quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Lição 6, — Adão e Jesus, por Roberto Wieland

z

Para 4 a 11 de novembro de 2017

Temos o privilégio de compartilhar com vocês um estudo da Bíblia sobre Romanos 5, o tema da lição desta semana, escrita por Robert J. Wieland. Ele intitulou o estudo: "O que Jesus Cristo já fez para todos nós". Percebemos que é consideravelmente mais longo do que a nossa introspecção semanal, mas esperamos que isso lhe dê uma compreensão mais profunda da "grande ideia" de Paulo sobre o que Cristo realizou em Sua cruz.
                                                                                                                                                  
O capítulo 5 de Romanos de Paulo deve começar com o último versículo de seu capítulo 4: "[Cristo] foi entregue à morte por nossos pecados e ressuscitou por nossa justificação" (4:25); Isso leva ao capítulo 5. Em seu pensamento inspirado, Paulo vê que a primeira pessoa do plural, o pronome possessivo, "nosso", significa todo mundo o mundo inteiro, não apenas a igreja. João concorda. Ele diz que "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito ..." (João 3:16).
Ellen G. White nos disse que, quando pregamos, devemos pregar "grandes ideias".1 Em Romanos 5, o apóstolo Paulo tem uma "grande ideia" de que ele quer nos confrontar: Jesus Cristo não só morreu por todos nós; fez mais! Judicialmente, legalmente nos justificou todos "em Si mesmo". Sim, o mundo inteiro! Isso significa mais do que apenas nos salvar para sermos justificados; significa ser refeito em nossos corações e mentes espiritualmente na imagem de Jesus. É a mudança mais profunda que pode vir a qualquer humano, pois significa uma total união de mente2 com o Filho de Deus. Justificação significa que a mente e a alma do pecador se transformaram à semelhança de Cristo.
Paulo não conseguiu apresentar uma ideia maior do que esta: de fato, Jesus salvou o mundo com a ideia "muito mais" de Paulo em plena função. Isso não significa que todo mundo vai herdar a vida eterna, mas significa que poderiam sê-lo se eles cessassem sua resistência dessa graça muito mais abundante de Cristo. E apenas para ser salvo é muito menor do que a ideia significa.
Os onze não estavam pensando suficientemente "grande" para entender a ideia de Paulo; mas os samaritanos conseguiram. Quando Jesus falou com a mulher no poço de Jacó e ela foi e disse às pessoas da cidade que viessem ao encontro dEle, eles declararam: "Este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo" (João 4:42). Anteriormente, o apóstolo João expressou a mesma ideia: "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito ..."
Se os samaritanos estivessem certos (e eles estavam!), Isso significa que o Senhor Jesus Cristo, em virtude de Seu sacrifício na cruz, justificou todo homem em um sentido judicial quando morreu em Sua cruz, o que significa mais do que apenas salvar para viver eternamente; eles vivem eternamente justificados. Vejamos Romanos 5.
Romanos 5: 1: "Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo".
O "nós" é o mundo, no pensamento de Paulo. Muitos não o conhecem ou não acreditam, mas, no entanto, é verdade que Cristo salvou o mundo no sentido judicial. Isso significa que Se entregou para o mundo e assim comprou o mundo. Mas não significa que todos serão salvos, finalmente, no reino eterno de Deus se não quiserem ser; poderiam ser se recebessem o presente que Cristo lhes havia dado; mas muitos não humilharão seus corações para receber o que Cristo lhes deu.
 Ellet J. Waggoner, um dos "mensageiros" de 1888, conseguiu entender essa verdade quando a maioria dos irmãos de então não conseguiu.  Ele disse:  “...Não há aqui nenhuma exceção. Do mesmo modo como a condenação veio sobre todos os homens, também a justificação. Cristo provou a morte por todos. Deu-se a Si mesmo por todos e a cada um. O dom gratuito veio sobre todos. O fato de ser um dom gratuito é evidência de que não há exceção alguma. Se houvesse vindo somente sobre aqueles que teriam alguma qualificação excepcional, não seria um dom gratuito. Por isso, é um fato claramente estabelecido na Bíblia que o dom da justiça e a vida em Cristo vieram sobre todo homem no mundo. Não há a mínima razão para que todo homem que tenha vivido deixe de ser salvo para a vida eterna, exceto se não receber esse dom."3
Romanos 5: 2: "[Cristo] nos deu acesso a essa graça em que agora vivemos, e exultamos a esperança da glória divina que deve ser nossa". Por causa da obra de justificação de Cristo, estamos "exultando" desde então e exaltamos para sempre. A justificativa é alegria eterna.
A menos que Jesus tivesse feito esse sacrifício em Sua cruz, não haveria uma pessoa rindo e feliz na terra; não haveria sorrisos. Aqueles que se perderão finalmente compreenderão que todos os traços de alegria que já conheceram foram comprados para eles por uma correspondente e igual angústia do Filho de Deus em Seu sacrifício na Sua cruz; passaram pela vida nunca percebendo essa verdade e, assim, perderam o presente eterno. Ninguém podia conhecer um momento de alegria a menos que Cristo tivesse sofrido um momento equivalente, equilibrado e igual de angústia para eles.
Mas agora temos "acesso" diretamente ao trono de Deus. Cristo deu esse "acesso" a toda alma humana, o que significa que a porta para a vida eterna está aberta a todos. Existe uma "vinda", sim, que devemos fazer mas esse "vir" é a mesma coisa que simplesmente acreditar no evangelho. Mas se nós chegamos ou não, Cristo fez algo por cada um e Ele deu a todos o dom da vida eterna, se quiserem obtê-lo. Essa verdade humilha todo coração honesto; Concilia toda alma crente alienada.
Romanos 5: 3: As bênçãos começam a entrar imediatamente: "Nos gloriamos nas tribulações, ... [e tal] a esperança não é fantasia, através do Espírito Santo que Ele nos deu, o amor de Deus [agape] inundou nossos corações" (vs. 5, Bíblia Revisada em inglês).
Se somos "dignos" ou não, é o que o Senhor Jesus faz (e, claro, "nós" não somos dignos!). O Espírito Santo é um Dom gratuito para todos; O Senhor dá o Dom, mas todos recebem o presente que abrirá o coração para recebê-Lo, "quem ouví-Lo, observando diariamente no [Seu] limiar com os olhos na porta" (Prov. 8:34, Bíblia Revisada em inglês).
Romanos 5: 4: O Senhor nos deu o dom da "perseverança", que é idêntico à Sua "aprovação". Ele Se deleita quando acolhemos a fé e esperança que Ele nos tenha dado, como um cozinheiro chefe fica feliz quando expressamos apreciação sobre o que ele preparou para nós.
Devemos pausar um momento e olhar para a palavra Ágape. É a palavra grega para o amor, mas é uma ideia inteiramente diferente do que sabemos naturalmente. O amor que temos por natureza ama as pessoas que são agradáveis; O Ágape de Deus ama pessoas que são más e perversas. Nosso amor depende da beleza ou valor da pessoa a quem amamos; o amor de Deus cria valor ou bondade naquele a quem Ele ama. Aí está a nossa esperança!
Nosso amor busca uma recompensa; Cristo em Seu amor Ágape desistiu de Sua recompensa e morreu nossa segunda morte isto é, sem luz no final do túnel. Isso foi para Ele um sacrifício eterno e infinito, e é por isso que o Apocalipse retrata um fim como "a segunda morte" (20: 6). Foi para Jesus um sacrifício infinito quando sofreu a horrível culpa do mundo inteiro. Jeremias faz a pergunta lamentável: "Não é nada para você, vocês, passageiros?" (Lam. 1:12).
Romanos 5: 5: E a esperança que temos "não é fantasia, através do Espírito Santo que Ele nos deu, o amor de Deus [Ágape] inundou nossos corações".
O Ágape "inunda" todo coração humano disposto a receber a benção. Mas muitas vezes o presente pode ser mal interpretado inicialmente, pois com o dom do Espírito Santo sempre vem o dom do arrependimento. O arrependimento é muitas vezes pensado como uma experiência triste, quando na verdade é alegre porque significa reconciliação com o Senhor. Você não pode imaginar uma alegria maior!
Ninguém pode iniciar o arrependimento por conta própria: "Deus exaltou [a Cristo] ... para dar arrependimento a Israel e perdão dos pecados" (Atos 5:31, KJV). Quando o Espírito Santo lhe dá mesmo o menor toque desse "presente" precioso, aprecie-o; e deixe crescer em sua apreciação do coração.
Romanos 5: 6: "No tempo marcado, Cristo morreu pelos ímpios" (Bíblia Revisada em inglês). É humilhante, mas essa é a palavra que descreve aqueles que rejeitaram a reconciliação que Cristo lhes deu em Si.
"Cristo morreu". O que isso significa? Foi uma morte diferente do que conhecemos. A morte que conhecemos a Bíblia diz, é um "sono". Os dois ladrões crucificados com Cristo morreram; Isso significa que eles simplesmente foram dormir. Os que "dormem no pó da terra acordarão", diz Daniel (12: 2). Essa era a "morte" que Jesus morreu? Um mero final de sono? (Um fim de semana de sono seria maravilhoso depois que alguém sofreu o doloroso horror de ser crucificado!) Não!!! era muito mais, pois Jesus morreu a nossa "segunda morte", a morte que envolveu a verdadeira e eterna "maldição" de Deus. Da parte de Jesus, foi o Seu amor eterno por nós.
Alguém pode questionar - Ele não soube sempre que Ele ressuscitaria no terceiro dia após Sua morte na cruz? Sim,4 Ele andou à luz dessa garantia toda a Sua vida iluminada pelo sol e ao longo de Seu ministério, até aquele momento na cruz quando gritou em uma angústia indescritível: "Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?" (Mat. 27:46).
Por que Ele gritou assim? Porque o Pai verdadeiramente O abandonou: "Aprouve ao Senhor machucá-Lo", diz Isaías 53:10 (KJV), uma declaração inexplicável, exceto quando lembramos que a morte que Jesus realmente morreu foi nossa morte — a segunda morte. É difícil dizer isso, mas a realidade é que o Pai nos amou mais do que Ele ama Seu único Filho!
O fato de que Ele ressuscitou no terceiro dia não diminui, em nada, o compromisso total que Ele fez em Sua cruz; e o Pai aceita o compromisso pela ação.
Ellen White nos lembra como Ele morreu: "O Salvador não podia ver através dos portais do túmulo. A esperança não Lhe apresentou Sua saída das sepultura, como vencedor".5 Porque o Pai aceita o compromisso pela ação: "Deus O exaltou sobremaneira e Lhe deu um nome que é sobre todo o nome" (Filipenses 2: 9). Esse compromisso total por parte de Cristo significa que Ele realmente morreu a "segunda morte" de cada homem. Portanto, o Seu sacrifício permitiu ao Pai tratar "cada homem" como se nunca tivessem pecado. Essa é a justificação judicial que Cristo alcançou para toda alma na Terra!
Toda esta gloriosa verdade, temos o privilégio de "compreender" aqui e agora, se não resistirmos ao Espírito Santo. A salvação existe na realização desta verdade gloriosa; se não resistirmos ao Espírito Santo que nos dá o dom, nossa felicidade eterna começa imediatamente.
Se nós resistirmos e rejeitarmos o dom (que é mais do que uma mera oferta!), então perante o universo nós escolhemos assumir o nome de "Esaú". Tomamos esse nome porque seu personagem se tornou o nosso; como Esaú, temos resistido à muito mais abundante graça do Senhor. (Você se lembra, Esaú vendeu sua preciosa primogenitura em troca de um prazer terreno, e chorou baldes de lágrimas inúteis o resto de sua vida. Confira Hebreus 12: 16 e 17. Que o Senhor nos salve de fazer isso.)
Em seguida, na segunda ressurreição, quando os “livros” são abertos," aqueles que igualmente resistiram e rejeitaram a oferta da "primogenitura” que lhes foi dada, vão perceber o que fizeram; em horror indescritível eles odiarão a si mesmos. Eles vão chorar de novo e dizer “aos montes e aos rochedos: 'Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto dAquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro" (Apoc. 6:16). Eles vão finalmente perceber quem é Jesus, que Ele tem sido o seu infinito Salvador durante toda a vida, e eles confiaram nEle de si mesmos.
Aquela “ira" é o “de que” a justificação pela fé nos salva." É o que Paulo quis dizer: "Sendo agora justificados pelo sangue [de Cristo], seremos por Ele salvos da ira" (Rom. 5:9). O que é esta "ira"?
Cordeiros não exercem "ira". Eles são conhecidos pelo oposto. A expressão "ira do Cordeiro", portanto, é impressionante. Nós sempre retratamos Jesus como doce e suave (Ele não feriria a uma mosca, não é verdade?!), Mas, quando a Sua “ira" é despertada — não atravesse o Seu caminho. A "ira" do Cordeiro de Deus que tem sido resistido e rejeitado — o que resulta na perdição de almas além da nossa — isso desperta Sua intensa indignação. Doce, gentil, humilde, amoroso Jesus se constitui em uma torre da justa ira divina — o mais solene e terrível que o universo pode conhecer.
Romanos 5: 7, "Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer." Nós pensamos em Abraão Lincon, na noite de seu assassinato: se alguém soubesse que João Wilkes Booth ia puxar o gatilho para alvejá-lo, alguém poderia ter intervindo e tomado o lugar do presidente amado, que era necessário para curar as feridas da nação pela Guerra Civil. Mas não, ...
Romanos 5: 8: "Cristo morreu por nós quando éramos ainda pecadores” (ú. p.), e isto é “a prova de Deus, do Seu amor para conosco" (p.p.). A palavra "pecadores" significa as pessoas que estão em inimizade com Deus, e João, diz que a tal inimizade é sempre assassinato: "Qualquer que odeia a seu irmão [já] é um homicida" (1ª João 3:15). Quando nós nos prostramos diante do Senhor e confessamos os nossos pecados, este é o pecado que terá sido o pano de fundo de todos os nossos pecados!
Nenhum de nós pode afirmar que, se estivesse lá, naquela sexta-feira de manhã, no pátio de Pilatos e a multidão estivesse gritando sobre Jesus: "Crucifica-o!" que teríamos nos levantado na frente deles e dito: se vocês O crucificarem, crucifiquem-me também! Não, nenhum de nós teria feito a si mesmo tão famoso; a nossa "inimizade contra Deus" (Romanos 8: 7) estava lá nos nossos naturais corações pecaminosos. O assassinato do Filho de Deus é pecado inconsciente, mas real do mundo.
Romanos 5: 9: "Logo muito mais agora fomos justificados pela morte sacrificial de Cristo, seremos mais certamente salvos ... pela Sua vida". (vs. 10, Bíblia Revisada em inglês). Novamente, em seu pensamento, o pronome de Paulo "nós" é a raça humana; Sua idéia sobre Jesus é "grande".
Cristo já fez algo pela raça humana. O Pai O enviou aqui à Terra com uma obra pré-designada salvar o mundo perdido! E pouco antes de sua morte, o Filho de Deus lhe diz: "Eu glorifiquei-Te na terra, tendo consumado a obra que Me deste a fazer" (João 17:4). Pai, Eu salvei o mundo!
Isso não era um vangloriar ocioso, o trabalho já tinha sido feito. Cristo não morreu em vão; cada alma pode se ajoelhar e agradecer-Lhe por fazê-lo, pois assim fazendo Ele realmente salvou cada alma.
Romanos 5: 10: "Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus, pela morte de Seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela Sua vida!" Novamente, o "nós" significa todos os seres humanos; o coração de Paulo não é grande o suficiente para conter a alegria que ele sente por todos nós: maus e vis como somos, por natureza, nós temos sido "reconciliados" com Deus pelo sangue de Cristo — não por medo ou de desejo de recompensa — Não; mas nossa apreciação de coração por Seu amor! Tão simples, tão fácil. Mas isso traz lágrimas aos olhos secos.
Romanos 5: 11: "E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação." Saber que não há nenhum pecado, nenhuma culpa, nenhuma triste história escura entre você e o Senhor, é uma alegria indescritível!
O Salmo de Davi, que ele escreveu depois de seu pecado com Bate-Seba descreveu "exultante" assim: "Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é apagado! Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa maldade, e em cujo espírito não há dolo" (Sal 32:1, 2).
Romanos 5: 12: O que isso implica? Foi através de um só homem que o pecado entrou no mundo, e através do pecado a morte, portanto, “a morte passou a toda a raça humana, na medida em que todos pecaram," (*ou, na versão Almeida Fiel, “por isso que todos pecaram”).
 Na medida em que todos pecaram," (eph ho no grego) tradução literal da expressão "inasmuch"    (*como podemos ver) é uma expressão praticamente intraduzível. O que a ideia de Paulo está tentando expressar é que, embora nós possamos culpar Adão pela entrada do pecado, na verdade, devemos culpar a nós mesmos por nossos pecados. Todos nós temos pecado à semelhança de Adão. (*isto é, todos escolhemos repetir o ato de rebeldia de Adão).

*Assim, a expressão ef ho,” ou eph ho,”  em grego, foi traduzida das seguintes formas:

1º) “por isso que todos pecaram,” Almeida Fiel, e a Revista e Corrigida;
2º)porque todos pecaram,” ARA, Almeida contemporânea, Bíblia na Linguagem de Hoje, Nova Versão Internacional e Bíblia católica; 
3º) “porquanto todos pecaram, Almeida Revisada da Imprensa Bíblica Brasileira;
4º) “Visto que todos pecaram,” Sociedade Bíblica Britânica);

 Romanos 5: 13: O pecado já estava no mundo antes de haver lei [isto é, antes da outorga dela, por escrito, no Monte Sinai], e apesar de, na ausência de lei nenhuma estimativa é mantida do pecado, [e ainda] (*isso ocorre). ...
Romanos 5:14: A morte dominou desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram [exatamente], como Adão, por desobedecerem uma ordem direta — e Adão prefigura o Homem que estava para vir [Cristo].
Romanos 5: 15: Agora vem o ponto: "Mas o ato da graça de Deus é fora de qualquer proporção de culpa de Adão [é muito mais abundante!]. Porque, se pela ofensa de um homem, que trouxe a morte a muitos [que é todo mundo], o seu efeito é ultrapassado, em muito, pela graça de Deus e o dom que veio a muitos [ou seja, todo mundo!] pela graça de um só homem, Jesus Cristo."
"Nosso amado irmão Paulo" está abrindo o seu caminho através da magnífica "grande ideia" que qualquer um pode pensar: o Senhor Jesus Cristo fez algo muito além de simplesmente morrer por todos: Ele justificou a todos!
Ele não simplesmente morreu por uma raça de rebeldes: Ele transformou uma raça de rebeldes em uma raça redimida de justos, cujas mentes e corações foram drasticamente alteradas para sempre: eles já estão agora em harmonia com o próprio CRISTO.
Ele mudou, de fato, um mundo de pecadores em um mundo de justos, um povo que se transformou pela graça muito mais abundante do Salvador. Paulo está com uma “grande ideia” aqui, que nós devemos tratar com cuidado.
Não, na verdade, a raça humana de rebeldes sobre a terra não é agora, verdadeiramente, uma raça de pessoas justas, mas Deus diz a todos em seu vasto universo não caído, que eles são uma raça de resgatados, pessoas justas se não resistirem ou rejeitarem o que Ele fez e faz atualmente por eles!
Cristo fez Sua obra corretamente, Ele diz ao Pai: "Eu ...  tenho consumado [terminado] o trabalho que Tu me deste para fazer" (João 17:4). Sua justificação de seu povo é real, o trabalho está feito; mas o homem ainda tem a sua liberdade de escolha (*seu livre arbítrio) de anular e rejeitar tudo o que seu Salvador realizou — tão depravado e rebelde é o homem caído, o homem criado mesmo "à imagem de Deus".
Romanos 5: 16: E, novamente, o dom de Deus não deve ser comparado em seus efeitos com o pecado daquele homem; pois a ação judicial (*legal), seguida de um delito, resultou numa sentença [um veredicto] de condenação, mas o ato de graça, seguido a tantos crimes, resultou um veredicto de absolvição. Paulo está obcecado com a ideia de graça "muito mais" (*abrangente)!
Romanos 5: 17: Se, pela ofensa de um só homem, a morte estabeleceu o seu reino através deste único homem, ... muito mais deverão aqueles que, numa medida bem maior receberam a graça e o dom da justiça, vivida, e reinando por um só homem, Cristo Jesus.
Romanos 5: 18: Segue-se, então, [um pensamento brilhante!] Que, assim como o resultado de um delito foi condenação de todas as pessoas, assim o resultado de um ato justo é absolvição e vida para todos.
Romanos 5: 19: "Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos [o grego diz," constituídos"] pecadores, assim pela obediência de um [só homem] muitos serão feitos [constituídos] justos,” [embora não sejam!6
Romanos 5:20: ... onde o pecado se multiplicou, a graça infinitamente se excedeu,
Romanos 5:21: a fim de que como o pecado estabeleceu o seu reino por meio da morte, também a graça de Deus possa estabelecer o seu reino em justiça, e resultar em vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.
O evangelho que surpreendeu o universo não caído e ainda deverá iluminar a terra com sua glória (cf. Apoc. 18:1-4), reluz claro e brilhante no capítulo cinco de Romanos, de Paulo!

Robert J. Wieland
________________________________________

Notas (as de nº 2, 4, 6, são do tradutor, bem como a maior parte da nota de nº 3):    


              1) Ellen G. White, Manuscrito nº 7, de 1894; Evangelismo, pág. 169.    
2) O expressão acima, “total unidade de mente” é, tecnicamente, a palavra expiação em inglês, “atonement,” um termo que significa, literalmente, em-uma-mente, “at-one-ment,” ou, com a mesma mente.
3) Ellet J. Wagoner, Waggoner  falando sobre Romans, pág. 101. Veja a postagem que fizemos no blog Ágape Ediçoes (agape-edicoes.blogspot.com)  em 1º de outubro de 2017 de todos os capítulos da Carta aos Romanos, escrito por Ellet J. Waggoner. O texto acima está no capítulo 5, pouco após o meio daquele arquivo, no parágrafo dom o subtítulo Justificação e vida.
4) Ele sabia disto, porque era constante pesquisador da Palavra de Deus. Estava profetizado no Velho Testamento, que Cristo estaria morto por três dias e ao terceiro dia ressuscitaria. Oséias 6:2 diz: “Depois de dois dias nos dará a vida; ao terceiro dia nos ressuscitará. E viveremos diante dEle.”
5) Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, pág. 753.         
6) Veja o artigo “Feitos ou Constituídos?” referente à lição de 5ª Feira, 9 de novembro de 2017. No bolg Ágape Ediçoes (agape-edicoes.blogspot.com)  foi postado nesta mesma data (9/11/17).

________________________________________

Notas: 
                                                                              

Os textos da Bíblia são da Bíblia Revisada em inglês, a menos que outra seja indicado.

O vídeo desta lição do pastor Paul Penno, em inglês, está na Internet em: https://youtu.be/Dp-Jjy5df3s

Esta lição, em inglês, está na Internet em: http://1888message.org/sst.htm  


________________________________________

Biografia do autor, Pr. Roberto Wieland:
         
O irmão Roberto J. Wieland foi um pastor adventista, a vida inteira, missionário na África, em Nairobe e Kenia. É autor de inúmeros livros. Foi consultor editorial adventista do Sétimo Dia para a África. Ele deu sua vida por Cristo na África. Desde que foi jubilado, até sua morte, em julho de 2011, aos 95 anos, viveu na Califórnia, EUA, onde ainda era atuante na sua igreja local. Ele é autor de dezenas de livros. Em 1950 ele e o pastor Donald K. Short, também missionário na África, em uma das férias deles nos Estados Unidos, pediram à Associação Geral que fossem publicadas todas as matérias de Ellen G. White sobre 1888. 38 anos depois, em 1988, a Associação Geral atendeu o pedido, o que resultou na publicação de 4 volumes com um total de 1821 páginas tamanho A4, com o título Materiais de Ellen G. White sobre 1888.
Asteriscos (*) indicam acréscimos do tradutor.
________________________________________

Lição 6 – Adão e Jesus, por Raul Diaz



Para 4 a 11 de novembro de 2017

Vamos começar com uma parábola. Uma mulher vai comprar um vestido novo. Vai primeiro a uma loja de alto nível. Vê um vestido que realmente gosta e que lhe serve muito bem, mas custa mais do que o que pode pagar. Então vai a uma loja com preços mais acessíveis. Vê o que parece ser o exato vestido; na verdade, é a mesma marca. Mas não é tão atraente nem lhe veste bem como o primeiro vestido. Como pode ser isso? Será que ela é que está grilada com isso?
Ela está intrigada com isso e decide que antes de comprar ela vai investigar. Ela cantata a fábrica. Dizem-lhe que no rótulo, há um número, quanto menor o número, melhor a qualidade do vestido. Havia detalhes que passaram para a produção dos vestidos de número menor que não foram considerados para os vestidos de número maior. Às vezes era o tipo e a cor do fio utilizado (*na tecelagem); o tipo de ponto, Outras vezes era como foi cortado o tecido, etc. Duas coisas que pareciam idênticos, não o eram. Nossas obras, como o vestido, pode parecer similar. Mas as obras da fé são diferentes das obras realizadas em nossa própria força.
Primeiro, vamos lidar com a teologia por trás deste ponto e, em seguida, vamos colocá-lo em conjunto. Paulo abre Romanos 5 com a presente declaração.
Romanos 5: 1 “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.”
A palavra "portanto" nos diz que esta afirmação se refere ao que foi dito anteriormente no capítulo 4. O estilo de Paulo é fazer uma declaração, elaborada, e, então, concluir com uma declaração firme. Muitas vezes ele volta para aprofundar sua declaração. No capítulo 4, Paulo estava usando Abraão como um exemplo de como funciona a justificação pela fé. A forma como funcionou para Abraão é a mesma que funciona para nós. Paulo faz uma declaração em Romanos 4: 3, depois passa o resto do capítulo 4 elaborando sobre ela. Ele então conclui com Romanos 5: 1. Paulo diz de Abraão no capítulo 4, versículo 3:
Romanos 4: 3, “Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.”
Paulo usou a palavra grega "episteusen", que vem da palavra "pistis," de fé ou crença. Na essência, ele está dizendo que Abraão teve fé. Sabemos que “a fé é pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus” (Romanos 10:17). Abraão ouviu a Palavra de Deus e creu. Quando substituímos "crer" por outras definições de fé temos uma sensação melhor do que isso significa. Abraão ouviu a palavra de Deus e sentiu apreciação no seu coração. Ele ouviu a palavra de Deus e confiou que a palavra iria fazer o que disse que faria; ele esperou e dependeu da palavra somente. A palavra de Deus a Abraão foi "o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem" (Hebreus 11:1). Como resultado de sua crença na Palavra de Deus, Abraão foi um dos anciãos que obteve um bom relatório, e agradou a Deus, Hebreus 11: 2 e 6.
A segunda parte do verso 3 (de Romanos 4), diz que seu ato de crer "lhe foi imputado por justiça." O que é justiça? Ellen White define como "obediência à lei" (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 367). Vamos substituir a palavra justiça pela definição que Ellen White oferece e vamos ler assim: "Abraão creu em Deus e isto foi creditado a Ele pela obediência à lei." Acreditando na palavra de Deus, Abraão obedeceu a lei. A justiça de Abraão (obediência à lei) veio de exercer a fé na palavra de Deus.
Este é o sentido que nós temos de Romanos 5:1, onde Paulo reitera o que foi explicado no capítulo 4. Tradutores têm interpretado este verso como dizendo "Sendo, pois, justificados pela fé ..." Mas, a versão transliterada do grego, de Romanos 5:1, parece dizer: "Sendo justificados, pois, após crer." Sabemos que a palavra justificar significa "feitos justos." — Assim nós poderíamos interpretar como" Ser feito justo da fé "- assim, há uma espécie de fé que nos torna justos ou obedientes à lei. Ellen White exprime o mesmo pensamento na seguinte citação:
 “Justiça é obediência à lei. A lei requer justiça, e esta o pecador deve à lei; mas ele é incapaz de a apresentar. A única maneira em que ele pode alcançar a justiça é pela fé. Pela fé ele pode apresentar a Deus os méritos de Cristo, e o Senhor lança a obediência de Seu Filho a crédito do pecador. A justiça de Cristo é aceita em lugar do fracasso do homem, e Deus recebe, perdoa, justifica a alma arrependida e crente, trata-a como se fosse justa, e ama-a tal qual Ele ama Seu Filho” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 367).
Resumindo Romanos 4, Waggoner, (*em Carta aos Romanos, no início do capítulo 5, postado no blog Ágape Edicoes em 1º de outubro de 2017) dá contexto à sua explicação sobre Romanos 5.
A fé opera justiça real: –“Justificados, pois”. O “pois” indica que se chega a uma conclusão que deriva de algo que a precede. O que é? O relato do que Abraão obteve pela fé. Obteve justiça. Foi em razão de sua fé na promessa de que teria um filho – o filho da fé. A mesma fé que propiciou o nascimento de Isaque trouxe justiça a Abraão. Trata-se da mesma justiça que nos será imputada se tivermos a fé que ele possuiu. Somos ensinados, portanto, que a justiça da fé é algo tão real como o filho que nasceu, pela fé, a Abraão. A justiça pela fé não é nenhum mito” (Waggoner on Romans, pág. 85)
O profeta Isaías nos diz que: "Todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças são como trapo imundícia" (Isaías 64:6). Nossa justiça está aquém da exigência da lei. Precisamos de uma justiça que é perfeita, pois a lei exige a perfeição. A irmã White afirma que a justiça de Cristo é o que nos é dado para satisfazer a demanda da lei por perfeição. Temos afirmado, até agora, que a única maneira de obter essa justiça é pela fé. Poderá a nossa fé imunda produzir uma justiça perfeita? A resposta é, obviamente, “Não, não pode.” Portanto, devemos obter uma fé que é perfeita. Essa fé é a fé de Jesus. Quando aceitamos a Sua fé, ela produz em nós a Sua justiça. Esta é a fé que caracterizou Abraão. É a fé que aqueles que vencerem e perseverarem até ao final terão (Apocalipse 14:12).
Abraão, quando viveu pela fé, é a veste de alta qualidade. Jesus é o tecido e o fio utilizado para fazer Abraão. Quando Abraão está tentando com sua própria força ele é a veste de baixa qualidade. O tecido e o fio utilizado é carne pecaminosa. Qual deles você preferiria ser?

Raul Diaz
______________________________

Biografia do autor, Raul Diaz:

O irmão Raul Diaz é um membro da Igreja adventista da cidade de Monte Vernon, no estado de Illinois, perto de Chicago. Ele atua em diversos departamentos da igreja, prega em diferentes ocasiões e locais, e coordena o estudo da lição da escola sabatina em sua unidade evangelizadora em sua igreja local, Seventh-day Adventist church, na cidade de Mt Vernon, Illinois, localizada no endereço: 12831, N. Norton Dr., Mount Vernon, Il. 62864-8231, U.S.A.; Telefone: 001 XX (618) 244-7064. Site: www.mtvernonadventist.org

______________________________




Lição 6 parte de 5ª feira, 9/11 — Jesus, o segundo Adão



Para a lição de 5ª Feira, 9/11/17

Feitos ou Constituídos?
— Romanos 5: 18 e 19 dizem: “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para a justificação de vida. Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de Um, muitos serão feitos justos.”
Esta é a versão Almeida Fiel, bem como a KJV.
Se, entretanto, consultarmos a versão Literal de Young1, veremos que, ao invés de usar o verbo fazer, no tempo passado, “feitos,” usa o termo “constituído,” em estrita fidelidade à versão original do texto:
"Assim, pois, como através de uma ofensa a todos os homens (*veio) a condenação, assim também por meio de uma declaração de "Justos" a todos os homens veio justificação de vida, pois, como através da desobediência de um homem [Adão], muitos [todos os homens] foram constituídos pecadores, assim também por meio da obediência de Um [Cristo], muitos [todos os mesmo homens] serão constituídos justos "(Versão Literal de Young, de Romanos 5: 18 e 19).
Com efeito, o pecado de Adão não fez "todos os homens" serem pecadores reais — o que seria "o pecado original"2. A paternidade de Adão não obrigou ninguém a pecar! (Pode ser que a tradução da Almeida e da KJV, como "feito" tenha levado alguns a pensar que a Bíblia ensina o pecado original, mas a Versão Literal Young deixa claro que ainda temos liberdade de escolha. Graças a Deus!)
Mas, por outro lado, é verdade que "todos pecaram" (Rom. 3:23), exceto Cristo. Mas Ele tomou sobre Si o DNA caído de Adão, e Ele ainda mostra que herdando uma natureza pecaminosa não é necessariamente forçoso ser um pecador em caráter. Cristo foi tentado como nós somos, mas ele disse "Não!" para cada tentação: “Em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Heb. 4:15); “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente” (Tito 2:11, 12). O pecado de Adão constituiu "todos os homens", sob a condenação legal do pecado. Jesus a "tomou" sobre si, para que Ele pudesse morrer.
Da mesma forma, de acordo com a versão Literal de Young, a cruz de Cristo não fez todos os mesmos homens se tornarem experiencialmente “justos”. Constituiu-os "justos" no sentido legal para que o Pai pudesse enviar Sua chuva sobre os justos e os injustos — para que Ele pudesse tratar cada pessoa como se não tivesse pecado. Alguns chamam esta experiência de uma  "segunda  provação.” Mas Deus dá a entender o que Ele diz: ninguém pode mantê-lo fora do céu, exceto por sua própria perversa escolha.
por Robert J. Wieland.
Escrito em 25 de março de 2005


O irmão Roberto J. Wieland é um pastor adventista que foi, a vida inteira, missionário na África, em Nairobe e Kenia. É autor de inúmeros livros. Foi consultor editorial adventista do Sétimo Dia para a África. Ele deu sua vida pela África. Hoje, jubilado, vive na Califórnia, EUA, onde ainda é atuante na sua igreja local.

Tradução e acréscimos, marcados com asteriscos, são de João Soares da Silveira.


Notas do tradutor:
1) A Tradução Literal de Young. É a versão bíblica literal, traduzida diretamente do hebráico e do grego, feita por Roberto Young em 1862, com edições também em 1887 e, 10 anos após a sua morte, em 1898.
2) A expressão “Pecado Original” é uma idéia católico-romana criada por Santo Agostinho, que não conseguindo vencer o pecado do adultério (tendo mesmo um filho fora do casamento) procurando uma desculpa para o seu fracasso, declarou que o homem é culpado não somente por seus próprios pecados, mas, principalmente, culpado pelo próprio pecado de Adão. Assim o homem peca pelo simples fato de ser descendente de Adão, quando a Bíblia e o Espírito de Profecia amplamente ensinam que pecado é escolha, não “status”.
Ao pensar em Cristo homem, Santo Agostinho viu que sua ideia de pecado original era contraditória, pois, se nós somos pecadores, simplesmente porque nascemos, então Cristo, também, foi um pecador, pois Ele, também, nasceu como nós nascemos. Sem dúvida, este era um pensamento intolerável.
Assim, Agostinho viu que estava projetando os seus pecados na pessoa de Cristo, e, para escapar disto, declarou que Cristo possuía uma natureza diferente da nossa; a natureza de Adão antes da queda, desprezando a verdade da Bíblia. A diferença entre Cristo e nós não é uma questão de natureza, mas de caráter. 
O passo decorrente seguinte foi o catolicismo adotar a doutrina da Imaculada Conceição da Virgem Maria, a fim de gerar um ente santo, Cristo.
Muitos, mesmo entre nós, pregam a doutrina da imaculada concepção de Jesus Cristo. Dirão que nada tem a ver. Mas a base inicial foi a mesma.
_____________________________