sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Lição 3 — Ana: Aprendendo a Ser Alguém, por J. B. Jablonski

Para a semana de 10 a16 de outubro de 2010

A lição desta semana começa falando de um "senso de valor próprio” ou, auto-estima, e faz a pergunta: "Qual é o nosso valor?" A psicologia moderna estimula as pessoas a ter uma alta estima (*amor próprio) por si mesmos. Alguns até pensam que a Bíblia ensina isso nas palavras de Jesus: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Marcos 12:31).

Jesus não está ensinando uma alta estima, auto centrada, isto é centrada em si mesmo. A Bíblia ensina que devemos amar e proteger nossos vizinhos e até mesmo nossos inimigos tão naturalmente como nós amamos e nos protegemos. Nosso senso de valor próprio deve ser baseado na opinião de Deus sobre nós. Ele deu a Jesus a este mundo para salvar nossas almas. Jesus é o Salvador de todo o mundo. Isso significa que Ele teria morrido por mim mesmo se eu fosse o único pecador no mundo. Isto vem em perspectiva, quando percebemos que Ele fez isso porque eu nada posso fazer para me salvar. Compreendendo a magnitude da boa nova do Evangelho, vamos ter um sentido genuíno de nosso verdadeiro valor real.

O fundamento da nossa salvação (a história do evangelho) é o amor incondicional de Deus. À medida que aprendermos a conhecer esse amor, e permitir que ele flua através de nós, iremos desenvolver um senso saudável de auto-estima. "Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque qual Ele é, nós somos também neste mundo. No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor: porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. Nós O amamos, porque Ele nos amou primeiro" (1ª João 4:17-19).

A história de Ana indica que ela deve ter tido uma compreensão de Deus e do Seu amor para com ela. As circunstâncias e o ambiente lhe causaram severa dor emocional. Ela não se tornou amarga, ou culpou a Deus por seu infortúnio. Mas ela experimentou profunda e genuína angústia, porque ela não tinha filhos, especialmente um filho homem. Junto com muitas outras, ela deve ter acalentado a esperança de que ela seria a progenitora do prometido Messias. Por um longo período de tempo essa esperança foi-lhe negada.

A seção de segunda-feira (*da nossa lição) cita dois personagens que, realmente, tornaram a vida de Ana miserável. A narrativa indica que Elcana era um devoto adorador do Deus verdadeiro. Ele oferecia sacrifícios como era exigido pela lei de Deus. Na minha opinião, ele é retratado como um marido muito insensível. Parece não ter compreensão do, ou empatia pelo sofrimento de Ana. Sua relação com Penina resultou em muita dor para Ana. Esta história deve incentivar cada marido a analisar o seu comportamento e atitudes em relação à sua esposa. Como maridos, precisamos orar pela graça e amor de Deus para motivar cada ato para com nossas esposas.

A narrativa indica que Penina não foi imbuída do amor de Deus. Ela não agia como uma verdadeira "cristã." Suas palavras e ações aumentavam o sofrimento de Ana. Precisamos observar que Ana não revidava da mesma maneira. Ela foi ao Senhor com um oração com o coração profundamente partido.

"Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-O enfermar: quando a Sua alma Se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do Senhor prosperará na Sua mão. Ele verá o fruto do trabalho da Sua alma, e ficará satisfeito; com o Seu conhecimento o Meu Servo, o Justo, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre Si. Por isso lhes darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá Ele o despojo; porquanto derramou a Sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas Ele levou sobre Si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores" (Isaías 53:10-12).

Por causa do Seu grande amor por nós, Jesus foi derramado como um sacrifício por nós. Porque Ana estava cheia do amor de Deus, ela "derramou sua alma" em oração perante Deus. É minha oração que cada um de nós aprendamos a orar assim. A chave é ser cheio do amor incondicional de Deus. Até vermos Jesus derramado na cruz por nós, pessoalmente, as nossas orações não serão assim tão "profundas". "Esta oração derramada é talvez o tipo mais íntimo de oração. Envolve ser absolutamente honesto para com Deus, expressando nossa dor e nossos temores mais profundos. Ana estava tão absorvida em sua oração que ficou inconsciente das pessoas ao seu redor e do que poderiam pensar dela. Estava, de fato, se apegando a Deus como Jacó se apegou a seu assaltante noturno" (Guia de Estudos da Lição da Escola Sabatina, edição do professor, pág. 32, do aluno pág. ___).

Quando Ana, finalmente, "derramou" a sua alma em oração a Deus por um filho, ela já não era egoísta em seu pedido. Ela estava pedindo por algo que realmente pertencia a Deus, e ela conveniou devolvê-lo a Deus. O pedido de Ana foi imediatamente concedido. Quando reconhecemos Deus como o dono de tudo que nos rodeia, nossas orações serão menos egoístas. Quando recebemos o amor de Deus e o compartilhamos com outros, nossas orações se tornarão mais poderosas e vamos receber as respostas que nos irão surpreender.

A fé conseguiu o que nada mais poderia. E seja lembrado que há boas razões para isso. Fé perfeita implica em adoração perfeita. Fé e humildade são inseparáveis. Quanto maior a fé de uma pessoa em outra, menor é a sua opinião de si mesma. Assim também a fé perfeita em Deus, como Abraão (e Hannah) apresentou, implicou em perfeita vontade para fazer o que Deus exigia dele. Essa fé é tão poderosa hoje como sempre foi. Basta conseguir o perdão para o pecado, como fez por Abraão, e nada mais, senão essa fé, vai conseguir o perdão. A purificação de um pecador, da contaminação do pecado, é o maior de todos os milagres, e é um prodígio que está sendo realizado diariamente em resposta à fé. Quando Deus vê essa confiança e submissão no coração de alguém, nada que esse tal peça pode ser negado. Então, quem não oraria: "Senhor, aumenta a nossa fé"?1 (E. J. Waggoner, Signs of the Times, de 8 de dezembro de 1887. No volume encadernado desta revista, está à pág. 746, no 3º§).

A música de Ana lembra a canção de Maria, registrada no Evangelho de Lucas. Foi uma resposta de verdadeira alegria e gratidão. A resposta nasceu de entrega total à vontade e ação de Deus. Podemos experimentar esta alegria e gratidão quando nos rendemos ao evangelho — a cruz de Cristo. Uma profunda agradecimento de coração, da salvação que está em Jesus Cristo, traz essa resposta de fé. Quando vermos a amplitude do ato de Deus, e descobrirmos que não podemos contribuir com nada para a nossa salvação, vamos cair de ajoelhos e pronunciar um verdadeiro sincero agradecimento a Jesus Cristo, nosso Salvador e Senhor. Em seguida, a canção de Ana será o nosso louvor.

O exemplo de Ana de educação da criança faz paralelo com o de Joquebede e a experiência de Maria. Ana teve Samuel apenas alguns anos. Ele cresceu na mesma família disfuncional que causou tristeza a Ana. Pela graça de Deus, Ana implanta virtudes celestes na pequena mente de seu filho em crescimento. Todos nós podemos nos beneficiar de um estudo desses exemplos de educação infantil.

"O que são os pais, em grande parte, hão de ser os filhos. As condições físicas dos pais, suas disposições e apetites, suas tendências morais e mentais são, em maior ou menor grau, reproduzidas em seus filhos. ... Foi Ana, a mulher de oração e espírito abnegado, inspirada pelo Céu, que deu à luz Samuel, a criança divinamente instruída, juiz incorruptível, fundador das escolas sagradas de Israel” (A Ciência do Bom Viver, págs. 371, 1º §, e 372, 1º §; Ellen G. White, Conflict and Courage, Conflito e Coragem, devocional de 1971, pág. 139).

“Quem dera que cada mãe percebesse quão grandes são os seus deveres e responsabilidades, e quão grande será a recompensa da fidelidade. A influência diária da mãe sobre seus filhos, os está preparando para a vida eterna ou morte eterna. Ela exerce no lar uma influência mais decisiva do que o pastor no púlpito, e do que o rei no seu trono” (Ellen G. White, Signs of Times de 3 de Novembro de1881; Conflict and Courage, devocional de 1971, pág. 139, e, em português: Meditação Matinal de 1986, Refletindo a Cristo, pág. 187).


J. B. Jablonski

O Pastor Jerry B. Jablonski é um idoso (72) ministro da igreja adventista, mas embora esteja aposentado é muito ativo no trabalho ministerial. Ele é apaixonado pelo ministério junto aos presos, ao qual ele dedicou sua vida, compartilhando a mensagem do Ágape de Cristo e Sua Justiça com os que estão encarcerados (muitos com prisão perpétua) em uma das maiores prisões da Califórnia. Ele é o pastor interino de uma de nossas igrejas na cidade de Hanford, Califórnia, USA., localizada no endereço 900 N. Redington St, Hanford, CA 93230-3810, Estados Unidos. Fone da igreja: 001 XX (559) 582-0034


Nota do tradutor:

1) Lucas 17: 5;

Lição 3 — Ana: Aprendendo a Ser Alguém, por Paul E. Penno

Para a semana de 10 a16 de outubro de 2010

Para todos os que creem que "a mui preciosa mensagem"1 é o início da mensagem de Elias, a história de Ana é um grande incentivo de como Deus vai mostrar gloriosamente Seu caráter ao mundo. É um pequeno silencioso segredo na Bíblia, mas as mulheres desempenham um papel crucial na vindicação de Deus no grande conflito. Quando Satanás está acusando a Deus e seu povo, mui vigorosamente, dizendo que não há ninguém na Terra que reflita de volta a Deus, Seu abnegado amor Ágape, de auto-sacrifício; que todas elas estão em Deus pelos "benefícios" que Ele lhes concede, Deus aponta a algumas pobres almas que são testemunhas dEle.

Ana é uma destas mulheres. O estado da igreja em seus dias era lamentável. Os sacerdotes, Eli e seus filhos, eram corruptos. Era um tempo tão ruim que as mulheres eram molestadas no templo.

Os livros de Samuel retratam uma época de transição entre os juízes e a monarquia. Samuel foi o último líder, divinamente ordenado, como profeta, sacerdote e juiz de Israel, antes da sucessão de reis. Assim como Samuel foi destaque durante um período de vácuo na liderança entre o povo de Deus, (*tal) é a história de Ana.

Elcana era um sacerdote que residia em Ramá, cerca de 24 quilômetros de Siló. A bigamia é um desvio do plano original de Deus para o casamento. Foi a fonte de conflito na família de Elcana (1º Samuel 1: 2). Ana era estéril. Elcana queria filhos. Ele toma Penina com o propósito expresso de continuar o nome da família.

As festas santas eram semelhantes às reuniões campais. Elas forneciam ocasiões de unidade familiar no culto a Deus. Elas deviam ser, expressamente, ocasiões de refrigério e alegria. Havia festa e bebidas2 (v. 4).

A melhor parte da carne foi dada a Ana, demonstrando o seu favoritismo em relação a ela (v. 5). Ana se depara com "a outra mulher", e seus filhos. Ela compartilha uma festa com um Deus que tem negado, persistentemente, filhos a ela própria. Aqui está uma mulher estéril que é amada, e uma mulher fértil que não o é (v. 6). Penina “irritava" ("provocava", "zombava", vs 7) a Ana com a censura de que Deus lhe tinha causado a sua esterilidade.

Agar, de forma similar, tratou Sara em sua esterilidade. Ela perseguiu a mulher livre, a quem foi prometida a semente (Gal. 4:22-31). O velho concerto gera um espírito de perseguição no âmbito dos sistemas familiares e, sim, mesmo na igreja. Desde que, no velho concerto, a fé tem uma motivação egocêntrica, ele tende a ridicularizar, marginalizar e satirizar a fé do novo concerto, que é motivada pelo auto-sacrifício Ágape de Deus.

Em vez de desabafar seus sentimentos sobre Penina, Ana se volta para dentro de si, e fica em silêncio. Ela se esconde na tristeza (v. 8). Ana experimenta a dor de uma persistente ausência de filhos. Elcana sabe a causa de sua dor. No entanto, sua grosseira insensibilidade surge como uma censura a ela por não reconhecer, que ele pode preencher o vazio dela decuplicadamente. Elcana pode amá-la, mas sua arrogância revela que ele pensa que é o centro do seu mundo.

Incapaz de obter qualquer ajuda ou simpatia de seu marido, ela se volta para a única pessoa que a pode certamente entender, e que pode dar a a ela filhos (vs. 10). Ana se volta para Deus. Ela é a única mulher, em toda a Bíblia a proferir uma oração formal e tê-la registrada no texto sagrado.

O voto de Ana quebra o silêncio. A ela vai ser dada agora uma "voz" em todo o resto de sua história. Sua oração é muito específica ao pedir um filho, mas é um voto extremamente abnegado (*de sacrifício próprio). Revela que ela entende o próprio coração de Deus que "deu o seu Filho unigênito" para o mundo. Ela deseja muito um filho, não para si mesma, mas para a vindicação de Deus. Ela vai dar o filho a Deus para sempre (v. 11).

A oração de Ana define, para sempre, a verdadeira natureza de um voto do novo concerto. Ela valoriza o que é preciso para a aliança da promessa de salvação de Deus ser dada eternamente ao mundo. Custou a vida do próprio querido Filho de Deus. Ela oferece seu filho para Deus como uma imagem que reflete Deus dando Seu Filho a ela. Ela pode ou não realizá-la, mas ela é um testemunho singular em uma época de apostasia, quando Satanás está acusando a Deus de que não há ninguém, entre o Seu povo, que sirva a Deus por apreciar Seu caráter de Ágape.

Deus está em silêncio. Ele ficou em silêncio quando o Seu Filho gritou: "Por que me desamparaste?" As regras do grande conflito não permitem Deus interferir imediatamente, e dar garantias pródigas aos Seus fiéis, em meio às provações (v. 12). Mas Eli "responde" o voto dela de um modo distante da resposta que ela quer.

Eli está sentado em sua cadeira, na entrada do templo. Ele vê os lábios dela se movendo ao ela orar em silêncio. Ele acha que ela está embriagada (vs. 13). Peregrinos, nas festas do antigo Israel, costumavam beber em excesso. Eli observou a aflição da mulher, mas não mostra nenhuma amabilidade (vs. 14). Eli leva mais a sério a aparente embriaguez de uma mulher do que os hediondos crimes de seus próprios filhos.

O protesto de Ana é que ela não é "uma mulher sem valor", como os "canalhas" (*filhos de) Eli (1º Sam. 2:12, "homens inúteis") (vs. 16). Esta é uma dura repreensão para Eli, ainda que feita polidamente, por ignorar o comportamento de seus filhos. Sua autoridade moral é completamente prejudicada.

Eli é tão simplório que não dá conta de nada. Ele nem sequer sabe sobre o que ela estava orando (vs. 17). Mas ele a abençoa assim mesmo. Ela eventualmente colocará seu pequeno Samuel no templo com Eli, que receberá uma revelação divina, à noite, profetizando o fim da sua família. Ele interpreta sua aflição como sendo embriaguez, falha em focar sua acusação velada, e, involuntariamente, coopera para a bênção da promessa dela, o que contribuirá para a queda dele.

Eli não demonstrou nenhuma genuína compaixão. No entanto, a sua bênção quebrou o isolamento dela, pondo em marcha o seu curso de volta à família, amenizando a sua dor, restaurando-lhe o apetite, efetuando a sua restauração (vs. 18). Ela se afasta, dizendo: "Que eu ache graça aos teus olhos." Assim Ana sai da depressão para uma vida vitoriosa e otimista.

Uma profunda apreciação do amor de Deus preparou o caminho para ambos, Elcana e Ana, para entender o que significa ser "uma só carne." Algo estava faltando no seu amor antes. Agora, o escritor inspirado os retrata como "um:" “levantaram-se de madrugada, e adoraram” ao Senhor e voltaram para casa (vs. 19). Por causa da "escolha de Elcana" de (*tomar como segunda mulher a) Penina, seu casamento está transtornado. Deus intervem para trazer a cura. Agora Ana goza de uma maior intimidade com o marido. Seu ventre é curado com as palavras "o Senhor se lembrou dela;" curou a esterilidade de Ana. A fé genuína no concerto eterno de Deus faz isso. Aqui está a resposta de Deus ao voto dela, em duas palavras: "lembrou-Se dela." O curso da história da igreja não poderia ser mudado com a descrição de menos palavras do que estas. É inteiramente apropriado que Ana dê a seu filho o nome de Samuel, porque ela sabe que ele é a resposta de Deus a sua oração. Samuel significa "pedido a Deus."

Após o desmame de Samuel, Ana vem a Siló com um touro que é sacrificado, representando o próprio Filho de Deus "para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos os homens" (Heb. 2:9). E agora ela oferece seu filho a Deus para sempre. Esta é a peregrinação de Ana para Siló. É sem precedentes, em toda a Bíblia, uma mulher fazer tal oferta. É comparável a Abraão oferecendo Isaque a Deus. É difícil responder apropriadamente ao sacrifício de Ana.

Ana é um tipo de todos os pobres, fracos, vozes ridicularizadas, pedindo reavivamento e reforma em meio a um povo que gosta da vida tranquila (sem esforço) e que está em constante crescimento em favor com mundanos (vs. 27). Deus, aparentemente, está em silêncio quanto às orações de Seu povo, que está ansioso pelo retorno da mensagem de Elias. No entanto, as orações que estão em sintonia com o que Deus quer, nunca caem em ouvidos insensíveis. Deus pode precisar de você para estar de pé, "sozinho," a fim de ganhar o Seu grande conflito com Satanás.

Será que Deus "emprestou" o Seu Filho ao mundo ou Ele O "deu" ao mundo? Se Deus somente O "emprestou" por poucos anos, então não temos Salvador agora. Pelo contrário, Deus deu o Seu Filho como um presente permanente, o sumo sacerdote, divino-humano, que administra os benefícios da sempre presente cruz, por nós, do santuário celestial. O sentido final da cruz é a expiação. Ele está iluminando a cruz, a fim de atrair corações alienados por Seu amor revelado alí, para que possamos experimentar estar unidos com o coração de Deus.

A frase de Ana "ao Senhor o entreguei" indica que Samuel era um sacrifício vivo para ela, por todos os dias da sua vida (vs. 28). Ela sentiu, profundamente, a separação de seu filho querido, ainda que ela pudesse visitá-lo a qualquer momento que desejasse, considerando que estava a apenas 24 quilômetros de distância. Mas isso não deve diminuir o valor do "sacrifício de Ana." Ela e Samuel são um tipo do sacrifício dado pelo Pai e pelo Filho. Nessa mensagem ela fala eloquentemente como nenhuma outra mulher no Antigo Testamento, da abnegação de Deus.

Paul E. Penno

Paulo Penno é pastor evangelista da igreja adventista da cidade de Hayward, na Califórnia, EUA, da Associação Norte Californiana da IASD, localizada no endereço 26400, Gading Road, Hayward, Telefone: 001 XX (510) 782-3422. Ele foi ordenado ao ministério há 38 anos. Após o curso de teologia ele fez mestrado na Universidade de Andrews. Recentemente ele preparou uma extensiva antologia dos escritos de A.T. Jones e E. J. Waggoner, a qual está incluída na Compreensiva Pesquisa dos Escritos de Ellen G. White. Recentemente também ele escreveu o livro “O Calvário no Sinai: A Lei e os Concertos na História da Ig. Adventista do 7º Dia,” e, ao longo dos anos, escreveu muitos artigos sobre vários conceitos da mensagem de 1888. O pai dele, Paul Penno foi também pastor da igreja adventista, assim que nós usualmente escrevemos seu nome: Paul E. Penno Junior.

Notas do tradutor:

1) Testemunhos para Ministros, pág. 91. A tradução acima é como consta do driginal em inglês. Na edição em português a palavra, “most”, constante do original em inglês, que acima traduzimos como “mui,” na edição da CPB, foi omitida.

2) Levítico 23:18, na Bíblia na linguagem de Hoje diz: “Junto com os pães ofereçam sete carneirinhos de um ano, sem defeito, um touro novo e dois carneiros. Esses animais deverão ser apresentados ao Senhor como uma oferta que vai ser completamente queimada, junto com as ofertas de trigo e de vinho. O cheiro dessa oferta de alimento é agradável ao Senhor.”

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Lição 2, Calebe: Convivendo Com a Espera, por Craig Barnes

Para a semana de 02 a 09 de outubro de 2010

(*Jacó foi um) "Vencedor"

(*“Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste,” Gênesis 32: 28. “Lutou com o anjo e prevaleceu,” Oséias 12:4).

(*Israel) estava à beira da Terra Prometida. (*Quarenta anos) antes eles tinham chegado (*a Cades) perto da fronteira, (*de onde) podiam ver os montes azuis da terra de Canaã à distância. Agora eles estavam na fronteira e viam o rio Jordão espumando diante de seus olhos, e em pé, como a última barreira física entre eles e — a aventurada terra cobiçada de "leite e mel." Mesmo desde que Deus realizou o milagre de abrir o Mar Vermelho e destruir todos os seus inimigos do cativeiro, estavam ansiosos por este dia. Aqui estão eles, o que é que eles vão fazer?

A terra já era deles, porque Deus já a tinha dado a eles: "E também estabeleci a Minha aliança com eles, para dar-lhes a terra de Canaã, a terra de suas peregrinações, na qual foram peregrinos" (Ex. 6:4 ). Creriam eles na todo-poderosa palavra de Deus, que tem, inerente em si, o poder de criar o que diz? Ou será que eles permitiriam que as cintilantes lanças da "gigante" barreira à frente deles fosse cegá-los por pensar que a travessia do Jordão era impossível e destinada a ser um fracasso?

Que eles não se esqueçam de seu pai Jacó, que lutou com Deus e não deixaria passar, a bênção prometida, sem ser cumprida, ao ele submeter-se ao poder divino. A ele foi dado o nome de "Israel" que significa "vencedor". Esta é a sua herança. Agora eles estão numa encruzilhada da entrada da Terra Prometida. Qual será a decisão deles? É hora de ocupar aquilo que, por título, é direito deles — tomar posse da Terra Prometida — dada a eles pelo Soberano onipotente do universo. É tempo de crer em Sua palavra. Qual é a resposta deles?

A resposta é "Não." O primeiro indício disso veio quando eles quiseram explorar a terra. Por que explorar a terra? Já era deles. Eles não precisavam verificar a fertilidade da terra, pois Deus não dissera que era boa terra? (Ex. 3:8). Eles não precisavam saber a força dos exércitos, pois não havia nenhuma batalha a lutar; pelo menos não mais do que os métodos que já haviam empregado para derrotar o exército mais poderoso do mundo então conhecido naquela época — quando ficaram parados olhando, enquanto Deus dividiu o Mar Vermelho e o fechou (*sobre o exército egípcio). Afinal, Deus teria usado “vespões” (*Êxodo 23: 28), se necessário, para lutar por eles (Ex. 23:28). Enviou anjos para derrubarem as muralhas de Jericó. Outra vez, eles (*O rei Jeosafá) enviaram um coro para se encontrar com os amonitas (2º Crônicas 20). Deus não lhes pediu para lutar. Eles decidiram fazer isso inteiramente por conta própria.

Eles esqueceram tudo sobre a promessa e o poder de Deus para efetivar por eles o dom que Ele lhes tinha dado. Tudo o que Ele queria que fizessem era que caminhassem pela fé, crendo na Sua promessa todo-poderosa. Em vez disso, eles podiam lembrar-se apenas da sua própria não cumprida promessa a Deus no Sinai (Êxodo 19:8) e não podiam ver nenhuma saída. Eles estavam certos em um único ponto. Eles, por si mesmos, não tinham nenhum poder para realizar a vontade de Deus para eles, mas eles não tinham conhecimento do poder de Deus. Eles pediram que morressem no deserto, e, estarrecedor, Deus deu-lhes o que pediram. (Cuidado com o que você pedir — você pode recebê-lo).

Então, eles decidiram entrar na terra, novamente em rebelião à palavra de Deus que lhes tinha dito que passariam quarenta anos no deserto (para morrer ali, a seu pedido), selando sua incredulidade.

Insira o assunto da nossa lição — Calebe tentou conter a rebelião. Ele e Josué, dois dos dez enviados para expiar a terra, trouxeram uma mensagem de esperança, confiando na inerentemente todo-poderosa palavra de Deus. Eles apelaram ao povo, insistindo que Deus é capaz de realizar Suas promessas, mesmo em face do que nos parece ser contra todas as probabilidades. Qual foi sua "recompensa" por este ato de bondade? Eles foram humilhados, criticados, e o povo tentou apedrejá-los.

A vida de Calebe é um exemplo de como testemunhar a uma igreja laodiceana morna, em um tempo quando a palavra de Deus é tão pouco conhecida e tão pouco entendida, mesmo entre o professo povo de Deus dos Últimos Dias. Deus havia dito que ficariam no deserto mais 40 anos. Ellen White escreveu em 1901: "Talvez tenhamos de permanecer muitos anos mais neste mundo por causa de insubordinação, como aconteceu com os filhos de Israel, mas, por amor de Cristo, Seu povo não deve acrescentar pecado a pecado, responsabilizando a Deus pela consequência de seu próprio procedimento errado" (Carta 184, 1901; Evangelismo, pág. 696). Calebe não se desencorajou em seu ensino e incentivo ao povo, mas tranquilamente aceitou sua sorte com o povo de Deus. Ele escolheu viver na fé da promessa de Deus do novo concerto para escrever Sua lei em seu coração e levá-lo a apreciar a Sua Palavra e fazer a Sua obra. Hoje, no entanto, também podemos apressar o retorno do Senhor. Deixe Deus produzir Seu fruto em você (ver Parábolas de Jesus, pág. 69)1

.Em 1888, nós, também, fomos levados à fronteira da Terra Prometida. Só que desta vez, os riscos eram muito maiores, porque a nossa eterna terra prometida é a Canaã celestial, a Nova Terra e a Nova Jerusalém. A história está se repetindo novamente. Mas em vez de Josué e Calebe, temos Alonzo T. Jones e Ellet J. Waggoner. Eles também trouxeram uma mensagem de esperança e do poder de Deus. Eles também foram humilhados e criticados. Eles também foram tratados cruelmente e sua mensagem foi rejeitada.2

Ellen White escreveu:

"Ninguém consegue expressar o quanto me dói ver alguns de nossos irmãos tomando atitudes que eu sei que não são agradáveis a Deus. Eles estão cheios de ciúmes e suspeitas, e estão sempre prontos apenas para mostrar em que maneira eles discordaram dos pastores Jones ou Waggoner, O mesmo espírito que se manifestou no passado se manifesta em cada oportunidade;. (vol. Manuscript Releases nº 15, págs. 82, 83). mas isso não é procedente do Espírito de Deus".

"Eu tenho profunda tristeza de coração porque tenho visto quão prontamente uma palavra ou uma ação dos pastores Jones ou Waggoner é criticada. Como facilmente muitas mentes esquecem tudo que de bom tem sido feito por meio deles, nos poucos anos passados, e não vemos evidência de que Deus esteja trabalhando através destes instrumentos. Caçam algo para condenar, e sua atitude em relação a esses dois irmãos, que têm zelo empenhado em fazer um bom trabalho, mostra que os sentimentos de inimizade e amargura está no coração. ..." (Materiais de Ellen G. White sobre 1888, vol. 3, págs. 1026, 1027).

"Não é a inspiração do céu que leva alguém a suspeitar, buscando, avidamente, uma chance para provar que aqueles irmãos que diferem de nós em algumas interpretações das Escrituras não estão firmes na fé. Existe o perigo de que este curso de ação irá produzir exatamente o resultado não confessado, e, em grande parte, a culpa estará sobre aqueles que estão procurando o mal ... ". (Boletim Diário da Conferência Geral, de 28 de fevereiro de 1893, pág. 419; Carta de 09 de janeiro de 1893).

"A oposição em nossas próprias fileiras impôs aos mensageiros do Senhor [Jones e Waggoner] uma laboriosa e probante tarefa de alma, pois eles tiveram de enfrentar dificuldades e obstáculos que não precisavam ter existido ... O amor e a confiança constituem uma força moral. que teriam unido nossas igrejas, e assegurado harmonia de ação, mas a frieza e desconfiança trouxeram desunião que tem desfalcado nossa força "(ibidem).

Aqui está um exemplo da mensagem deles. da pena de Alonzo T. Jones: "A conclusão do mistério de Deus é o término da obra do evangelho: primeiro, a eliminação de todos os pecados e o trazer a justiça eterna — Cristo completamente formado — dentro de cada crente, e, em segundo lugar, a destruição de todos os que então não tenham recebido o evangelho, pois não é o caminho do Senhor manter os homens com vida, sendo que o único proveito que possivelmente eles vão tirar desta vida é amontoar mais miséria para si mesmos “Give Us This Day Our Daily Good News,” (Dê-nos Neste Dia Nossas Diárias Boas Novas), vol. 1, nº 14).

Isto é o que Deus está esperando. O término da obra do evangelho é a nossa entrada na Prometida Terra celestial. Estamos à beira da eternidade, tendo esperado, não 40, mas 122 anos desde 1888. Você vai crer? Vencedor, você vai deixar Deus alcançar a vitória em você? Israel finalmente entrou (*na terra prometida). Reivindique Sua promessa agora, e deixe Ele te introduzir (*lá).

—Craig Barnes




O irmão Craig Barnes tem ministrado séries de palestras sobre Justiça pela Fé em nossas igrejas, em Nashville, estado de Tennessee, EUA. Ele é capelão e co-regente, juntamente com sua esposa Joyce Barnes, do LAR REFÚGIO PRIMAVERIL na sua cidade. Este lar é para pessoas com disfunções mentais, mas o irmão Barnes tem pregado o evangelho a eles, e se regozija na simplicidade das verdades do evangelho que torna possível aos internos, assim como às crianças, captarem as boas novas. No próximo dia 13 de novembro de 2010 ele será o orador sobre “O Livro de Hebreus, no mesmo lar de deficientes.

Nota: O Pastor Paul E. Penno preparou um estudo, verso por verso, sobre Números capítulos 13 e 14. Esta matéria está disponível, em inglês em:

http://www.1888mpm.org/book/numbers-13-14-additional-material

Notas do tradutor:

1) "Quando já o fruto se mostra, mete-lhe logo a foice, porque está chegada a ceifa" (Mar. 4:29). Cristo aguarda com fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los como Seus.

“Todo cristão tem o privilégio, não só de esperar a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, como também de apressá-la, 2ª Ped. 3:12. Se todos os que professam Seu nome produzissem fruto para Sua glória, quão depressa não estaria o mundo todo semeado com a semente do evangelho! Rapidamente amadureceria a última grande seara e Cristo viria recolher o precioso grão” (Parábolas de Jesus, pág. 69).

2) "Vi que Jones e Waggoner tiveram sua contrapartida em José e Calebe Como os filhos de Israel apedrejaram os espias com pedras literais, vós apedrejastes esses irmãos com pedras de sarcarmo e ridículo. Vi que vós voluntariamente rejeitastes o que sabíeis ser a verdade. Apenas porque ela era por demais humilhante para a vossa dignidade. Vi alguns de vós em vossas tendas arremedando e fazendo toda a sorte de galhofas desses dois irmãos. Vi também que se tivéssemos aceito a mensagem deles teríamos estado no reino após dois anos daquela data, mas agora temos de retornar ao deserto e ficar 40 anos." E.G.White, Escrito de Melbourne, Austrália, em 09.05.1892.

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