quinta-feira, 6 de junho de 2013

Lição 10 – As Primeiras Coisas Primeiro (Ageu)!, por Geraldo Finneman

Para 1º a 8 de Junho de 2013



     Ageu pregou três mensagens para o remanescente judeu que retornava de seu cativeiro babilônico. O tempo das três mensagens corresponde com os nossos meses de agosto, outubro e dezembro. Sua primeira mensagem foi no que diz respeito às mãos deles, a segunda, aos corações, e a terceira, às mentes deles.
A Mensagem de Agosto (Ageu 1:1-15) foi direcionada para as mãos das pessoas. Deus disse: construa o Templo (1:2, 4-11). A indulgência das pessoas está registrada no verso 2. "Este povo diz: ‘O tempo não chegou, o tempo que a casa do SENHOR deve ser edificada.’" Mas o Senhor apontou duas coisas (1) materialismo do povo (1:4,5). Eles estavam vivendo em casas luxuosas enquanto o templo estava em ruínas. (2) a miséria do povo (1:6, 9-11). Eles plantavam muito, mas colhiam pouco. Tentando muitas coisas, eles falharam em tudo.
No entanto, Deus assegurou-lhes que se eles construíssem o templo, Ele os abençoaria abundantemente (1:7,8). Ele falou através de três dos seus servos: um da vida pública, Zorobabel (governador de Judá); um da igreja, Josué (o sumo sacerdote de Judá), e o terceiro, Ageu (profeta de Judá). (1:1, 3, 12-15).
A Mensagem de outubro (2:1-9). Esta mensagem foi dirigida aos corações das pessoas. Havia tanto choro e alegria na dedicação do segundo Templo. Alguns dos homens mais velhos lembravam as glórias do primeiro templo (de Salomão) e choraram quando eles compararam o segundo edifício com o primeiro. À luz disto, Ageu tenta encorajar a todos ao ele falar da vinda do Messias (versículo 7).
O profeta lhes diz para tomarem coragem, porque a presença de Deus entre eles é muito mais importante do que o tamanho e a glória de qualquer templo terrestre. Embora o esplendor externo e glória do templo de Salomão fosse maior do que o que se construiu depois do cativeiro, este segundo seria muito mais glorioso que o primeiro. "’A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos" (2:9). Isto era por causa de Jesus, "O Desejado de Todas as Nações" que viria e preencheria este segundo templo, com a presença do céu (2:7).
A mensagem de dezembro (2:10-23). Esta mensagem final foi direcionada para as mentes das pessoas. Tratava-se de pensar, refletir e raciocinar. Havia fatos que Ageu queria que as pessoas pensassem especialmente na contaminação de Judá (2:10-19). Ele lembrou-lhes os problemas do passado, dando-lhes exemplos concretos (2:10-17).
As perguntas foram projetadas para levar as pessoas a pensar. A primeira pergunta tinha a ver com a pessoa que realizou uma oferta santa. Se a roupa de uma pessoa tiver contato com um objeto, por ventura o objeto tornar-se-á santo? E os sacerdotes responderam: "Não" (vs. 13). Isso ocorre porque a santidade não pode passar para outras coisas ou até mesmo para outras pessoas. A santidade é personificada em Cristo. Ela não pode ser separada dEle. A única forma de santidade que vem a nós é por recebê-Lo pela fé.
A segunda questão de Ageu é: "Se alguém for contaminado pelo contato com um corpo morto, tocar nalguma destas coisas, ficará ela imunda? E os sacerdotes responderam: ‘Ficará imunda’" (versículo 13).
Deus estava ilustrando a condição espiritual de Seu povo. Eles não creram. Eram impenitentes. Eles estavam mortos em pecado, por isso tudo que eles faziam era contaminado. Eles eram impuros por causa da apatia de seus corações e mentes (versículo 14). Ageu aplicou este princípio às pessoas. Disse-lhes que os seus caminhos pecaminosos contaminavam suas ofertas consagradas a Deus, resultando em perdas de colheitas, fome, e todo o resto das calamidades que se abatiam sobre eles. (Versos 14-17). A lição para todos os tempos é a seguinte: trabalho e adoração não santificam o pecado, mas pecar sempre contamina o trabalho e a adoração.
O bom relatório é que a cabeça, o coração e as mãos responderam ao chamado de Deus através de Ageu. O povo se arrependeu, creu e começou a construir com as suas mãos. E assim, a partir da colocação da fundação do templo, Deus prometeu abençoá-los abundantemente (2:18,19).
A última promessa do livro é a Zorobabel. Deus o honrou nesta vida, mas havia ainda algo mais para ele. Foi-lhe dada a certeza da vida eterna (2:20-23). Nós também podemos ter essa certeza, aqui e agora.
Vamos voltar para a mensagem de outubro, especialmente a parte sobre "O Desejado de Todas as Nações" que estava por vir e que iria encher este segundo templo, com a presença do céu (2:7). Essa presença divina é a justiça de Deus, para a salvação, e vem para a raça caída mediante a fé em Jesus (Romanos 3:22, KJV), O Desejado de Todas as Nações. Mas antes de Cristo ter vindo a primeira vez, Deus abalaria as nações de acordo com Ageu 2:7. E, antes da vinda de Cristo, pela segunda vez, haverá uma outra sacudidura como apontado por Joel 3:16, Heb 12:26-28 e Apoc. 6:14. A sacudidura que se aproxima do mundo será muito mais violenta, ela vai afetar tanto o céu e a terra, em todas as suas partes, o mar e a terra firme, bem como as nações. A condição da criação visível e todas as nações serão mundialmente alterados.
No entanto, na Sua segunda vinda, Jesus ainda será "O Desejado de Todas as Nações", mas por causa do desejo e pelo cultivo do pecado pelo perdido, o desejo pela justiça dos céus serão destruídos nos corações dos perdidos. Eles vão desprezar e odiar "O Desejado de Todas as Nações", que é o Desejado de Todas as Épocas, antes que Ele venha para reivindicar os Seus.
A mensagem da justiça de Cristo, que será desprezada e odiada é a mensagem que veio até nós em Minneapolis em 1888. Assim como as pessoas não gostaram do segundo templo, que foi construído nos dias de Ageu; assim como Herodes desprezou o Desejado das Nações e tentou matá-Lo quando Jesus nasceu na família humana; assim os perdidos, ao final dos dias, vão fazer guerra contra Cristo e Seus seguidores fiéis (Apoc. 17:14). Mas os perdidos vão perder essa guerra. A causa dos perdidos será atribuída à resistência incessante deles ao Espírito Santo que lhes traz "O Desejado de Todas as Nações".
Quero terminar este estudo, citando o prefácio de O Desejado de Todas as Nações:1
 “No coração de todos os homens, seja qual for a raça a que pertença ou a posição que ocupe na vida, existe um inexprimível anseio de qualquer coisa que ainda não possui. Este anseio é implantado na própria constituição do homem por um Deus misericordioso, para que o homem não se satisfaça com seu estado atual e suas consecuções presentes, sejam elas más, boas, ou ótimas. É o desejo de Deus que a humanidade procure o melhor e o encontre, para bem-aventurança eterna de sua alma.”   
“Satanás, por esquema ardiloso e habilidade, perverteu esses anseios do coração humano. Ele faz com que os homens acreditem que esse desejo pode ser satisfeito com prazer, fortuna, conforto, fama, poder (e uma miríade mais); mas aqueles que assim procedem têm verificado que todas estas coisas, fartando os sentidos, deixam a alma tão vazia e descontente como antes.
 “É o desígnio de Deus que esse anseio do coração humano o guie Àquele que, unicamente, é capaz de o satisfazer. Vem dEle esse desejo, para que possa conduzir a Ele, a plenitude e cumprimento do mesmo desejo. Essa plenitude se  encontra em Jesus, o Cristo, o Filho do Deus eterno. ‘Porque foi do agrado  do Pai que toda a plenitude nEle habitasse.’ ‘Porque nEle habita corporalmente toda a plenitude da divindade.’ E também é verdade que ‘nEle estais perfeitos’ com relação a todo desejo divinamente implantado e normalmente seguido.
 “O profeta Ageu O chama com justiça de "O Desejado de Todas as Nações", e podemos muito bem chamá-lo de ‘O Desejado de Todas as ´Épocas, assim como ele é realmente "o Rei dos séculos."
 “É o propósito deste livro apresentar a Jesus como Aquele em quem se podem satisfazer todos os anseios. Existe muitas (*obras como) "Vida de Jesus" livros excelentes, amplas fontes de informações, ensaios elaborados de cronologia e história contemporânea, costumes, acontecimentos, com muito dos ensinos e muitos vislumbres da vida de Jesus de Nazaré, tão complexa em seus aspectos. Todavia, pode-se com razão dizer — "metade nunca se contou." ...
 “Mas da mesma maneira que, pelo poder da bondade de Seu caráter, Jesus atraiu para Si os discípulos, e pela Sua presença, pelo contato e os sentimentos cheios de simpatia em todas as suas falhas e necessidades, elevou-lhes o espírito do terreno para o celestial, do egoísmo para a abnegação, da ignorância e preconceitos para o conhecimento e magnanimidade — assim é o designo deste livro apresentar por tal forma o bendito Redentor que  ajude o leitor a chegar face a face com Ele, coração a coração, e encontrar nEle, da mesma maneira que os discípulos outrora, Jesus, o Poderoso, que salva "perfeitamente", e transforma à Sua divina imagem todos quantos por Ele se achegam a Deus. Todavia, quão impossível é revelar-Lhe a vida! É como tentar por na tela o vivo arco-íris; em caracteres  impressos de preto e branco a mais doce música.
 “A autorizada pena que escreveu estas páginas, salientou novas belezas da vida de Jesus. Trouxe à luz muitas novas jóias da sua preciosa escrivaninha. Ela abre diante do leitor inimagináveis riquezas desse infinito tesouro. Nova e gloriosa luz irradia de muitas passagens familiares, cuja profundidade o leitor julgava haver há muito sondado. Em resumo, Jesus Cristo é revelado como a Plenitude da Divindade, o infinitamente misericordioso Salvador dos pecadores, o Sol da Justiça, o clemente Sumo Sacerdote, o médico de todas as moléstias e enfermidades humanas, o terno e compassivo Amigo, companheiro constante, dedicado e sempre presente, o Príncipe  da casa de Davi, o Escudo de Seu povo, o Príncipe da paz, o Rei vindouro, o Pai da Eternidade, a culminância e cumprimento dos desejos e esperanças de todos os séculos.
É Jesus o desejo do seu coração?    


-Jerry Finneman

O irmão Geraldo L. Finneman é um pastor adventista, já tendo atuado nos estados de Michigan, Pensilvânia e Califórnia nos EUA. Ele prepara materiais para encontros  evangelísticos, incorporados com os conceitos das Boas-Novas da Mensagem de 1888 de Justificação pela fé. Além de pastor da IASD ele também já foi presidente do Comitê de Estudos da Mensagem de 1888. Já há alguns anos não me encontro com ele, mas me parece que, devido à idade, está para, ou, já se aposentou, mas ouvi dizer que continua trabalhando por boa parte do dia, atualmente na área de Battle Creek, a cidade que abrigava a antiga sede da igreja. Há um excelente livro escrito por ele, "Christ in the Psalms” [Cristo nos Salmos], infelizmente não está traduzido para o português.


Nota do tradutor:
1)     Esta “introdução”, ou prefácio, é de autoria dos editores, e não de EGW. Entre a versão do Pr. Jerry Finneman (da edição em inglês) e como consta no texto em português (da CPB), há pequenas variações, mas o sentido está preservado em ambas.

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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Lição 9 - O Dia do Senhor (Sofonias), por Paulo Penno

Para 25 de maio a 1º de junho de 2013


Se você soubesse que o Dia do Juizo de Deus consiste em apreciar-se "o amor incomparável de Cristo,"1 mudaria este fato de aspecto de temor do juízo em uma boa nova? Isto é exatamente o que o Senhor está tentando dizer ao Seu povo remanescente nos últimos dias através da "mui preciosas mensagem", que começou em 1888.
O tema do livro de Sofonias é o "dia do Senhor". Este dia envolve dois aspectos: julgamento e restauração. O julgamento purificador vai trazer a esperança de um remanescente em todo o mundo.
A razão pela qual Deus anunciou o dia do juízo sobre Sua antiga igreja (*na velha dispensação) é que os líderes foram os principais responsáveis ​​pelos males da sociedade. O governo, o sistema judicial, e os líderes religiosos eram todos corruptos e perversos. "Ai da rebelde e contaminada, ... Os seus príncipes são leões rugidores, ... seus juízes são lobos ... seus profetas são levianos, homens aleivosos; os seus sacerdotes profanam o santuário" (Sofonias 3:1-4).
Citando Sofonias 1:15, 16, Ellen White escreve, Deus "apela para Seu povo a fim de que desperte de sua letargia espiritual e busque Sua face com arrependimento e humilhação."2 Mas eles se sentam, "gordos e preguiçosos, divertido-se e relaxando" (Sofonias 1:12, Edição A Mensagem, por Peterson3). Eles não se sentem ameaçados pelo julgamento de Deus de modo algum.
Eles demonstram orgulho e arrogância. "Esta é a cidade alegre, que vive despreocupadamente, que diz no seu coração: Eu sou, e não há outra além de mim" (Sofonias 2:15). Orgulho de poder institucional permanente e de rápido crescimento estatístico, pode não ser a medida de sucesso para o povo de Deus. "Não é aconselhável abrir mais campos do que podem ser muito bem trabalhados." Porque tem havido, "primeiramente egoísmo" nos “corações dos obreiros, ... ciúmes, ruins suspeitas, invejas construíram barreiras entre vocês e Deus, tornando-se impossível para o Senhor fazer a Sua obra .... "4
O grande problema da igreja antiga eram seus professores, pregadores e eruditos. "Os profetas são irresponsáveis ​​e traiçoeiros; o sacerdotes profanam o que é sagrado (*o Santuário, Alm. Fiel), e torcem a lei de Deus em seu próprio benefício" (Sofonias 3:4, versão Boas Novas. O espírito de profecia nos alertou que "toda a variedade de erro será apresentada no misterioso trabalho de Satanás, que, se possível fora, enganaria até os escolhidos (*Mat. 24: 24), e os afastaria para longe da verdade. Haverá sabedoria humana para defrontar, a sabedoria de homens instruídos, que, como os fariseus, são mestres da lei de Deus, mas eles mesmos não a obedecem".5
Há muita sabedoria humana para defrontar nas teorias da justificação pela fé que menosprezam a lei de Deus. Em outras palavras, há "evangelhos" sendo ensinados e proclamados que são antinomianismos6.
Qualquer evangelho que ensina que a vida eterna é oferecida a todos, mas não faz nenhum bem a você até que creia e tenha uma relação salvadora com Jesus, faz da fé uma obra humana que inicia a salvação pessoal. O apelo é para o arrependimento individual, porque há um céu a ganhar e um inferno a evitar. A motivação é salvar sua própria alma individual. Mas não há interesse próprio na lei de amor de Deus. Se alguém pode ser salvo em seu egoísmo, esse evangelho é contrário à lei).
Na medida em que esta visão da justificação pela fé, e variações dela, se infiltraram em nosso pensamento através de nossas instituições educacionais, mídia impressa, políticas administrativas e agências evangelísticas, o ministério do juízo investigativo de nosso Sumo Sacerdote busca revelá-los a nós a fim de purificar o Seu povo.
A única autêntica justiça pela fé é o evangelho do santuário. O que Cristo realizou na cruz é um eficaz inversão salva-vidas da condenação trazida sobre a raça humana pelo primeiro Adão. Cristo tem realmente dado a "absolvição e vida" a cada um (Rom. 5:18, edição da Bíblia Inglesa Revisada). Seu divino amor sacrifical derrete o coração humano em arrependimento pelo pecado, para que a fé aprecie o que custou ao Filho amado de Deus morrer a segunda morte do pecador. Ela recebe a expiação que Deus dá (Romanos 5:11). Isso significa que a fé opera por amor e é obediente a todos os mandamentos de Deus.7 Este evangelho está em harmonia com a lei de Deus. É "a verdade do evangelho", revelada a partir do santuário.
Em um artigo intitulado "A Igreja de Laodicéia," Ellen White faz a aplicação do livro de Sofonias ao Israel moderno. "Aqueles que trabalham no temor de Deus para livrar a igreja de obstáculos, e para corrigir graves erros, para que o povo de Deus possa ver a necessidade de abominar o pecado, e que eles possam prosperar em pureza, e o nome de Deus seja glorificado, sempre irão defrontar influências opositoras dos não consagrados. Sofonias descreve o verdadeiro estado desta classe, e os terríveis juízos que virão sobre eles."8
Enquanto a mensagem à igreja de Laodicéia é dada, haverá duas opostas "confissões de pecado," uma verdadeira e outra falsa: "Confissões de pecado feitas no momento certo para justificar o povo de Deus será aceito por Ele. Mas há aqueles entre nós que farão confissões como a de Acã, tarde demais para salvar a si mesmos ... Eles desprezam o testemunho direto que atinge o coração, e se alegrariam em ver silenciada cada pessoa que faz censura."9
O temido "juízo investigativo" é preciosa boa nova; os livros do céu são meros reflexos fiéis de nossos corações; a sua "purificação" no santuário não pode ser feita até que, primeiro, nossos corações aqui na terra sejam purificados. O Senhor vai fazer isso, se nós pararmos de impedi-Lo!
Alguém tem nos feito passar fome de nossa nutrição espiritual dada a nós por Deus, se o medo domina nosso pensamento sobre um juízo pré-advento, pois João diz que "o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena" (1ª João 4:18, a NVI diz “porque o medo envolve castigo”). Se o medo ainda está lá, então uma verdadeira compreensão do Evangelho está ausente! Seria impossível para tal medo prender a atenção da nossa juventude neste século 21, se "nós" tivéssemos aceitado "a mui preciosa mensagem" na época de 1888 e desde então. A idéia especial, Ágape (amor), é a idéia básica da mensagem, e é esse Ágape que "lança fora o temor."
Será uma muito esperada união de corações — Cristo e Seu povo — Sua igreja. A união será tão próxima quanto a de uma noiva com seu marido (Apoc. 19: 7 e 8). O juízo pré-advento que assusta a muitos se torna como a alegria de um casamento! "Regozijemo-nos e alegremo-nos" é o clamor do coração daqueles que abrem seus corações para a "mui preciosa" mensagem de graça muito mais abundante (*Rom. 5: 20). É o que o Espírito Santo tem procurado imprimir em nossos corações todas essas muitas, muitas décadas!
Mas, por favor, lembre-se, isso não é "graça barata". Tal mui abundante graça motiva o crente à devoção sem fim, total obediência à lei de Deus (não por temor, mas por alegria), total reconciliação de coração com Ele. Vamos parar de resistir a Sua graça!
                                                                                                     - Paul E. Penno
Notas (a 3ª e a 6ª são do tradutor):
[1] Materiais de Ellen White sobre1888, vol. 3, pág. 1076.                                       
[2] Ellen G. White, O Grande Conflito, pág. 311.      
3) A versão “A Mensagem — A Bíblia em linguagem contemporânea,” do pastor presbiteriano Eugene H. Peterson. A Almeida Fiel diz: Castigarei os homens que se espessam como a borra do vinho, que dizem no seu coração: O SENHOR não faz o bem nem faz o mal.”
 [4] "What Might Have Been Accomplished If Selfishness Had Been Eradicated." [O que Poderia Ter Sido Feito se o Egoísmo Tivesse Sido Erradicado]. Manuscript Releases, vol. 11, págs. 80-81. Carta 3, 1892 (de Ellen G. White para Will D. Curtis, 16 de janeiro de 1892).
[5] Ellen G. White, no artigo "Perigosas Doutrinas Errôneas," Publicado em Signs of the Times, de 27 de Março de 1884. 
6) “O antinomianism no cristianismo é a crença de que, sob a dispensação do evangelho da graça, a lei moral é inútil, não havendo obrigação de observá-la, porque somente a fé é necessária para a salvação. O antinomianism e a doutrina protestante sola fide (justificação pela fé) são historicamente relacionados. Comumente visto como o oposto teológico ao antinomianismo é a noção de que a obediência a um código de lei religiosa ganha a salvação, como legalismo ou salvação pelas obras, ou judaizantes. O termo "antinomianismo" surgiu logo após a Reforma Protestante (c.1517) e, historicamente, tem sido usado principalmente como um pejorativo contra os pensadores cristãos ou seitas que levaram a sua crença na justificação pela fé, mais do que era costume. Um exemplo foi a crítica ao antinomianismo por Martinho Lutero,  e outro foi a controvérsia antinomianista do século XXVII da Colonia da Baia de  Massachusetts. Embora o termo seja do século 16, o tema tem suas raízes em visões cristãs sobre o antigo concerto (*de Êxodo 19:8 e 24:7), e se estende até o primeiro século. O antinomianismo também pode ser usado em relação a qualquer pessoa que rejeita a moralidade social estabelecida. No entanto, alguns grupos, fora do anarquismo, como o anarquismo cristão ou anarquismo judáico, explicitamente se auto-denominam ‘antinomiano’.” (colhido da Wikipedia, the free enncyclopedia).
“ANTINOMIANISMO. De anti, ‘contra,’ e nomos, ‘law,’ e significa uma atitude de hostilidade para com a lei, especialmente de cristãos contra a lei, incluindo o decálogo. Vestígios de antinomianismo eram evidentes entre os gnósticos maniqueístas do terceiro século, e através da Idade Média. Originou-se como um fenômeno teológico distinto com o alemão Johanes Agrícola (1494-1566), (*Reformador protestante que, embora sendo amigo de Lutero, se opôs a ele  na questão da imposição da lei sobre os cristãos), cujos pontos de vista eram condenados pela Fórmula de Concorde em 1577. Durante os séculos XXVI e XXVII o antinomianismo apareceu na Inglaterra, onde seus advogados eram conhecidos como ‘Ranters.’ São encontrados hoje  em certas formas de dispensacionalismo.
“A antítese de antinomianismo é nomianismo, o qual se manifesta como legalismo, isto é, a idéia de que a salvação pode ser obtida por estrita submissão aos requerimentos legais ao invés de pela fé de Jesus Cristo. Os adventistas do 7º dia crêem que legalismo e antinomianismo são igualmente contrários ao espírito do evangelho. Eles [nós] vemos os dez mandamentos e a graça não como se auto excluindo, mas como harmônicos entre si (Rom. 1:7; 3:31; 5:1; 7:12).Para os adventistas do 7º dia, salvação é pela graça somente, mas a obediência a toda a vontade revelada de Deus, incluindo o decálogo, é fruto da fé” (Enciclopédia Adventista, vol. 10 da série SDABC, páginas 57 e 58)
“Preciosa era a mensagem que [Lutero] levava às ávidas multidões, que ficavam embevecidas ante suas palavras. Nunca dantes tais ensinos lhes haviam caído aos ouvidos. As alegres novas do amante Salvador, a certeza de perdão e paz mediante Seu sangue expiatório, alegravam-lhes o coração, inspirando-lhes imorredoura esperança” (E. G. White, em O Desejado de Todas as Nações, pág. 126).
“A função do decálogo é condenar (*provar a culpabilidade) o pecado, mas a lei não tem poder para perdoar. O perdão vem, exclusivamente, pela justificação através da fé de Jesus” (Enciclopédia Adventista, vol. 10 da série SDABC, pág. 58)
 [7] Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, págs. 91 e 92.  
 [8] Ellen G. White, no artigo, "A Igreja de Laodicéia," publicado na Review and Herald, de 23 de setembro de 1873.
 [9] Ibidem.
                                                                                                               
Nota: O site "Escola Sabatina Hoje" e o vídeo dessa lição do Pastor Paulo Penno estão na Internet em inglês em: http://1888mpm.org
Paulo Penno é pastor evangelista da igreja adventista na cidade de Hayward, na Califórnia, EUA, da Associação Norte Californiana da IASD, localizada no endereço 26400, Gading Road, Hayward, Telefone: 001 XX (510) 782-3422. Ele foi ordenado ao ministério há 38 anos. Após o curso de teologia ele fez mestrado na Universidade de Andrews. Recentemente ele preparou uma extensiva antologia dos escritos de Alonzo T. Jones e Ellet J. Waggoner, a qual está incluída na Compreensiva Pesquisa dos Escritos de Ellen G. White. Recentemente também ele escreveu o livro “O Calvário no Sinai: A Lei e os Concertos na História da Igreja Adventista do 7º Dia,” e, ao longo dos anos, escreveu muitos artigos sobre vários conceitos da mensagem de 1888. O pai dele, Paul Penno foi também pastor da igreja adventista, assim nós usualmente escrevemos seu nome: Paul E. Penno Junior. Você pode vê-lo, no You Tube, semanalmente, explanando a lição da semana seguinte na igreja adventista de Hayward, na Califórnia, em http://www.youtube.com/user/88denver99
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Lição 9 - O Dia do Senhor (Sofonias e Naum), por Todd Guthrie

Para 25 de maio a 1º de junho de 2013


No princípio, Deus criou os céus e a terra, realizando um trabalho único em cada um dos seis dias para trazer à existência uma criação perfeita. (*Ao concluí-la “viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era) muito bom". A semana da criação foi coroada com um dia em que Adão e Eva poderiam descansar na obra perfeita de Deus.
Quando o pecado foi introduzido à humanidade por Satanás, a sua tripla ameaça (a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida – 1ª João 2:16) trouxe tristeza e fadiga, não só ao homem, mas a Deus. Nem Deus, nem a Terra jamais realmente desfrutaram alegremente de um descanso sabático desde então (cf. João 5,17).
É preciso tempo e trabalho para Deus humilhar o rei do orgulho (cf. Jó 41-42), mas Ele mesmo é humilde e paciente, para que possamos estar seguros de que em breve a restauração prometida irá ocorrer. Então, tanto Ele e nós vamos desfrutar de um milênio sabático.
 “Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia” (ª1 Pedro 3:8).
Ambos Sofonias e Naum chamam a atenção para Nínive, a grande cidade da Assíria, que representa os do mundo que se identificam com o rei do orgulho e da sua natureza de auto-exaltação. Deus usou a Assíria, que encarna o problema do pecado, para castigar o Seu povo e aliená-los de sua estranha paixão com o mundo, que (como Nínive) em breve será dado à destruição completa.
Certamente, suas mensagens são ainda mais relevantes hoje. Somos adventistas - acreditamos que o julgamento é agora e que Jesus está vindo muito em breve! (*Grifamos).
 “O grande dia do SENHOR está perto, sim, e se apressa muito” (Sofonias 1:14)
Somos chamados a ser os mensageiros, não só da destruição vindoura, mas da misericórdia e do amor de Deus em Cristo no fornecimento de tudo que é necessário para sobreviver ao turbilhão que se aproxima.
Quão formosos são, sobre os montes
Os pés do que anuncia as boas novas,
Que faz ouvir a paz,
Do que anuncia o bem,
Que faz ouvir a salvação,
Que diz a Sião:
‘O teu Deus reina!’" (Isaías 52:7).
 “Eis sobre os montes os pés do que traz boas novas, do que anuncia a paz!” (Naum 1:15).
Quais são essas boas novas?
“Em Sua grande misericórdia, enviou o Senhor uma mui preciosa mensagem a Seu povo por intermédio dos Pastores Waggoner e Jones. Esta mensagem devia pôr de maneira mais preeminente diante do mundo o Salvador crucificado, o sacrifício pelos pecados de todo o mundo. Apresentava a justificação pela fé no Fiador; convidava o povo para receber a justiça de Cristo, que se manifesta na obediência a todos os mandamentos de Deus. Muitos perderam Jesus de vista. Deviam ter tido o olhar fixo em Sua divina pessoa, em Seus méritos e em Seu imutável amor pela família humana. Todo o poder foi entregue em Suas mãos, para que Ele pudesse dar ricos dons aos homens, transmitindo o inestimável dom de Sua justiça ao impotente ser humano. Esta é a mensagem que Deus manda proclamar ao mundo. É a terceira mensagem angélica que deve ser proclamada com alto clamor e regada com o derramamento de Seu Espírito Santo em grande medida" (TM 91-92, grifo do autor)
 “Apelo a todos os que se têm unido numa atitude errada em princípio para que façam decidida reforma e depois disto andem para sempre humildemente com Deus” (Testemunhos para Ministros, pág. 131)
Se há uma lição em Sofonias e Naum, é que devemos pessoalmente ser despojados do mundo para sobreviver à devastação vindoura. Temos nós visto e sentido bastante o castigo que o pecado produz, para nos volvermos, irreversivelmente, à Aquele que “nos aquietará com Seu amor” e Se “regozijará sobre nós com júbilo?” (*Sofonias 3:17). Se nos humilharmos, confessando que Ele é tudo o que precisamos, e pedindo ao Senhor para habitar e caminhar em nós, então estaremos prontos. Agora é o dia da preparação para o grande descanso sabático em breve no milênio.
Deus prometeu que Ele irá completar a obra que Ele começou em nós e através de nós, e em seguida, através de nós completa o trabalho para trazer esta grande semana de tempo para a sua conclusão do sábado.
 “O remanescente de Israel não cometerá iniquidade,
Nem proferirá mentira,
E na sua boca não se achará língua enganosa;
Mas serão apascentados, e deitar-se-ão,
E não haverá quem os espante.
Eis que naquele tempo
Procederei contra todos os que te afligem,
E salvarei a que coxeia,
E recolherei a que foi expulsa;
E deles farei um louvor
E um nome em toda a terra
Em que foram envergonhados.
Naquele tempo vos farei voltar,
Naquele tempo vos recolherei;
Certamente farei de vós
Um nome e um louvor
Entre todos os povos da terra,
Quando fizer voltar os vossos cativos diante dos vossos olhos,
Diz o SENHOR” (Sofonias 3:13,19,20).
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Esta desolação da terra é ainda confirmada pelo ensinamento sobre o ano sabático da antiga dispensação. Afirma-se em 2ª Crônicas 36:21 que, das pessoas que estão sendo levadas cativas para Babilônia, a terra ficou desolada, para que ela pudesse desfrutar de seus sábados. E a terra permaneceu desolada por setenta anos, “até que a terra se agradasse dos seus sábados; todos os dias da assolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram" (*2º Crônicas, 36:21). Quer dizer, Israel durante 490 anos falhou em observar o ano sabático, em dar a toda a terra o descanso que Deus havia providenciado para ela nesse ano, e agora eles tiveram que ir para o cativeiro, e a terra tinha que ficar desolada, até que todos os sábados que foram roubados da terra nesses 490 anos, simbolizados por 70 anos, fossem completados.
E nisso todos os homens são ensinados, definitivamente, pela palavra do Senhor, que desde que toda a terra foi obrigada a passar por seis mil anos, sem descanso algum, ela tem sido roubada de todos os anos sabáticos em todo este tempo,até que a maldição "consuma a terra," e seja "totalmente desolada" (ver Isaías 24:4-6, 19, 20), a terra inteira deve repousar desolada mil anos, para compensar os sábados dos quais a terra foi roubada nestes seis mil anos sob o peso da maldição que foi lançada sobre ela pelos pecados dos homens.
Assim Isaías diz: "De todo se esvaziará a terra, e de tudo será saqueada, porque o Senhor pronunciou esta palavra" (Isa. 24:3). E Sofonias diz: "Hei de consumir por completo tudo de sobre a terra, diz o Senhor .... Cala-te diante do Senhor Deus, porque o dia do Senhor está perto, porque o Senhor preparou o sacrifício, e santificou os Seus convidados [ver Apoc. 19:17 e 18] .... O grande dia do Senhor está perto, está perto, e se apressa muito; amarga é a voz do dia do Senhor; clamará ali poderoso. Aquele dia será um dia de indignação, dia de tribulação e de angústia, dia de alvoroço e desolação, dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e de densas trevas, dia de alarido contra as cidades fortificadas, e contra as torres altas. Pelo fogo do seu zelo toda a terra será consumida, porque certamente fará de todos os moradores da terra uma destruição total e apressada” (Sofonias 1:2-18). Artigo de Alonzo T. Jones, publicado na The Advent Review and Sabbath Herald (A Revista do Advento e Arauto do Sábado, em 16 de janeiro de 1900) págs. 40-41.


-Todd Guthrie

O irmão Todd Guthrie, é um médico adventista, membro da Mesa administrativa do Comitê de Estudos de Mensagem de 1888. Ele é ancião na sua igreja adventista local, e constantemente está envolvido em organizar e executar programas musicais para acontecimentos importantes da Igreja Adventista nos EUA e em outros países. Ele e sua família sempre aparecem no canal de televisão adventista Three Angels Broadcasting Network [Canal de Televisão Três Anjos] com música tanto vocal quanto instrumental.

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