quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Lição 9, Não confie em palavras enganosas —os profetas e a adoração, por Helene Thomas

Para 20 a 27/08/11

"Diga-me a verdade."

Muitas vezes, estas palavras são pronunciadas em momentos de crise — momentos em que uma vida está na balança, quando um relacionamento está sob estresse, quando um desastre separou entes queridos. Em tais ocasiões a verdade é mais importante que qualquer outra coisa. Riquezas e honra e poder não fazem sentido aqui. Só a verdade importa.

Estamos no epicentro das crises das eras. Falsificações brilhantes envolvem o mundo e contaminam o ar que respiramos. Teologias concorrentes apelam alternadamente para o nosso ego (nós podemos fazê-lo por nós mesmos) e nosso amor ao pecado (está tudo bem — Deus sabe que você é apenas humano. Ele não vai excluí-lo do céu, se você ainda está pecando). Tudo está na balança. Verdade — toda a verdade, e nada mais que a verdade deve ser tida por todos os que navegam nesta crise com sucesso.

A verdade não é meramente uma declaração de fato. Verdade é uma Pessoa. Jesus diz: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida" (João 14:6). É uma coisa poderosa para saber que não estamos sozinhos para percorrer o nosso caminho através das reivindicações conflitantes e informações contaminadas bombardeando-nos a cada passo. Temos um Piloto, e este Piloto está à porta do nosso templo da alma, batendo para entrar (Apocalipse 3:20).

Estaríamos livres de todas as artimanhas enganosas do inimigo? "Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32). "Se pois, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres" (João 8:36). Ellet J. Waggoner coloca isto da seguinte forma:

“A verdade é o Filho, o Filho é a verdade. "Eu sou o caminho, a verdade e a vida." Então, quanto alguém conhece quem não sabe a verdade? [A congregação respondeu: Ele não sabe nada.] ... Nós fomos educados erroneamente; e temos que nos livrar de algumas das coisas que pensamos que sabemos, a fim de que possamos começar a conhecer. O que é a verdade? - Cristo é a verdade, e seu nome é "Eu Sou” (*’ego eimi’, Êxodo 3:14). Em três momentos diferentes no 8º cap. de João vamos encontrá-Lo aplicando este título a Si mesmo. Esta expressão aparece três vezes: ‘Antes que Abraão existisse, Eu Sou’ (*v. 58). Além disso, em outro lugar ele diz: ‘Se não crerdes que Eu Sou, morrereis nos vossos pecados’ (*v. 24). Isso é o que é, literalmente. Mais uma vez: ‘Quando levantardes o Filho do homem, então conhecereis quem Eu Sou’ (* vs. 28). É através da cruz de Cristo que conhecemos a Deus. Seu nome é ‘Eu Sou’ — isto é, Aquele que é. Ele é Aquele que é, Aquele que era, e Aquele que está por vir. É ser, ser, ser, o tempo todo. Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas estão nEle, e Ele é o começo de tudo o que é. ‘Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada’ existiria (*João 1: 3). Portanto, não há nada fora dEle ... No sânscrito, ao qual remontamos as origens da língua inglêsa, a palavra para ‘verdade’ é simplesmente uma palavra que significa ‘o que é.’ Verdade é algo que é. Como pode uma coisa ser a qual não é? Pode haver tal coisa? A mera declaração de que não é, expõe toda a situação. A coisa não está lá — não há nada lá. ‘Não é.'Raquel chora seus filhos; e não quer ser consolada, porque já não existem’ (*Jer. 31:15). Ela não tem filhos.

“Então você vê que não pode ter qualquer coisa a menos que você tem algo que é. E não há nada, exceto em Cristo. Não é bastante claro? Assim, o que não existe no Senhor Jesus Cristo não é nada. Oh, você diz, você é tão minucioso. É muito ruim que Jesus Cristo seja tão escrupuloso, e que conhecer o Senhor é um conhecimento tão limitado! Nós queremos saber algo mais do que isso." [A. T. Jones: Então Eva Fez]. "Sim; Eva fez, e nós estamos colhendo os resultados." Ellet J. Waggoner, Boletim Diário da Conferencia Geral de 1899, publicado em 23 de fevereiro de 1899 à pág. 71).

A inspiração registra o seguinte: "A fé é o meio pelo qual a verdade ou o erro encontram abrigo na mente. É pelo mesmo ato da mente que se recebe a verdade ou o erro, mas faz grande diferença crermos na Palavra de Deus [que é Jesus Cristo] ou nos ditos dos homens. Quando Cristo se revelou a Paulo, e este se convenceu de que estava perseguindo a Jesus na pessoa de Seus santos, ele aceitou a verdade como ela é em Jesus. Manifestou-se-lhe no caráter e na mente um poder transformador e ele se tornou um novo homem em Cristo Jesus. Ele recebeu a verdade tão plenamente que nem a Terra nem o inferno lhe poderiam abalar a fé "(Ellen White, Mensagens Escolhidas Volume 1, página 346).

"O Senhor tinha em vista que o templo de Jerusalém fosse um testemunho contínuo do elevado destino franqueado a toda a alma. Os judeus, no entanto, não haviam compreendido a significação do edifício de que tanto se orgulhavam. Eles não se entregavam como templos santos para o divino Espírito. Os pátios do templo de Jerusalém, cheios do tumulto do tráfico profano, representavam, com exatidão, o templo da alma, contaminado por paixões sensuais e pensamentos profanos. Purificando o templo dos compradores e vendedores mundanos, Jesus anunciou a Sua missão de limpar a alma da contaminação do pecado — dos desejos terrenos, das ambições egoístas, dos maus hábitos, que a corrompem. ‘De repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, e o mensageiro do concerto, a quem vós desejais; eis que Ele vem, diz o Senhor dos Exércitos. Mas quem suportará o dia da Sua vinda? E quem subsistirá quando Ele aparecer? Porque Ele será como o fogo do ourives e como o sabão de lavandeiros: E assentar-se-á como fundidor e purificador de prata; e purificará os filhos de Levi, e os refinará como ouro e como prata" (*Mal. 3:1-3). (Ellen White, O Desejado de Todas as Nações página 161).

Tudo se resume a se render. Se abrirmos a porta para Cristo, que está batendo, e O deixarmos percorrer todo o caminho até o fundo dos nossos corações, iremos descobrir que Ele Se torna o autor de Verdade e Fidelidade em nossas vidas. "O Senhor está [nos] provando nesta vida, para ver se [nós] vamos render obediência a Ele com amor e reverência. Aqueles que não forem obedientes a Cristo aqui não irão obedecê-Lo no mundo eterno. O Senhor procura prepará-los para a mansão celestial que Jesus foi preparar para aqueles que O amam" (Ellen White, Counsels on Sabbath School Work, Conselhos Sobre a Obra da Escola Sabatina, p.78).

O fato é que devemos ter um caráter que o próprio Senhor não possa ver uma única falha nele, — um caráter do qual a lei perfeita de Deus vai testemunhar que é justo, — um caráter que estará em perfeita harmonia com os dez mandamentos, no seu mais profundo significado. Nós tentamos o nosso melhor para alcançar isso, mas só temos falhado, lamentavelmente falhado. Agora, por quanto tempo será que isto continuará antes que nos tornemos justos o suficiente para sermos aceitos por Deus, e para passar no teste perscrutador do juízo? ... Outros meios devem ser utilizados. Devemos olhar para além de nós mesmos por justiça. Temos de ter algo melhor do que nossos próprios esforços para depender. Temos que olhar para uma outra fonte de poder para fazer-nos aptos a permanecer diante de Deus. Graças a Deus, há um poder que pode conseguir isso: e esse poder vai realizá-lo, se você tão só o permitir ... Eu sei que há poder em Jesus Cristo para fazer de qualquer homem um cristão.. Eu sei que há poder nEle, e não requer uma grande quantidade de tempo para que ele funcione. Tal poder pode fazer de um homem um cristão se tal homem o permitir. Porque Deus tem estabelecido Jesus ‘para demonstrar a Sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos’ (*Rom. 3:25). ‘É a justiça do próprio Deus’, e é um dom gratuito ‘para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença’ (*vs. 22). E a justiça de Deus vai ser aceita pela santa lei. Este é o caráter que vai passar em todos os testes do justo juízo de Deus. Esta justiça, este caráter, é o dom de Deus que é pela fé de Jesus Cristo. Há um caráter que, se o você receber e depender dele, vai passar com segurança no julgamento que agora está pendente, e que em breve será passado para sempre. É o caráter que o próprio Deus formou em Jesus Cristo. Há um caráter que atinge desde a infância até o túmulo, é o dom gratuito de Deus para todo aquele que vai recebê-lo. (Alonzo T. Jones, Adventist Review and Sabbath Herald, Revista Adventista e o Arauto do Sábado, de 7 de junho de 1892

Hoje, responda a Cristo que está à sua porta batendo. Deixe a Verdade te libertar, mantê-lo seguro, trazê-lo à glória. Adore a Ele que é a Verdade.

Helene Thomas

A irmã Helena Thomas é esposa de um obreiro bíblico adventista. Eles vivem no estado de Michigan, nos EUA. Além de exercer as funções do lar, como esposa, mãe e avó, ela é escritora, e produz artigos literários de dentro da própria casa. Desde Janeiro de 2010 ela é a nova editora do Comitê de Estudos da Mensagem de 1888. O endereço eletrônico dela é jhthomasal@gmail.com

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Lição 8, Conformidade, concessões e crise na adoração, por Arlene Hill

Para 13 a 20 de agosto de 2011

Não será um dia glorioso quando os corações e as vidas do povo de Deus estiverem livres de pecar e eles tiverem crescido plenamente no amor Ágape de Deus? Eles não vão estar conscientes de que seus carateres foram aperfeiçoadas pela graça de Deus. Eles não vão estar cientes de que eles receberam o selo de Deus. Deus vai pronunciar as palavras de Seu concerto perante o universo: "Aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus" (Apocalipse 14:12). A única preocupação deles será se eles possam ter desonrado a Cristo por algum defeito oculto em suas vidas. No entanto, Jesus "verá o fruto do trabalho da Sua alma, e ficará satisfeito" (Isaías 53:11). A "mui preciosa mensagem " apresenta a perspectiva de viver sem pecado na tentada carne pecaminosa. Jesus vai demonstrar que Seu evangelho é totalmente capaz de nos livrar do pecado.

"A última palavra do Antigo Testamento não é bonita, mas lá está — é “maldição" (Malaquias 4:6), não tanto uma ameaça como é a inevitável má notícia de desastre como a consequência inevitável do pecado . É a "maldição" que veio no dilúvio, quando a Terra foi destruída. A raça humana a trouxe sobre si mesma, ‘nos dias de Noé’, e vai fazê-lo novamente, a menos que de alguma forma ajuda possa vir.

"A palavra ‘ajuda’ que Deus promete é um milagre totalmente impossível para os seres humanos: Deus enviará ‘Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor, e ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais’ (Mal. 4: 5 e 6). Esta ‘conversão do coração' é a única coisa que pode evitar uma 'maldição' global. Apenas 'a mensagem de Elias’ pode reconciliar os corações desolados e limpar a poluição. É mais do que resoluções e obras do velho concerto; é uma transformação do coração –‘fé que opera’ proclamação da cruz de Jesus, da graça que abunda mais do que o pecado" (extraído do devocional de Robert J. Wieland, “Dial Daily Bread”, Pão Diário Digital acessado pela internete).

Complacentemente nos dias de Elias, Israel havia caído em adoração a Baal. "A prevalescente apostasia hoje é similar a que predominou em Israel nos dias do profeta" (Ellen G. White, Profetas e Reis, pág. 170). Como a igreja de Laodicéia, do fim dos tempos, Israel tinha sido cegado pela perversão da verdade, assim concessão veio facilmente. Satisfeito em tolerar um estilo de adoração "alternativo", Israel não viu nada de errado com a co-existencia da adoração de Deus e da adoração de Baal (*a adoração do eu). Ellen White explica o paralelo para os nossos dias: "Baal, Baal, é a escolha. A religião de muitos entre nós será a religião do Israel apostatado, porque amam a seus próprios caminhos e abandonam o caminho do Senhor" (Testemunhos Para Ministros, págs. 467, 468) (*Grifamos).

"Elias reconheceu que Baal tinha usurpado o lugar de Yahweh. ... Baal era apenas uma criação humana, uma imitação desde o início. Ele era um insulto ao Criador, feito para o desejo humano ‘para ser poderoso ... na terra’ (*Gên. 10:8), e por ele as cidades foram construídas e Babilônia se tornou a capital. Claramente, a adoração de Baal não é outra senão a auto-adoração" (Donald K. Short, "Baal-worship and the Long Delay".A Adoração de Baal e a Longa Demora").

Deus não abandonou Israel, e como com Laodicéia, Ele repreende e disciplina aqueles que Ele ama (*Apoc 3:19; prov. 3:12 e Heb. 12:6). Elias conclamou um "confronto". Ecoando o Dia da Expiação ordena que todos devem participar (Lev. 23:29), Elias ordenou que todo o Israel devia aparecer. Que Acabe tenha concordado com o confronto foi, provavelmente, uma combinação de sua própria fraqueza e da situação desesperadora. Acabe detestava este mensageiro que "incomodava" Israel como alguém cuja vida e mensagem serviam para reprovar constantemente suas fraquezas e pecados. Talvez Acabe esperasse que o confronto fosse revelar Elias e seu Deus como sendo um fracasso, fornecendo uma desculpa para livrar a Terra da fonte dos problemas.

O teste foi apresentado por Elias: "Até quando coxeareis entre dois pensamentos?" (1º Reis 18:21). A questão exigia uma declaração pública de fé. "Quando [Elias] lançou o desafio: ‘Se o Senhor é Deus, segui-O, e se Baal, segui-o,’ temos, na resposta deles, um vívido quadro da última igreja (*Laodicéia). O registro diz: "O povo nada lhe respondeu' (*ú.p. do verso). Isso significa que eles não eram a favor, nem contra; eles não eram quentes, nem frios, eles eram 'mornos'. Eles não conheciam sua condição. Inconscientemente, eles haviam mudado de líder" (Donald K. Short, obra citada).

Como o homem que participava da festa de casamento sem a veste nupcial, "O povo nada lhe respondeu.' Eles estavam acostumados às manifestações divertidas e sedutoras dos sacerdotes de Baal e Astarote. A celebração satânica mudou-se para frenesi total, quando, por volta do meio-dia, Elias zombava deles e de seus deuses. No final da tarde, os bailarinos (*os que “saltavam sobre o altar,” vs.26, ú.p.), foram desistindo de exaustão.

Todos estão atentos. O que vai fazer Elias, outra demonstração cansativa de auto-mutilação? Elias grosseiramente vestido está sozinho e sem medo. A liderança espiritual daqueles dias nunca demonstrou esse tipo de coragem. As primeiras palavras de Elias são imprevisíveis: "Chegai-vos a mim" (*vs. 30), palavras que ecoam aquelas que, anos mais tarde, diriam ao mundo "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei ..." (Mat. 11: 28, etc.)

A mensagem de "Elias" é provavelmente mais claramente incorporada em sua oração: "Manifeste-Se hoje que Tu és Deus em Israel, ... e que Tu fizestes voltar o seu coração" (1º Reis 18: 36, 37), e Malaquias repete esta mensagem (4: 6). (*“Ele converterá o coração …”)

Esta "mudança de coração", ou a restauração, incorpora a idéia de arrependimento, que é o que João Batista conclamou quando ele veio no espírito e poder de Elias antes de Jesus vir. Jesus descreveu como Ele (*Cristo) iria fazer isso: "E Eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a Mim" (João 12:32). No últimos dias antes da volta de Jesus, aqueles que se identificarem com o sacrifício de Cristo, quando Ele foi "levantado" serão usados para atrair todos a Cristo. Eles serão tão restaurados, purificados, e regenerados que irão demonstrar o que significa ter o coração "voltado" novamente. O resultado será uma empatia com Cristo por multidões perecendo e um coração compreensivo para com os pecadores.

"O povo de Deus tem a garantia de Malaquias, de que, antes que o Senhor possa voltar novamente, haverá uma grande obra realizada por Elias, Mal. 4: 5. ... Em uma palestra pela manhã dada por Ellen White, ela dá a entender que a mensagem de ‘Elias’ é a mensagem iniciada em 1888 (Mensagens Escolhidas, livro 1, págs. 412 e seguintes.)1. ... Quando entendemos a nossa situação, nossa relação com o ‘mui preciosa mensagem’ que o Senhor enviou, a adoração a Baal (*a adoração do eu) será destruída. ... O longo atraso passou. Baal está derrubado. O Esposo divino, finalmente, conquistou o coração de sua noiva. 'Aquele dia' pode vir a qualquer momento no qual a noiva demonstre que ela está pronta para se casar (*Apoc 19:7). 'Aquele dia' pode chegar mais cedo do que pensamos" (Short, obra citada).

--Arlene Hill

A irmã Arlene Hill é uma advogada aposentada da Califórnia, EUA. Ela agora mora na cidade de Reno, estado de Nevada, onde é professora da Escola Sabatina na igreja adventista local. Ela foi um dos principais oradores no seminário “É a Justiça Pela Fé, Relevante Hoje?”, que se realizou em maio de 2010, na Igreja Adventista do Sétimo Dia, localizada no endereço: 7125 Weest 4th Street , Reno, Nevada, USA, Telefone 001 XX (775) 327-4545; 001 XX (775) 322-9642.


Nota do tradutor:

1) Esta palestra foi feita em Battle Creek, Michigan, em 20 de Janeiro de 1890, e publicada na revista adventista Review and Herald, de 18 de fevereiro de 1890. Ela está, na íntegra, no último capítulo de Mensagens Escolhidas, Livro 1, capítulo 65, págs. 406 até 416.

Que em tal sermão ela está se referindo à mensagem de 1888 pode ser visto em abordagens daquela “mui preciosa menssagem,” às quais ela e os dois mensageiros de 1888 se referiam constantemente tais como:

No 2º § da pág. 408, falando da humanidade de Cristo, ela nos diz da consequência da vitória de Cristo na carne, com ela nos imbuindo do mesmo poder que esteve à disposição dEle;

No 1º § da pág. 409: “Resistiu Ele à tentação, mediante o poder que o homem também pode possuir,” e, no 2º §, “É possível aos homens ter poder para resistir ao mal — poder que os colocará onde alcancem vencer, como Cristo venceu. Neles pode combinar-se a divindade e a humanidade”;

No 1º § da página 411 “Com Seu braço humano, Jesus envolveu a raça humana, e com Seu braço divino alcançou o trono do Infinito, ligando o homem a Deus, e a Terra ao Céu”;

No 2º § da mesma página 411, falando da atitude de rejeição e oposição da liderança, que existiu em Mineápolis e nos anos que se seguiram,: “Coisa alguma me assusta mais do que ver o espírito de divergência manifestado por nossos irmãos. Estamos em terreno perigoso, se não podemos nos reunir como cristãos, e examinar cortesmente os pontos controvertidos

E, no mesmo diapasão, na pág. 413, ao fim do 1º §, ela diz exatamente à liderança da igreja ali reunida, naquela manhã, em Battle Creek, (sede da denominação àquele tempo): “Tendes de colocar-vos e as vossas opiniões sobre o altar de Deus, abandonar vossas idéias preconcebidas, e deixar que o Espírito do Céu vos guie em toda a verdade”. E no 2º §: “Há entre nós muitos que têm preconceito contra doutrinas que estão sendo apresentadas agora. Não vêm para ouvir, não investigam calmamente, mas apresentam suas objeções no escuro. Estão perfeitamente satisfeitos com sua atitude.”

E no mesmo § ela apresenta a repreensão de Cristo à igreja de Laodicéia, Apoc. 3: 17 a 19, onde estão apresentados os três elementos da justificação pela fé, tão pormenorizadamente apresentadas pelos dois mensageiros de 1888: ouro; vestes brancas, e colírio, e finaliza dizendo “sê pois zeloso, e arrepende-te” (vs. 17, ú.p.). Veja, o “anjo da igreja de Laodicéia” (vs. 14), ou seja, a liderança de Laodicéia, tem algo de que deve arrepender-se. Deve confessar que rejeitou a Cristo em 1888 e nos anos que se seguiram. (Veja Testemunhos para Ministros, págs 91 a 98. À pág. 97 ela diz, referindo-se a Waggoner e Jones: “Se rejeitais os mensageiros delegados por Cristo, rejeitais a Cristo.”)

Na pág. 415 ela faz referência ao que Cristo falou a Natanael: “daqui em diante vereis o Céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem” (João 1:51). Cristo está aqui se referindo à escada que Jacó viu em sonho, e ela diz que Cristo é a escada na qual não pode faltar nenhum degrau, isto é, Sua humanidade não tem nenhuma isenção da humanidade caída à qual Ele veio salvar.

“Cristo é a escada que Jacó viu, tendo a base na Terra, e o topo chegando à porta do Céu, ao próprio limiar da glória. Se aquela escada houvesse deixado de chegar à Terra, por um único degrau que fosse, teríamos ficado perdidos. Mas Cristo vem ter conosco onde nos achamos. Tomou nossa natureza e venceu, para que, revestindo-nos de Sua natureza, nós pudéssemos vencer. Feito "em semelhança da carne do pecado" (Rom. 8:3), viveu uma vida isenta de pecado. Agora, por Sua divindade, firma-Se ao trono do Céu, ao passo que, pela Sua humanidade, Se liga a nós. Manda-nos que, pela fé nEle, atinjamos à glória do caráter de Deus. Portanto, devemos ser perfeitos, assim como "é perfeito vosso Pai que está nos Céus". Mat. 5:48. ( O Desejado de Todas as Nações, pág. 311, 6º § e 312 1º §).

Voltando ao 1º Livro de Mensagens Escolhidas, à página 412, 2º §, lemos: “Quando uma mensagem é apresentada ao povo de Deus, não deve ele erguer-se em oposição a ela, deve ir à Bíblia, comparando-a com a lei e o testemunho, e se não subsistir à prova, não será verdade.”

E, encerrando o sermão aos líderes da igreja, ela diz: “que Deus nos ajude a achegarmos aos pés de Jesus e dEle aprendermos, antes de procurarmos ser professores dos outros.”

Review and Herald, de 18 de fevereiro de 1890

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Lição 8, Conformidade, concessões e crise na adoração, por Lee Folkman

Para 13 a 20 de agosto de 2011


Parece óbvio que o autor da lição desta semana compreende as palavras “conformidade” e "concessões" não apenas como descrevendo o antigo israel, mas também a nossa amada igreja hoje. Jesus descreveu este momento com uma voz, como de trombeta, ecoando através das eras. [Tu] “não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” (Apoc. 3: 17). Esta condição é o resultado de um problema que tem atormentado o escolhido povo de Deus ao longo da história. Este problema é o esquecimento, que leva à incredulidade e um desrespeito para com o conselho de Deus. “Porém cedo se esqueceram das Suas obras; não esperaram o Seu conselho” (Salmo 106: 13). Os exemplos de Salomão, Jeroboão, e o rei de Israel, Acabe, testemunham o resultado lamentável do esquecimento.

Como povo remanescente de Deus, temos também esquecido a obra de Deus, rejeitamos a mensagem da justiça de Cristo, e, em assim fazendo, temos caído na encosta escorregadia da concessão e conformidade. Este processo é descrito por Alonzo T. Jones em quase proféticos detalhes sobre a apostasia das igrejas como resultado da rejeição da verdade por elas. Você será abençoado se ler o capítulo inteiro “The Great Nations of Today (As Grandes Nações de Hoje), págs. 152 a 157, de onde as citações que se seguem foram extraídas:

“Aqui estava uma Mensagem de Deus (a primeira mensagem angélica) que abriu para a igreja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade da glória do evangelho eterno, como nunca tinha sido visto desde os dias quando o apóstolo a pregou na plenitude de seu vivificante poder. Nesta mensagem o “mistério” de Deus foi revelado em toda a sua inteireza — Deus manifestado em carne — Cristo nos homens, “esperança da glória” (*Col. 1: 26 e 27). E toda esta bênção e glória era para ser proclamada a todo o mundo, tendo em vista o fato de que “vinda é a hora do Seu juízo” (*Apoc. 14: 7); e a fim de que os homens possam se preparar para serem “santos e irrepreensíveis diante” (*Efé. 1:4) de Deus, prontos, em todos os aspectos para serem trasladados sem ver a morte na vinda do glorioso Senhor.

“Mas eis que ao invés de receber esta maravilhosa bênção, em vez de se jubilar e se alegrar com o fato de que Deus havia enviado a ela uma mensagem que iria revesti-la com tal poder que faria dela instrumento da maior obra de salvação de Deus das nações; ela recusou a bênção, rejeitou a mensagem de Deus, e não andou na luz que veio para ela e para o mundo...

“Desde, que a fé vem por ouvir a palavra de Deus, quando quer que a palavra de Deus, qualquer mensagem da palavra de Deus é rejeitada, a própria fé é rejeitada; porque é impossível reter a fé enquanto rejeitando aquilo pelo qual, unicamente, a fé vem. E mais, quando luz antecedente ou verdade adicional é rejeitada, ... há, também, a rejeição de qualquer luz e verdade antes possuída. Uma pessoa que se recusa a respirar, rejeita não só a vida renovada, mas perde a vida que tem...

“Por isso, naturalmente, sempre que luz antecedente ou verdade adicional é rejeitada, o poder e a presença de Deus são perdidos; e nisto, a verdadeira fonte de legítimo poder e influência com os homens são perdidos. E sempre que isto acontece, quer no caso do indivíduo ou da igreja, esta perda é discernida por este indivíduo ou esta igreja: e então, invariavelmente têm invenções próprias, para meios externos e mundanos, para garantir poder e influência com os homens

“E desde 1840-44 tem sido assim com esta igreja coletiva, o protestantismo nos Estados Unidos. Ela rejeitou a mensagem de Deus e, portanto, separou-se da presença e do poder de Deus, e, assim, perdeu poder e influência com os homens...

Mas é apenas o poder de Deus que pode mantê-la viva. Por qualquer outro poder, por maior que possa ser, ela certamente irá perecer. O poder de Deus, como manifestado no verdadeiro evangelho de Cristo, atrai os homens; pois está escrito: ‘E Eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a Mim” (*João 12: 32). E, naturalmente, quando a igreja rejeitou o poder atrativo do evangelho eterno do Cristo crucificado, ela é obrigada a recorrer a outros meios para atrair os homens. E quando ela faz uso de outros meios para atrair os homens, novamente, naturalmente, ela os atrai, não para Cristo, mas para ela mesma: há uma ‘apostasia,’ ela se exalta no lugar de Deus, e atrai discípulos para si mesma.

“Todo mundo sabe que as igrejas protestantes nos Estado Unidos têm exatamente seguido este curso. Começando com festivais de morango no verão, e jantar de ostras no inverno, passando por estágios sucessivos: ‘leilões’, ‘festival de bolos’, (*festas do milho, quermesses, bingos), ‘ceias loucas’, ‘loterias’, ‘rifas’, etc, etc, etc. Tudo isto, é muito notório, não precisa de qualquer tipo de prova.

“Esta má gradação (*de eventos), desde o mais suave até o mais intenso, são todos perfeitamente lógicos: Porque quando as igrejas haviam recorrido a esses meios de chamar a multidão e ‘influenciar as massa', as formas mais suaves de entretenimento logo ficaram obsoletas Estas, tendo perdido seu poder de atração, outras formas mais novas tiveram que ser inventadas. E, finalmente, foram despertados para essas fontes” (A.T. Jones, The Great Nations of Today, As Grandes Nações de Hoje, pág. 152-157).

O povo (*adventista) não rejeitou, de início, a primeira mensagem anjélica. Mas a rejeição da terceira mensagem anjélica de Jesus Cristo e Sua Justiça, levou à rejeição de doutrinas fundamentais nos anos da década de 1950. Isto, por sua vez, está conduzindo à rejeição das verdades da primeira e segunda mensagens anjélicas as quais defendíamos. Isto, verdadeiramente, é uma “crise” em adoração. O que devemos fazer agora? Jesus nos envia este testemunho:

“Que engano surpreendente e temível cegueira tinha, como uma nuvem escura, coberto Israel! Cegueira e apostasia não os envolveram subitamente; vieram sobre eles gradualmente por não terem atendido à palavra de reprovação e advertência que o Senhor lhes enviara devido ao seu orgulho e aos seus pecados. E agora, nessa crise terrível, na presença dos sacerdotes idólatras e do rei apóstata, permaneceram neutros. Se Deus aborrece um pecado mais do que outro, do qual Seu povo é culpado, é o de nada fazer no caso de uma emergência. Indiferença e neutralidade numa crise religiosa são consideradas por Deus como um crime grave e igual ao pior tipo de hostilidade contra Deus” (Testemunhos para a Igreja, vol. 3, págs. 280 e 281).

No capítulo 25 de Números temos uma visão profética para o nosso tempo. Na fronteira de Canaã (pela segunda vez) Israel experimentou uma crise de adoração. Rejeitando as mensagens de Deus de verdade, eles se prostituíram com as filhas dos moabitas. Ao uma praga cair sobre eles, houve aqueles que começaram a chorar “diante da tenda da congregação” (Números 25:6). “Então se levantou Finéias, e fez juízo, e cessou aquela peste. E isto lhe foi contado como justiça, de geração em geração, para sempre” (Salmo 106: 30 e 31). Pela fé Finéias destruiu as obras do diabo, e isto lhe foi imputado por justiça.

Em nossa conformidade e concessão com aquelas igrejas que rejeitaram a mensagem do primeiro anjo, desconsideramos a advertência de Deus (veja Deut. 12:30) e nos prostituímos. Diz o profeta: “Levanta os teus olhos aos altos, e vê: onde não te prostituíste? ... poluíste a terra com as tuas fornicações e com a tua malícia. Por isso foram retiradas as chuvas, e não houve chuva serôdia ...” (Jeremias 3: 2 e 3). Temos uma obra a fazer neste tempo de selamento, e é a de chorar entre o pórtico e o altar em arrependimento humilde e sincero para com Deus, como expresso nas seguintes palavras de Ellen G. White: “O fermento da piedade não perdeu inteiramente seu poder. Na ocasião em que o perigo e a crise da igreja crescem, o pequeno grupo que permanece na luz estará suspirando e clamando por causa das abominações cometidas na Terra. Mais especialmente, porém, suas orações subirão em favor da igreja porque seus membros estão agindo segundo a maneira do mundo. ... A classe que não se entristece por seu próprio declínio espiritual, nem chora sobre os pecados dos outros, será deixada sem o selo de Deus” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, págs. 209 e 211; Ezequiel 9:4 e Joel 2:17).

Hoje, quando tudo parece errado, os vigias de Deus devem agir tão fielmente como Finéias. Devemos empunhar a espada — a palavra de Deus, na mensagem de Cristo e Sua justiça — para que esta praga possa ser interrompida. Isto, também a nós, será contado como justiça “para sempre.”

É urgente que agora atentemos ao conselho da Testemunha fiel e verdadeira. Compre Seu ouro provado, Sua veste branca, e Seu Colírio; arrepende; abra a porta para que Ele possa entrar. Em assim fazendo devemos derramar Seu testemunho direto. “Leais são as feridas feitas pelo amigo” (Prov. 27: 6).

—Lee Folkman



O irmão Lee Folkman é um jovem dedicado à mensagem da Igreja Adventista do 7º Dia. Ele trabalhou como Evangelista da Página Impressa, e tem feito apresentações sobre saúde e estilo de vida internacionalmente. Atualmente ele está ocupando o cargo de diretor do departamento de Ministério da Saúde e Temperança em sua igreja local, Apison, Tennessee Seventh-day Adventist Church, localizada no endereço 11.421, Bates Road, Apison, TN 37302; Maiores informações sobre ele, você pode obter no Site: WWW.apisonchurch.org; ou pelos seguintes telefones: da igreja (423) 236-4214; do pastor, John Jeff, (423) 860-2074; do primeiro ancião, Eric Schoonard, (423) 504-0661.

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