domingo, 21 de agosto de 2016

Lição 8 — Jesus manifestava compaixão pelas pessoas, por Robert J. Wieland



Para 13 a 20 de agosto de 2016

Nossa lição desta semana retrata a Jesus como um Salvador compassivo, empático e compreensivo. Verdade, claro, mas não são esses adjetivos frequentemente usados para nos descrever também em certas circunstâncias? Há, porém, um texto em Hebreus que avança “anos-luz” além do “sentimento” de simpatia, e isso só pode ser aplicado a Jesus: “Não temos um sumo sacerdote que não possa Se compadecer das nossas fraquezas, mas um que em tudo foi tentado como nós somos, mas sem pecado” (4:15).
Este verso vai ao coração da mensagem de 1888 — a natureza humana de Cristo. Temos lido as palavras de Ellen White muitas vezes, mas revê-las agora, lentamente, irá definir o tom, ao ela dizer: “A humanidade do Filho de Deus é tudo para nós. É a corrente de ouro que liga nossa alma a Cristo e por meio de Cristo a Deus. Isto deve constituir nosso estudo. Cristo foi um homem real; ... Entretanto, era Ele Deus na carne ... Devemos aproximar-nos deste estudo com humildade de um discípulo, com um coração contrito”.1
Ela expressou sua alegria quando escreveu de reuniões realizadas logo depois da Assembleia da Associação Geral de 1888: “No sábado à tarde muitos corações foram tocados, ... O Senhor Se achava bem perto, e convenceu as almas de grande necessidade de Sua graça e amor. Sentimos a necessidade de apresentar a Cristo como o Salvador que não está longe, mas bem perto”.2
A chave para entender o coração da mensagem de 1888 reside na frase — ”O Salvador que não está longe, mas perto”. Aquele que é “o caminho, a verdade e a vida” Se fez manifesto como Alguém “perto, à mão”, “Emanuel, Deus conosco ...”; não apenas (*Deus lá com Deus), mas “conosco” (Mat. 1:23).
Tão completamente o Filho de Deus Se identificou com a nossa humanidade caída que é difícil tomar um bisturi e separar os gemidos do coração de Jesus, nos Salmos, do coração de lamento do rei Davi. Por exemplo, no Salmo 22:1 Davi clama: “Meu Deus, meu Deus, por que Me desamparaste?” Mas, em seguida, descobrimos que Jesus faz o mesmo clamor ao pender da cruz (Mat. 27:46). Em seguida, como lemos ainda no Salmo 22, descobrimos que todo o salmo registra os gritos do coração de Cristo ao Ele exclamar, “Está consumado”.
Mas como poderia Jesus Cristo, Aquele que é sem pecado, proferir as mesmas palavras da oração de um culpado, um pecador manchado de sangue como Davi? Não era Jesus “santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores” (Heb. 7:26)? Ele estaria tão longe de Se sentir como Davi, um pecador desprezível, como o dia se comparado à noite!
Voltemos para Mateus 1:23 em que o Seu nome é traduzido, “Deus conosco”. Não é “a nós” que esta frase: “um menino vos nasceu, um filho se vos deu” (Isa. 9: 6)? O Pai não “amou o mundo de tal maneira” que nos deu a Ele para sempre? Não podemos “ver Jesus ... feito um pouco menor do que os anjos” para o sofrimento da morte” (Heb. 2:9)? Como Ele poderia “provar a morte”, a menos que viesse dentro da nossa pele, por assim dizer? Ele “não Se envergonha de chamar-nos irmãos” (vs. 11)! Ele tinha que ser “[feito] perfeito pelas aflições” (vs. 10, KJV). Mas, não era Ele “perfeito” o tempo todo? Em santidade, sim; mas Ele teve que passar por um processo de educação de 33 anos a fim de Se qualificar para clamar sinceramente, a partir de um coração humano quebrado, cada palavra do Salmo 22!
Essa palavra “feito” tem um enorme significado: “Em tudo Ele tinha que ser feito (kjv) semelhante a Seus irmãos ... naquilo em que Ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer [ajudar] os que são tentados”. (Heb. 2:17, 18). Ele foi “nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gal. 4: 4). Foi feito à semelhança dos homens” (Fil. 2:7, KJV), e tornou-Se verdadeiramente um homem “em semelhança da carne do pecado” (Rom. 8:3)”, feito ... “para ser pecado por nós, Aquele que não conheceu pecado“ (2ª Cor. 5:21, KJV). (*Se, pela palavra "semelhança", em Heb. 8:3, Paulo quisesse significar dessemelhança, então ele teria finalizado o verso dizendo "para condenar o pecado na semelhança da carne pecaminosa", e, aí, então, não poderia dizer "para que pudesse justificar-nos".)
Ellet J. Waggoner, um dos “mensageiros” de 1888, compreendeu a relevância de Cristo ser o nosso Salvador, que está “bem perto”. Ele escreveu na revista “The Present Truth”:
“Confessar a Cristo. Não é suficiente crer que Ele viveu e sofreu, morreu e ressuscitou. Devemos confessar não somente que Ele veio na carne, mas que ‘Ele veio em carne’ (*1ª João 4:2). Ele é um Salvador presente. Como em todas as aflições dos israelitas do passado, Ele foi afligido, então, agora, 'não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-Se das nossas fraquezas’ (Heb. 4:15). Ele ainda sente tudo o que nos afeta, pois Ele ainda está na carne. Mesmo nos lugares celestiais, Ele ainda é ‘Jesus Cristo, homem’ (1ª Tim. 2:5). Ele é o nosso precursor, ou seja, um dos irmãos que foi antes para preparar um lugar para os demais. Quando Ele voltar, virá na carne, pois a Sua carne não conheceu a corrupção e a mesma carne que foi para a sepultura também subiu ao céu (Efé. 4:10)”.3
Embora o Verbo se fez carne, mesmo nossa própria carne pecaminosa, Ele era “cheio de graça e de verdade” (* João 1:14).  Ele foi “tentado em todas as coisas como nós, mas sem pecado” (Heb. 4,15). Deus O fez “pecado por nós”, ainda que “não conheceu pecado” (2ª Cor. 5:21). Ele foi feito para ser pecado, mas não cometeu pecado, “nem dolo algum se achou em Sua boca” (1ª Ped. 2:22). São essas duas coisas combinadas que O tornam um Salvador compassivo, em Quem podemos confiar livremente. Ninguém pode simpatizar com as falhas dos outros, se ele não foi tentado da mesma forma. Além disso, aqueles que são culpados de qualquer pecado são os mais rápidos e mais ferozes em condenar os outros pelo mesmo pecado. Os pecadores desculpam o pecado, mas não têm simpatia por companheiros pecadores. Somente aqueles que são purificados do pecado é que podem exercer a caridade para com os que erram. Cristo foi tentado ao máximo, e esteve sempre isento da mínima mancha de pecado;  portanto, podemos confiar nEle como Aquele que conhece e que Se importa”.4
A que tudo isso leva?
Jesus Cristo é o Filho de Deus que Se tornou “o Filho do homem”, o seu Salvador “na carne”. Ele simpatiza com você 100 por cento. No primeiro versículo da Bíblia citado neste estudo há uma dupla negativa que forma um poderoso positivo: “Não temos um sumo sacerdote que não pode [se compadecer das nossas fraquezas], mas, em tudo foi tentado como nós somos, mas sem pecado” (Heb. 4:15).
Será que Ele simpatiza com todos as pessoas tristes e carregadas de dor na Terra? Sim! Ele deseja pôr fim ao pecado e à tristeza que este traz. E quanto mais perto chegamos dEle, mais vamos compartilhar a Sua preocupação. Não vire as costas para Ele mesmo por um dia!

--Dos escritos de  Robert J. Wieland
e de outros, como citado.
Notas:                                                                                              
1) Mensagens Escolhidas, vol 1, pág. 244;

2) Ellen G. White, Review and Herald, "Meetings at South Lancaster, Mass.," [Reuniões em Massachusetts] 5 de março de 1889; Mensagens Escolhidas, vol 3, pág. 181.
No rodapé da página 180 o editor da CPB escreveu: “Esta foi uma das primeiras reuniões de que Ellen White participou ao apresentar a mensagem da justiça ela fé no Campo, depois da Assembleia de Mineápolis. Durante 1889 ela frequentemente tomou a dianteira em transmitir a mensagem às igrejas”. Grifos nossos.
 Este parágrafo citado nesta introspecção também se encontra em “Materiais de Ellen G. White sobre 1888”, vol. 1, pág. 267.
Este material de EGW, em 4 volumes, são 1821 páginas A4, xerocopiadas dos originais, muitas dela corrigidas e editadas pela letra da própria autora,. Foram publicados pelo “Patrimônio de Ellen G. White” da conferência Geral localizado na Eastern Avenue, nº 6840, N.W., Washington D.C., CEP 20012, USA.
Este material está sendo publicado, ipsis litteris, em português pelo irmão Severino Kull. Reserve já o seu exemplar: silverinokull@gmail.com, coordenador do IAGE Campestre (“Instituto de Agricultura e Evangelismo”) iage.vidanocampo@gmail.com 037 9 9931 1844 vivo

3) Ellet J. Waggoner, The Present Truth, "The Word Made Flesh," [O Verbo Feito Carne], 19 de dez. de 1895.

4) Ibidem, itálicos acrescidos.

Nota adicional:
Esta introspecção, em inglês está na Internet em: http://1888mpm.org
O video em inglês, do Pastor Paul Penno sobre esta lição, está na Internet em:
https://www.youtube.com/watch?v=8tsr232-YME

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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Lição 7 — Jesus desejava o bem das pessoas,



Para 6 a 13 de agosto de 2016


Até agora aqueles que estudam as lições deste trimestre têm notado que para uma igreja ser uma força em ganhar almas na comunidade deve demonstrar um tipo especial de amor pelas pessoas. A mensagem de 1888 depende de uma compreensão adequada do amor “ágape” de Deus, que é tão diferente da palavra única em nosso idioma para amor, usada para abranger tantas facetas do conceito. A palavra “‘ágape” é usada muitas vezes no Novo Testamento, e considerando alguns casos vai ajudar a entender o seu verdadeiro significado:
Mateus 24:12: “Porque com o aumento da iniquidade, o amor [ágape] esfriará de quase todos”.
Lucas 11:42: Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda a hortaliça, e desprezais o juízo e o amor [ágape] de Deus. Importa fazer estas coisas, e não deixar as outras”.
João 5:42: Mas bem vos conheço, que não tendes em vós o amor [ágape] de Deus”.
João 3:35: “O Pai ama o Filho [com ágape] e todas as coisas entregou nas suas mãos”.
Romanos 5: 5: “A esperança não decepciona, porque o amor [ágape] de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (todos estes textos bíblicos são da New American Standard Bible).
Há muitos outros, mas mesmo esses poucos textos nos dizem que o verdadeiro amor de Deus é dado aos seres humanos por Deus, porque não têm isso naturalmente dentro de si. É compartilhado entre os Seres da Divindade. Nós, seres humanos, seríamos totalmente desprovidos desse amor altruísta se Deus não o derramasse em nossos corações, e mesmo assim nos foi dado o Espírito Santo, que deve direcionar este amor a nossos corações e mentes.
Desejar genuinamente o bem para os outros é um padrão impossível sem o “ágape” de Deus. A dramática história de Jonas demonstra alguém que acreditava que devemos “amar uns aos outros” em teoria, mas na prática ele falhou. Se Jonas estivesse disposto a ver a si mesmo como Deus o via, ele teria percebido o seu colossal egoísmo. Na verdade, ele se ressentia por Deus ter perdoado o povo de Nínive, quando se arrependeu. Ele estava mais interessado em preservar a sua reputação como profeta.
A história da cura do cego, relatada em Marcos 8, contrasta o arrependimento de Nínive com a obstinada rejeição de Cristo em Betsaida. E, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia; e, cuspindo-lhe nos olhos, e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe se via alguma coisa. E, levantando ele os olhos [visão restaurada], disse: Vejo os homens; pois os vejo como árvores que andam. Depois disto, tornou a pôr-lhe as mãos sobre os olhos, e o fez olhar para cima: e ele ficou restaurado, e viu a todos claramente. E mandou-o para sua casa, dizendo: Nem entres na aldeia, nem o digas a ninguém na aldeia” (vs. 22-26).
Por que Jesus o conduziu para fora da aldeia, e depois da cura disse-lhe para ir para casa sem entrar na aldeia? Em Mateus 11:21, descobrimos que Betsaida era uma das cidades sobre que Jesus havia pronunciado julgamento, tendo dito, “Ai de ti Betsaida! Porque, se os milagres que foram feitos em vós, tivessem sido feitos em Tiro e Sidon, iriam se arrepender há muito tempo ...” (NVI).
Num triste contraste com o arrependimento da Nínive pagã, Betsaida tinham rejeitado a Jesus e a Sua mensagem. Não havia nenhum valor em revelar-lhes mais uma prova da identidade de Cristo. Quando o cego foi levado a Cristo, aparentemente ninguém na cidade estava interessado o suficiente para segui-los quando Jesus o levou para fora da cidade, portanto, eles deixaram de testemunhar o milagre. Rejeitar ou mesmo desprezar a preciosa mensagem de Cristo e Suas bênçãos significa perdê-las. Se Deus não pode ganhar os nossos corações com bênçãos concedidas, Ele tentará fazer-nos conscientes da nossa cegueira, retirando essas bênçãos. Betsaida não estava disposta a ver e, portanto, não as verá.
Na realização do milagre, Jesus começou cuspindo-lhe nos olhos e impondo as mãos sobre o homem. Não é uma prática incomum na medicina daqueles dias, e isso deve ser visto como um paralelo ao conselho que Cristo dá à igreja de Laodiceia de obter colírio para ungir aqueles que são cegos espiritualmente (Apoc. 3:18).
Surpreendentemente, quando o homem abriu os olhos, o milagre não estava completo. Quando indagado sobre o que via, ele disse que via o que percebeu serem homens, mas eram como árvores andando. Seria fácil explicar essa estranha percepção como simplesmente a confusão inicial do novo crente, o que é uma aplicação adequada. Mas talvez haja algo mais profundo. Por que usar uma árvore? O idioma inglês tem um coloquialismo comum que descreve uma pessoa desesperada e confusa como “correndo por aí como uma galinha de cabeça cortada”. Por que aquele homem não viu uma galinha?
O que imaginamos quando pensamos numa árvore? Uma árvore é algo que cresce no solo e tem raízes que a ancoram no chão. Espera-se que produza algo benéfico para o seu ambiente, seja frutas, nozes, folhas, sementes, sombra, ou apenas transforme dióxido de carbono em oxigênio. Ela fornece um habitat para as aves, pequenos animais e insetos. No Jardim do Éden, uma árvore provia um fruto de sustentação da vida. Quando pecaram, Adão e Eva escolheram as folhas de uma figueira para se cobrirem. Quando Cristo viu uma figueira que tinha folhas mas nenhum fruto, Ele a amaldiçoou. O que acontece se a árvore decide ser como os homens e andar por aí? Ela não mais estará arraigada e alicerçada a sua fonte de vida.
Ao longo da história, Deus deu aos seres humanos mensagens sobre quem Ele é e que Ele nos ama incondicionalmente. Ao virem e irem gerações, essas instruções se tornaram distorcidas por lembranças humanas e inclusão do pensamento humano. A nação judaica tinha a verdade sobre Deus tão distorcida que a sua confusão a impediu de reconhecer o Messias quando Ele veio. A igreja apostólica recebeu o verdadeiro evangelho de Sua exposição ao ensino direto de Cristo, mas a mesma distorção ocorreu com a inclusão de ideias humanas de inspiração satânica. Os reformadores começaram a tarefa de focar novamente o verdadeiro evangelho da salvação pela fé somente.
Infelizmente, o mesmo ciclo mortal aconteceu novamente e Deus levantou um pequeno grupo, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, à qual foi dada a mensagem especial para a Igreja do tempo do fim quanto ao entendimento do sábado e da purificação do santuário. Mais uma vez, essa mensagem foi distorcida com conceitos de legalismo, que retirou o poder de nossos argumentos sobre o sábado e a mensagem do santuário.
 “‘Quando estiverdes trabalhando num lugar onde as almas estão apenas começando a remover as escamas de seus olhos, vendo os homens como árvores que andam, tende muito cuidado para não apresentar a verdade de forma a despertar o preconceito, e fechar a porta do coração para a verdade. Concordai com as pessoas em todos os pontos onde puderdes coerentemente fazê-lo. Deixai-as ver que amais as suas almas, e quereis estar em harmonia com elas, tanto quanto possível’.  Depois acrescentou, com um toque de tristeza, 'Oh que eu pudesse impressionar a todos sobre a necessidade de trabalhar no espírito de Jesus, porque já foi demonstrado que as almas aqui na Europa se afastaram da verdade por causa de uma falta de tato e habilidade em apresentá-la’”.1
Mais uma vez, Deus levantou mensageiros para restabelecer os grandes conceitos de revelar o “ágape” de Deus pela doutrina da justificação pela fé somente,  sem contribuição das obras dos seres humanos como sendo o único meio de salvação. A menos que estejamos arraigados e alicerçados no amor “ágape”  de Deus pela fé, seremos como os homens que são árvores que andam. Aqueles que têm o privilégio de estudar a mensagem dada aos “mensageiros”, de 1888, Jones e E. J. Waggoner, e Ellen White, têm uma séria responsabilidade de que o nosso próprio arrependimento é profundo, e nosso entendimento está enraizado e fundamentado no testemunho direto da Testemunha verdadeira. O nosso próprio arrependimento não pode ser superficial.
“Escrevo isto porque muitos na igreja são-me representados como vendo os homens como árvores andando. Eles devem ter outra experiência mais profunda antes de discernir as armadilhas espalhadas para apanhá-los na rede do enganador. Não deve haver trabalho feito pela metade agora. Ora, o Senhor apela por homens e mulheres firmes e decididos para permanecerem na brecha, e se tornarem barreiras [Isaías 58: 12-14 citado].
“Há um decidido testemunho para ser levado por todos os nossos ministros em todas as nossas igrejas. Deus tem permitido que apostasias tenham lugar a fim de mostrar quão pouca dependência pode ser colocada no homem. Devemos sempre buscar a Deus ...”2
O paralelo entre “homens vendo como árvores andando” e a mornidão de Laodiceia é evidente. Jesus apela a Seu povo para se arrepender. De que deve se arrepender — de  legalismo? O arrancar de árvores de sua fundação e a causa da mornidão na Igreja é a condição do legalismo. A Igreja Adventista do Sétimo Dia é legalista porque, para todos os efeitos práticos, a sua compreensão da fé é motivada por uma fuga egoísta e individualista do inferno e a esperança de recompensa no céu.3 Quando há uma convergência de indivíduos que trocam o seu amor auto-centrado pela verdadeira motivação de fé no amor de Deus, então o testemunho direto da Testemunha Verdadeira terá realizado o seu trabalho, e haverá uma explosão de evangelismo que a Terra jamais testemunhou.
A árvore que está enraizada e aterrada alcança a umidade e se alimenta profundamente de dentro do solo. Então devem nossas raízes chegar aos profundos mistérios tão prontamente disponíveis para aqueles que estão dispostos a estudar a palavra de D.

Arlene Hill


Notas:                                                                                                      

1)        Ellen G. White na Europe 1885-1887, "Presenting the Truth in Love" [Apresentando a verdade em amor] pág. 69.

2)       Comentário Bíblico Adventista , vol 4, pág. 1152, Ellen G White.


Notas adicionais:
Esta introspecção, em inglês está na Internet em: http://1888mpm.org
O video do Pastor Paul Penno sobre esta lição, em inglês, está na Internet em:
https://www.youtube.com/watch?v=pf7Yx1jL7Bw

A irmã Arlene Hill é uma advogada aposentada da Califórnia, EUA. Ela agora mora na cidade de Reno, estado de Nevada, onde é professora da Escola Sabatina na igreja adventista local. Ela foi um dos principais oradores no seminário “É a Justiça Pela Fé, Relevante Hoje?”, que se realizou na sua igreja em maio de 2010, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, localizada no endereço: 7125 Weest 4th Street, Reno, Nevada, USA, Telefone  001 XX (775) 327-4545; 001 XX (775) 322-9642. Ela também foi oradora do seminário “Elias, convertendo corações”, realizado nos dias 6 e 7 de fevereiro de 2015, na igreja adventista Valley Center Seventh-day Adventist Church localizada no endereço: 14919 Fruitvale Road, Valley Center, Califórnia.
Nota: Asteriscos (*) indicam acréscimos feitos pelo tradutor.
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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Lição 6 — Jesus Se misturava com as pessoas



Para 30 de julho a 6 de agosto de 2016

O Senhor da messe, o Espírito Santo, e Jesus, a testemunha primordial, sempre estiveram em operação para preparar-nos a colheita. Quando nos misturamos com os outros é com a certa convicção de que Deus já esteve convencendo os seus corações. Nada é mais revigorante do que saber que nunca estamos sozinhos em comunhão com Deus através de Jesus Cristo. Não só está Deus operando antes de nós para salvar os outros, Ele continua a fazê-lo.
A Bíblia muitas vezes nos diz para buscar o Senhor. “É tempo de buscardes ao Senhor” (Oséias 10:12). Mas a Bíblia também nos diz que o Senhor está nos procurando: “O Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lucas 19:10). Ele diz que é o Bom Pastor, que busca a ovelha perdida. Jesus contou como o Bom Pastor deixou as noventa e nove ovelhas e procurou a ovelha perdida, 15: 3-7. Ele é como a mulher que procurou e encontrou uma moeda perdida, 15: 8-10. Até a parábola do filho pródigo diz a mesma verdade: o filho não cria amor no coração de seu pai — ele voltou para casa só porque sabia que havia amor no coração de seu pai para com ele.
Nossa salvação não depende de nossa capacidade, nossa força, nossa intuição na busca de um Deus indescritível que está Se escondendo de nós; depende de nossa fé, percepção, compreensão, apreciação do que custou a Jesus procurar-nos e encontrar-nos. Se você trabalhar duro tentando encontrá-Lo, ficará naturalmente orgulhoso de sua realização, especialmente quando considera quão poucas pessoas têm sucesso nisso. Mas se perceber que “do princípio ao fim” tem sido o amor de Cristo tentando encontrá-lo, então o seu coração orgulhoso é derretido. E esse é o começo de uma experiência cristã genuína. (*esta é a genuína Justificação pela Fé).
Devemos prestar atenção ao Senhor enquanto Ele estiver disponível, e invocá-Lo enquanto está perto, Isaías 55: 6. Neste (*grande) dia solene da Expiação, certamente é hora de “prestar atenção ao Senhor”. Que Ele ainda está “disponível” é notícia tremendamente boa.
Esta é a primeira verdade do Novo Concerto da Bíblia sobre que a mensagem de 1888 dá enfoque. Cristo toma a iniciativa em procurar-nos para a salvação. Esta é a graça de Deus. Se for o contrário disso, que nós O buscamos em primeiro lugar para a salvação, então esse é o velho concerto legalista legalista. Em vez disso, Deus está nos procurando. Em seguida, a apropriada resposta do Novo Concerto é prestar atenção a Ele.
Agora, este é o padrão na conquista de almas. Na primeira etapa do método de Cristo, Ele não apenas se mistura com os outros, mas fez isso como quem deseja o seu bem. As pessoas eram a Sua primeira prioridade. Mas como Ele fazia isso? Ele procurava acesso aos seus corações “de maneira que os fazia sentir quão perfeita era Sua identificação com os interesses e a felicidade deles”.1
Jesus Se associava com pessoas simplesmente porque as amava, e porque tinha os seus melhores interesses no coração.
Normalmente reagimos em relação às pessoas em vez de agir. Esperamos que os outros tomem a iniciativa.
 “A sociabilidade cristã é na verdade bem pouco cultivada pelo povo de Deus. ... Especialmente, os que provaram o amor de Cristo devem desenvolver aptidões sociais, pois dessa maneira, podem ganhar almas para o Salvador.”2 Ellen White também nos adverte a “não renunciar à comunhão social. Não devemos isolar-nos dos outros”. Por quê? Porque “Raramente nos virão procurar de moto próprio.” e porque “o poder social, santificado pela graça de Cristo, deve ser aperfeiçoado em atrair almas para o Salvador”.3
O objetivo do sal no saleiro é ser utilizado, não ser colocado numa prateleira para ser admirado por quem passa. Foi colocado lá com o único propósito de ser polvilhado sobre os alimentos, misturado com eles, dando-lhe gosto. Ellen White usa o termo ‘misturado’ para ilustrar este ponto: “O sal deve ser misturado com a substância em que é posto; é preciso que penetre a fim de conservar. Assim, é com o contato pessoal e a convivência que os homens são alcançados pelo poder salvador do evangelho”.4
O Senhor levantou a Sua igreja como a única esperança que o mundo tem; é o meio através do qual Ele pretende derramar a Sua graça sobre o mundo; é para ter uma influência sobre a população mundial muito fora de proporção com a pequenez de seus números. As Escrituras deixam claro que a Igreja remanescente deve difundir o conhecimento do verdadeiro evangelho puro sobre o mundo; que servirá como o sal servido no mundo de Jesus — um conservante dos peixes que eram pescados no lago da Galileia e transportados para os mercados em Jerusalém.
Em Mateus 5:13 Jesus diz que a Sua igreja é o sal da terra. Em Lucas 14: 34, 35 Ele fala de sal que perdeu o seu sabor e faz a pergunta incisiva: Se a Sua igreja perdeu ou se esqueceu do evangelho que é a salinidade do sal que o mundo precisa para preservá-lo de se estragar como se dá com o peixe estragado “com que ela [a terra] será temperada?” Em outras palavras, que outra esperança há para a sociedade, exceto o reavivamento, arrependimento e reforma permeando Sua igreja remanescente? Ore por esse arrependimento e reforma — por favor.
Como o Espírito Santo já se tem ocupado em influenciar os corações humanos ao nosso redor?
“O mesmo poder divino que opera nas coisas da natureza, fala ao coração dos homens, neles criando um desejo inexprimível de algo que não possuem. As coisas do mundo não podem satisfazer aos seus anseios. O Espírito de Deus insta com eles a fim de que só busquem aquelas que, unicamente, podem proporcionar paz e descanso. ... Por influências visíveis e invisíveis, nosso Salvador está a operar constantemente, para atrair o espírito dos homens dos prazeres do pecado, que não satisfazem, para as infinitas bênçãos que nEle podem possuir”.5
Não só ele já conhece plenamente a pessoa que está a contactar, mas está fazendo o máximo possível para chegar através de nós até esse indivíduo. O Espírito Santo apanha o nosso contato social simples e testemunho humilde e sincero, e usa-os para amaciar e convencer o coração mais endurecido. “Sendo sociáveis e aproximando-vos bem do povo, podereis mudar-lhes a direção dos pensamentos muito mais facilmente do que pelos mais bem feitos discursos”.6 Deus tem tantas oportunidades providenciais para testemunhar que Ele quer dispor em nosso caminho. E se estamos em sintonia com a Sua grande paixão de salvar os perdidos, e tomamos a iniciativa, experiências marcantes vão acontecer que não se dariam de outra forma.
O ministério da encarnação de Jesus é onde nos identificamos com as necessidades e os sentimentos das pessoas, enquanto apontando-as a Jesus, que pode satisfazer os seus anseios mais profundos. E ao estarmos ancorados Nele, a Rocha, a partir dessa posição de força podemos chegar aos outros, identificar-nos com eles, tirá-los da vala do pecado, e firmar os seus pés em terrenos espiritualmente mais elevados.
—Paul E. Penno
Notas de Ellen G. White:                   
1) Obreiros Evangélicos, pág. 45;
2) Testemunhos Para a Igreja, vol. 6, pág. 172;
3) O Desejado de Todas as Nações, pág. 152;

4) O Maior Discurso de Cristo, Página 36;

5) Caminho a Cristo, pág. 28;
6) Obreiros Evangélicos, pág. 193.

Paulo Penno foi pastor evangelista da igreja adventista na cidade de Hayward, na Califórnia, EUA, da Associação Norte Californiana da IASD, localizada no endereço 26400, Gading Road, Hayward, Telefone: 001 XX (510) 782-3422. Ele foi ordenado ao ministério há 38 anos. Após o curso de teologia ele fez mestrado na Universidade de Andrews. Recentemente ele preparou uma extensiva antologia dos escritos de Alonzo T. Jones e Ellet J. Waggoner, a qual está incluída na Compreensiva Pesquisa dos Escritos de Ellen G. White. Recentemente também ele escreveu o livro “O Calvário no Sinai: A Lei e os Concertos na História da Igreja Adventista do 7º Dia,” e, ao longo dos anos, escreveu muitos artigos sobre vários conceitos da mensagem de 1888. Ele foi jubilado em julho de 2016. O pai dele, Paul Penno foi também pastor da igreja adventista, assim nós usualmente escrevemos seu nome: Paul E. Penno Junior. Ele foi o principal orador do seminário “Elias, convertendo corações”, nos dias 6 e 7 de fevereiro de 2015, realizado na igreja adventista Valley Center Seventh-day Adventist Church localizada no endereço: 14919 Fruitvale Road, Valley Center, Califórnia. Você pode vê-lo, no You Tube, semanalmente, explanando a lição da semana seguinte na igreja adventista de Hayward, na Califórnia, em
Atenção, asteriscos (*…) indicam acréscimos do tradutor.
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