quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Lição 10 — A Lei e o Evangelho, por Jerry Finneman

Para 1 a 8 de dezembro de 2012
A lição desta semana é sobre a lei de Deus e Seu evangelho. Há aqueles que se opõem hoje ao evangelho de Cristo, enquanto outros se opõem à lei de Deus. O que é necessário é visão espiritual para ver e crer na estreita relação entre a lei e o evangelho.
A um ministro adventista foi dito: "—Os dez mandamentos não têm nada a ver com a gente agora. Nós não estamos na dispensação da lei, mas da graça, assim a lei não é obrigatória para nós, ela toda foi abolida. Ao que o nosso pastor respondeu: Realmente? Jesus não disse “não cuideis que vim destruir a lei ... não vim para abrrogar, mas para cumprir” ? (Mat. 5:17). A Bíblia nos diz que “o Filho de Deus Se manifestou para desfazer as obras do diabo” (1ª João 3:8), e não as obras de Deus. Por que Jesus veio para cumprir a lei? Foi para que possamos violá-la? De modo algum. Nós já estávamos fazendo isto, pois "todos pecaram", e "o pecado é a transgressão da lei." Certamente ninguém no seu perfeito juízo pode realmente pensar que Cristo veio e morreu, a fim de que os homens possam ser capazes de fazer aquilo que vinham fazendo o tempo todo! "
Mas não diz Paulo, "Não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça"? Ele certamente disse isto, e logo acrescenta: "Pois que? Pecaremos [transgrediremos a lei] porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum!" (Rom. 6: 14, 15). Aqueles que não estão sob a lei são os únicos que a podem obedecer, e, realmente, a obedecem. No momento em que alguém quebra a lei, ele está sob a lei. A lei, então, tem a sua mão contra ele, o condena e o prende para executar a punição. Mas a graça nos salva do castigo que a lei aplica aos transgressores. A graça nos livra da transgressão. Antes da graça dizer "sim" para nós, a sua primeira obra é dizer "’Não’ às à impiedade e paixões mundanas" (Tito 2:12, NVI). Ela tira a mente carnal, que não é sujeita à lei de Deus, e dá-nos em seu lugar a mente justa de Cristo, que é da mesma natureza que a Sua lei. (Fil. 2:5; 1ª Cor. 2:16). *“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento (‘mente’ na KJV) que houve também em Cristo Jesus (Fil. 2:5);  “Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-Lo? Mas nós temos a mente de Cristo” (1ª Cor. 2:16).
Para algumas mentes a lei é muito estreita e é considerada “como coisa estranha,” como ocorreu na mente de Efraim, "Escrevi-lhe as grandezas da Minha lei, porém essas são estimadas como coisa estranha" (Oséias 8:12). O salmista declara que o mandamento de Deus "é amplissimo" (Sal. 119:96). Da palavra de Deus, aprendemos que não é a lei que é muito estreita e estranha, mas ao contrário, é a mente carnal do homem que é estranha e estreita. “Não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser” (Rom. 8:7).
O salmista escreveu que "A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos simples. Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e ilumina os olhos. O temor do Senhor é limpo, e permanece eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros e justos juntamente" (Salmos 19:7-9, grifamos). Daí ganhamos conhecimentos pois os princípios envolvidos na lei são justiça, pureza e perfeição.
Assim, podemos nós concluir disto que alguém considerando a lei de Deus como algo estranho, deve ser um estranho para a conversão, para a justiça, a perfeição e a pureza? Isso não quer dizer que cumprimos a lei, a fim de sermos convertidos, nem para nos tornarmos puros e perfeitos. Nem toda a lei, nem qualquer um dos mandamentos dela, foram projetados para serem um meio de salvação.
É somente através de Cristo que Deus nos justifica, converte, purifica e aperfeiçoa. Ele nos liberta da escravidão do pecado, a fim de que possamos guardar a Sua lei. Deus primeiro redime, e, em seguida, ordena. É só quando Deus purifica o coração, e expulsa todos os ídolos, pelo Seu Espírito vivendo dentro de nós, que os Seus mandamentos podem ser guardados.
Deus não muda (*Mal. 3:6); Sua lei e Seu evangelho não mudam. Ele tem uma só maneira de salvar os homens. Cristo é o Caminho. "A Este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nEle creem receberão o perdão dos pecados pelo Seu nome" (Atos 10: 43). "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (Atos 4:12). Suas "saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade" (Miquéias 5:2), e "Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente" (Heb. 13:8). Estes textos tornam certo que há apenas uma maneira de salvação desde o início ao fim do tempo, e que é Cristo, que é o princípio e o fim, o primeiro e o último.
Esta foi, e é, a mensagem de Minneapolis. “Apresentava a justificação pela fé no Fiado” [Cristo] (*Testemunho para Ministros, págs. 91 e 92); “convidava o povo para recebê”-Lo e a Seu dom de justiça. Sua justiça é pura e perfeita e converte o mais fraco e indefeso ser humano que a recebe pela fé. A Justiça de Cristo no crente "se manifesta na obediência a todos os mandamentos de Deus", mas "muitos perderam Jesus de vista. Deviam ter tido o olhar fixo em Sua divina pessoa, em Seus méritos, e em Seu imutável amor para a família humana. Todo o poder é dado (sic) em Suas mãos, para que Ele pudesse dar ricos dons aos homens, transmitindo o inestimável dom da Sua justiça ao impotente agente humano" (*idem, pág. 92).
De acordo com David, como citado acima, a conversão está associada com a santa lei de Deus. Como então, é que a lei e o evangelho se juntam no processo de conversão? A carta de Paulo aos Gálatas tem introspecções sobre isso. Antes de a fé em Cristo vir para qualquer um de nós, a lei "encerrado [como na prisão] tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé de (sic) Jesus Cristo fosse dada aos crentes. Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei, encerrados para aquela fé que se havia de manifestar. De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados" (Gal. 3:22-24). Aqui, a Lei e o Evangelho trabalham juntos, cuja finalidade é a conversão. Estar debaixo da lei é estar sob o domínio do pecado e, portanto, sob condenação (cf. Rom. 6:14). É claro que a lei trancafia, como na cadeia, todos os que não são convertidos. A lei leva os incrédulos a Cristo para a salvação, em que dirige os não convertidos a Cristo para alívio e para a libertação.
A lei não dá ao pecador condenado nenhum descanso até que ele fuja para Cristo. O tempo verbal passado, em Gálatas 3:24, pode ser usado aqui somente por aqueles que vieram a Cristo e foram justificados pela fé, como Paulo mostra no versículo seguinte. A idéia aqui é a de um guarda que acompanha um prisioneiro que é autorizado a andar fora dos muros da prisão. Desde que a lei foi o nosso guarda, o nosso mestre, ou aio, para nos conduzir a Cristo, deve ainda ser a sua função para aqueles que não estão unidos a Cristo, e deve manter essa função até que todo mundo que vai crer em Cristo seja trazido a Ele. A lei será um professor para levar os homens a Cristo, enquanto durar a provação.
Depois que uma pessoa é justificada pela fé, ela não está mais sob a lei; não mais sob o domínio do pecado; já não está condenada; não mais silenciada pela lei, porque ela foi levada a Cristo — Aquele que é a realização e objeto da lei. Pois "o fim [o objeto, o objetivo, a finalidade] da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê" (Rom. 10:4).
Então, uma fé sentida, do fundo do coração de apreciação pelo evangelho de Cristo, a nossa Justiça, nosso Redentor, nos põe em harmonia com a justa lei que já previamente nos condenou. A prova de que temos a mensagem correta e experiência da justificação pela fé é encontrada na lei em si mesma. Testemunha em favor dos crentes. Ela testemunha do fato de que temos o artigo genuíno da justiça eterna de Deus (Sal. 119:72; Rom. 3:21).
*”Melhor é para mim a lei da Tua boca do que milhares de ouro ou prata” (Sal. 119:72); “Mas agora se manifestou sem leí a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas” (Rom. 3:21). Qualquer pessoa que prega uma justiça que nega qualquer dos mandamentos de Deus não pode estar pregando o evangelho de Cristo e Sua justiça. Isto pode ser demonstrado pela inseparável relação entre Cristo e o sábado.
O sábado aponta para todas as bênçãos da salvação que estão em Cristo. Ele nos convida a ir a Ele para salvação e "descanso" para a "alma" (Mateus 11:28, 29). Depois que Jesus criou o mundo e tudo que nele há, Ele "descansou no sétimo dia." O sábado apontou para o perfeito descanso da criação (Gên. 2:2). Depois que o homem pecou, ​​o sábado apontou para descanso da redenção — para aquela liberdade de "descanso" da escravidão — encontrado em Cristo. Criação e redenção são a mesma coisa em propósito e pelo mesmo poder da Divindade. Isto é conseguido através do poder criativo divino da palavra de Deus, pelo qual todas as coisas foram criadas no início, conforme descrito em Gênesis um. Qualquer pessoa que crê em Cristo, a Palavra, como Salvador, pela fé torna-se uma "nova criação" (2ª Coríntios 5:17). (*"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”).
A bênção do sábado também aponta para a bênção da justificação pela fé (e todas as outras bênçãos) em Cristo (Gál. 3:8, 9; Efé. 1:3; Gên. 2:3). Este continua com santificação, também. Deus santificou o sétimo dia (Gên. 2:3). Isso aponta para a santificação através de Cristo pela poderosa verdade de Deus (João 17:17, 19). Dia santo do Senhor — o sábado do sétimo dia — igualmente ponta para a santidade que encontramos em Cristo (Êxo. 20:8, 11; 1ª Pedro 1:15,16).
O quarto mandamento é um resumo, um compêndio, um microcosmo, uma realização de toda a justiça da lei, demonstrando assim que o Evangelho de Cristo e a Lei de Deus não são opostos um ao outro. Eles estão em perfeita harmonia. A lei toda testemunha de tudo que recebemos de Cristo, ou seja, a justificação e repouso, santificação e santidade.

Jerry Finneman

O irmão Geraldo L. Finneman é um pastor adventista, já tendo atuado nos estados de Michigan, Pensilvânia e Califórnia nos EUA. Ele prepara materiais para encontros  evangelísticos, incorporados com os conceitos das Boas-Novas da Mensagem de 1888 de Justificação pela fé. Além de pastor da IASD ele também já foi presidente do Comitê de Estudos da Mensagem de 1888. Já há alguns anos não me encontro com ele, mas me parece que, devido à idade, está para, ou, já se aposentou, mas ouvi dizer que continua trabalhando por boa parte do dia, atualmente na área de Battle Creek, a cidade que abrigava a antiga sede da igreja. Há um excelente livro escrito por ele, "Christ in the Psalms” [Cristo nos Salmos], infelizmente não está traduzido para o português.


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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Lição 10 — A Lei e o Evangelho, por Paulo Penno

Para 1 a 8 de dezembro de 2012

A maioria dos cristãos têm uma relação de amor e ódio com a lei de Deus. Os cristãos evangélicos a aboliram por entenderem ser uma experiência legalista "sob a lei". Outros, incluindo alguns adventistas, dizem: "Considerando que não podemos guardar a lei perfeitamente, nós vamos continuar pecando até a segunda vinda de Cristo. Então, tudo o que podemos esperar é uma mera justificação legal." Será que alguns, sem o saber, estão no lado errado do grande conflito?1
Ambas as opções ensinam que Jesus salva os cristãos em seus pecados e não pode impedi-los de pecar (*Mas não é isto que o anjo disse a José em visão. Mateus 1:21). Satanás afirma que ele inventou algo que nem mesmo Deus pode resolver, ou seja, o pecado. Ele afirma que é impossível para os pecadores guardarem a lei de Deus. Se for esse o caso, então o Evangelho não tem uma boa nova para os que erram.
A solução do dilema entre a lei e o evangelho encontra-se na mensagem de 1888. Há perfeita unidade entre "os mandamentos de Deus e a fé de Jesus" de modo que o nosso Grande Intercessor dá a expiação de vida sem pecado em carne pecaminosa (Apoc. 14:12).
O conflito que o povo de Deus tem com a lei começou no Monte Sinai. Deus prometeu fazer com eles o que havia feito com seu pai Abraão — escrever Sua lei em seus corações e mentes, Gên. 15:6. Mas, em vez de crer na promessa eterna de Deus, em sua autoconfiança fizeram a sua promessa do velho concerto para obedecerem a tudo que Deus dissesse, (Êxo. 19:8 e 24:7).2
O Senhor não lhes pediu para fazerem uma barganha com Ele. Ele sabe que a mente humana é "carnal," e é “inimizade contra Deus" e "não está sujeita à lei de Deus" (Rom. 8:7). Promessas humanas "são como palavras escritas na areia."3
Uma vez que não permitiriam a Deus fazer o que Ele havia prometido com o crente Abraão, Ele escreveu a lei em frias tábuas de pedra e os orientou a colocá-las dentro da arca no tabernáculo, construído para Sua morada, localizado no meio do acampamento. "A lei foi acrescentada [enfatizada] por causa das transgressões" (Gál. 3:19, KJV). A "transgressão" foi a promessa de justiça própria deles do antigo concerto. Lá no evangelho ao "luar" Ele instruiu os servos fiéis na vinda do Messias, o verdadeiro Cordeiro sacrificial de Deus, “que tira o pecado do mundo” (João 1:29).
"O primeiro concerto (*ou aliança) tinha ordenanças ...", que, "quanto à consciência, não podem aperfeiçoar aquele que faz o serviço” (Heb. 9:1 e 9). Elas eram "ordenanças carnais" (vs. 10) porque elas foram realizadas por corações "mundanos" de incredulidade (vs. 1).
Como "herdeiros" da propriedade do Pai, a eles foi prometido o mundo inteiro de justiça (Gal. 4:1), mas, por causa da incredulidade, estão "debaixo de tutores e curadores" (v. 2) das leis morais e cerimoniais. Em sua "infância" eles "estavam reduzidos à servidão debaixo dos primeiros rudimentos do mundo" (v. 3). A promessa deles, "sob a lei", de guardá-la, foi motivada pelo egoísmo (v. 5). Amor próprio foi a linha de fundo de sua fé. A fé era uma esperança egoística de recompensa e (*desejo de) evitar o inferno. Uma vez que "o amor [Ágape] é o cumprimento da lei" (Rom. 13:10); um amor mundano e egocêntrico é a incredulidade. A falta de fé é uma experiência de desobediente legalismo "sob a lei".
Alguns poucos justos, como Abraão, Moisés, Caleb, e Josué, criam no novo concerto de Deus e estavam "debaixo da graça." Mas para a maioria deles, eles foram "guardados debaixo da lei, e encerrados por aquela fé” (Gal. 3:23). Diz Paulo, "a lei nos serviu de aio" (v. 24); até tal tempo, quer seja na velha dispensação, de tipos e cerimônias, ou a nova dispensação de cumprimento da "promessa pela fé de Jesus Cristo fosse dada aos crentes" (v. 22).
O evangelho e a lei foram dados por Deus ao mesmo tempo quando o Senhor declarou no preâmbulo dos dez mandamentos, "Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão" (Êxo. 20:2). O Senhor nos resgatou de sermos vendidos à escravidão do pecado e da morte, por Seu pagamento em nosso favor na cruz. Ele nos libertou das cadeias do pecado e do eu. Como nosso Substituto e Penhor, Ele destituiu o primeiro Adão, de quem nada recebemos, senão pecado, condenação e morte.
Cristo como nosso Representante, o 2º Adão, é o Salvador do mundo. Ele legalmente justificou toda a raça dos pecadores. Se você precisa de uma prova disto, basta tomar uma longa e profunda respiração. Você está vivo! Agora receba a expiação que Ele dá — o perdão dos seus pecados. "Sede reconciliados com Deus" (2ª Cor. 5:20, KJV).
Sua fé agora aprecia o amor divino dado livremente. "O amor de Cristo nos constrange" (2ª Cor. 5:14). Você vê, se Um [Cristo] não tivesse morrido por todos, todos estariam mortos, mas você vive! Ora, a fé tem uma nova motivação, o amor Divino. "Fé que opera pelo amor" (Gál. 5:6). Com a motivação da cruz "debaixo da graça", não há limites para a quantidade de obras que a fé pode produzir. Esta é a fé do novo concerto em harmonia com a lei de Deus. Disse Jesus: "Se me amais, guardai os Meus mandamentos" (João 14:15). A fé genuína “se manifesta, na obediência a todos os mandamentos de Deus,”4 inclusive o quarto mandamento.
Os dez mandamentos são agora 10 gloriosas promessas de Deus.5 "Não furtarás" não é mais uma negativa, mas a promessa de Deus de que, embora você possa estar no escritório sozinho com um milhão de dólares da empresa sobre a mesa, Deus te preservará de roubar um centavo sequer.
"Não adulterarás" é a promessa de Deus para salvá-lo de nunca cair nesta armadilha enganosa, não importa o quão atraente uma tentação sexual possa ser. A miséria da qual você vai escapar é enorme! Os dez mandamentos se tornam o que a maioria das pessoas nunca sonhou: 10 mensagens de milagres de alegres boas novas.
Receber o "selo de Deus" é receber uma marca distintiva que diferencia uma pessoa de outras como muito diferente e peculiar. Verdadeira guarda do sábado é o fruto de uma verdadeira conversão a Cristo. Não é apenas um caso de descansar no sábado. Receber o selo de Deus através da verdadeira guarda do sábado é receber a obra do Espírito Santo no coração, um "descanso" do pecado e do eu: "Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus. Porque aquele que entrou no Seu repouso, ele próprio repousou de suas obras, como Deus das Suas" (Heb. 4: 9, 10). Estas "obras" são obras do velho concerto de orgulho e amor próprio.
É o sacrifício de Cristo, como Cordeiro de Deus, e Seu ministério como o grande Sumo Sacerdote, poderoso o suficiente para salvar o Seu povo dos (não nos) seus pecados? Quando Cristo vier pela segunda vez, Ele irá encontrar um corpo de pessoas de quem se pode, honestamente, ser dito, que "seguem o Cordeiro onde quer que vá" (Apoc. 14:4)?
Se o Senhor quiser, Ele pode realizar a preparação de um povo para a segunda vinda de Cristo. Pela primeira vez na história humana, um anúncio divino é feito a respeito de um grupo corporativo de pessoas de "toda nação, tribo, língua e povo", "Aqui está a paciência dos santos: aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus" (Apoc. 14:12). Ante a inspeção exaustiva do universo não caído, eles passam no teste. O Senhor é honrado neles. E o próximo evento é a Sua vinda (vs. 14).

Paul E. Penno

Paulo Penno é pastor evangelista da igreja adventista na cidade de Hayward, na Califórnia, EUA, da Associação Norte Californiana da IASD, localizada no endereço 26400, Gading Road, Hayward, Telefone: 001 XX (510) 782-3422. Ele foi ordenado ao ministério há 38 anos. Após o curso de teologia ele fez mestrado na Universidade de Andrews. Recentemente ele preparou uma extensiva antologia dos escritos de Alonzo T. Jones e Ellet J. Waggoner, a qual está incluída na Compreensiva Pesquisa dos Escritos de Ellen G. White. Recentemente também ele escreveu o livro “O Calvário no Sinai: A Lei e os Concertos na História da Igreja Adventista do 7º Dia,” e, ao longo dos anos, escreveu muitos artigos sobre vários conceitos da mensagem de 1888. O pai dele, Paul Penno foi também pastor da igreja adventista, assim nós usualmente escrevemos seu nome: Paul E. Penno Junior. Você pode vê-lo, no You Tube, semanalmente, explanando a lição da semana seguinte na igreja adventista de Hayward, na Califórnia, em http://www.youtube.com/user/88denver99

Notas (de Ellen G. White):

1) "Muitos se levantarão em nossos púlpitos tendo nas mãos com a tocha da falsa profecia, acesa na infernal tocha de Satanás." (Testemunho Para Ministros, págs. 409 e 410. Originalmente escrito em: Depoimento Especial de Ministros e Obreiros, nº. 11, pág. 8).
2) "Tudo o que o Senhor tem falado faremos" (Êxo. 19:8). “Entendendo que eram capazes de estabelecer sua própria justiça, declararam: ‘Tudo o que o Senhor tem falado faremos e obedeceremos’ Êxo. 24:7” (Patriarcas e Profetas, pág. 372).
3) Caminho a Cristo, pág. 47.        
4) Testemunho para Ministros e Obreiros Evangélicos, págs. 91-92.
5) "Os dez mandamentos, ‘faças’ e, ‘não faças’, são dez promessas, asseguradas a nós, se prestarmos obediência à lei que rege o universo." (Comentário Bíblico Adventista, vol. 1, pág. 1105).
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Lição 10 — A Lei e o Evangelho, por João Silveira

Para 1 a 6 de dezembro de 2012


É o evangelho um sistema de teologia abstrata, tão impessoal quanto às ciências exatas como: Matemática, Química etc? É a certeza da salvação um processo frio de entrega tal qual fazer uma apólice de seguros de tal modo que se formos acidentados, se morrermos, se a casa for queimada ou o carro for roubado, sejamos ressarcidos? Ou é uma resposta sincera que nos motiva a uma eterna devoção a Cristo?
O verdadeiro evangelho é algo fantástico e maravilhoso; uma mensagem que cativa o coração humano, muito mais profunda e permanente do que o amor de nossa raça caída poderia fazê-lo! Durante muitos anos de seu ministério Ellen White tentou despertar uma resposta sincera nos membros de nossa Igreja Adventista do Sétimo Dia, mas sem sucesso. Ela ficou entretanto enlevada quando ouviu “a mensagem da justiça de Cristo”.
Esta mensagem, como ela se expressou, era o que estava tentando apresentar por quase quarenta e cinco anos. Mas quando a ouviu exposta por dois de nossos pastores, ficou feliz e declarou ser essa mensagem o princípio da chuva serôdia e o alto clamor do 4º anjo de Apocalipse 18. Em tempo algum ela identificou outra mensagem com tais termos tão brilhantes. Certamente tal mensagem merece grandemente nossa maior atenção: Como a mensagem da justiça de Cristo foi emocionantes Boas Novas, é chocante para alguns cristãos compreenderem que Jesus disse que há somente um pré-requisito para salvação; Ele disse em João 3:16 última parte:
 “Para que todo aquele que nEle crê não pereça mas, tenha a vida eterna”.
 Pode isto ser verdade ou precisamos tentar adicionar alguma coisa a mais ao que Ele disse? De acordo com Ele nossa parte é crer. A palavra grega para crer e para fé é a mesma. Portanto Ele ensinou claramente que salvação é pela fé, e desde que não adicionou nada mais, quis dizer que salvação é através da fé somente.
Ufa! Isso nos dá alívio, e nos faz dar uma respirada profunda.
Para ganharmos a salvação é necessário guardar os mandamentos, devolver dízimo, dar oferta, observar o sábado, fazer boas obras, etc. e etc.? Não!!! Isso será resultado de O amarmos. (João 14:15).
Sim, mas, não temos o direito de adicionar a João 3:16 palavras que Jesus não proferiu. Ensinou então Jesus a heresia de crer somente? Que embala tantas pessoas na decepção da tese: “Não faça nada e ame o mundo?”
Não. Ele ensinou o tipo de fé que opera a qual em si mesma produz obediência a todos os mandamentos de Deus e torna o crente zeloso de boas obras. Cristo “Se deu a Si mesmo por todos nós, para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para Si um povo especial, zeloso de boas obras” (Tito 2:14).
Como esta dinâmica fé, a qual Jesus disse ser a de que necessitamos para a salvação, pode ser obtida?
 Gálatas 5:6 diz: “Porque em Cristo Jesus, nem a circuncisão nem a incircuncisão têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor”. E João 3:16, primeira parte, diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito”.
 Esse texto fala que Deus já amou e já deu. – Fé vem pelo ouvir estas boas novas. (Romanos 10:17); e esta fé responderá ao que Deus fez com amor, gratidão e apreciação (João 14:15).
Qual foi a medida de Seu amor? Ele deu o Seu Filho unigênito. Preste bem atenção neste verbo cuidadosamente; Ele não o emprestou meramente. Em nosso julgamento humano assumimos que Ele foi concedido temporariamente a nós como um missionário ou um diplomata estrangeiro, que passou 33 anos em exílio neste planeta, e depois voltou para Sua segura e luxuosa terra natal.
Oh! Claro que sabemos que Ele sofreu a agonia da cruz, mas pensamos que esta apenas teve algumas horas de duração e o inteiro episódio de Sua vida na terra parece ser comparativamente breve, em termos de serviço.
O Pai, não O emprestou a nós, mas O deu a nós. Ó é verdade, nós pregamos e cantamos sobre Seu amor e Sua cruz, mas a consternadora realidade desse sacrifício significa infinitamente mais do que quase todos os cristãos imaginam. O pastor Alonzo T. Jones, um dos dois mensageiros de 1888, referidos na página 382 do Boletim da Assembléia da Conferência Geral da IASD de 1895, num dos inúmeros sermões que pregou, disse:
“Agora irmãos, uma pergunta: Foi esta oferta de Si mesmo um presente de apenas 33 anos, ou uma dádiva eterna? A resposta é que se constituiu em um sacrifício por todas as eras infindas. Ele deu-Se a Si mesmo por nós. Ele tomou nossa natureza para sempre. Este desprendimento de Ágape, este amor abnegado, que só pensa no bem e felicidade do objeto de Seu amor, que somos nós, é que conquista os corações humanos. Este é o amor de Deus”.
 O pastor Alonzo T. Jones disse mais: “Quer o homem acredite ou não, há um poder dominador neste sacrifício, e o coração fica em silêncio na presença desse tremendo fato. Considerando que este é o holocausto de Si mesmo, do Filho de Deus, é eterno e veio a mim, e totalmente para mim, esta palavra tem estado em minha mente quase toda hora. Irei tranquilamente diante do Senhor, todos os meus dias”.
   Lindo testemunho de um dos mensageiros de 1888.
Crer, portanto irmãos, é apreciar e agradecer este fantástico amor. Isto significa em reverência e admiração por este amor, deixar que seu coração humano, seja movido por Ele, a ponto de esquecer-se de si mesmo e de seus pobres desejos e ambições e temores e deixar que este amor o mova a uma devoção que você nunca imaginou ser possível sentir.
Salvação, não é por fé e obra, mas por uma fé que opera. Mas, temos um problema: Como podemos aprender a apreciar este amor, a fim de que esta fé poderosa comece a trabalhar em nós?
Meditando e contemplando o Seu abnegado amor na cruz em nosso lugar. Mas, o que há de tão especial em Jesus morrer por nós? Muitas pessoas já morreram por nobres causas e muitos já deram a vida por outros, e muitos já sofreram agonia física por longos períodos de tempo.
Sim é verdade, mas medite em Filipenses 2:5-8:
“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois Ele, subsistindo em forma de Deus não teve por usurpação o ser igual a Deus, antes a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-Se em semelhança de homens; e reconhecido em figura humana a Si mesmo Se humilhou, tornando-Se obediente até a morte, e morte de cruz”.
Depois leia Gálatas 3:13 “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-Se Ele próprio maldição em nosso lugar, porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro”.
Ao Jesus vir já sabia de antemão que sua morte seria tida em conta de maldição da parte do Pai. Deut. 21:23 diz:
 “O que for pendurado no madeiro será maldito de Deus”.
A Bíblia fala de dois diferentes tipos de morte, e não podemos interpretar mal qual delas Cristo padeceu. O que chamamos morte, a Bíblia chama de sono; mas a morte real é chamada de segunda morte. (Apoc. 2:11 e 20:14).
Esta é a morte na qual o sofredor não sente nem sequer um raio de esperança porque se vê completamente abandonado por parte de Deus, mais do que isto, esta é a morte na qual o indivíduo sente o peso total da culpa do pecado, reconhece a justiça de sua condenação, é torturado por total aversão de si mesmo, e, ante a presença do Deus Santo, em angústia, vê queimar cada célula de seu ser. Tal morte contém a maldição de Deus que Moisés mencionou em Deut. 21:22 e 23.
Desde que o mundo começou, nenhuma alma humana já morreu esta morte ou se sentiu completamente abandonado por Deus, com exceção de Jesus, Ele foi feito maldição em nosso lugar (Gálatas 3:13).
Ninguém mais foi física ou espiritualmente capaz de sentir o peso total da culpa do pecado, nenhum ser humano perdido pode sentir esta carga enquanto o Sumo Sacerdote celeste continua a servir como substituto da raça humana, pois Ele é a propiciação pelos pecados; e não somente pelos nossos próprios, mas pelos pecados do mundo inteiro. (1ª João 2:2).
O Salvador não podia enxergar para além dos portais do sepulcro. A esperança não lhe apresentava Sua saída da sepultura como vencedor, nem lhe falava da aceitação do sacrifício por parte do Pai. Temia que o pecado fosse tão ofensivo a Deus que Sua separação houvesse de ser eterna. Cristo sentiu a angústia que há de experimentar o pecador quando a misericórdia não mais interceder pela raça culpada”. (O Desejado de Todas as Nações, pág. 753).
Leia Efésios 3:14-19, e veja algumas das dimensões do amor revelado na cruz:
“Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a família tanto nos céus e na terra toma o nome, para que, segundo as riquezas da Sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder mediante o Seu Espírito no homem interior, e assim habite Cristo nos vossos corações pela fé; a fim de, estando vós arraigados e alicerçados em amor, poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais cheios de toda plenitude de Deus”.

Veja cinco verdades maravilhosas aqui:
            1) A preocupação de Paulo é que possamos compreender a verdade. Ele sabe que se entendermos o que a cruz realmente significa, uma nova motivação tomará posse de nossos corações, e todas as boas obras certamente ocorrerão.
            2) A habitação de Cristo em nosso coração pela fé, requer que estejamos arraigados e alicerçados no verdadeiro amor, Ágape no original em grego. (verso 17 última parte). Esta é uma outra forma de definir fé, como uma profunda apreciação deste amor.
            3) As dimensões deste amor, (Verso 18), são tão altas quanto o céu; tão profundas quanto o inferno; tão compridas quanto o infinito; tão largas quanto o seu coração necessite.
            4) É possível que conheçamos pela fé aquilo que excede todo o entendimento, (Verso 19), mas não espere até a eternidade para aprender a conhecer e a apreciar a cruz de Cristo, se não ampliar sua mente para conhecê-la agora poderá ser que você não entre na vida eterna. Nosso coração moderno é pequeno, ele precisa ser ampliado, aumentado.
            5) Alguém muito importante; o apostolo Paulo, orou por você para que possa compartilhar com todos os santos (verso 18), da compreensão dessa preciosa verdade da justiça de Cristo. Pessoas ao redor do mundo estão aprendendo a apreciá-la, dezenas e centenas de pastores e membros de nossa igreja a estão pregando por todas as partes da terra. Não perca esta oportunidade.
Porque esta grande verdade não tem sido entendida como merece?
É que satanás sabe que se os seres humanos começarem a apreciar as dimensões do amor revelado na cruz eles serão tomados de toda plenitude de Deus. Daí ele quer eclipsar e encobrir a verdade da cruz. Este tem sido o principal trabalho de um poder que Apocalipse chama de besta e Daniel de chifre ou ponta pequena que “deitou por terra a verdade e ... prosperou.” (Daniel 8:13)
Capítulo 7:25: “E proferirá palavras contra o Altíssimo, ... e cuidará em mudar os tempos e a lei”.
Talvez o erro desse poder mais bem aceito tenha sido a doutrina da imortalidade natural da alma humana. Se a alma é naturalmente imortal, Cristo não poderia ter morrido o equivalente a segunda morte. O seu sacrifício é automaticamente reduzido a umas poucas horas de sofrimento mental e físico, confortado pela esperança. Esta doutrina papal, colhida do paganismo, tolhe a largura, o comprimento, a altura, e a profundidade do amor de Cristo, e reduz o Ágape ao nível do amor humano, o qual é motivado por uma preocupação consigo mesmo e pela esperança de recompensa.
O resultado é o enfraquecimento da fé. Quase todas as igrejas cristãs, aceitam a doutrina pagã da imortalidade da alma. Enquanto a mente deles é assim cegada, não podem apreciar as dimensões do amor revelado na cruz e, em consequência, é impossível que entendam a verdadeira justificação pela fé do Novo Testamento.
A igreja Adventista oficialmente rejeita a doutrina papal pagã da imortalidade da alma. Todavia, por muitas décadas, temos ido às mesmas igrejas populares em busca de ajuda para entender a justificação pela fé; não compreendendo que esta doutrina pagã permeia o entendimento deles de justificação pela fé.
Nossa compreensão tem sido adulterada pela deles e o resultado é a nossa difundida mornidão.
Lutero entendeu esta verdade, o melhor que pôde em seu tempo, mas ainda estava longe de uma adequada compreensão de suas totais dimensões, porque não era para seu tempo, não era uma verdade presente para ele. Depois de sua morte seus seguidores, logo abandonaram esta doutrina.
A genuína mensagem da justificação pela fé em Cristo Jesus, como veio à igreja adventista em 1888, e nos anos que se seguiram, começou a redescobrir a total verdade cortando os laços que nos prendiam ao destituído ponto de vista protestante e redescobrindo o que Paulo e os apóstolos entenderam.
Como a mensagem da justiça de Cristo foi boas novas tão extraordinárias?
Muitos entendem que quando Cristo morreu na cruz, Ele fez uma mera provisão através da qual algo poderia ser feito para nós, se primeiro fizéssemos nossa parte; mas isto não é o que a palavra de Deus diz. Ele realmente fez algo por todo homem.
Romanos 3:23 e 24 diz: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus”.
Vejam também 2ª Coríntios 5:19: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação”.
Depois Hebreus 2:9 última parte: “Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória, e de honra, para que pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem”.
A idéia comum é de que o sacrifício de Cristo é somente provisional, isto é: Ele não faz nada para alguém, a não ser que primeiro essa pessoa aceite Cristo. Em outras palavras, salvação é um processo celeste inativo até que nós tomemos a iniciativa. É como um telefone público, se você não introduzir o cartão a chamada não é completada.
Em contraste, a mensagem da justificação pela fé em Cristo, reconhece que Ele realmente fez algo por todos os homens.
Os textos que acabamos de ler nos dizem:
1)     Que Cristo provou a morte por todo homem (Hebreus 2:9 última parte).
2)     Assim como todos pecaram (Romanos 3:23) serão todos justificados gratuitamente por Sua graça (verso 24), esta é a justificação legal ou forense, como veremos em alguns minutos.
3)     Em virtude do sacrifício de Cristo, Deus não imputará pecado ao mundo, à humanidade; ao invés Ele os imputou a Cristo, 2ª Coríntios 5:18 e 19. Esta é a razão pela qual nenhuma pessoa perdida pode sofrer a segunda morte, antes do julgamento final, Apoc. 20:4 p.p. e 11 e 12. Este julgamento ocorrerá durante o milênio, veja o capítulo 20.
“Mesmo esta vida terrestre devemos à morte de Cristo. O pão que comemos, é o preço de Seu corpo quebrantado; a água que bebemos é comprada com Seu sangue derramado. Nunca alguém, seja santo ou pecador, toma seu alimento diário, que não seja nutrido pelo corpo e sangue de Cristo. A cruz do Calvário acha-se estampada em cada pão. Reflete-se em toda fonte de água”. (O Desejado de Todas as Nações, pág. 660).
Quando o pecador vê a verdade e crê, ele é justificado pela fé. Justificação pela fé, portanto, é muito mais do que uma mera e simples declaração legal de absolvição que foi feita na cruz por todos os homens. Ela inclui uma mudança de coração; o crente, o que exercita a fé, é feito interior e exteriormente obediente a todos os mandamentos de Deus. Tal fé, se não for obstruída e adulterada com os erros de Babilônia, crescerá e atingirá tal maturidade que preparará um povo para a volta de Cristo.
Mas, alguém perguntará: Então porque nem todos os homens serão salvos?
Não é que eles não foram suficientemente inteligentes e prontos para agarrarem a iniciativa; todos os que se perderão, finalmente terão resistido e rejeitado a salvação já gratuitamente concedida a eles em Cristo. Deus tomou a iniciativa para salvar todos os homens, mas, nós temos o poder e a liberdade de escolha para nos opormos a ela e vetar-nos o que Cristo já efetuou por nós e colocou em nossas mãos. Podemos com nossas atitudes alimentar nossa alienação e ódio a Deus, até que fechemos os portões do céu contra nós mesmos.
De acordo com Jesus, qual é o único pecado pelo qual alguém pode se perder?
João 3:17-19 diz: “Deus enviou Seu Filho ao mundo, não para que o julgasse, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. Quem n’Ele crê, não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más”.
Como você vê, é a rejeição que nos leva à condenação. Como pode ser que a cruz esteja estampada em cada pão e até mesmo pecadores descrentes desfrutam a vida por causa do sacrifício de Cristo!??? Vimos isto acima, de Ellen G. White, em O Desejado de Todas as Nações, pág. 660.
Agora vejamos os textos bíblicos:
Romanos 5:18 diz: “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação que dá vida”.
Depois 2ª Timóteo 1:10 – “E manifestada agora pelo aparecimento de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade mediante o evangelho”.
Estes textos nos ensinam que Cristo literalmente salvou o mundo de uma morte suicida. Na qualidade de Cordeiro morto, desde a fundação do mundo. Apoc. 13:8, Ele trouxe vida, a luz através do evangelho.
A raça humana estava tão degradada e pervertida no tempo de Roma, que o homem teria eventualmente cometido um suicídio em massa, se Cristo não tivesse vindo quando da plenitude dos tempos, Gálatas 4:4.
Até mesmo o perverso respira por causa da cruz de Cristo; Ele trouxe vida para todos os homens, para aqueles que creem e apreciam Sua cruz Ele também trouxe imortalidade, 2ª Timóteo 1:10; João 3:16; Romanos 5:18.
Vamos ler este texto novamente:
 “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens, para a justificação que dá vida (Romanos 5:18). (“que concede vida” – Almeida antiga; a versão King James diz: “para justificação de vida”).

Existem quatro maneiras em que O CRISTIANISMO tem interpretado este texto:
1)     A visão calvinista fala que Paulo não disse isto corretamente, a graça para justificação que dá vida, veio apenas para os eleitos, não para todos os homens.
2)     A visão Universalista, diz que todos os homens serão salvos. O pastor Rob Bell em seu artigo de 28 de novembro último, “Quem falou em céu e inferno?” disse: “No momento certo, toda a humanidade será salva.” (Revista Veja, edição 2297, de 28/11/2012). Mas esta visão também é errada.
3)     A visão Adventista comum, embora não afirme, abertamente implica em que Paulo não se expressa corretamente; a graça para justificação que dá vida, realmente não veio para todos os homens, Cristo fez apenas uma provisão para que isto acontecesse, se e não até que eles aceitem a Cristo. *Ouviu-se isto, ao vivo, a semana passada (de 25/11 a 1º/12 de 2012) de um grande pregador nosso; no início, no meio e no apelo dos sermões.
4)     A visão da “MUI PRECIOSA MENSAGEM,” também chamada de “a mensagem da justiça de Cristo”, ou “a mensagem da justificação pela fé em Cristo”, ou “a mensagem de 1888”, ou a terceira mensagem angélica em verdade” (Testemunhos para Ministros págs. 91 e 92), ou a mensagem de Mineápolis, como quer que você deseje designá-la, entende que Paulo disse isso corretamente; todos os homens foram legalmente justificados na cruz, mas o pecador pode bloquear esta bênção, se ele insistentemente resistir e continuar não crendo; então ele condena-se a si mesmo diante do universo e se desqualifica para a vida eterna. Ele tranca a si mesmo fora do céu.
         *“Deus é um caçador que está sempre em safári nos procurando,” mas Ele não viola a nossa consciência, e “o livre arbítrio é um templo sagrado que Deus jamais violará” (frases de autores desconhecidos). Deus concedeu liberdade ao ser humano. Mas Ele faz de tudo para alcançar-nos a todos. Entretanto Ele fica limitado pelas escolhas que fazemos. Ele nunca desrespeitará a nossa liberdade individual de escolha. Ele influencia, mas nunca coage; convence, mas nunca força.
Como são essas boas novas melhores do que fomos levados a pensar?: Preste bastante atenção nesta sequência de raciocínio. Muitos dos ensinos que professam ser justificação pela fé são, em realidade, um sutil programa de obras. Eles alimentam mornidão, produzem falso senso de segurança que pode ser fatal: “—Está tudo bem comigo, com você também”. Ou um senso de desencorajamento: “—É, eu contínuo falhando, não consigo ter um relacionamento correto com Jesus”.
Peritos modernos não podem inventar uma justificação pela fé melhor do que aquela que Ellen White descreveu como “mui preciosa mensagem”.
 “Esta é chamada a terceira mensagem angélica em verdade”. A qual o Senhor nos enviou em sua grande misericórdia em 1888. (Testemunhos para Ministros págs. 91 e 92, sic).
Esta mensagem é também chamada de a mensagem de 1888 ou a mensagem da Justiça de Cristo, ou da Justificação pela Fé em Cristo.
A Bíblia ensina que não é obra nossa começar um relacionamento com Cristo, isto é iniciativa d’Ele. Medite em algumas parábolas de Cristo: A da Ovelha Perdida (Lucas 15:3-7), Cristo não é um pastor que espera a ovelha perdida encontrar seu caminho de volta, Ele é que vai em busca dela. Depois a parábola da moeda perdida – versos 8-10: a mulher não esperou que sua moeda de prata pulasse de onde estava para suas mãos, mas procurou por ela, até que a encontrou.
Também não é verdade dizer que nossa salvação depende de mantermos esse relacionamento; Jesus disse que o bom pastor continua procurando sua ovelha perdida, até encontrá-la. (Verso 4, ú.p.). Em outras palavras, Ele quer que você seja salvo mais do que você o deseja ser.
Lucas 19:10 nos diz: “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o perdido”.
Sua salvação não depende de você manter um relacionamento correto com Ele. Ela depende de você crer que Ele o ama tanto que Ele mantém esse relacionamento com você. Em outras palavras, sua salvação depende da fé e você não tem de se esforçar para ter essa fé, porque ela é um dom de Deus.
Ouça o que Paulo diz em Efésios 2:8 e 9:
Porque pela graça sois salvos mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus: Não vem das obras para que ninguém se glorie”.
Também não tente obtê-la por qualquer expediente, como subir ao céu ou descer até o inferno procurando por Jesus como se Ele tivesse Se escondido de você, mas a sua salvação depende de você se dar conta de que Ele já o encontrou através da palavra da fé que pregamos.
É o que diz Paulo em Romanos 10:6-8: “Mas a justiça decorrente da fé assim diz: Não perguntes em teu coração: Quem subirá ao céu? Isto é para trazer do alto a Cristo, ou: Quem descerá ao abismo? Isto é, para levantar a Cristo dentre os mortos? Porém diz: A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração: isto é a palavra da fé que pregamos”. (Versos 10 – 13): Porque com o coração se crê para a justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação, porquanto a escritura diz: Todo aquele que n’Ele crê não será confundido. Pois, não há distinção entre judeu e grego, uma vez que o mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque, todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”.
O que é importante não é você segurar a mão de Deus, mas crer que Ele está segurando suas mãos.
Você tem que ter um coração muito duro para não dizer: “—Obrigado Senhor,” quando compreende que o bom pastor já o encontrou e já o salvou do horror do inferno aqui e agora, e, finalmente, da segunda morte.
Mas, ainda assim, muitas pessoas têm problemas com as boas novas; eles citam textos como Amós 5:4, “Buscai-Me, e vivei”, e dizem: Não ensina a Bíblia que é nossa obra procurar o Senhor? O apelo Buscai-me e vivei, não contradiz a parábola do Bom Pastor, proferida por Jesus?
Bem, é um grande erro distorcer textos do Velho Testamento em contradição com a clara palavra de Jesus no Novo Testamento. Este foi um dos erros e pecados dos antigos judeus. Por exemplo: O Velho Testamento diz: “Olho por olho, dente por dente” (Êxodo 21:24), mas Jesus veio revelando que: A graça excede a isto, Romanos 5:20. Precisamos entender esse princípio do Novo Testamento, ou nos afundaremos em uma sutil forma de legalismo e permaneceremos surdos e mornos, paralisando nossa mensagem ao mundo.
Não há nada no Novo Testamento que implique, mesmo remotamente, que o Salvador espera indiferentemente, até que a ovelha perdida, de alguma forma, procure seu caminho de volta; se isto fosse verdade, não teria a ovelha algo em que se vangloriar?
Até mesmo textos do Velho Testamento que aparentam dar essa impressão, são esclarecidos quando estudados no contexto. Por exemplo: A palavra hebraica traduzida por buscar, em Isaías 55:6 – “Darceh”,  não significa realmente buscar mas prestar atenção; informar-se; investigar. Confira seu uso em 1º Sam. 28:7. Isaias enfatiza a proximidade do Senhor, não sua distância:
“Buscai o Senhor enquanto se pode achar, Invocai-O enquanto está perto”.
Que motivação maravilhosa nos dá o verdadeiro evangelho para servir a Cristo?
Vejamos 2ª Coríntios 5:14 e 15, que diz: “Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: Um morreu por todos, logo todos morreram. E Ele morreu por todos para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou”.
Os apóstolos pregaram uma mensagem muito diferente do que normalmente vemos hoje, seu apelo primário não era a esperança de recompensa no céu, ou incitando nas pessoas o medo de se perderem e irem para o inferno. Toda motivação egocêntrica foi sobrepujada pela mensagem de justificação pela fé. A mensagem deles proclamava a cruz de uma maneira tão vívida e poderosa que seus ouvintes eram motivados dali em diante, sem nenhum pensamento de interesse próprio, a dedicarem tudo o que eles possuíam a Jesus que havia morrido por eles. Isto era fé, e fé que operava.
“Não é o temor do castigo ou a esperança da recompensa eterna, que leva os discípulos de Cristo a segui-Lo. Contemplam o incomparável amor do Salvador, revelado em Sua peregrinação na terra; da manjedoura de Belém à cruz do calvário, e essa visão dEle atrai, abranda e subjuga o coração.” (O Desejado de Todas as Nações, pág. 480).
Essa verdadeira motivação cumpre a preciosa promessa de Hebreus 2:15 de que “Cristo veio para que livrasse a todos que, pelo medo e pavor da morte, estavam sujeitos a escravidão por toda a vida”.
O evangelho puro, reativado na mensagem da justiça de Cristo, promove uma profunda paz, essa paz pode crescer somente em um coração que foi libertado do subconsciente temor que assombra os homens do berço até a morte.

Alonzo T. Jones cria que o único elemento de que o povo de Deus precisa, a fim de se preparar para a segunda vinda, é a fé genuína. A mensagem que o mundo precisa ouvir é a verdade da justificação pela fé, à luz da purificação do santuário — "a Mensagem do terceiro anjo em verdade." A fé deve ser entendida no seu verdadeiro sentido bíblico — “uma apreciação de coração do Ágape de Cristo". (Waggoner, estava também em plena harmonia com Jones).

Oremos:
Pai bondoso de amor, amplia o nosso conhecimento do Teu amor, e vem habitar em nós, para que as Tuas promessas se cumpram em nossas vidas, através de Teu viver nelas. Que possamos oh Pai, sentir a alegria desta liberdade e da paz que a Tua salvação nos provê, e no-las conceda em cada dia de nossa vida. Te pedimos, em nome de Teu santo e amado Filho Jesus.
Amém!
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