quinta-feira, 13 de junho de 2013

Lição 11 - Visões de Esperança (Zacarias) por Arlene Hill

Para 8 a 15 de junho de 2013



Zacarias e Ageu foram contemporâneos em Jerusalém, e ambos estavam preocupados com a reconstrução do templo em ruínas. Ao primeiro sermão de Zacarias, a construção já estava em andamento, assim sua primeira mensagem referia-se ao simbolismo dos serviços do templo.
Zacarias começa sem rodeios: "O Senhor Se irou fortemente contra seus pais" (Zac. 1:2). Os profetas sempre foram usados por Deus como a consciência de Israel. Quando eles repetidamente afastaram-se dEle, Ele pacientemente enviou mensageiros para lembrar ao povo de sua vocação especial. Foi em grande parte o fracasso das gerações anteriores, que culminaram no cativeiro e destruição de Jerusalém. A menos que falhas passadas sejam remediadas, é inevitável que sejam repetidas. Quando nossa igreja recebeu a mensagem da justiça pela fé em Cristo, os nossos “pioneiros” a resistiram e suprimiram:
"A indisposição de ceder a opiniões preconcebidas, e de aceitar esta verdade, estava à base de grande parte da oposição manifestada em Mineápolis contra a mensagem do Senhor através dos irmãos [EJ] Waggoner e [AT] Jones. Excitando aquela oposição, Satanás teve êxito em afastar do povo, em grande medida, o poder especial do Espírito Santo que Deus anelava comunicar-lhes. O inimigo impediu-os de obter a eficiência que poderiam ter tido em levar a verdade ao mundo, como os apóstolos a proclamaram depois do dia de Pentecostes. Sofreu resistência a luz que deve iluminar toda a Terra com a sua glória (*veja Apoc. 18:1), e pela ação de nossos próprios irmãos tem sido, em grande medida, conservada afastada do mundo"1
A confusão continua até hoje. Muitos estão sinceramente ensinando o que eles acham que é a mensagem da justificação pela fé, mas eles não a compreendem, e, sem perceber, inserem conceitos do Antigo Concerto de justiça baseado em obras. Outros temem estudá-la por causa de mensagens contraditórias dos líderes da Igreja, os quais, se não abertamente hostis, são indiferentes. Até que a liderança da igreja reconheça o erro, de modo que a genuína mensagem possa ser estudada, a Igreja corporativamente repete os erros dos pais (*pioneiros) na resistência à luz que deve iluminar toda a Terra com glória.
"O pecado cometido no que aconteceu em Mineápolis permanece nos livros de registro do céu, lançado neles contra os nomes daqueles que resistiram à luz, e permanecerá sobre o registro até que confissão seja feita ..." 2
*Muitos têm a idéia de que se os lideres não se arrependeram naquela época, ou mesmo os que exerceram a liderança posteriormente no comando da igreja não se arrependeram, isto é problema deles individualmente com Deus. Mas este arrependimento que Deus pede não é de nós individualmente, embora tenhamos todos que nos arrepender de atitudes motivadas pelo velho concerto.
*Veja, em Sua mensagem a Laodicéia, bem como às outras seis igrejas em  Apocalipse, Jesus, a Testemunha Fiel e verdadeira, está se dirigindo “ao anjo da igreja” (3:11) a liderança, e é a eles que Cristo apela: “sê pois zeloso, e arrepende-te” (3: 19). Assim, a liderança da igreja de Laodicéia tem algo de que se arrepender. O que é? Ora, se você olhar os versos anteriores, verá que ali estão os três elementos essenciais da justiça de Cristo: o ouro (fé e amor); as roupas brancas (pureza de caráter da justiça de Cristo, e o colírio (o discernimento espiritual). Tudo isto foi a base da mensagem de 1888.
Alguns tornaram-se tão frustrados com a igreja que se afastaram pensando que as coisas se deterioraram tanto que Deus não podia mais abençoar a denominação adventista do sétimo dia. Deve ter havido alguns em Israel no tempo de Zacarias, que sofriam de uma versão desse tipo. Nos dias escuros no final de 70 anos de exílio deve ter sido tentador pensar que Deus havia abandonado Suas promessas para Israel. Mas Deus os tranquilizou em Zacarias 1:3: "Assim diz o Senhor dos Exércitos: ‘Tornai-vos para Mim,’ diz o Senhor dos Exércitos, "e Eu Me tornarei para vós,’ diz o Senhor dos Exércitos." A repetição do nome "Senhor dos Exércitos" lembra a Israel que embora eles fossem um pequeno grupo de refugiados que tentavam reconstruir suas vidas, Deus os identifica com as hostes dos redimidos que vieram antes e virão depois de seu tempo na história. A visão dos quatro cavaleiros assegura que mesmo em tempos de correção, Deus ainda está no controle dos eventos da terra. A visão de uma cidade sem muros é a garantia de que Deus vai reconstruir uma cidade que não precisa de muros de proteção.
A visão de Josué, o sumo sacerdote em Jerusalém, no momento, é uma bela imagem de transformação de caráter, mas pode ser mal interpretada. Perceba que esta é uma cena de um tribunal com Satanás como o acusador. Quando o primeiro Adão vendeu toda a raça humana a Satanás no Jardim do Éden, a destinou à destruição, como tições lançados no fogo. Cristo inverteu isto, quando Ele Se tornou o Cordeiro de Deus morto desde a fundação do mundo, Efésios 1:4 e Apocalipse 17:8.
Observe também que o vestuário limpo foi entregue ao sumo sacerdote Josué, não a Zacarias. O sumo sacerdote era um tipo de Cristo, representando as funções de intermediação que Cristo provê entre os pecadores e um Deus santo. Mas devemos nós crer que as vestes do Cordeiro imaculado de Deus estavam imundas? É verdade que Cristo nunca pecou de forma alguma, mas Ele Se tornou pecado por nós, 2ª Coríntios 5:21. Ao assumir a nossa natureza humana caída, Ele tomou a humanidade em Si mesmo e na cruz obteve o veredicto de absolvição para toda a raça humana.
Muitos acreditam que a cerimônia descrita em Zacarias 3 mostra indivíduos que recebem as suas vestes, e uma vez recebidas, eles são investidos com a sua própria justiça intrínseca, e que lhes dá direito ao céu. Humilhante que seja, estaremos dependentes da justiça de Cristo por toda a eternidade. Aqueles que aceitam a sua total dependência de sua posição em Cristo são cobertos com o Seu manto de justiça.
A maldade de Babilônia ainda existia no coração dos exilados, como representado pela mulher má que está confinada em um recipiente que é despachado para Sinar na Babilônia. Apesar de ter o "rolo volante" descrito em Zacarias 5:2, enviado para iluminar a terra com a glória do evangelho a todo o mundo, as pessoas se tornaram indiferentes ao roubo e desonestidade. O sistema de justiça (administrado pelos sacerdotes) tacitamente encorajou esta atitude por pouco fazer para prevenir ou processar os infratores.
As proporções do rolo de pergaminho (o dobro da largura) ecoam as do próprio santuário, sugerindo o tema da mensagem do pergaminho. Não era suficiente que Israel reconstruísse o templo físico. Deus queria que eles permitissem que Ele habitasse no templo da alma, permitindo-Lhe purificar seus corações. A mensagem da purificação do santuário é uma parte essencial da Mensagem de 1888. Qualquer igreja que conheça o puro evangelho de total dependência de Cristo por Sua justiça, mas mescle obras do antigo concerto em seu ensino, se junta à maldade de roubo e desonestidade do antigo Israel.
Laodiceanos (*com seu estado) resistem à mudança, dizendo que os propósitos de Deus não conhecem pressa ou demora:
"É o privilégio de todo cristão, não só aguardar, mas mesmo apressar a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Se todos os que professam Seu nome estivessem produzindo frutos para Sua glória, quão rapidamente seria lançada em todo o mundo a semente do evangelho! Depressa amadureceria a última seara, e Cristo viria para recolher o precioso grão." 3
Escrevendo para a igreja em 1900, a serva do Senhor confirmou nosso papel no atraso do retorno de Cristo:
"Caso houvesse sido executado o propósito divino de transmitir ao mundo a mensagem de misericórdia, Cristo já teria vindo à terra, e os santos teriam recebido as boas-vindas na cidade de Deus."4
"Talvez tenhamos que permanecer muitos anos mais neste mundo por causa de insubordinação, como aconteceu com os filhos de Israel; mas por amor de Cristo, Seu povo não deve acrescentar pecado a pecado, responsabilizando a Deus pela consequência de seu próprio procedimento errado."5
A responsabilidade da liderança da igreja é tão grave que Jesus disse: "E quem fizer um destes pequeninos que creem tropeçar, seria melhor para ele que lhe fosse pendurada em seu pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse lançado ao mar "(Marcos 9:42). Que Deus nos dê sabedoria e gentileza de compartilhar essa "mui preciosa mensagem".

- Arlene Hill
Notas (Ellen G. White):
[1] Mensagens Escolhidas, livro 1, págs. 234, 235.
[2] [Materiais de Ellen G. White sobre 1888, pág. 1031, carta ao pastor Ole A. Olsen, então presidente da Associação Geral, escrita em 1º de setembro de 1892.]
[3] Testemunhos Para a Igreja, vol. 8, págs.  22, 23, 1904.
[4] Testemunhos Para a Igreja, vol. 6, p. 450.
[5] Carta 184, 1901, Evangelismo, p. 696.

A irmã Arlene Hill é uma advogada aposentada da Califórnia, EUA. Ela agora mora na cidade de Reno, estado de Nevada, onde é professora da Escola Sabatina na igreja adventista local. Ela foi um dos principais oradores no seminário “É a Justiça Pela Fé, Relevante Hoje?”, que se realizou na sua igreja em maio de 2010, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, localizada no endereço: 7125 Weest 4th Street , Reno, Nevada, USA, Telefone  001 XX (775) 327-4545; 001 XX (775) 322-9642.
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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Lição 10 – As Primeiras Coisas Primeiro (Ageu)!, por Paulo Peno & Mary Chun

Para 1º a 8 de Junho de 2013



     Ageu pregou três mensagens para o remanescente judeu que retornava de seu cativeiro babilônico. O tempo das três mensagens corresponde com os nossos meses de agosto, outubro e dezembro. Sua primeira mensagem foi no que diz respeito às mãos deles, a segunda, aos corações, e a terceira, às mentes deles.
A Mensagem de Agosto (Ageu 1:1-15) foi direcionada para as mãos das pessoas. Deus disse: construa o Templo (1:2, 4-11). A indulgência das pessoas está registrada no verso 2. "Este povo diz: ‘O tempo não chegou, o tempo que a casa do SENHOR deve ser edificada.’" Mas o Senhor apontou duas coisas (1) materialismo do povo (1:4,5). Eles estavam vivendo em casas luxuosas enquanto o templo estava em ruínas. (2) a miséria do povo (1:6, 9-11). Eles plantavam muito, mas colhiam pouco. Tentando muitas coisas, eles falharam em tudo.
No entanto, Deus assegurou-lhes que se eles construíssem o templo, Ele os abençoaria abundantemente (1:7,8). Ele falou através de três dos seus servos: um da vida pública, Zorobabel (governador de Judá); um da igreja, Josué (o sumo sacerdote de Judá), e o terceiro, Ageu (profeta de Judá). (1:1, 3, 12-15).
A Mensagem de outubro (2:1-9). Esta mensagem foi dirigida aos corações das pessoas. Havia tanto choro e alegria na dedicação do segundo Templo. Alguns dos homens mais velhos lembravam as glórias do primeiro templo (de Salomão) e choraram quando eles compararam o segundo edifício com o primeiro. À luz disto, Ageu tenta encorajar a todos ao ele falar da vinda do Messias (versículo 7).
O profeta lhes diz para tomarem coragem, porque a presença de Deus entre eles é muito mais importante do que o tamanho e a glória de qualquer templo terrestre. Embora o esplendor externo e glória do templo de Salomão fosse maior do que o que se construiu depois do cativeiro, este segundo seria muito mais glorioso que o primeiro. "’A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos" (2:9). Isto era por causa de Jesus, "O Desejado de Todas as Nações" que viria e preencheria este segundo templo, com a presença do céu (2:7).
A mensagem de dezembro (2:10-23). Esta mensagem final foi direcionada para as mentes das pessoas. Tratava-se de pensar, refletir e raciocinar. Havia fatos que Ageu queria que as pessoas pensassem especialmente na contaminação de Judá (2:10-19). Ele lembrou-lhes os problemas do passado, dando-lhes exemplos concretos (2:10-17).
As perguntas foram projetadas para levar as pessoas a pensar. A primeira pergunta tinha a ver com a pessoa que realizou uma oferta santa. Se a roupa de uma pessoa tiver contato com um objeto, por ventura o objeto tornar-se-á santo? E os sacerdotes responderam: "Não" (vs. 13). Isso ocorre porque a santidade não pode passar para outras coisas ou até mesmo para outras pessoas. A santidade é personificada em Cristo. Ela não pode ser separada dEle. A única forma de santidade que vem a nós é por recebê-Lo pela fé.
A segunda questão de Ageu é: "Se alguém for contaminado pelo contato com um corpo morto, tocar nalguma destas coisas, ficará ela imunda? E os sacerdotes responderam: ‘Ficará imunda’" (versículo 13).
Deus estava ilustrando a condição espiritual de Seu povo. Eles não creram. Eram impenitentes. Eles estavam mortos em pecado, por isso tudo que eles faziam era contaminado. Eles eram impuros por causa da apatia de seus corações e mentes (versículo 14). Ageu aplicou este princípio às pessoas. Disse-lhes que os seus caminhos pecaminosos contaminavam suas ofertas consagradas a Deus, resultando em perdas de colheitas, fome, e todo o resto das calamidades que se abatiam sobre eles. (Versos 14-17). A lição para todos os tempos é a seguinte: trabalho e adoração não santificam o pecado, mas pecar sempre contamina o trabalho e a adoração.
O bom relatório é que a cabeça, o coração e as mãos responderam ao chamado de Deus através de Ageu. O povo se arrependeu, creu e começou a construir com as suas mãos. E assim, a partir da colocação da fundação do templo, Deus prometeu abençoá-los abundantemente (2:18,19).
A última promessa do livro é a Zorobabel. Deus o honrou nesta vida, mas havia ainda algo mais para ele. Foi-lhe dada a certeza da vida eterna (2:20-23). Nós também podemos ter essa certeza, aqui e agora.
Vamos voltar para a mensagem de outubro, especialmente a parte sobre "O Desejado de Todas as Nações" que estava por vir e que iria encher este segundo templo, com a presença do céu (2:7). Essa presença divina é a justiça de Deus, para a salvação, e vem para a raça caída mediante a fé em Jesus (Romanos 3:22, KJV), O Desejado de Todas as Nações. Mas antes de Cristo ter vindo a primeira vez, Deus abalaria as nações de acordo com Ageu 2:7. E, antes da vinda de Cristo, pela segunda vez, haverá uma outra sacudidura como apontado por Joel 3:16, Heb 12:26-28 e Apoc. 6:14. A sacudidura que se aproxima do mundo será muito mais violenta, ela vai afetar tanto o céu e a terra, em todas as suas partes, o mar e a terra firme, bem como as nações. A condição da criação visível e todas as nações serão mundialmente alterados.
No entanto, na Sua segunda vinda, Jesus ainda será "O Desejado de Todas as Nações", mas por causa do desejo e pelo cultivo do pecado pelo perdido, o desejo pela justiça dos céus serão destruídos nos corações dos perdidos. Eles vão desprezar e odiar "O Desejado de Todas as Nações", que é o Desejado de Todas as Épocas, antes que Ele venha para reivindicar os Seus.
A mensagem da justiça de Cristo, que será desprezada e odiada é a mensagem que veio até nós em Minneapolis em 1888. Assim como as pessoas não gostaram do segundo templo, que foi construído nos dias de Ageu; assim como Herodes desprezou o Desejado das Nações e tentou matá-Lo quando Jesus nasceu na família humana; assim os perdidos, ao final dos dias, vão fazer guerra contra Cristo e Seus seguidores fiéis (Apoc. 17:14). Mas os perdidos vão perder essa guerra. A causa dos perdidos será atribuída à resistência incessante deles ao Espírito Santo que lhes traz "O Desejado de Todas as Nações".
Quero terminar este estudo, citando o prefácio de O Desejado de Todas as Nações:1
 “No coração de todos os homens, seja qual for a raça a que pertença ou a posição que ocupe na vida, existe um inexprimível anseio de qualquer coisa que ainda não possui. Este anseio é implantado na própria constituição do homem por um Deus misericordioso, para que o homem não se satisfaça com seu estado atual e suas consecuções presentes, sejam elas más, boas, ou ótimas. É o desejo de Deus que a humanidade procure o melhor e o encontre, para bem-aventurança eterna de sua alma.”   
“Satanás, por esquema ardiloso e habilidade, perverteu esses anseios do coração humano. Ele faz com que os homens acreditem que esse desejo pode ser satisfeito com prazer, fortuna, conforto, fama, poder (e uma miríade mais); mas aqueles que assim procedem têm verificado que todas estas coisas, fartando os sentidos, deixam a alma tão vazia e descontente como antes.
 “É o desígnio de Deus que esse anseio do coração humano o guie Àquele que, unicamente, é capaz de o satisfazer. Vem dEle esse desejo, para que possa conduzir a Ele, a plenitude e cumprimento do mesmo desejo. Essa plenitude se  encontra em Jesus, o Cristo, o Filho do Deus eterno. ‘Porque foi do agrado  do Pai que toda a plenitude nEle habitasse.’ ‘Porque nEle habita corporalmente toda a plenitude da divindade.’ E também é verdade que ‘nEle estais perfeitos’ com relação a todo desejo divinamente implantado e normalmente seguido.
 “O profeta Ageu O chama com justiça de "O Desejado de Todas as Nações", e podemos muito bem chamá-lo de ‘O Desejado de Todas as ´Épocas, assim como ele é realmente "o Rei dos séculos."
 “É o propósito deste livro apresentar a Jesus como Aquele em quem se podem satisfazer todos os anseios. Existe muitas (*obras como) "Vida de Jesus" livros excelentes, amplas fontes de informações, ensaios elaborados de cronologia e história contemporânea, costumes, acontecimentos, com muito dos ensinos e muitos vislumbres da vida de Jesus de Nazaré, tão complexa em seus aspectos. Todavia, pode-se com razão dizer — "metade nunca se contou." ...
 “Mas da mesma maneira que, pelo poder da bondade de Seu caráter, Jesus atraiu para Si os discípulos, e pela Sua presença, pelo contato e os sentimentos cheios de simpatia em todas as suas falhas e necessidades, elevou-lhes o espírito do terreno para o celestial, do egoísmo para a abnegação, da ignorância e preconceitos para o conhecimento e magnanimidade — assim é o designo deste livro apresentar por tal forma o bendito Redentor que  ajude o leitor a chegar face a face com Ele, coração a coração, e encontrar nEle, da mesma maneira que os discípulos outrora, Jesus, o Poderoso, que salva "perfeitamente", e transforma à Sua divina imagem todos quantos por Ele se achegam a Deus. Todavia, quão impossível é revelar-Lhe a vida! É como tentar por na tela o vivo arco-íris; em caracteres  impressos de preto e branco a mais doce música.
 “A autorizada pena que escreveu estas páginas, salientou novas belezas da vida de Jesus. Trouxe à luz muitas novas jóias da sua preciosa escrivaninha. Ela abre diante do leitor inimagináveis riquezas desse infinito tesouro. Nova e gloriosa luz irradia de muitas passagens familiares, cuja profundidade o leitor julgava haver há muito sondado. Em resumo, Jesus Cristo é revelado como a Plenitude da Divindade, o infinitamente misericordioso Salvador dos pecadores, o Sol da Justiça, o clemente Sumo Sacerdote, o médico de todas as moléstias e enfermidades humanas, o terno e compassivo Amigo, companheiro constante, dedicado e sempre presente, o Príncipe  da casa de Davi, o Escudo de Seu povo, o Príncipe da paz, o Rei vindouro, o Pai da Eternidade, a culminância e cumprimento dos desejos e esperanças de todos os séculos.
É Jesus o desejo do seu coração?    


-Jerry Finneman

O irmão Geraldo L. Finneman é um pastor adventista, já tendo atuado nos estados de Michigan, Pensilvânia e Califórnia nos EUA. Ele prepara materiais para encontros  evangelísticos, incorporados com os conceitos das Boas-Novas da Mensagem de 1888 de Justificação pela fé. Além de pastor da IASD ele também já foi presidente do Comitê de Estudos da Mensagem de 1888. Já há alguns anos não me encontro com ele, mas me parece que, devido à idade, está para, ou, já se aposentou, mas ouvi dizer que continua trabalhando por boa parte do dia, atualmente na área de Battle Creek, a cidade que abrigava a antiga sede da igreja. Há um excelente livro escrito por ele, "Christ in the Psalms” [Cristo nos Salmos], infelizmente não está traduzido para o português.

Nota do tradutor:
1)         Esta “introdução”, ou prefácio, é de autoria dos editores, e não de EGW. Entre a versão do Pr. Jerry Finneman (da edição em inglês) e como consta no texto em português (da CPB), há pequenas variações, mas o sentido está preservado em ambas.

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Lição 10 – As Primeiras Coisas Primeiro (Ageu)!, por Geraldo Finneman

Para 1º a 8 de Junho de 2013



     Ageu pregou três mensagens para o remanescente judeu que retornava de seu cativeiro babilônico. O tempo das três mensagens corresponde com os nossos meses de agosto, outubro e dezembro. Sua primeira mensagem foi no que diz respeito às mãos deles, a segunda, aos corações, e a terceira, às mentes deles.
A Mensagem de Agosto (Ageu 1:1-15) foi direcionada para as mãos das pessoas. Deus disse: construa o Templo (1:2, 4-11). A indulgência das pessoas está registrada no verso 2. "Este povo diz: ‘O tempo não chegou, o tempo que a casa do SENHOR deve ser edificada.’" Mas o Senhor apontou duas coisas (1) materialismo do povo (1:4,5). Eles estavam vivendo em casas luxuosas enquanto o templo estava em ruínas. (2) a miséria do povo (1:6, 9-11). Eles plantavam muito, mas colhiam pouco. Tentando muitas coisas, eles falharam em tudo.
No entanto, Deus assegurou-lhes que se eles construíssem o templo, Ele os abençoaria abundantemente (1:7,8). Ele falou através de três dos seus servos: um da vida pública, Zorobabel (governador de Judá); um da igreja, Josué (o sumo sacerdote de Judá), e o terceiro, Ageu (profeta de Judá). (1:1, 3, 12-15).
A Mensagem de outubro (2:1-9). Esta mensagem foi dirigida aos corações das pessoas. Havia tanto choro e alegria na dedicação do segundo Templo. Alguns dos homens mais velhos lembravam as glórias do primeiro templo (de Salomão) e choraram quando eles compararam o segundo edifício com o primeiro. À luz disto, Ageu tenta encorajar a todos ao ele falar da vinda do Messias (versículo 7).
O profeta lhes diz para tomarem coragem, porque a presença de Deus entre eles é muito mais importante do que o tamanho e a glória de qualquer templo terrestre. Embora o esplendor externo e glória do templo de Salomão fosse maior do que o que se construiu depois do cativeiro, este segundo seria muito mais glorioso que o primeiro. "’A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos" (2:9). Isto era por causa de Jesus, "O Desejado de Todas as Nações" que viria e preencheria este segundo templo, com a presença do céu (2:7).
A mensagem de dezembro (2:10-23). Esta mensagem final foi direcionada para as mentes das pessoas. Tratava-se de pensar, refletir e raciocinar. Havia fatos que Ageu queria que as pessoas pensassem especialmente na contaminação de Judá (2:10-19). Ele lembrou-lhes os problemas do passado, dando-lhes exemplos concretos (2:10-17).
As perguntas foram projetadas para levar as pessoas a pensar. A primeira pergunta tinha a ver com a pessoa que realizou uma oferta santa. Se a roupa de uma pessoa tiver contato com um objeto, por ventura o objeto tornar-se-á santo? E os sacerdotes responderam: "Não" (vs. 13). Isso ocorre porque a santidade não pode passar para outras coisas ou até mesmo para outras pessoas. A santidade é personificada em Cristo. Ela não pode ser separada dEle. A única forma de santidade que vem a nós é por recebê-Lo pela fé.
A segunda questão de Ageu é: "Se alguém for contaminado pelo contato com um corpo morto, tocar nalguma destas coisas, ficará ela imunda? E os sacerdotes responderam: ‘Ficará imunda’" (versículo 13).
Deus estava ilustrando a condição espiritual de Seu povo. Eles não creram. Eram impenitentes. Eles estavam mortos em pecado, por isso tudo que eles faziam era contaminado. Eles eram impuros por causa da apatia de seus corações e mentes (versículo 14). Ageu aplicou este princípio às pessoas. Disse-lhes que os seus caminhos pecaminosos contaminavam suas ofertas consagradas a Deus, resultando em perdas de colheitas, fome, e todo o resto das calamidades que se abatiam sobre eles. (Versos 14-17). A lição para todos os tempos é a seguinte: trabalho e adoração não santificam o pecado, mas pecar sempre contamina o trabalho e a adoração.
O bom relatório é que a cabeça, o coração e as mãos responderam ao chamado de Deus através de Ageu. O povo se arrependeu, creu e começou a construir com as suas mãos. E assim, a partir da colocação da fundação do templo, Deus prometeu abençoá-los abundantemente (2:18,19).
A última promessa do livro é a Zorobabel. Deus o honrou nesta vida, mas havia ainda algo mais para ele. Foi-lhe dada a certeza da vida eterna (2:20-23). Nós também podemos ter essa certeza, aqui e agora.
Vamos voltar para a mensagem de outubro, especialmente a parte sobre "O Desejado de Todas as Nações" que estava por vir e que iria encher este segundo templo, com a presença do céu (2:7). Essa presença divina é a justiça de Deus, para a salvação, e vem para a raça caída mediante a fé em Jesus (Romanos 3:22, KJV), O Desejado de Todas as Nações. Mas antes de Cristo ter vindo a primeira vez, Deus abalaria as nações de acordo com Ageu 2:7. E, antes da vinda de Cristo, pela segunda vez, haverá uma outra sacudidura como apontado por Joel 3:16, Heb 12:26-28 e Apoc. 6:14. A sacudidura que se aproxima do mundo será muito mais violenta, ela vai afetar tanto o céu e a terra, em todas as suas partes, o mar e a terra firme, bem como as nações. A condição da criação visível e todas as nações serão mundialmente alterados.
No entanto, na Sua segunda vinda, Jesus ainda será "O Desejado de Todas as Nações", mas por causa do desejo e pelo cultivo do pecado pelo perdido, o desejo pela justiça dos céus serão destruídos nos corações dos perdidos. Eles vão desprezar e odiar "O Desejado de Todas as Nações", que é o Desejado de Todas as Épocas, antes que Ele venha para reivindicar os Seus.
A mensagem da justiça de Cristo, que será desprezada e odiada é a mensagem que veio até nós em Minneapolis em 1888. Assim como as pessoas não gostaram do segundo templo, que foi construído nos dias de Ageu; assim como Herodes desprezou o Desejado das Nações e tentou matá-Lo quando Jesus nasceu na família humana; assim os perdidos, ao final dos dias, vão fazer guerra contra Cristo e Seus seguidores fiéis (Apoc. 17:14). Mas os perdidos vão perder essa guerra. A causa dos perdidos será atribuída à resistência incessante deles ao Espírito Santo que lhes traz "O Desejado de Todas as Nações".
Quero terminar este estudo, citando o prefácio de O Desejado de Todas as Nações:1
 “No coração de todos os homens, seja qual for a raça a que pertença ou a posição que ocupe na vida, existe um inexprimível anseio de qualquer coisa que ainda não possui. Este anseio é implantado na própria constituição do homem por um Deus misericordioso, para que o homem não se satisfaça com seu estado atual e suas consecuções presentes, sejam elas más, boas, ou ótimas. É o desejo de Deus que a humanidade procure o melhor e o encontre, para bem-aventurança eterna de sua alma.”   
“Satanás, por esquema ardiloso e habilidade, perverteu esses anseios do coração humano. Ele faz com que os homens acreditem que esse desejo pode ser satisfeito com prazer, fortuna, conforto, fama, poder (e uma miríade mais); mas aqueles que assim procedem têm verificado que todas estas coisas, fartando os sentidos, deixam a alma tão vazia e descontente como antes.
 “É o desígnio de Deus que esse anseio do coração humano o guie Àquele que, unicamente, é capaz de o satisfazer. Vem dEle esse desejo, para que possa conduzir a Ele, a plenitude e cumprimento do mesmo desejo. Essa plenitude se  encontra em Jesus, o Cristo, o Filho do Deus eterno. ‘Porque foi do agrado  do Pai que toda a plenitude nEle habitasse.’ ‘Porque nEle habita corporalmente toda a plenitude da divindade.’ E também é verdade que ‘nEle estais perfeitos’ com relação a todo desejo divinamente implantado e normalmente seguido.
 “O profeta Ageu O chama com justiça de "O Desejado de Todas as Nações", e podemos muito bem chamá-lo de ‘O Desejado de Todas as ´Épocas, assim como ele é realmente "o Rei dos séculos."
 “É o propósito deste livro apresentar a Jesus como Aquele em quem se podem satisfazer todos os anseios. Existe muitas (*obras como) "Vida de Jesus" livros excelentes, amplas fontes de informações, ensaios elaborados de cronologia e história contemporânea, costumes, acontecimentos, com muito dos ensinos e muitos vislumbres da vida de Jesus de Nazaré, tão complexa em seus aspectos. Todavia, pode-se com razão dizer — "metade nunca se contou." ...
 “Mas da mesma maneira que, pelo poder da bondade de Seu caráter, Jesus atraiu para Si os discípulos, e pela Sua presença, pelo contato e os sentimentos cheios de simpatia em todas as suas falhas e necessidades, elevou-lhes o espírito do terreno para o celestial, do egoísmo para a abnegação, da ignorância e preconceitos para o conhecimento e magnanimidade — assim é o designo deste livro apresentar por tal forma o bendito Redentor que  ajude o leitor a chegar face a face com Ele, coração a coração, e encontrar nEle, da mesma maneira que os discípulos outrora, Jesus, o Poderoso, que salva "perfeitamente", e transforma à Sua divina imagem todos quantos por Ele se achegam a Deus. Todavia, quão impossível é revelar-Lhe a vida! É como tentar por na tela o vivo arco-íris; em caracteres  impressos de preto e branco a mais doce música.
 “A autorizada pena que escreveu estas páginas, salientou novas belezas da vida de Jesus. Trouxe à luz muitas novas jóias da sua preciosa escrivaninha. Ela abre diante do leitor inimagináveis riquezas desse infinito tesouro. Nova e gloriosa luz irradia de muitas passagens familiares, cuja profundidade o leitor julgava haver há muito sondado. Em resumo, Jesus Cristo é revelado como a Plenitude da Divindade, o infinitamente misericordioso Salvador dos pecadores, o Sol da Justiça, o clemente Sumo Sacerdote, o médico de todas as moléstias e enfermidades humanas, o terno e compassivo Amigo, companheiro constante, dedicado e sempre presente, o Príncipe  da casa de Davi, o Escudo de Seu povo, o Príncipe da paz, o Rei vindouro, o Pai da Eternidade, a culminância e cumprimento dos desejos e esperanças de todos os séculos.
É Jesus o desejo do seu coração?    


-Jerry Finneman

O irmão Geraldo L. Finneman é um pastor adventista, já tendo atuado nos estados de Michigan, Pensilvânia e Califórnia nos EUA. Ele prepara materiais para encontros  evangelísticos, incorporados com os conceitos das Boas-Novas da Mensagem de 1888 de Justificação pela fé. Além de pastor da IASD ele também já foi presidente do Comitê de Estudos da Mensagem de 1888. Já há alguns anos não me encontro com ele, mas me parece que, devido à idade, está para, ou, já se aposentou, mas ouvi dizer que continua trabalhando por boa parte do dia, atualmente na área de Battle Creek, a cidade que abrigava a antiga sede da igreja. Há um excelente livro escrito por ele, "Christ in the Psalms” [Cristo nos Salmos], infelizmente não está traduzido para o português.


Nota do tradutor:
1)     Esta “introdução”, ou prefácio, é de autoria dos editores, e não de EGW. Entre a versão do Pr. Jerry Finneman (da edição em inglês) e como consta no texto em português (da CPB), há pequenas variações, mas o sentido está preservado em ambas.

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