quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Lição 11 — A eleição da graça, por Lyndi Schwartz

Para a semana de 05 a 11 setembro de 2010

Minha Bíblia, “Nova Versão King James, em Romanos 10, para os versos 1-13 tem o título "Israel tem o evangelho," e para os versos 14-21, "Israel rejeita o evangelho".

Paulo afirma, claramente, que o evangelho é o que Israel precisa. "Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu e também do grego" (Romanos 1:16). O versículo 1 deste capítulo, diz que o evangelho fala de Jesus Cristo, o Filho de Deus. "Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem, mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus" (1ª Coríntios 1:18).

Assim, o evangelho de que Israel necessita e que diz respeito a Jesus Cristo é a mensagem da cruz. Esta simples, mas profunda e multifacetada definição é, para Paulo e para nós, o fundamento da nossa experiência. É eficaz e suficiente para início e manutenção da vida cristã. Ela impede a apostasia descrita em Romanos 11. "Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não conheceu a Deus pela Sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação. Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria, mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos, mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens, e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens. ... Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes" (1ª Coríntios 1:21-25 e 27). Louvado seja Deus!

Paulo nos diz em Romanos 10:20, 21: "Fui achado pelos que não me buscavam, fui manifestado aos que por mim não perguntavam. Mas, [é com tristeza que] para Israel diz: todo o dia eu estendi as minhas mãos a um povo rebelde e contradizente."1 O desejo do coração de Paulo, de acordo com o versículo 1, é que Israel reagisse e fosse salvo. Então, no versículo 2, diz ele, "Porque lhes dou testemunho de que têm zelo por Deus, mas não com entendimento." Paulo disse ainda que antes de sua conversão, ele tinha um zelo semelhante, assim ele entende o problema de Israel.

Qual é o “zelo de Deus, mas não com entendimento" que Paulo tinha originalmente, e agora Israel também tem, e para o qual o evangelho é o remédio? O versículo 3 responde: "Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça não se sujeitaram à justiça de Deus." Resumindo a resposta à nossa pergunta: "... não se sujeitaram à justiça de Deus".

Este erro, que diz respeito a Jesus Cristo, atinge a base do evangelho de Deus,. A justiça de Deus se manifestou na fé de Jesus Cristo, Romanos 3:21 e 22. Esta linguagem legal fala da justiça e misericórdia de Deus que Lhe permite ser justo e também justificador daquele que tem fé em Cristo, Romanos 3:26. Tudo isso está envolto na mensagem da cruz. Deus enviou Seu Filho como um sacrifício pelos pecados do mundo. Nós nos rebelamos e recusamos crer (Romanos 3:3), mas Jesus permaneceu fiel à aliança entre Ele mesmo e o Seu Pai. A fé de Jesus, demonstrada pelo seu “ato justo", satisfez os requisitos da lei e justifica o mundo, pelo que "muitos serão feitos justos" (Romanos 5:19).

A fé divina de Jesus — confirma o amor inquebrantável de Deus. "Deus prova o Seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5:8). Jesus é a garantia de Deus que torna a fé humana possível. Portanto, Jesus torna a justiça possível.

O zelo que não é "de acordo com o conhecimento" falha em reconhecer a justiça de Deus, como manifestada na fé de Jesus. Falha em ver o “ato justo" do amor divino por todos, que torna a nossa resposta de fé possível. Este é o ponto de ignorância de Israel. Paulo quer que Israel saiba que a ênfase é sobre o que Deus fez através de Jesus Cristo. Pela fé, Jesus foi “obediente até à morte, e morte de cruz" (Filipenses 2:8). Através da ressurreição, Cristo constituiu o início de uma nova humanidade (Romanos, capítulos 5 e 6). Deus tem "predestinado” esta nova humanidade a ser "conformes à imagem de Seu Filho" (Romanos 8:29). Porque esta manifestação teve lugar "sem a lei" (*Romanos 3:21) através da ação de Cristo, a nova humanidade inclui judeus e gentios. Ele se tornou um "ministro da circuncisão por causa da verdade de Deus, para que se confirmasse as promessas feitas aos pais, e para que os gentios glorifiquem a Deus pela Sua misericórdia, como está escrito ... Alegrai-vos, gentios, com o Seu povo," (Romanos 15: 8 a 10). Romanos 10:4 diz: "Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê".

No livro, Carta aos Romanos, Waggoner, à página 164, nos dá esta jóia: “Vimos que o fim ou o objeto da lei é a justiça que ela requer ... a lei de Deus é a justiça de Deus. Mas essa justiça é a vida real do próprio Deus e as palavras da lei são a sombra dEle. Esta vida é encontrada somente em Cristo, porque só Ele declara a justiça de Deus (Romanos 3:24, 25). Sua vida é a lei de Deus, porque Deus estava nEle. Aquilo que os judeus tinham apenas na forma é encontrado de fato somente em Cristo. NEle, o fim da lei é encontrado. O evangelho é uma poderosa boa nova, e que produz uma vida de fé transformadora ao nós começamos a compreender. A fé vem pelo ouvir a boa nova. Assim, Paulo diz: "Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas" (Romanos 10:15).

E se nós não obedecermos ao evangelho? Será que Deus nos desamparará? "Deus não rejeitou o seu povo que antes conheceu" (Romanos 11:2). "O Senhor, por causa do seu grande nome, não desamparará o seu povo, porque aprouve ao Senhor fazer-vos o Seu povo" (1º Samuel 12:22). "Eis que nas palmas das Minhas mãos Eu te gravei, os teus muros estão continuamente diante de Mim" (Isaías 49:16). Louvado seja Deus! "Os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento" (Romanos 11:29).

Ao analisarmos a maravilhosa cruz este sábado, oro para que possamos dizer com Paulo: "E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo e ser achado nEle, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé "(Filipenses 3: 8 e 9).

Que possamos ter um zelo por Deus, que é de acordo com o verdadeiro conhecimento.

Amém

--Lyndi Schwartz

A irmã Linda Schwartz, e seu marido Brian, são médicos adventistas do Hospital adventista da cidade de Kettering, no estado americano de Ohio. Ambos são membros ativos da segunda maior igreja adventista daquele estado, localizada no nº 3939 da Rodovia Stonebridge, naquela cidade. Tive o privilégio de assistir a diferentes congressos em que os dois foram oradores ocasionais, mas estes congressos eram uma fonte de convivência e relacionamento entre nós. Ademais de passagem por sua cidade tive a honra de ser hospede deles. Em todas as ocasiões, sem exceção, pude testemunhar da consagração deste jovem casal.

Tradução de João Soares da Silveira

Nota do tradutor:

1) Em Romanos 10: 20 e 21 está citando Isaias 65: 1 e 2;

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O CONCERTO ETERNO – Índice Geral

Capítulo 1, A Mensagem do Evangelho.............................Pág. 13

“O Desejado de Todas as Nações”..........Pág. 14

O Poder do Evangelho..........................Pág. 15

Criação e Redenção.............................Pág. 17

O Mistério de Deus...............................Pág. 18

Um Resumo.........................................Pág. 20

Capítulo 2, A Propriedade Adquirida.................................Pág. 27

O Tempo da Restauração....................Pág. 30

Quem São os Herdeiros? ....................Pág. 31

A Promessa da Sua Vinda....................Pág. 33

O Grande Clímax................................Pág. 34

Capítulo 3, A Promessa a Abraão.....................................Pág. 39

Abraão e a Cruz.................................Pág. 40

A Semente........................................Pág. 42

A Terra.............................................Pág. 43

Capítulo 4, Construindo um Altar......................................Pág. 45

Um Exemplo aos Pais.........................Pág. 45

Abraão e Ló......................................Pág. 47

A Promessa Repetida.........................Pág. 48

Abraão e Melquisedeque.....................Pág. 49

Capítulo 5, Fazendo um Concerto....................................Pág. 53

Para Ser Cumprido depois da RessurreiçãoPág. 57

Capítulo 6, A Carne Contra o Espírito...............................Pág. 59

Espiritual e Literal – 60

Capítulo 7, O Concerto Selado, Parte 1............................Pág. 63

Um Novo Nome..................................Pág. 64

Um Concerto Eterno............................Pág. 65

Uma Possessão Eterna........................Pág. 65

Uma Vida Eterna................................Pág. 66

Um Parto de Justiça............................Pág. 66

Uma Concessão de Terra.....................Pág. 68

Capítulo 8, O Concerto Selado, Parte 2............................Pág. 71

O Sinal da Circuncisão........................Pág. 71

Por que O Sinal Exterior......................Pág. 73

Capítulo 9, O Teste da Fé.................................................Pág. 75

Tentações.........................................Pág. 77

O Filho Unigênito...............................Pág. 78

A Ressurreição e a Vida......................Pág. 79

O Sacrifício Completo.........................Pág. 80

A Obra de Fé.....................................Pág. 81

O Amigo de Deus...............................Pág. 82

Capítulo 10, A Promessa e o Juramento..........................Pág. 84

Em Cristo Somente.............................Pág. 85

Forte Consolação...............................Pág. 87

Capítulo 11, A Promessa de Vitória..................................Pág. 90

Capítulo 12, Uma Visão Geral...........................................Pág. 97

Todos Herdeiros.................................Pág. 98

Uma Cidade e País.............................Pág. 99

Isaque, uma Ilustração.........................Pág. .99

A Infidelidade de Esaú........................Pág. 102

Capítulo 13, Israel — Um Príncipe de Deus.....................Pág. 106

A Escolha de Deus.............................Pág. 107

A Primeira Lição de Jacó.....................Pág. 108

Aplicando a Lição...............................Pág. 110

A Prova Final....................................Pág. 112

Um Novo Nome.................................Pág. 115

Quem São Israelitas..........................Pág. 116

Capítulo 14, Israel no Egito..............................................Pág. 117

O que Significa o Egito............................ Pág. 118

A Idolatria Egípcia.................................... Pág. 118

Ainda na Escravidão Egípcia.................... Pág. 121

O Chamado para Sair do Egito................. Pág. 124

Capítulo 15, O Tempo da Promessa.................................Pág. 126

O que Deus Teria Feito a Israel – 126

Capítulo 16, O Opróbrio de Cristo.....................................Pág. 130

Dificuldades Trabalhistas e seu Remédio – 133

Capítulo 17, Dando a Comissão........................................Pág. 136

Capítulo 18, Pregando o Evangelho no Egito...................Pág. 140

O Evangelho da Libertação – 141

Pregando a Faraó – 143

Capítulo 19, Como o Coração de Faraó Foi endurecido...Pág. 145

O Propósito de Deus com Faraó – 147

Capítulo 20, Salvo Pela Vida.............................................Pág. 150

A Primeira Páscoa...............................Pág. 152

A Última Páscoa.................................Pág. 154

Capítulo 21, A Libertação Final....................................Pág. 156

A Segunda Vez......................................Pág. 160

Capítulo 22, O Cântico de Libertação..........................Pág. 163

A Segunda Vez......................................Pág. 160

Capítulo 23, Pão do Céu..............................................Pág. 168

O Teste.................................................Pág. 171

Capítulo 24, Vida Procedente de Deus........................Pág. 175

Ouça e Viva...........................................Pág. 175

Pão Vivo...............................................Pág. 177

Capítulo 25, Vida da Palavra........................................Pág. 180

Uma Lição de Igualdade............................Pág. 182

Capítulo 26, Água da Rocha — Água Viva...................Pág. 185

A Presença Real.....................................Pág. 191

Capítulo 27, Ensino Por Lições Práticas......................Pág. 193

Reconhecendo a Deus............................Pág. 195

O Éden Aqui em Baixo............................Pág. 197

Rios de Água Viva..................................Pág. 198

Capítulo 28, A Introdução da Lei — 1ª Parte...............Pág. 199

Paralelos...............................................Pág. 200

A Ministração da Morte.............................Pág. 202

Porque Foi Dada a Lei..............................Pág. 203

Capítulo 29, A Introdução da Lei — 2ª Parte................Pág. 206

O 3º Capítulo de Gálatas...........................Pág. 206

A Maldição da Lei....................................Pág. 209

O Concerto Inalterado...............................Pág. 211

Nossa Esperança Também........................Pág. 212

Cristo, O Mediador...................................Pág. 214

Capítulo 30, Sinai e Calvário.........................................Pág. 216

A Rocha Ferida.......................................Pág. 217

O Que Deus Falou...................................Pág. 218

Capítulo 31, Monte Sinai e Monte Sião.........................Pág. 221

O Fundamento do Governo.........................Pág. 224

Capítulo 32, O Concerto da Promessa..........................Pág. 227

A Diferença.................................................Pág. 230

Por que o Concerto no Sinai.......................Pág. 232

A Lição de Confiança................................Pág. 234

A Divina Compaixão.................................Pág. 236

Capítulo 33, O Véu e a Sombra.....................................Pág. 237

Sombra e Substância................................Pág. 238

O Testemunho de Deus em Descrença.........Pág. 240

O Que Foi Abolido.....................................Pág. 241

Capítulo 34, As Duas Leis..............................................Pág. 244

Como Vem o Perdão..................................Pág. 247

O Velho Concerto Sem Valor.......................Pág. 249

Obras de Super-Desempenho......................Pág. 250

O Uso de Uma Semelhança..........................Pág. 251

Capítulo 35, Entrando na Terra Prometida.......................Pág. 253

Uma Herança de Fé.....................................Pág. 253

Cruzando o Jordão......................................Pág. 254

Livres Finalmente........................................Pág. 255

A Vitória da Fé............................................Pág. 257

Capítulo 36, Vanglória e Derrota.......................................Pág. 261

Ninguém Livre do Perigo..............................Pág. 262

A Causa da Derrota.....................................Pág. 262

A Derrota Não Estava no Plano de Deus..........Pág. 263

Os Meios de Defesa....................................Pág. 264

Porque Eles lutaram....................................Pág. 266

Executando o Julgamento Escrito...................Pág. 266

Guerra Não É um Sucesso............................Pág. 267

Capítulo 37, Israel, Um Povo Missionário.........................Pág. 269

Efeito da Proclamação do Evangelho no Egito...Pág. 270

A Solicitude de Deus Por Todos os Homens......Pág. 271

Sacerdotes de Deus.....................................Pág. 272

Evidências da Imparcialidade de Deus..............Pág. 274

Reunindo Num Rebanho...............................Pág. 274

Israel Devia Ser Separada.............................Pág. 275

Israel, A Igreja de Cristo................................Pág. 277

A Igreja Sendo o Reino.................................Pág. 278

Não uma Teocracia......................................Pág. 279

Não um Modelo Terreno................................Pág. 281

Capítulo 38, O Prometido Descanso — (Parte 1).............Pág. 283

O Repouso de Cristo....................................Pág. 283

O Descanso e Repouso Inseparáveis...............Pág. 284

Josué Recapitula a Fidelidade de Deus............Pág. 285

O Descanso Assegurado Somente na Fé..........Pág. 287

A Guerra Já Cumprida..................................Pág. 288

Lições dos Salmos.......................................Pág. 289

O Homem Forte Vence..................................Pág. 289

Capítulo 39, O Prometido Descanso — (Parte 2).............Pág. 291

O Que Dizer de Nossa Posição?.....................Pág. 292

A Promessa de Canaã..................................Pág. 293

Um Reino Mundial........................................Pág. 293

A Nova Terra...............................................Pág. 294

A Cidade Pela Qual Abraão Aspirava...............Pág. 295

O Lugar Onde a Cidade Descerá.....................Pág. 297

A Restauração do Israel de Deus....................Pág. 298

Capítulo 40, Outro Dia — (Parte 1)...................................Pág. 300

O Reino do Senhor.......................................Pág. 300

Estranhos e Vagueadores ao Tempo de Davi.....Pág. 301

A Jerusalém Temporal Significa Escravidão.......Pág. 302

Hoje..........................................................Pág. 303

A Obra de Deus e o Descanso de Deus............Pág. 305

O Descanso no Qual Adão Entrou...................Pág. 306

Capítulo 41, Outro Dia — (Parte 2)...................................Pág. 308

Mantendo o Descanso..................................Pág. 308

Um Pouco do Éden Ainda Permanece..............Pág. 309

O Que o Sinal Significa.................................Pág. 310

Um Dom ao Homem.....................................Pág. 311

O Dia Abençoado e o Homem Abençoado........Pág. 312

A Cruz de Cristo..........................................Pág. 312

O Convite Divino Para a Guarda do Sábado......Pág. 313

Uma Gloriosa Promessa................................Pág. 314

Capítulo 42, Novamente em Cativeiro — (Parte 1)...........Pág. 316

Piores do Que os Pagãos..............................Pág. 318

No Reino do Norte........................................Pág. 318

A Fidelidade de Deus....................................Pág. 320

Quando Começaram Cantar...........................Pág. 322

Capítulo 43, Novamente em Cativeiro — (Parte 2)...........Pág. 324

Se Tivessem Obedecido a Deus......................Pág. 324

Promessas de Restauração Foram Rejeitadas...Pág. 325

Sempre o Teste...........................................Pág. 326

O Juízo Pronunciado....................................Pág. 327

O Rei de Babilônia, Governante em Jerusalém...Pág. 327

O Fim do Domínio Temporal,

Independente de Israel........................Pág. 330

De Babilônia ao Estabelecimento do Reino

Eterno.......................................................Pág. 331

Capítulo 44, Novamente em Cativeiro — (Parte 3)...........Pág. 333

Rejeitando a Liberdade.................................Pág. 333

. Escravos do Pecado.....................................Pág. 334

Os Edificadores de Babel...............................Pág. 334

Desafiando a Deus.......................................Pág. 335

O Príncipe deste mundo Julgado.....................Pág. 336

O Divino Propósito - A Destruição do Opressor..Pág. 337

O Orgulho do Domínio Terrestre,...............Pág.337

O que É a Libertação de Babilônia...................Pág. 338

Cumpridas as 70 Semanas de Anos.................Pág. 339

A Lição Ainda Não Aprendida.........................Pág. 341

Capítulo 45, O Tempo da Promessa Está Próximo....................Pág. 342

A Visão de Daniel 8......................................Pág. 342

A Interpretação do Anjo.................................Pág. 343

Um Longo Período Profético...........................Pág. 344

O Reino de Deus Removido do Povo Judeu........Pág. 346

O Chamado Final de Babilônia........................Pág. 346

A Controvérsia de Deus Com as Nações............ Pág. 347

Capítulo 46, As Tribos Perdidas de Israel..............................Pág. 350

Judá e Israel...............................................Pág. 350

Caráter, Não Nacionalidade...........................Pág. 351

Termos Bíblicos Que Suplantam

Distinções Infundadas..........................Pág. 351

Nenhuma das Tribos é “Perdida”.....................Pág. 353

“Todo Israel” Representado............................Pág. 354

A Quem o Senhor Considera um Israelita............ Pág. 355

Capítulo 47, O Concerto Eterno Completado............................Pág. 359

A História do Evangelho Esboçada..................Pág. 360

“Eis o Vosso Deus”.......................................Pág. 361

As Ovelhas Perdida Sob Apostasia......................Pág. 361

Reunidos Pela Ressurreição...........................Pág. 363

“Toda a Casa de Israel”.................................Pág. 364

O Juízo de Deus Sobre Todas as Nações.........Pág. 366

O Tempo da Libertação.................................Pág. 367

Resgatados da Sepultura..................................Pág. 369

O Novo Concerto.........................................Pág. 370

O Velho e o Novo Concertos..........................Pág. 372

Quando Se Entrará no Novo Concerto.................Pág. 372

O Primeiro Domínio Restaurado......................Pág. 373

O Concerto Eterno, Capítulo 47.

359

O Ajuntamento de Israel

O Concerto Eterno Completado

Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas a Suas obras (Atos 15:18).

“E envie Ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado, o qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os Seus santos profetas, desde o princípio” (Atos 3: 20 e 21).

“A Este dão testemunho todos os profetas” (Atos 10:43).

O ajuntamento final do povo de Deus e seu estabelecimento na terra restaurada tem sido o tema dos profetas desde a queda; e, como uma consequência necessária, eles todos têm dado testemunho de que todos quantos creem em Cristo receberão remissão de seus pecados, uma vez que somente pela remissão dos pecados a reunião e restauração têm lugar. Consideremos então umas poucas dessas profecias que falam dessas coisas, e servirão como representantes de todas as demais. Tomemos primeiro o capítulo onze de Isaías:

“Porque brotará um rebento do toco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará. E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor. E deleitar-se-á no temor do Senhor; e não julgará segundo a vista dos Seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos Seus ouvidos; mas (360) julgará com justiça os pobres, e repreenderá com equidade os mansos da terra; e ferirá a terra com a vara de Sua boca, e com o sopro dos Seus lábios matará o ímpio.”1 [Comparar com 2ª Tess. 2:8].

A justiça será o cinto dos Seus lombos, e a fidelidade o cinto dos Seus rins. Morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará; e o bezerro, e o filho do leão e o animal cevado andarão juntos; e um menino pequeno os conduzirá. A vaca e a ursa pastarão juntas, e seus filhos se deitarão juntos; e o leão comerá palha como o boi. E brincará a criança de peito sobre a toca da áspide, e a desmamada colocará a mão na cova do basilisco. Não se fará mal nem dano algum em todo o Meu santo monte; porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar”.2

A História do Evangelho Esboçada

Aqui temos um esboço de toda a história do Evangelho, incluindo a eliminação de pecado e pecadores, e o estabelecimento do justo na terra feita nova, quando “os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz” (Sal. 37:11, juntamente com os vs. 9, 10).

Tendo dado toda a história, como já lida, o profeta prossegue um pouco mais com detalhes. Partindo do ponto onde começou, ele prossegue:—

“E acontecerá naquele dia que a Raiz de Jessé, a qual está posta por estandarte dos povos, será buscada pelos gentios; e o lugar do Seu repouso será glorioso. E há de ser que naquele dia o Senhor tornará a por a Sua mão para adquirir outra vez3 e remanescente do Seu povo, que for deixado, da Assíria, e do Egito, e de Patros, e da Etiópia, e de Elã, e de Sinar, e de Hamate, e das ilhas de mar. E levantará um estandarte entre as nações e ajuntará os desterrados de Israel, e os dispersos de Judá congregará desde os quatro confins da terra”.4

(361) Desse ajuntamento dos eleitos dos quatro cantos da Terra lemos também em Mateus 24:31. O poder pelo qual esse ajuntamento deve ocorrer não é menor do que o que foi manifesto quando o Senhor estendeu Sua mão pela primeira vez para reunir o Seu povo, pois lemos: “E haverá caminho plano para e remanescente do Seu povo, que for deixado da Assíria, como sucedeu a Israel no dia em que subiu da terra do Egito” (Isa. 11:16).

“Eis o Vosso Deus”5

Desse ajuntamento, primeiro e último, lemos também no capítulo quarenta de Isaías. A pregação do Evangelho, inclusive o perdão dos pecados, o envio do Consolador, o Espírito Santo, o estabelecimento de Deus como o único Poder no universo, o Criador e Preservador, e o anúncio da vinda do Senhor em glória, tudo é encontrado ali. Então, na mensagem, “Eis o vosso Deus”,5 lemos:—

“Eis que o Senhor Deus virá com poder, e o Seu braço dominará por Ele; eis que o Seu galardão está com Ele, e a Sua recompensa diante dEle (comparar com Apoc. 22:12). Como pastor Ele apascentará o Seu rebanho; entre os Seus braços recolherá os cordeirinhos, e os levará no Seu regaço; as que amamentam, Ele as guiará mansamente” (Isaias 40: 10, 11).

Lemos antes sobre o ajuntamento das ovelhas perdidas da casa de Israel num só rebanho, de modo que haja “um só rebanho e um só Pastor”;6 aqui vemos que o ajuntamento é iniciado pela pregação do Evangelho, e é completado somente pela vinda do Senhor em glória, com os Seus anjos; e ademais, que o poder e glória da vinda do Senhor são idênticos ao poder que deve acompanhar a pregação do Evangelho.

As Ovelhas Perdida Sob Apostasia

Nos versos seguintes lemos a condição das ovelhas perdidas da casa de Israel, e como os pastores infiéis espalham as ovelhas em lugar de reuni-las:—

(362) “Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas? Comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. Assim se espalharam, por não haver pastor; e tornaram-se pasto a todas as feras do campo, porquanto se espalharam. As minhas ovelhas andaram desgarradas por todos os montes, e por todo alto outeiro; sim, as minhas ovelhas andaram espalhadas por toda a face da terra, sem haver quem as procurasse, ou as buscasse” (Ezequiel 34: 2-6).

“Portanto, ó pastores, ouvi a palavra do Senhor: Vivo Eu, diz o Senhor Deus, que porquanto as Minhas ovelhas foram entregues à rapina, e as Minhas ovelhas vieram a servir de pasto a todas as feras do campo, por falta de pastor, e os Meus pastores não procuraram as Minhas ovelhas, pois se apascentaram a si mesmos, e não apascentaram as Minhas ovelhas; portanto, ó pastores, ouvi a palavra do Senhor: Assim diz o Senhor Deus: Eis que Eu estou contra os pastores; das suas mãos requererei as minhas ovelhas, e farei que eles deixem de apascentar as ovelhas, de sorte que não se apascentarão mais a si mesmos. Livrarei as Minhas ovelhas da sua boca, para que não lhes sirvam mais de pasto. Porque assim diz o Senhor Deus: Eis que Eu, Eu mesmo, procurarei as Minhas ovelhas, e as buscarei. Como o pastor busca o seu rebanho, no dia em que está no meio das suas ovelhas dispersas, assim buscarei as Minhas ovelhas. Livrá-las-ei de todos os lugares por onde foram espalhadas, no dia de nuvens e de escuridão. Sim, tirá-las-ei para fora dos povos, e as congregarei dos países, e as introduzirei na sua terra, e as apascentarei sobre os montes de Israel, junto às correntes d’água, e em todos os lugares habitados da terra (vs. 7 a 13. Comparar com Rom. 4:18).

E suscitarei sobre elas um só pastor para as apascentar, o Meu servo Davi. Ele as apascentará, e lhes servirá de pastor. E Eu, o Senhor, serei o seu Deus, e o Meu servo (363) Davi será príncipe no meio delas; Eu, o Senhor, o disse. Farei com elas um pacto de paz; e removerei da terra os animais ruins, (comparar com Isa. 11:6-9) de sorte que elas habitarão em segurança no deserto, e dormirão nos bosques. E delas e dos lugares ao redor do Meu outeiro farei uma bênção; e farei descer a chuva a seu tempo; chuvas de bênçãos serão. E as árvores do campo darão o seu fruto, e a terra dará a sua novidade, e estarão seguras na sua terra; saberão que Eu sou o Senhor, quando Eu quebrar os canzis do seu jugo e as livrar da mão dos que se serviam delas. Pois não servirão mais de presa aos gentios, nem as devorarão mais os animais da terra; mas habitarão seguramente, e ninguém haverá que as espante” (vs. 23-28).

Reunidos Pela Ressurreição

Exatamente como se dará esse ajuntamento nos é dito no capítulo 37:—

“Veio sobre mim a mão do Senhor; e Ele me levou no Espírito do Senhor, e me pôs no meio do vale que estava cheio de ossos; e me fez andar ao redor deles. E eis que eram muito numerosos sobre a face do vale; e eis que estavam sequíssimos. Ele me perguntou: Filho do homem, poderão viver estes ossos? Respondi: Senhor Deus, Tu o sabes” (vs.1-3).

“Então me disse: Profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor. (Comparar com João 5:25-29) Assim diz o Senhor Deus a estes ossos: Eis que vou fazer entrar em vós o fôlego da vida, e vivereis. E porei nervos sobre vós, e farei crescer carne sobre vós, e sobre vós estenderei pele, e porei em vós o fôlego da vida, e vivereis. Então sabereis que Eu sou o Senhor” (vs. 4-6).

Profetizei, pois, como se me deu ordem. Ora enquanto eu profetizava, houve um ruído; e eis que se fez um rebuliço, e os ossos se achegaram, osso ao seu osso. E olhei, e eis que vieram nervos sobre eles, e cresceu a carne, e estendeu-se a pele sobre eles por cima; mas não havia (364) neles fôlego. Então Ele me disse: Profetiza ao fôlego da vida, profetiza, ó filho do homem, e dize ao fôlego da vida: Assim diz o Senhor Deus: Vem dos quatro ventos, ó fôlego da vida, e assopra sobre estes mortos, para que vivam. Profetizei, pois, como Ele me ordenara; então o fôlego da vida entrou neles e viveram, e se puseram em pé, um exército grande em extremo” (vs. 7-10).

“Então me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que eles dizem: Os nossos ossos secaram-se, e pereceu a nossa esperança; estamos de todo cortados. Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Eis que Eu vos abrirei as vossas sepulturas, sim, das vossas sepulturas vos farei sair, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel. E quando Eu vos abrir as sepulturas, e delas vos fizer sair, ó povo Meu, sabereis que Eu sou o Senhor. E porei em vós o Meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra; e sabereis que Eu, o Senhor, o falei e o cumpri, diz o Senhor” (vs. 11-14).

“Toda a Casa de Israel”

Assim vemos que a promessa do Senhor a Davi, de que Ele designaria um lugar para o Seu povo de Israel e os plantaria, para que habitassem num lugar próprio sem terem que mudar mais e não mais ser afligidos (2º Sam. 7:10) deve cumprir-se pela ressurreição dos mortos. E esse ajuntamento de Israel é o único que foi prometido, e é suficiente, abrange todos os fiéis de todas as eras; pois quando o Senhor fala, “todos quantos estão nas sepulturas ouvirão a Sua voz, e sairão”7

Temos visto que esse ajuntamento é para ser de “toda a casa de Israel”; os versos seguintes mostram que nessa tempo não haverá mais divisão do reino, mas somente “um só rebanho e um só pastor”6:—

“A palavra do Senhor veio a mim, dizendo: Tu, pois, ó filho do homem, toma um pau, e escreve nele: Por Judá e pelos filhos de Israel, seus companheiros. Depois toma outro (365) pau, e escreve nele: Por José, vara de Efraim, e por toda a casa de Israel, seus companheiros; e ajunta um ao outro, para que se unam, e se tornem um só na tua mão. E quando te falarem os filhos do teu povo, dizendo: Porventura não nos declararás o que queres dizer com estas coisas? Tu lhes dirás: Assim diz o Senhor Deus: Eis que Eu tomarei a vara de José, que esteve na mão de Efraim, e as das tribos de Israel, suas companheiras, e lhes ajuntarei a vara de Judá, e farei delas uma só vara, e elas se farão uma só na Minha mão. E os paus, sobre que houveres escrito, estarão na tua mão, perante os olhos deles” (Eze. 37:15-20).

“Dize-lhes pois: Assim diz o Senhor Deus: Eis que Eu tomarei os filhos de Israel dentre as nações para onde eles foram, e os congregarei de todos os lados, e os introduzirei na sua terra; e deles farei uma nação na terra, nos montes de Israel, e um rei será rei de todos eles; e nunca mais serão duas nações, nem de maneira alguma se dividirão para o futuro em dois reinos; nem se contaminarão mais com os seus ídolos, nem com as suas abominações, nem com qualquer uma das suas transgressões; mas Eu os livrarei de todas as suas apostasias com que pecaram, e os purificarei. Assim eles serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus. Também Meu servo Davi reinará sobre eles, e todos eles terão um pastor só; andarão nos Meus juízos, e guardarão os Meus estatutos, e os observarão. Ainda habitarão na terra que dei a Meu servo Jacó, na qual habitaram vossos pais; nela habitarão, eles e seus filhos, e os filhos de seus filhos, para sempre; e Davi, Meu servo, será seu príncipe eternamente” (vs. 21-25).

Agora, notem particularmente o que se segue:—

“Farei com eles um pacto de paz, que será um concerto eterno. E os estabelecerei, e os multiplicarei, e porei o Meu santuário no meio deles para sempre. Meu tabernáculo permanecerá com eles; e Eu serei o seu Deus e eles serão o Meu povo. (Comparar com Apo. 21:1-3). E as nações saberão que Eu sou o Senhor que santifico a Israel, quando estiver o Meu santuário no meio deles para sempre” (vs. 26-28).

(366) O Juízo de Deus Sobre Todas as Nações

Que a libertação de Israel não é uma mera ocorrência local é claramente mostrado na punição ameaçada a Babilônia, no vigésimo quinto capítulo de Jeremias. Foi ao final dos setenta anos de cativeiro que Deus Se propôs realizar essa punição; mas, como já vimos, Israel não estava inteiramente pronta para ser reunida naquela ocasião. Desde aquele dia até os nossos, muitos dentre o povo de Deus têm estado em Babilônia, de modo que a palavra vem nesses últimos dias, tanto quanto então, “Saí do meio dela, ó povo meu” (Jer. 51:45; Apo. 18:4). Não obstante, Deus começou a punição de Babilônia naquela ocasião, e os versos seguintes mostrarão que as promessas a Israel, e as ameaças de punição sobre seus opressores, diz respeito à Terra toda:—

“Pois assim me disse o Senhor, o Deus de Israel: Toma da Minha mão este cálice do vinho de furor, e faze que dele bebam todas as nações, às quais Eu te enviar. (Comparar com Sal. 75:8; Apo. 14:9, 10). Beberão, e cambalearão, e enlouquecerão, por causa da espada, que Eu enviarei entre eles. Então tomei o cálice da mão do Senhor, e fiz que bebessem todas as nações, às quais o Senhor me enviou: a Jerusalém, e às cidades de Judá, e aos seus reis, e aos seus príncipes, para fazer deles uma desolação, um espanto, um assobio e uma maldição, como hoje se vê; a Faraó, rei do Egito, e a seus servos, e a seus príncipes, e a todo o seu povo; e a todo o povo misto, e a todos os reis da terra de Uz, e a todos os reis da terra dos filisteus, a Asquelom, a Gaza, a Ecrom, e ao que resta de Asdode; e a Edom, a Moabe, e aos filhos de Amom; e a todos os reis de Tiro, e a todos os reis de Sidom, e aos reis das terras dalém do mar; a Dedã, a Tema, a Buz e a todos os que cortam os cantos da cabeleira; a todos os reis da Arábia, e a todos os reis do povo misto que habita no deserto; a todos os reis de Zinri, a todos os reis de Elão, e a todos os reis da Média; a todos os reis do Norte, os de perto e os de longe, tanto um como o outro, e a todos os reinos da terra, que estão sobre a face da terra; e o rei de Sesaque beberá depois deles” Jer. 25:15-26.

“Pois lhes dirás: Assim diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel: Bebei, e embebedai-vos, e vomitai, e caí, e não torneis a levantar, por causa da espada que Eu vos enviarei. Se recusarem tomar o copo da tua mão para beber, então lhes dirás: Assim diz o Senhor dos exércitos: Certamente bebereis. Pois eis que sobre a cidade que se chama pelo Meu nome, Eu começo a trazer a calamidade; e haveis vós de ficar totalmente impunes? Não ficareis impunes; porque Eu chamo a espada sobre todos os moradores da (367) terra, diz o Senhor dos exércitos. Tu pois lhes profetizarás todas estas palavras, e lhes dirás: O Senhor desde o alto bramirá, e fará ouvir a Sua voz desde a Sua santa morada; bramirá fortemente contra a Sua habitação; dará brados, como os que pisam as uvas, contra todos os moradores da terra. Chegará o estrondo até a extremidade da terra, porque o Senhor tem contenda com as nações, entrará em juízo com toda a carne; quanto aos ímpios, Ele os entregará a espada, diz o Senhor. Assim diz o Senhor dos exércitos: Eis que o mal passa de nação para nação, e grande tempestade se levantará dos confins da terra. E os mortos do Senhor naquele dia se encontrarão desde uma extremidade da terra até a outra; não serão pranteados, nem recolhidos, nem sepultados; mas serão como esterco sobre a superfície da terra. Uivai, pastores, e clamai; e revolvei-vos na cinza, vós que sois os principais do rebanho; pois já se cumpriram os vossos dias para serdes mortos, e Eu vos despedaçarei, e vós então caireis como carneiros escolhidos. E não haverá refúgio para os pastores, nem lugar para onde escaparem os principais do rebanho. Eis a voz de grito dos pastores, o uivo dos principais do rebanho; porque o Senhor está devastando o pasto deles” (vs. 27-36).

O Tempo da Libertação

Notem que isso ocorre ao tempo da punição dos falsos pastores, como profetizado em Ezequiel 34, quando Israel for reunido, e um pacto de paz é feito com eles. Sobre a natureza desse pacto e o tempo de seu estabelecimento temos a mais clara informação no livro de Jeremias, especialmente quando lemos em ligação com as passagens já citadas. Um breve esboço de dois capítulos será suficiente para completar o relato, no que concerne ao nosso presente estudo:

Comecemos com o capítulo 30:—

“A palavra que do Senhor veio a Jeremias, dizendo: Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Escreve num livro todas as palavras que te falei; pois eis que vêm os dias, diz o (368) Senhor, em que farei voltar do cativeiro o Meu povo Israel e Judá, diz o Senhor; e tornarei a trazê-los à terra que dei a seus pais, e a possuirão” (vs. 1-3).

Aqui estamos em terreno familiar. Estes versos assinalam o tempo em que as coisas a que mais tarde se faz referência terão lugar:—quando Deus traz o Seu povo de volta a sua própria terra. Assim, prosseguimos:—

“E estas são as palavras que disse o Senhor, acerca de Israel e de Judá. Assim, pois, diz o Senhor: Ouvimos uma voz de tremor, de temor mas não de paz. Perguntai, pois, e vede, se um homem pode dar à luz. Por que, pois, vejo a cada homem com as mãos sobre os lombos como a que está de parto? Por que empalideceram todos os rostos? Ah! porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante! É tempo de angústia para Jacó; todavia, há de ser livre dela. E será naquele dia, diz o Senhor dos exércitos, que Eu quebrarei o jugo de sobre o seu pescoço, e romperei as suas brochas. Nunca mais se servirão dele os estrangeiros; mas ele servirá ao Senhor, seu Deus, como também a Davi, seu rei, que lhe levantarei” (vs. 4-9).

Compare-se isso com Daniel 12:1: “Naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do Teu povo; e haverá um tempo de tribulação, qual nunca houve, desde que existiu nação até aquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o Teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro”. Conquanto o povo de Deus deva ser liberto no tempo de angústia que precede imediatamente à vinda do Senhor, de modo que nenhum mal lhes sobrevenha, nem qualquer praga chegue perto de sua habitação (Sal. 91), contudo é impossível que contemplem a recompensa dos ímpios sem sentirem-se cheios de medo e temor; pois não é coisa pequena quando Deus Se levanta. Portanto, Ele declara:—

“Não temas pois tu, servo meu, Jacó, diz o Senhor, nem te espantes, ó Israel; pois eis que te livrarei de terras longínquas, se à tua descendência da terra do seu cativeiro; e Jacó voltará, e ficará tranquilo e sossegado, e não haverá quem o atemorize. Porque Eu sou contigo, diz o Senhor, para te salvar; porquanto darei fim cabal a todas as nações entre as quais te espalhei; a ti, porém, não darei fim, (369) mas castigar-te-ei com medida justa, e de maneira alguma te terei por inocente” (Jer. 30:10, 11).

“Assim diz o Senhor: Eis que acabarei o cativeiro das tendas de Jacó, e apiedarme-ei das suas moradas; e a cidade será reedificada sobre o seu montão, e o palácio permanecerá como habitualmente. E sairá deles ação de graças e a voz dos que se alegram; e multiplicá-los-ei, e não serão diminuídos; glorificá-los-ei, e não serão apoucados. E seus filhos serão como na antiguidade, e a sua congregação será estabelecida diante de mim, e castigarei todos os seus opressores. E o seu príncipe será deles, e o seu governador sairá do meio deles; e o farei aproximar, e ele se chegará a mim. Pois quem por si mesmo ousaria chegar-se a Mim? diz o Senhor. E vós sereis o Meu povo, e Eu serei o vosso Deus. Eis a tempestade do Senhor! A Sua indignação já saiu, uma tempestade varredora; cairá cruelmente sobre a cabeça dos impios. Não retrocederá o furor da ira do Senhor, até que Ele tenha executado, e até que tenha cumprido os desígnios do Seu coração. Nos últimos dias entendereis isso” (vs. 18-24).

Resgatados da Sepultura

Naquele tempo, diz o Senhor, serei o Deus de todas as famílias de Israel, e elas serão o Meu povo. Assim diz o Senhor: O povo que escapou da espada achou graça no deserto. Eu irei e darei descanso a Israel. De longe o Senhor me apareceu, dizendo: Pois que com amor eterno te amei, também com benignidade te atraí” (Jer. 31:1-3).

“Ouvi a palavra do Senhor, ó nações, e anunciai-a nas longinquas terras maritimas, e dizei: Aquele que espalhou a Israel o congregará e o guardará, como o pastor ao seu rebanho. Pois o Senhor resgatou a Jacó, e o livrou da mão do que era mais forte do que ele. E virão, e cantarão de júbilo nos altos de Sião, e ficarão radiantes pelos bens do Senhor, pelo trigo, e (370) o mosto, e o azeite, pelos cordeiros e os bezerros; e a sua vida será como um jardim regado, e nunca mais desfalecerão. Então a virgem se alegrará na dança, como também os mancebos e os velhos juntamente; porque tornarei o seu pranto em gozo, e os consolarei, e lhes darei alegria em lugar de tristeza” (vs. 10-13).

“Assim diz o Senhor: Ouviu-se um clamor em Ramá, lamentação e choro amargo. Raquel chora a seus filhos, e não se deixa consolar a respeito deles, porque já não existem. Assim diz o Senhor: Reprime a tua voz do choro, e das lágrimas os teus olhos; porque há galardão para o teu trabalho, diz o Senhor, e eles voltarão da terra do imimigo. E há esperança para o teu futuro, diz o Senhor; pois teus filhos voltarão para os seus termos” (vs. 15-17).

Aqui temos outra segura indicação do ponto em que nos encontramos, ou seja, o tempo sobre que trata a profecia. Sabemos que essa profecia foi parcialmente cumprida quando Herodes matou os bebês de Belém, Mat. 2:16-18. Mas o Senhor diz aos pranteadores que os perdidos procederão da terra do inimigo (ver 1ª Cor. 15:26) para os seus termos. Assim vemos novamente que é somente pela ressurreição dos mortos que o cativeiro de Israel será desfeito e será reunido a sua própria terra; e percebemos que o tempo sobre que estamos agora lendo em Jeremias é aquele em que Deus desfaz o cativeiro de Seu povo. Destarte, falando desse mesmo período, o profeta continua:—

“Eis que os dias vêm, diz o Senhor, em que semearei de homens e de animais a casa de Israel e a casa de Judá. E será que, como vigiei sobre eles para arrancar e derribar, para transtornar, destruir, e afligir, assim vigiarei sobre eles para edificar e para plantar, diz o Senhor. Naqueles dias não dirão mais: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram. Pelo contrário, cada um morrerá pela sua própria iniquidade; de todo homem que comer uvas verdes, é que os dentes se embotarão” (vs. 27-30).

O Novo Concerto

Dessa conexão, não pode restar a mínima dúvida quanto ao tempo aqui referido; é o tempo da punição dos (371) ímpios; e a recompensa dos justos; o tempo em que o povo de Deus para sempre será livrado da impiedade e opressão, e será restabelecido na Terra, para possuí-la por toda a eternidade em paz e justiça. Desse modo, falando desse mesmo tempo, o profeta continua:—

“Eis que os dias vêm, diz o Senhor, em que farei um pacto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá, não conforme o pacto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, esse Meu pacto que eles invalidaram, apesar de Eu os haver desposado, diz o Senhor. Mas este é o pacto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a Minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e Eu serei o seu Deus e eles serão o Meu povo. E não ensinarão mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até o maior, diz o Senhor; pois lhes perdoarei a sua iniqüidade, e não me lembrarei mais dos seus pecados. Assim diz o Senhor, que dá o sol para luz do dia, e a ordem estabelecida da lua e das estrelas para luz da noite, que agita o mar, de modo que bramem as suas ondas; o Senhor dos exércitos é o Seu nome: Se esta ordem estabelecida falhar diante de Mim, diz o Senhor, deixará também a linhagem de Israel de ser uma nação diante de Mim para sempre. Assim diz o Senhor: Se puderem ser medidos os céus lá em cima, e sondados os fundamentos da terra cá em baixo, também Eu rejeitarei toda a linhagem de Israel, por tudo quanto eles têm feito, diz o Senhor” (Jer. 31:31-37).

Aqui temos a conclusão da questão toda. Com o estabelecimento do Novo Concerto, os dias de exílio e cativeiro findam, e o povo de Deus habita em Sua desvelada presença para todo o sempre. Esse concerto ainda falta ser feito, pela fé viva todas as suas bênçãos podem agora ser desfrutadas, inclusive o poder da ressurreição, pelo qual o povo de Deus é finalmente estabelecido em sua própria terra, é o poder pelo qual eles estão preparados para aquele glorioso dia.

(372) O Velho e o Novo Concertos

Desde muito vimos neste estudo das Promessas a Israel por que e sobre que circunstâncias o Velho Concerto foi feito, quando Israel estava perante o Sinai. Esse é chamado o primeiro ou Velho Concerto, não por não haver concerto que o tivesse precedido, mas por ser o primeiro estabelecido “com a casa de Israel e com a casa de Judá”—com toda a casa de Israel como tal. O concerto com Abraão fora feito mais de quatrocentos anos antes e abrangia tudo o que Deus pode possivelmente conceder a qualquer povo. É em virtude desse concerto com Abraão, confirmado por Deus mediante um juramento, que agora chegamos com ousadia ao trono da graça, e encontramos forte consolação em todas as nossas provas, Heb. 6:13-20. Todos os fiéis são filhos de Abraão.

Mas Israel do passado revelou-se infiel, e se esqueceu ou desprezou o concerto eterno feito com Abraão. Eles desejaram caminhar pela vista, e não pela fé. Confiaram em si próprios, antes que em Deus. No teste, quando Deus lhes recordou de Seu concerto com Abraão, e como um auxílio a sua fé no poder de Sua promessa, lhes recordou o que já havia feito por eles, presunçosamente assumiram para si próprios a responsabilidade de sua própria salvação, e entraram num concerto do qual nada, a não ser escravidão e morte, poderia derivar. Deus, contudo, que Se mantém fiel, mesmo que os homens não creiam, empregou até mesmo isso como uma lição prática. Das sombras eles podiam aprender sobre a realidade; mesmo a sua escravidão devia conter uma profecia e promessa de liberdade.

Quando Se Entrará no Novo Concerto

Deus não deixa o Seu povo no lugar onde sua própria insensatez o deixou. Assim, Ele prometeu um novo concerto. Não que houvesse algo faltando no concerto feito com Abraão, mas Ele faria o mesmo concerto com o povo de Israel inteiro, como uma nação. Essa promessa do novo concerto ainda é válida, pois pelo (373) juramento de Deus, e por Seu próprio sacrifício, “de tanto melhor pacto Jesus foi feito fiador” (Heb. 7:22). Destarte, assim como Jesus morreu e ressuscitou, e pelo poder dessa morte e ressurreição, todo Israel será reunido, e o novo e eterno concerto será estabelecido com eles — a nação justa que observa a verdade. O concerto será estabelecido com ninguém mais senão Israel, contudo ninguém precisa ser deixado de fora, pois quem quiser pode vir.

Quando o primeiro concerto foi feito com todo Israel, Deus surgiu com todos os anjos; a trombeta de Deus soou, e Sua voz abalou a Terra ao ser a lei proferida. Assim, quando o Novo Concerto for feito, todo Israel estará presente — não haverá nenhum que não será reunido — “O nosso Deus vem, e não guarda silêncio” (Sal. 50:3). “o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus” (1ª Tes. 4:16), “na glória do Seu Pai”, “e todos os Seus santos anjos com Ele” (Mat. 16:27; 25:31). Sua voz fez estremecer a Terra, mas desta vez ela estremecerá não só a Terra, mas também o céu. Assim todo o universo será participante desta grande consumação, e o Israel de Deus será assim ajuntado a “toda a família no céu”. Pela cruz de Cristo, “o sangue da aliança eterna”,8 é estabelecido o trono de Deus; e o que salva os perdidos da Terra é a garantia de eterna segurança dos seres não-caídos.

O Primeiro Domínio Restaurado

Uma lição que deve ser assinalada no encerramento é que o Novo Concerto não traz nada de novo, exceto a Nova Terra, e isso é o que foi desde o princípio. Os homens com os quais é feito já foram feitos novos em Cristo. O primeiro domínio será restaurado. Que ninguém, portanto, pense em excusar-se de observar os mandamentos de Deus, por dizer que está sob o Novo Concerto. Não, se ele estiver em Cristo, então está no (não sob) o concerto com Abraão, e como um filho de Abraão, um herdeiro com Cristo, terá a esperança no Novo Concerto, do qual Cristo é o fiador. Quem quer (374) que não se reconheça como sendo da geração de Abraão, Isaque e Jacó, em comunhão com Moisés, Davi e os profetas, não tem base de esperança no Novo Concerto. E quem quer que se regozije nas promessas do Novo Concerto, as bênçãos que mesmo agora o Espírito Santo torna reais, deve recordar que é em virtude do Novo Concerto que a lei de Deus é posta em nossos corações. O Velho Concerto não touxe ninguém à obediência dessa lei, mas o Novo Concerto a torna universal, de modo que a Terra será cheia do conhecimento do Senhor, com as águas cobrem o mar. Portanto,

“Graças a Deus pelo inefável dom!”9

“Porque dEle e mediante Ele, e para Ele são todas as coisas; a Quem pertence a glória para sempre. Amém”.10

-- The Present Truth, 27 de maio de 1897

Notas desta edição:

1) Isaias 11: 1 a 4;

2) Isaias 11: 5 a 9;

3) “para adquirir segunda vez o remanescente” (KJV); “em contraste com a primeira vez, a libertação original do Egito. Os hebreus sempre olham para traz com alegria sua libertação da escravidão do Egito e sua entrada na terra prometida. Agora devia ocorrer outra libertação do cativeiro babilônico. Deus intentou que quando os judeus retornassem do cativeiro, tendo aprendido a lição, aprendessem, e rapidamente avaliassem Seu glorioso plano para eles como uma nação. Assim o mundo seria em breve preparado para a vinda do Messias e a proclamação do evangelho. Mas outra vez Israel falhou, e a libertação aqui prometida se cumprirá no fim do mundo, quando Deus estenderá Sua mão para libertar Seu povo deste mundo mau e para guiá-los para a Canaã celestial (veja Apoc. 18:4)” Comentário Bíblico, vol. 4 da série SDABC, pág. 160;

4) Isaias 11: 10 a 12;

5) Isaias 40:9, ú.p.;

6) João 10: 16;

7) João 7: 28 e 29;

8) Hebreus 13:20;

9) 2ª Cor. 9:15;

10) Romanos 11:36.