quarta-feira, 1 de junho de 2011

Lição 10, As Roupas Novas do Filho Pródigo, por Arlene Hill


Para 28 de maio a 4 de junho de 2011

"E o mais moço deles disse ao pai: 'Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence. 'E ele repartiu por eles a fazenda" (Lucas 15:12).

Nós olhamos para a parábola do filho pródigo e perguntamos, "Por que o pai fez isso?" A história é uma série de contrastes na forma como Deus age em relação à forma como os seres humanos agem. Para nós, não faz sentido, mas para Deus ... Ele É Quem É!!!

"A história do grande conflito entre o bem e o mal, desde o tempo em que começou no céu até a derrocada final da rebelião e extirpação total do pecado, é também uma demonstração do imutável amor de Deus" (Patriarcas e Profetas, pág. 33 ).

Como o pai do filho pródigo, Deus Se esforçou com seu amor em apelar no céu com o pródigo Lúcifer, para considerar a loucura de suas idéias. Houve mesmo guerra no céu, mas, finalmente, Deus deu a Lúcifer o que ele pedia. A parábola nos diz apenas o que o pai fez, não as conversas que ocorreram antes. Sem dúvida, um pai amoroso faria tudo o que pudesse, sem forçar para convencer o filho da loucura de seus planos, mas no final, satisfez o desejo de seu Filho. Por quê?

O que poderia ter acontecido se o pai, com raiva, mandasse o filho embora sem um tostão? O filho rebelde teria culpado o pai por todas as calamidades. E se o pai tivesse instituído um fundo para o dinheiro lhe ser liberado mensalmente? Isto teria comprado a lealdade do filho, pelo menos até que o dinheiro acabasse, adiando as inevitáveis lições que o filho precisava aprender. (*Mas,) o pai, em (*Sua) sabedoria, simplesmente deu ao Seu filho os desejos do seu coração, “Ele repartiu por eles a fazenda” (Lucas 15;12).

Da mesma forma, Deus satisfez finalmente a vontade de Lúcifer, para que este pudesse provar, a si mesmo, ser maior que Deus. Deus continuou a sustentar a vida de Lúcifer e as dos anjos que se juntaram a ele, e ainda permitiu o acesso a outros mundos. Assim como os perversos, em Romanos 1:18 "se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu" (vs. 21).(*A KJV traduz: “tornaram-se vãos em suas imaginações ...". O filho pródigo experimentou o que o mundo oferece de mais divertido, não mais vendo que a casa de seu pai era o lugar mais amoroso e gratificante para ele. Por causa desta cegueira, ele era tão inerte e inconsciente de sua verdadeira condição como a moeda da parábola de Luc. 15: 8 -10. Mesmo a ovelha perdida estava em uma melhor posição, pois acabaria por perceber, eventualmente, que algo estava errado, Luc 15:4-7.

Por que o pai (*do filho) pródigo não foi em busca de seu filho para recuperá-lo? Ele não tinha nenhuma força mais para convencê-lo a retornar. O filho conhecia o amor em casa e o tinha rejeitado em favor do mundo. Enquanto os pais precisam estabelecer limites para seus filhos, fazendo isso com amor, demonstram o amor do Pai (*celestial) que vai em busca do filho e o amor de Cristo que Se exaure. Quanto mais cedo isso começa na vida da criança, maior a probabilidade de que a criança vá evitar uma atitude exterior vazia, baseada no medo, é o coração que precisa ser conquistado pela verdade do Seu amor.

Não devemos pensar que comparando a casa com o chiqueiro trouxe o filho pródigo a seus sentidos. A realização foi muito mais profunda, porque foi inspirada pelo Espírito Santo. Ele reconheceu suas ações como pecado, (*“Pequei contra o céu e perante Ti.”) (Lucas 15:18), contra os dois pais, seu Pai celestial e o terreno. Tal discernimento nunca é o resultado de um cálculo egoísta, mas é o dom do Espírito Santo.

"É-nos impossível, por nós mesmos, escapar ao abismo do pecado em que estamos mergulhados. Nossos corações são maus, e nós não podemos mudá-los. ... A educação, a cultura, o exercício da vontade, o esforço humano, todos têm sua devida esfera de ação, mas aqui eles são impotentes. Eles podem levar a um comportamento externo correto, mas não podem mudar o coração; não podem purificar as fontes da vida. Deve haver um poder que opere interiormente, uma nova vida proveniente do alto, antes que os homens possam mudar o pecado pela santidade. Esse poder é Cristo" (Caminho a Cristo, pág. 18).

No momento em que o filho pródigo aceitou esta alteração, ele expressou o arrependimento colocado em seu coração com as palavras "Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: 'Pai, pequei contra o céu e perante de Ti" (Lucas 15:18). O fato de que ele declara as mesmas palavras ao seu pai quando eles se encontram, indica que o seu arrependimento e confissão de fato ocorreram, lá atrás, no chiqueiro. Ele recebeu o lavar da regeneração imediatamente. Só a confissão precisava acontecer, a mudança do coração já havia ocorrido. O filho nunca teria dito "Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai" a menos que o amor perscrutador do pai, que ele conhecia desde antes, o tivesse atraído (cf. João 12:32, 33).

Deus deu o Seu Filho ao mundo, não porque alguns humanos se arrependeram e confessaram os seus pecados na esperança de induzir Deus a salvá-los. A Divindade, por causa de Seu amor, que Se auto-sacrifíca, deu este dom da graça para a raça humana não por causa de algum contrato (*bilateral) do antigo concerto, onde a raça pródiga arrependeu-se, confessou, e fez promessas para induzir seu Deus Pai para levá-los de volta, mas (*por causa de) uma promessa eterna (*unilateral) feita por Deus ao homem caído (*sem nunca ter pedido que prometessem nada a Ele). O verdadeiro arrependimento e confissão nunca são os meios para manipular Deus em aceitar-nos. É sempre uma resposta ao amor de Deus, demonstrado pelo Seu dom de Seu Filho. "Cristo devia identificar-Se com os interesses e necessidades da humanidade. Ele, que era um com Deus, ligou-Se com os filhos dos homens por laços que nunca se quebrarão. Jesus ‘não Se envergonha de lhes chamar irmãos" (*Hebreus 2:11), (Caminho a Cristo, pág. 14).

A Bíblia diz-nos muitas vezes para buscarmos o Senhor. "Buscai ao Senhor enquanto se pode achar" (Isaías 55:6). Mas a Bíblia também nos diz que o Senhor nos veio buscar: "Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido" (Lucas 19:10). Ele diz que Ele é o Bom Pastor, que procura a ovelha perdida. Jesus contou como o Bom Pastor deixou as noventa e nove e procurou a ovelha perdida (15: 4 -7). Ele é como a mulher que procurou e encontrou sua moeda perdida (vs. 8 -10). Até a parábola do filho pródigo, diz a mesma verdade: o filho não criou amor no coração de seu pai — ele voltou para casa só porque ele sabia que havia amor por ele no coração do pai.

A grande verdade da mensagem de 1888 é que a nossa salvação não depende de nossas habilidades, nossa força, nossa compreensão, na busca de um Deus evasivo que se esconde de nós; depende de nós crermos, percebermos, compreendermos, valorizarmos, o que custou a Jesus procurar-nos e encontrar-nos. Se você se esforça muito, tentando encontrá-Lo (*vai, na verdade, passar despercebido por Ele, pois), você será naturalmente orgulhoso de sua realização, especialmente quando você considera como poucas pessoas o conseguem. Mas se você perceber que, “do princípio ao fim,” foi o amor perscrutador de Cristo, tentando encontrá-lo, então o seu coração orgulhoso será derretido. E isso é o começo de uma genuína experiência cristã.

O irmão mais velho, que continuou trabalhando para seu pai, não se alegrou com a volta de seu irmão. Sua reação revela a sua incompreensão do amor de seu pai. (*Amor Ágape,) incondicional. Ele amava o filho pródigo, tanto quanto o filho que ficou e fez a coisa "certa". O filho mais velho pensou que seu esforço ganhou para ele um lugar especial (*junto ao coração de) seu pai. Mas o Ágape do pai tomou a iniciativa amando os egoístas e vãos meninos.

A verdade do Evangelho ensina que Ágape salva os pobres e os infelizes, ao invés de condená-los. Isso é mostrado em toda a obra de Cristo por nós. Aqueles que são "um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu" (*Apoc. 17), como foi o filho pródigo (*e como somos nós), são a estes que Ele veio salvar. O irmão mais velho era tão cego quanto seu irmão, mas por razões diferentes. O espírito de Satanás e do mundo é o egoísmo pensar apenas em si mesmo. Nos últimos dias, esse espírito vai se tornar mais intenso entre aqueles que recusam as bênçãos do Evangelho. Haverá uma necessidade ainda maior para o alívio de pessoas em angústia. O pai viu uma razão para ajudar seu filho rebelde, mas o irmão mais velho, ofendeu-se e, provavelmente, o teria deixado no chiqueiro.

No final dos tempos, Deus continuará a usar aqueles que creram nas bênçãos do Evangelho para ministrar àqueles que estão no chiqueiro, assim como para aqueles que estão na posição do irmão mais velho. Ambos foram motivados por interesse próprio. Somente seu pai ministrava para ambos porque ele era motivado por amor, não pelo egoísmo.

Arlene Hill


A irmã Arlene Hill é uma advogada aposentada da Califórnia, EUA. Ela agora mora na cidade de Reno, estado de Nevada, onde é professora da Escola Sabatina na igreja adventista local. Ela foi um dos principais oradores no seminário “É a Justiça Pela Fé, Relevante Hoje?”, que se realizou em maio de 2010, na Igreja Adventista do Sétimo Dia, localizada no endereço: 7125 Weest 4th Street , Reno, Nevada, USA, Telefone 001 XX (775) 327-4545.

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Lição 10, As Roupas Novas do Pródigo, por Raul Diaz.

Para 28 de maio a 4 de junho de 2011


O jovem Tiago foi a uma loja comprar um iPad, o custo médio do qual é de aproximadamente R$ 1.500,00. Ao final da transação, ele tinha um iPad, mas menos mil e quinhentos reais no bolso. Consequentemente, não será capaz de comprar outras coisas com aqueles R$ 1.500,00, pois o dinheiro não era mais seu. Você vê, a fim de obter algo de valor, Tiago teve de suportar uma perda. Para ele, o ganho do IPad valeu a pena a perda do dinheiro. Se ele achasse que os R$ 1.500,00 valiam mais do que o IPad, ele (*não teria comprado o IPad, e) teria mantido o dinheiro.

Todo dia tomamos decisões baseadas naquilo que achamos que é de valor. Então, nós trocamos o que achamos que vale a pena perder para ganhar o que achamos que é mais importante. Um pai sai para trabalhar e troca habilidade, tempo e esforço por dinheiro. O tempo gasto no trabalho é o tempo que ele não pode dar a seu cônjuge e filhos, (*mas), com o dinheiro que ele recebe, compra alimentos, vestuário, abrigo e outras necessidades. Para ganhar dinheiro, perde tempo; para obter comida e abrigo ele perde dinheiro. A idéia é: para ganhar, você tem que perder. E, em cada escolha que fazemos, há perdas e ganhos.

A pergunta é esta: será que o ganho vale à pena a perda? A Escritura diz: "Porque aquele que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de Mim, achá-la-á. Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro se perder sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?" (Mateus 16:25, 26). Qual é o valor, ou o preço de uma alma?

Jesus falou muitas parábolas para ensinar-nos os valores do Seu Pai. Hoje, vamos olhar para a parábola do Filho Pródigo, a partir da perspectiva do que cada personagem perdeu ou ganhou. Esta (*análise) deve levar-nos a um exame mais detalhado dos nossos próprios valores. Precisamos ver se eles estão em alinhamento com os valores de Deus.

No começo da história, o filho mais novo pede ao pai “sua” herança a fim de que ele possa sair da casa de seu pai para viajar e viver como lhe apraz. Com tristeza, o pai condescende, Lucas 15: 11-14. O que o filho mais novo espera ganhar com o seu pedido? Ele queria os recursos para desfrutar de uma suposta liberdade das restrições de seu pai. Para ele, essa liberdade era mais valiosa que a companhia do irmão mais velho, e mesmo o abrigo e proteção de seu pai. Infelizmente, o filho mais novo não tinha conhecimento de suas maiores perdas.

Ele não compreende nem valoriza o amor de seu pai. Em contrapartida, o pai não só perdeu seus bens, perdeu um filho. Para ele, esta foi a maior perda. Agora, o irmão mais velho sofreu duas perdas — ele perdeu seu irmão e uma parte de sua herança. O que descobrimos mais tarde na parábola, é que, na perspectiva do irmão mais velho, sua maior perda não era seu irmão, mas sua herança.

Na segunda parte da história o filho mais novo perde tudo, e encontra um trabalho abominável ganhando muito pouco. (*mas mesmo ali Deus não o abandonou1. O Espírito Santo trabalhava com ele.) Ele decide voltar para casa para pedir perdão a seu pai. Ele está disposto a trabalhar como empregado de seu pai e estava interessado em ganhar comida e abrigo, enquanto o pai ganharia um empregado. No entanto, quando o pai o viu o se aproximando, do lar, correu ao seu encontro e abraçou-o carinhosamente, restabelecendo-o, ato contínuo, ao seu antigo lugar na família, Lucas 15: 15 a 24). O Pai reconquistou seu filho. Se houvesse uma perda não lhe importava, porque, a recuperação de seu filho a ofuscava. O filho mais novo ganha mais do que o previsto. Ele recebeu a graça, a misericórdia, o perdão e a reconciliação. O maior ganho foi experimentar o amor (*Ágape, incondicional) de seu pai.

Na terceira parte da história, o filho mais velho censura o pai por receber seu irmão, Lucas 15: 25 a 31. Aos seus olhos, ganhar novamente o irmão significa perder mais da herança do pai. Para o filho mais velho, nada é mais importante que a sua herança. É mais importante que seu irmão. Tanto quanto ele estava preocupado, ele nada ganhou com o retorno de seu irmão rebelde. Infelizmente, o irmão mais velho estava inconsciente de sua maior perda: a de realmente não experimentar o amor de seu pai.

Será que conhecemos o amor do nosso Pai Celestial? Talvez se a gente entendesse o que Ele perdeu para nos ganhar (de novo), entenderíamos melhor o Seu amor. Quanto Deus deu por nós? (*Tudo, o céu se esvaziou). Nosso Pai nos amou tanto que Ele estava disposto a pagar muito mais do que nós intrinsecamente valemos Nosso Pai, estava prestes a perder tudo para readquirir-nos.

Quando Adão e Eva pecaram, o Pai perdeu tanto essa terra como Seus Filhos. Porque Deus amou o mundo, Ele concordou, nos concílios do Céu, que Cristo viria e os salvaria se eles pecassem, João 3:16. Portanto, o Filho foi morto desde a fundação do mundo, Apocalipse 13:8, A decisão tomada foi que Jesus iria morrer eternamente, (*isto é, morreria a segunda morte) para que (*não precisássemos padecê-la) e pudéssemos viver eternamente com Ele. Se Ele tivesse êxito em sua missão, então o Pai iria recuperar o que havia perdido.

No entanto, se Ele falhasse, os riscos seriam maiores — tudo estaria perdido. De qualquer forma, haveria uma perda. Quando Abraão demonstrou que estava disposto a perder seu filho Isaac, a fim de ganhar a Cristo, o Senhor (cf. Gên. 22:15 - 18), jurou, por Si mesmo, que ... "em tua semente todas as nações da Terra serão abençoadas."

Ao jurar por Ele mesmo, o Senhor colocou-Se como o Fiador e, Garantia. Arriscou tudo. Se o plano falhasse, Deus perderia tudo. Por este ato de amor, Deus mostrou que Ele prefere morrer do que viver sem nós. O Senhor coloca esse grande valor em nós. Quanto valor nós damos a Ele? Se O estimarmos, vamos responder como Paulo em Filipenses 3:7-10:

Mas o que para mim era ganho, reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda, todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo e seja achado nEle, não tendo a minha própria justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo,a saber, a justiça que vem de Deus pela fé: para que eu possa conhecê-Lo, e o poder da Sua ressurreição, e à comunhão de Seus sofrimentos, sendo feito conforme à Sua morte” (KJV).

Que possamos permitir Deus implantar em nós o princípio de dar tudo para ganhar as almas de outros!


- Raul Diaz

O irmão Raul Diaz é um membro da Igreja adventista da cidade de Monte Vernon, no estado de Illinois, perto de Chicago. Ele atua em diversos departamentos da igreja, prega em diferentes ocasiões e locais, e ensina a lição da escola sabatina em sua unidade evangelizadora em sua igreja local — Seventh-day Adventist church, na cidade de Mt Vernon, Illinois, localizada no endereço: 12831 N. Norton, Dr. Mount Vernon, Il. 62864-8231, U.S.A, Tel.: 001 XX (618) 244-7064, endereço eletrônico: www.mtvernonadventist.org



Nota do tradutor, (Para a lição 10 do 2ª trim. / 2011, O Filho pródigo):

Esta nota não é apenas uma curiosidade.

Mesmo nas piores circunstâncias Deus não abandona Seus filhos.

Lucas 15: 16, “desejava enche o seu estomago com as bolotas que os porcos comiam”, (Alm Fiel); “desejava enche o seu estomago com as alfarrobas que os porcos comiam” (Alm. Rev. e Atualiz ); “he would fain have filled his belly whith the husks that the swine did eat” (KJV).

De acordo com o Comentário Bíblico, vol. 5, da série SDABC, pág. 819, husks são vagens da árvore chamada alfarrobeira (Carob, em inglês), cientificamente nomeada Ceratonia siliqua, da família das leguminosas). A vagem é também chamada de “gafanhoto”, ou, popularmente conhecida como “pão de São João”, devido à tradição de que era parte da dieta de João Batista.

Mat. 3: 4, “João. ... Seu alimento era gafanhotos e de mel silvestre” (Alm. Fiel); “João ... alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre” (Almeida Revista e Atualizada), cf. Marcos 1: 6.

Nas págs. 303 e 304, da obra acima citada, lemos, “De acordo com a lei de Moises certos tipos de gafanhotos são animais limpos (Lev. 11: 22), e seria, portanto, permissível na dieta de um judeu. ... Mas desde os tempos primitivos do cristianismo nos vem uma tradição, muito difundida, enfática, e persistente, de que Mateus e Lucas ... se referiam a um outro alimento que não um inseto. A vagem da alfarrobeira parece ser a mais óbvia base, com evidência linguística e antropológica. ... Incidentalmente, em inglês, a vagem da alfarrobeira é comumente conhecida como gafanhoto, e suas castanhas (sementes) são popularmente chamadas de “pão de São João”. É relatado que comerciantes ingleses de grãos dizem alimentar o gado com vagens da alfarrobeira sob o nome de ‘gafanhotos’”.

Voltando à pág. 819, da obra acima citada, lemos:

“Depois de removidas as sementes para consumo humano as cascas da vagem são usadas para forragem de animais domésticos.”

E na página 304, nos é dito que as sementes “podem ser comidas cruas, cozidas, ou moídas, e, da farinha, se pode fazer pão. Embora não particularmente saborosa e agradável ao paladar, tem um substancial valor nutritivo, e tem sido, por longo tempo, um alimento básico das classes pobres do oriente médio.”

Assim o alimento dos porcos na parábola do filho pródigo não nos parece ser lavagem. Era um alimento altamente nutritivo, mas o filho pródigo possivelmente estava enjoado e enfastiado e não gostava dele. Também certamente estava humilhado pela função que exercia, e desejou as comidas saborosas e bem temperadas da casa do pai. Era, sem dúvida uma decisão egoística, e, via de regra, todos nós vamos inicialmente a Deus por interesses próprios, tais como, por estarmos cansados deste mundo de pecado, e até mesmo por desejarmos rever um ente querido que perdemos; mas é o Espírito Santo que, depois, nos dá uma verdadeira conversão e nos conduz, dia a dia à santificação. Nós procuramos nossos interesses; o Ágape do Pai busca reconquistar o objeto de Seu amor: nós.

A seguir você tem uma ilustração da árvore alfarrobeira.

Eu conheci esta árvore em San Diego na Califórnia, nos jardins da clínica naturalista Optimum Health Institute of San Diego, localizada no endereço 6970 Central Avenue Lemon Grove, CA 91945, Phone: 001 (800) 993-4325 Endereço eletrônico: www.optimumhealth.org, www.yelp.com/.../optimum-health-institute-lemon-grove

Tenha um feliz sábado .João Soares da Silveira



A ALFARROBEIRA: No quadro a seguir você vê um galho da alfarrobeira (letra “A”). Em destaque (letra “B”) a flor, cujas hastes externas (B1) são as flores masculinas e a central (B2) a feminina. O fruto (letra “C”) com a vagem seca, silíqua, com um corte transversal mostrando as sementes.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Lição 9, Um Tição Tirado do Fogo, por Carol A. Kawamoto

Para 21 a 28 de maio de 2011

Esta semana o mundo assistiu com espanto como vários homens influentes tornaram-se notícia com seus "segredos" íntimos revelados. O mais notório é o Sr. Dominique Strauss-Kahn, o poderoso ex-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), descrito como a "carteira do mundo." Ele desfilou diante das câmeras de televisão num "desfile do acusado" em Nova Iorque como um criminoso comum. Arnold Schwarzenegger, ator de Hollywood e ex-governador da Califórnia, admitiu a paternidade de uma criança fora do casamento, destruindo (*o próprio) casamento e, possivelmente, as vidas de seus filhos. Uma revista afirmou que suas ações e as dos outros, "sugere um abuso de poder e uma traição da confiança" (Revista TIME, de 30 de maio de 2011). Há esperança para um mundo que parece estar “mergulhando” no escândalo, desgraça, engano e corrupção? Há esperança para "nós", individualmente e como igreja remanescente corporativa?

A profecia de Zacarias (cap. 3:1-3) diz: Sim! Nosso título da lição, tomado do verso 2, é realmente uma pergunta: "Não é este um tição tirado do fogo?" Zacarias tinha acabado de ver a visão de Josué, o sumo sacerdote, que representa o povo diante do Senhor com Satanás à sua direita. Fazendo essa pergunta, o Senhor repreendeu Satanás.

O "tição" é definido como "uma lenha", "um toco", ou "um graveto usado para atiçar o fogo" (Heb. ‘ud’). Relaciona-se com "o fogo abrasador do Cativeiro [que] teria, eventualmente, consumido o povo escolhido, não tivesse Deus movido os corações dos reis pagãos para mostrarem favor aos Seus filhos dispersos, e não tivessem alguns deles dispostos a responder ao apelo de Deus para fugir de Babilônia (Jer. 51:6, 45, cf. Zac 2: 6)” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 4, pág. 1093).

Será que esta antiga história de "arrancar um tição fora do fogo" se aplica a nós hoje? De acordo com Ellen White: "A visão de Zacarias, relativa a Josué e ao Anjo, aplica-se com força particular à experiência do povo de Deus no remate do grande dia da expiação” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, pág. 472). "Aqui encontramos uma representação do povo de Deus de hoje. Como Josué estava diante do anjo, "vestido com roupas sujas' assim estamos na presença de Cristo, vestidos em roupas de injustiça” (Ellen G. White em Historical Sketches, Esboço, ou Resumo Histórico, pág. 154).1

Citando Zacarias 3:3 Ellen G. White escreveu: "Embora tivessem pecado, Cristo ... arrebatou a humanidade como um tição do fogo. Por sua natureza humana Ele está ligado ao homem, enquanto que pela Sua natureza divina, Ele é um com o Deus infinito. Ajuda é posta ao alcance das almas que perecem. O adversário é repreendido" (Parábolas de Jesus, pág. 169). Cristo, não só nosso advogado, mas nosso juiz repreende Satanás ao pronunciar uma sentença judicial de absolvição sobre a raça. "Mas o Senhor disse a Satanás: o Senhor te repreenda, ó Satanás" (Zac. 3:2). A evidência é clara a partir da Escritura, e de Ellen White.2 De que outra forma poderiam eles vir perante o "Anjo" Juiz em "vestes sujas," a menos que Ele tivesse lhes garantido um perdão temporário legal?

Ellen G. White em Parábolas de Jesus, pág. 169 inclui duas das "mais preciosas" verdades da mensagem de 1888:

1ª) Cristo já realizou algo para todos os seres humanos (toda a raça humana); Ele elegeu "todos os homens" para serem salvos e morreu a segunda morte por "todo homem" (1ª João 4: 14, João 4: 42, Apoc. 2: 11, Apoc. 20: 6). Porque Cristo dá o perdão para a raça de pecadores eles são todos representados por Josué como entrando no juízo investigativo, diante dEle como "o Anjo do Senhor", vestidos de "vestes sujas". Não são as nossas obras que trazemos para a mesa (*para o tribunal). Agora vemos Seu verdadeiro caráter na "hora do Seu juízo" (Apoc. 14: 7).

2ª) Cristo, em Sua natureza humana, tomou sobre Si a "semelhança da carne do pecado, e pelo pecado, condenou o pecado na carne" (Rom. 8:3). Ele “como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado" (Heb. 4:15). Assim, Ele é o Salvador "não de longe, mas perto" (Matérias de Ellen G. White sobre 1888, vol. 1, pág. 267, 4º §). Mas os pecadores têm a liberdade de recusar-Lo e rejeitá-Lo.

Mas há mais boas novas para a humanidade e a igreja remanescente? "A promessa feita a Josué [em Zac. 3: 7] é feita para todo o povo remanescente de Deus" (Ellen G. White, em Historical Sketches, pág. 156) É evidente que esta "mudança de roupa", este "manto rico" é puramente um dom de Deus, emanando do amor Ágape de nosso Pai para Seus filhos. "O fato de serem os filhos de Deus representados como estando na presença do Senhor com vestes sujas, deve levar à humildade e profundo exame de coração por parte de todos os que professam Seu nome" (Testemunhos para a Igreja, vol. 5, pág. 471). “A igreja [corporativa] remanescente, com coração quebrantado e fervorosa fé, pleiteará o perdão e livramento por meio de Jesus, seu Advogado” (ibidem, pág. 473).

Nesta "cena de tribunal" mostrada a Zacarias, "as acusações de Satanás contra os que buscam o Senhor não são motivadas pelo desprazer em face de seus pecados. Ele exulta com os defeitos de seu caráter. ... Suas acusações advêm tão somente de sua inimizade a Cristo ... e com diabólico poder e astúcia opera para arrebatar dEle o remanescente dos filhos dos homens que aceitaram a Sua salvação" (ibidem, pág. 470). Satanás, o adversário os está acusando por seus pecados. No grande conflito a acusação de Satanás desses nomes escritos no livro da vida do Cordeiro é uma tentativa de deturpar o caráter de Deus. Satanás usa seus personagens defeituosos para alcançá-Lo. Deus está em julgamento!

Como no antigo Dia da Expiação, o povo seguia seu Sumo Sacerdote "que afligindo suas almas", da mesma forma o mundo inteiro deve seguir o seu Sumo Sacerdote no Santíssimo, liderado pelos 144.000 Elias que iluminarão a Terra com a verdade da "purificação do santuário." "... Se vivemos de acordo com toda a luz que brilha sobre nós, essa luz vai continuar a aumentar, e teremos um registro limpo no céu. A mensagem do terceiro anjo, deve iluminar a terra com sua glória;. Mas apenas aqueles que resistiram a tentação através do poder do Todo-Poderoso será permitido tomar parte em proclamar-la quando ela se desenvolver no alto clamor" (Ellen G. White, em Historical Sketches, Resumo Histórico, pág. 155).

A chave vem nos versos seguintes (3 e 4): Josué estava usando "vestes sujas", representando os pecados corporativos dos israelitas. O Senhor disse: "Tirai-lhe estas vestes sujas" (vs. 4). Ele "removeu a iniquidade" de Josué. Nesta “mudança de vestes” Ele vestiu-lhe vestes finas (" vestes ricas," NVI). Observe que o Senhor não encobriu suas vestes imundas, Ele substituiu-as por "roupas caras" depois de remover a iniquidade ("vestes sujas"). "Mas Jesus, nosso Advogado apresenta um eficaz rogo em favor de todos os que, mediante arrependimento e fé, a Ele confiaram a guarda de sua alma [dispostos a responder ao chamado de Deus para fugir de Babilônia]. Ele defende a causa deles e derrota seu acusador, com poderosos argumentos do Calvário" (Testemunhos para a Igreja, vol. 5, pág. 471).

O sentido último da cruz é a purificação do santuário. Finalmente, a verdade do santuário vem ao todos os seres viventes na terra compreenderem claramente as justas vestes que Cristo dá a todos. Escolhas individuais serão feitas pelo "selo de Deus" ou pela "marca da besta". Sim, mesmo os Dominique Strauss-Kahn e os Arnold Schwarzenegger do mundo têm a mesma oportunidade com os 144.000 para receber as roupas da justiça de Cristo em nosso cósmico Dia da Expiação.

É impossível ter medo do julgamento, quando conhecemos o amor d'Aquele que nos vindica. E é impossível não amá-Lo quando entendemos o que Ele fez por nós na cruz. "Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança. ... No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor" (1ª João 4:17, 18).

Provavelmente nenhum de nós tem uma pequena fração da riqueza e da influência do foco das notícias dos jornais desta semana, mas temos um novo dia, uma nova oportunidade, para honrar a Deus com o pouco que temos. E isso é um dever solene, e também um privilégio alegre, para que possamos dedicar mais um dia de nossas vidas para honrar Aquele que Se entregou por nós. Vamos viver esse novo dia que nos foi dado de tal forma que sejamos capazes de ser felizes no dia em que todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, 2ª Coríntios. 5:10.


- Carol A. Kawamoto

A irmã Carol Kawamoto vive no sopé da bela Serra da Califórnia. Ela freqüenta uma pequena igreja adventista onde foi batizada há muitos anos. Pouco depois do batismo ela conheceu Helen Cate, então editora para o Comitê de Estudos da Mensagem de1888 (que também era um membro da mesma igreja) e o pastor Robert J. Wieland, que pregava as verdades da Boa Nova da mensagem de 1888. Ela começou a trabalhar com Helen, que fundou a revista “1888 Message Newsletter” (Noticiário da Mensagem de 1888). Após a morte de Helen, Carol foi eleita editora para o Comitê de Estudos da Mensagem de1888, onde teve o privilégio de trabalhar diretamente com o pastor Wieland, redigindo o boletim de notícias para aquela revista, e publicando os numerosos livros dele. Ela continua com o seu amor em partilhar a "mui preciosa mensagem" (TM, pág. 91), através da edição de diversos artigos, de diferentes autores, que publicamos neste blog. Ela tem também outros projetos. Ela envia suas saudações a todos os leitores deste blog no Brasil e em outros países de língua portuguesa.


Notas:

1) Temos dúvidas se esta seria a obra “Historical Sketches of the Foreign Missions of the Seventh-day Adventists” (Resumo Histórico das Missões Estrangeiras dos Adventistas do Sétimo Dia?) Se alguém tem certeza disto favor nos comunicar pelo e-mail agapeed2001@yahoo.com.br

2) "Cristo, como sumo sacerdote, além do véu, de tal modo imortalizou o Calvário que, embora Ele viva para Deus, morre continuamente para o pecado, e assim, se qualquer homem pecar, tem ele um Advogado junto ao Pai. ... Ele tomou em Sua mão o mundo sobre a qual Satanás pretendia presidir, ... e por Sua maravilhosa obra de dar a Sua vida, Ele restaurou toda a raça humana ao favor de Deus" (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 343). Esta nota é da irmã Carol.

3) A autora nos informa que colheu trechos do pastor Robert J. Wieland, do devocional que ele mantem na internet sob o título"Dial Daily Bread” e do artigo dele, “O Dia do Julgamento.” Assim, a seguir, damos informações sobre a pessooa dele:

O irmão Roberto J. Wieland é um pastor adventista que foi, a vida inteira, missionário na África, em Nairobe e Kenia. É autor de inúmeros livros. Foi consultor editorial adventista do Sétimo Dia para a África. Ele deu sua vida pela África. Hoje, jubilado, vive na Califórnia, EUA, onde ainda é atuante na sua igreja local.

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