagens Escolhidas, livro 3, págs. 17 e 18., coletado do Manuscrito 21, de 1893)

O reavivamento do Novo Concerto não durou muito tempo com o antigo Israel, porque o modelo já tinha sido criado e transmitido de geração em geração, de mente para mente, por uma fé motivada pela preocupação egocêntrica. É a posição padrão inata de negligência. Isso resultou no ponto mais baixo da descida de Israel ao tornar-se a calda ao invés da cabeça (*como Deus planejara, Deut. 28:13) no que diz respeito às nações da Terra. "Cada um fazia o que parecia bem aos seus próprios olhos" (Juízes 17:6).

A lição diz que "O povo de Israel foi influenciado negativamente pela cultura circundante" (Quarta-feira, 29 de setembro, 2ª linha). Com certeza, quando eles não creram no concerto eterno do amor de Deus, prometido através de seu Fiador, Cristo, o vácuo foi preenchido por todo tipo de auto-satisfação de filosofias pagãs que os escravizaram.

O clamor por um rei, como todas as outras nações tinham, foi uma rejeição do governo de Deus (1º Sam. 8:6). Deus lhes permite fazer suas próprias escolhas, mas Saul é um mero reflexo de seu próprio estado espiritual. No decurso do tempo o reinado de Saul foi desmoralizante e sem visão.

Davi foi o ungido do Senhor, porque ele é "homem conforme o meu coração" (Atos 13:22). David identificou-se com o amor abnegado de Deus. Após sua unção David não pressionou por qualquer pretensão ao trono, tentando derrubar Saul, mas permitiu Deus cumprir a Sua promessa, com anos de perseguição e fé paciente.

De todos os reis de Israel, David foi o único que entendeu a Novo Concerto. Você não pode realmente crer no perdão dos pecados a menos que sua alma seja humilhada até o pó, por perceber a enormidade do pecado em si. David pediu, implorou, por limpeza de alma, não apenas o "perdão" legal (Salmo 51:10). Ele se conscientizou de que o "crime de sangue" de sua alma, incluía a culpa do sangue do Filho de Deus (vs. 14 e 4; compare com Atos 2:36). David consagrou o resto de sua vida ao trabalho missionário, de salvar almas, uma nova carreira (Salmo 51:12, 13). Sabia ele que Deus o havia "aceitado"? Sim, ele percebeu que uma medida paliativa não poderia ajudá-lo, ele havia sido salvo das próprias profundezas do inferno.

Os relatos bíblicos em 2º Reis e 2º Crônicas vividamente retratam a natureza dos avivamentos do antigo concerto, assim como são até hoje. Eles podem produzir resultados espetaculares, mas apenas por um breve tempo. Toda motivação egocêntrica é, em princípio, velho concertismo. A motivação do Novo Concerto é baseada na liberdade, uma resposta do coração para o amor (Ágape) de Cristo que "constrange" para um serviço voluntário a Ele, não imposto pelo medo de punição ou mesmo pela esperança de recompensa.

O povo de Deus, no Monte Sinai, rejeitou o glorioso Novo Concerto que Deus queria que eles apreciassem. Êxodo 19:4-6, e se prenderam à escravidão do velho concerto (v. 8). Este fato marcou a sua história para sempre.


Será que o velho concerto produzirá "um reavivamento e reforma" duradouros? A história diz, Não. O rei Ezequias em Jerusalém levou a nação a um poderoso "reavivamento e reforma" do velho concerto, fazendo tudo certo de acordo com a lei (2º Reis 18-20). Maravilhoso! Mas tudo caiu no reinado seguinte de seu filho, Manassés (cap. 21). Em seguida Josias, o neto de Ezequias, subiu ao trono (capítulo 22 até 23:30). Mais uma vez, um outro renascimento do velho concerto e reforma. Maravilhoso. Mas tudo desmoronou com a morte do rei Josias, e desde então foi ladeira abaixo até a ruína nacional (2º Cro. 36).

Como podemos nós, como seguidores de Jesus, passar por essa barreira, sempre presente, do amor de si mesmo? Como podemos nós como indivíduos, aprendermos a morrer para nós mesmos? Mais grave ainda, como podemos, como uma entidade corporativa, como uma igreja, ser "crucificados com Cristo"? É isto possível agora?

Antes de Jesus possa vir, o Seu povo deve aprender as lições de toda a história do passado e crescer. Jesus compara a sua preparação com a plantação de um agricultor, crescendo e amadurecendo, até que esteja pronta para a colheita (Marcos 4:26-29). O crescimento torna possível que Ele venha pela segunda vez para "ceifar" a "colheita" (Apoc. 14: 14 e 15). Mas a "ceara" não pode tornar-se madura senão quando a "chuva serôdia," do derramamento do Espírito Santo, venha (Joel 2:23, 24). Nada pode ser mais importante para a igreja do que buscar a bênção da chuva serôdia (Zacarias 10:1).

E onde está a boa nova? A chuva serôdia é uma mensagem de "uma muito mais abundante graça", uma visão mais clara do que o Salvador do mundo tem feito por nós, uma revelação de Seu amor (Ágape) que "constrange" toda a alma honesta de coração para viver para Ele e não para si mesmo (2ª Coríntios. 5: 14 e 15), para que esta verdade possa "iluminar a Terra com glória" (Apoc. 18:1-4).

Paul E. Penno

O irmão Paulo Penno é um pastor evangelista da igreja adventista da cidade de Hayward, na Califórnia, EUA, da Associação Norte Californiana da IASD, localizada no endereço 26400, Gading Road, Hayward, Telefone: 001 XX (510) 782-3422. Ele foi ordenado ao ministério há 38 anos. Após o curso de teologia ele fez mestrado na Universidade de Andrews. Recentemente ele preparou uma extensiva antologia dos escritos de A.T. Jones e E. J. Waggoner, a qual está incluída na Compreensiva Pesquisa dos Escritos de Ellen G. White. Recentemente também ele escreveu o livro “O Calvário no Sinai: A Lei e os Concertos na História da Ig. Adventista do 7º Dia,” e, ao longo dos anos, escreveu muitos artigos sobre vários conceitos da mensagem de 1888. O pai dele, Paul Penno foi também pastor da igreja adventista, assim nós usualmente escrevemos seu nome: Paul E. Penno Junior. Ele será o orador num seminário no sábado 16 de outubro de 2010, com o título As Boas Novas São Melhores do que Você Pensa, a se realizar na Igreja Adventista do Sétimo Dia, localizada no endereço: 9148 Nero Road, Brownsville, Califórnia, 95919, USA, fone (530) 675-2362.

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Lição 1, do 4º trim. de 2010 — História e Histórias — por Patti Guthrie

Para a semana de 26 de setembro - 2 de outubro de 2010


O estudo destas semanas, destaca uma série de personagens menos conhecidos no Antigo Testamento. O Próprio Cristo considerou isto importante pois a Bíblia diz, "E, começando por Moisés e todos os profetas, [Jesus] explicava-lhes o que dEle se achava em todas as Escrituras [O Antigo Testamento]" (Lucas 24:27). João diz: "Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam" (João 5:39). Todas as Escrituras do Antigo Testamento revelam a Cristo. Ao estudarmos cada história e personagem, perderemos o ponto principal, a menos que perguntemos: O que esta pessoa ou a história revela sobre Cristo?

A base do governo de Deus é amor abnegado. Cristo vive para dar: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu ..." (João 3:16). Satanás tem desvirtuado o caráter de Deus de amor ao mundo: "E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele" (Apocalipse 12:9). Falando de Satanás, Jesus disse: "[O diabo] foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e o pai da mentira" (João 8:44).

Nota: Ao estudarmos as histórias do Antigo Testamento, podemos ver que as pessoas estão representando a Cristo e os princípios de Seu reino, ou eles estão agindo como "seu pai, o diabo."

O Ambiente

Uma trama para tirar a vida do homem tinha sido colocada ao Deus soprar vida em Adão. Satanás havia levado um grande número de anjos rebeldes a acusar Deus de ser auto-exaltador (Isaías 14). Na verdade, era Satanás quem se auto exaltava. Oculto em seu coração estava o desejo de substituir a Deus, o único Ser no universo que detinha uma posição mais elevada do que ele. Então, ele planejava governar o universo ao seu modo. Este plano mostra o quão longe o engano de Satanás o levara. Se fosse possível para ele ter aniquilado a Deus, sua própria vida teria sido instantaneamente destruída, porque ninguém tem vida independente do seu Criador.


Ao criar a raça humana com a capacidade de escolha, Deus colocou em risco a segurança de todo o universo. Se o homem caísse, Cristo, que Se humilhou desde a eternidade pretérita, Se tornaria o "Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo" (Apocalipse 13:8). Ao separar-Se de Seu Pai, e permitir que sua divindade fosse revestida com a humanidade, Cristo Se sujeitou a toda a humilhação e tortura que demônios, em forma humana, poderiam infligir-Lhe. Ele travou uma batalha muito maior do que jamais seremos chamados a travar. Ele selou o destino de Satanás e de todos os seus seguidores quando Ele morreu vitoriosamente na cruz. Ao fazê-lo, Ele passou a ser não apenas o Criador, mas o Salvador e Re-criador do mundo.
Que tema a se ponderar!

Cada personagem nas lições deste trimestre tem um papel a desempenhar em revelar ao Universo o caráter de Cristo ou a natureza despótica de Satanás. Ao ponderar as histórias dos personagens menos conhecidos da Bíblia, faremos bem em rever nossas próprias histórias. Nós, também, somos personalidades "menos conhecidas." Nossos nomes podem não ser estampados nas páginas das Escrituras Sagradas, mas eles estão gravados nas mãos do nosso Salvador. Cada um de nós tem um papel a desempenhar no drama dos séculos. A história fielmente (*revelará) que parte temos atuado.

Qual é a história da minha vida? Qual é a sua história? Você consegue lembrar dos tempos especial em sua vida quando você podia sentir o poder de atração de Deus? Você já caiu presa das mentiras de Satanás? Como Deus Se revelou a você nos momentos de provação e perplexidade? Qual é a história de nossa amada igreja adventista do sétimo dia? Será que permanecemos focados, ou temos nos acostumado e nos tornado confortáveis neste rebelde planeta? Não nos lembramos o que foi que uniu os corações dos primeiros crentes do advento, na esperança de um breve retorno do Salvador? Não entendemos as suas histórias? Não sabemos o que eles sacrificaram para que nós desfrutássemos das bênçãos que experimentamos hoje?

Um novo livro foi lançado em junho de 2010, The Return of the Latter Rain (O Retorno da Chuva Serôdia), por Ron Duffield (disponível através dos editores Glad Tidings ou do Ministério Light Bearers). Conta a história da nossa Igreja Adventista do Sétimo Dia, de uma forma única, com centenas de documentos originais, sequenciados em ordem cronológica. Deixe os personagens contarem suas próprias histórias. O resultado é comovente e esperançoso. O Pr. Ron mostra que Deus enviou a mensagem da chuva serôdia há mais de 120 anos atrás, por dois "personagens menos conhecidos", que mostrou como toda a Bíblia é centralizada em Cristo. Um dos mensageiros da "Chuva Serôdia", o Dr. E. J. Waggoner, conta a história de como ele, pela primeira vez, veio a apreciar Cristo de uma maneira nova e pessoal. Observe a sua descrição (*que Waggoner faz) da história (*de duas fontes) e como ela impactou sua vida, descrita em duas fontes:

"Nesta época Cristo foi revelado diante dos meus olhos, 'evidentemente crucificado.’ Eu estava sentado um pouco à parte do corpo da congregação na grande tenda em uma reunião campal em Healdsburg, em uma tarde sombria de sábado.... Tudo o de que me lembro foi o que vi. De repente, uma luz brilhou em volta de mim, e a tenda estava mais iluminada do que se o sol ao meio-dia tivesse a brilhar, e eu vi Cristo pendurado na cruz, crucificado por mim. Naquele momento em que eu tive meu primeiro conhecimento positivo, que veio como um dilúvio avassalador, de que Deus me amava, e que Cristo morreu por mim. Deus e eu éramos os únicos seres de que eu estava consciente no universo. Eu soube então, pela visão real, que Deus estava em Cristo reconciliando o mundo Consigo mesmo;..... eu era o mundo inteiro com todos os seus pecados. Estou certo de que a experiência de Paulo, no caminho de Damasco, não era mais real do que a minha. ... eu decidi, imediatamente, que eu ia estudar a Bíblia à luz daquela revelação, para que eu pudesse ajudar os outros a ver a mesma verdade" (E. J. Waggoner, "Confissões de Fé", 16 de maio de 1916, como citado em O Retorno da Chuva Serôdia, pág. 45).

"Muitos anos atrás, eu estava em uma tenda em uma tarde chuvosa e sombria, onde um servo do Senhor estava apresentando o Evangelho da Graça de Cristo; não me lembro de nem uma palavra do texto ou textos utilizados, e nem o que foi dito por ele, e eu nunca estive ciente de ter ouvido uma palavra; mas, no meio da programação, uma experiência me sobreveio que foi o ponto de reviravolta na minha vida. De repente, uma luz brilhou sobre mim, e a tenda parecia iluminada, como se o sol estivesse brilhando; vi a Cristo crucificado por mim, e a mim foi revelado, pela primeira vez na minha vida, o fato de que Deus me amava, e que Cristo Se entregou por mim, pessoalmente. Foi tudo por mim. Se eu pudesse descrever meus sentimentos, não seria compreendido por aqueles que não tiveram uma experiência semelhante, e para tais nenhuma explicação é necessária. Creio que a Bíblia é a palavra de Deus, escrita por homens santos que falaram inspirados pelo Espírito Santo, e eu sabia que essa luz que veio para mim foi uma revelação direta do céu, pois eu sabia que na Bíblia eu deveria encontrar a mensagem do amor de Deus pelos pecadores individuais, e eu resolvi que o resto da minha a vida eu deveria dedicar a encontrá-la lá, e torná-la clara a outros. A luz que brilhou sobre mim naquele dia, desde a cruz de Cristo, tem sido meu guia em todos os meus estudos bíblicos; onde quer que eu tenha pesquisado no Livro Sagrado, eu tenho encontrado a Cristo apresentado como o poder de Deus para a salvação das pessoas, e eu nunca encontrei nada mais (E. J. Waggoner, O Concerto Eterno (International Tract Society, 1900), pág. V, como citado em O Retorno da Chuva Serôdia, pág. 45).

O irmão Waggoner viu o que precisamos ver nas lições deste trimestre à medida que estudarmos temas essenciais da Escritura: "São elas que de Mim testificam" João 5:39.

Patti Guthrie

O irmão Todd Guthrie, é um médico adventista, membro da Mesa administrativa do Comitê de Estudos de Mensagem de 1888. Ele é ancião na sua igreja adventista local, e constantemente está envolvido em organizar e executar programas musicais para acontecimentos importantes da Igreja Adventista nos EUA e em outros países. Ele é casado com Patti Guthrie, uma adventista de berço. Ela é esposa, mãe e professora dos próprios filhos. Estudante da Bíblia, escritora e musicista. Faz parte do comitê de música para leigos adventistas. A família de Guthrie aparece no canal de televisão adventista Three Angels Broadcasting Network [Canal de Televisão Três Anjos] com música tanto vocal quanto instrumental.


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