quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Lição 7, Adoração nos Salmos, por Jerry Finneman

Para 6 a 13 de agosto de 2011

O Evangelho, como retratado nos Salmos, prepara o leitor a reconhecer o caráter de Deus, como visto em Cristo. O Salmo 106:6 - 8 é apenas um exemplo: "Nós pecamos, como os nossos pais cometemos a iniquidade, andamos perversamente. Nossos pais não entenderam as Tuas maravilhas no Egito; não se lembraram da multidão de Tuas misericórdias, antes O provocaram no mar, sim no Mar Vermelho. Não obstante, Ele os salvou por amor do Seu nome, para fazer conhecido o Seu poder." (Esta é, precisamente, a nossa pré-disposição genética para esquecer as misericórdias de Deus — o que torna os Salmos tão necessários. Deus criou música como uma ferramenta poderosa para plantar Sua Palavra regeneradora em nossos corações e mentes.

O livro de Salmos é composto de uma coleção de versos religiosos, cantados ou recitados tanto em cultos de adoração judáicos bem como cristãos. Os salmos são poemas escritos das experiências dos seres humanos em sua caminhada com Deus. A estes poemas foram adaptadas música para ser cantada tanto por congregações como individualmente. Originalmente, salmos eram acompanhados com instrumentos musicais. Estes poemas refletem quase cada fase da emoção e circunstância humana.

Tomados em conjunto, os 150 Salmos expressam virtualmente a completa gama da fé e experiência religiosa de um crente. Alguns dos Salmos expressam tentações, provações, sofrimentos, e profundezas do desespero. A maioria dos Salmos são sobre experiências de exaltação que produzem louvor e adoração a Deus como Governante, Senhor e Salvador.

O salmos faziam parte do culto religioso da primitiva Igreja cristã. O Novo Testamento registra 116 citações diretas dos Salmos. Tanto verso e ritmo foram, por vezes, utilizados para o ensino teológico. Os irmãos ensinavam e admoestavam-se mutuamente “uns aos outros com salmos, hinos e cânticos espirituais” (Colossenses 3:16).

De acordo com os Estudos Wuest da Palavra, do Grego do Novo Testamento, psalms (salmos) significa, principalmente, um acompanhamento musical de humnos (hinos), e de louvores a Deus. Cânticos espirituais também estão incluídos nesta categoria, quer fosse ou não acompanhados de instrumentos musicais. "Era bem possível que a mesma música fosse, ao mesmo tempo, um salmo, um hino e uma canção espiritual."

O "hino" era parte do Hallel (*No hebráico: הלל‎, "Louvor," uma oração judaica—uma recitação literal) consistindo nos Salmos 113 a 118. Aqui o verbo em si torna-se "cantarei louvores" ou "hinos”, Atos 16:25, Heb. 2:12. Os Salmos são chamados, em geral, "hinos", por Filo1; Josephus2 os chama de "canções e hinos" (Dicionário Expositivo Completo de Palavras do Velho e Novo Testamentos de Vine, WE, Unger, M. F., & White, W., 1996. Vol. 2, pág. 316, Nashville, TN: T. Nelson).

O "Hallel" era recitado a nível nacional em três grandes festas: na Páscoa, no Pentecostes e no Dia da Expiação.

Os poemas do Livro dos Salmos foram produzidos por vários autores. Cerca de metade (73) de toda a coleção tem sido atribuída a David. Pedro e João (Atos 4:25) creditam a David a autoria do salmo segundo, um dos 48 salmos que são anônimos.

Havia poetas inspirados além de David que, em sucessivas gerações, contribuíram para a sagrada coleção. Os Salmos 39, 62 e 77 são de David e Asafe e dirigida a Jedutum, para ser cantado em seu coro. Os Salmos 50 e 73 a 83 são dirigidas a Asafe, como o mestre de seu próprio coro, a ser cantado no culto de Deus. Os"Filhos de Coré", formavam uma parte principal dos cantores coatitas (2ª Crônicas 20:19) e foram encarregados de organizar e cantar os Salmos 42, 44 a 49, 84, 85, 87 e 88. O Salmo 72 é atribuído a Salomão. O salmo 90 a Moisés. Aos ezraítas Hemã, e Etã são creditadas a autoria dos salmos 88 e 89, respectivamente. O tempo de formação de toda a coleção dos Salmos se estende pelo período de mil anos, terminando com o tempo de Esdras e Neemias (veja o verbete "Salmos" no Dicionário Bíblico de Easton, edição de 1996).

Além de tudo dito acima, os Salmos revelam emoções de Cristo, Sua angústia mental, Sua fé e Seus poderosos triunfos sobre seus poderosos inimigos. A. T. Jones e E. J. Waggoner apresentaram a Cristo nos Salmos. Waggoner escreveu: "David era um profeta (Atos 2: 29, 30), e muitos dos seus salmos, mesmo quando ele usou a primeira pessoa, referem-se a Cristo. Sabemos que Jesus ‘Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam’ (João 1:11), e João diz ainda de Jesus, que, ‘nem mesmo Seus irmãos criam nEle’ (João 7:5). Isso foi o exato cumprimento da profética declaração de Davi: 'Tenho-Me tornado um estranho para os meus irmãos, e um desconhecido para com os filhos de minha mãe’ (Salmo 69:8)" (E. J. Waggoner, Luz Profética, 1889, pág. 16; e também na revista Present Truth, Verdade Presente de 2 de junho de 1892. Na série encadernada está no vol. 8).

E ainda: "Os Salmos como um todo são as palavras de Cristo" (E. J. Waggoner, ibidem, em 04 de novembro de 1897, vol. 13,). “Os Salmos, para não falar nada do resto da Bíblia, estão cheios de Cristo" (Ibidem, em 9 setembro de 1897).

Em sua série sobre justificação pela fé, Jones, da mesma forma, escreveu de Cristo nos Salmos: "É impossível abordar todos os 150 Salmos em detalhes em uma lição ou em uma dúzia de lições, mas em um certo sentido podemos tocar todos os 150 salmos tão somente mostrando o segredo de um grande número, e o segredo é Cristo. Tomemos algum Salmo, no qual o próprio Deus fez aplicação a Cristo, de modo que não possa haver dúvida de que tal Salmo se refere a Cristo" (A. T. Jones, "A Mensagem dos Três Anjos, sermão de nº. 15," Pregado em 18 fev. 1895, na Assembléia da Conferência Geral de 1895, e publicado no Boletim daquela Conferência Geral, pág. 299).

"Em todos os pontos convinha que Ele fosse feito semelhante aos Seus irmãos, e Ele é nosso irmão no mais próximo relacionamento sanguíneo. Estamos agora a estudar uma outra fase deste grande tema: Em primeiro lugar nos Salmos — Cristo nos Salmos — para que possamos ver como, inteiramente, os Salmos significam Cristo, e que aquele cuja experiência é registrada ali é Cristo" (Ibidem).

Jones escreveu que o “tempo está chegando em breve, quando Cristo, no meio da igreja vai liderar o canto. Lembre-se, isto é Cristo falando nessas citações. "E, novamente, Eu porei nele a minha confiança. 'Este é – Cristo falando através dos Salmos" (Idem, sermão de nº 12 de 18 de fev. de 1895, pág. 220).

Quando Jesus liderar o canto, será quando o povo que Ele redimiu de toda nação, tribo, e língua, e povo se reunirem para adorar a Deus no céu. Eles vão cantar um Salmo novo naquela ocasião. É o "Cântico de Moisés ... e o cântico do Cordeiro" (Apoc. 15:3). Não muito diferente da canção do Saltério do Antigo Testamento, esta canção vai refletir fases das experiências, emoções e circunstâncias de sua redenção (cf. Salmo 107, por exemplo).

Vamos adorá-Lo agora; e então para sempre na eternidade!

Jerry Finneman

Notas do tradutor: 1) Philo (20 BC – 50 AD), conhecido também Philo of Alexandria (Greek: Φίλων λεξανδρεύς); ........................................... 2) Josephus, Titus Flavius Josephus, Hebráico: יוסף בן מתתיהו, Yosef ben Matityahu (37 a 100 d.C.), também chamado Joseph ben Matityahu

O irmão Geraldo L. Finneman é um pastor adventista, já tendo atuado nos estados de Michigan, Pensilvânia e Califórnia nos EUA. Ele prepara materiais para encontros evangelísticos, incorporados com os conceitos das Boas-Novas da Mensagem de 1888 de Justificação pela fé. Além de pastor da IASD ele também já foi presidente do Comitê de Estudos da Mensagem de 1888. Já há alguns anos não me encontro com ele mas me parece que, devido à idade, está para, ou, já se aposentou, mas ouvi dizer que continua trabalhando por boa parte do dia, atualmente na área de Battle Creek, a cidade que abrigava a antiga sede da igreja. Há um excelente livro escrito por ele, "Christ in the Psalms” [Cristo nos Salmos], infelizmente não está traduzido para o português.

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Lição 7, Adoração nos Salmos, por Mary Chun

Para 6 a 13 de agosto de 2011

Tenho o prazer de levá-lo em uma viagem de adoração onde a leitura dos Salmos combina a mensagem do evangelho com a adoração no Santuário. Na semana passada nós alegramos nossos corações com as canções escritas por David, o “homem segundo o coração de Deus” (*1º Sam. 13: 13 e 14, e Atos 13: 22). O homem foi feito para cantar, para levantar a sua voz em adoração, para falar a Deus e aos outros com “salmos, e hinos e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração" (Efé. 5:19).

Vamos ampliar para os Salmos. A palavra grega psalmoisignifica louvor, onde a idéia de cânticos de louvor vem. Se olharmos para a palavra hebraica para Salmos, “Tehilim,” que também significa louvor, que é traduzida de uma palavra de raiz que significa "cantar com acompanhamento instrumental." Louvor dirigido ao Senhor, o Deus de Israel, é a ênfase principal nos salmos. O Livro dos Salmos é considerado como o hinário de Israel e orações usado no contexto de sua adoração.

Muitos dos Salmos foram compostos por David, o pastor-rei, o cantor “suave em salmos de Israel" (2ª Sam. 23:1). Outros compositores incluem Solomão (Salmos 72 e 172), Asafe (50, e 70 a 83), os filhos de Coré (42 e 44 a 49), Etã (89), Hermã, filho de Coré (88), e Moisés (90). Os Salmos podem ser divididos em seções: hinos (145 a 150) e canções de ação de graças (30 a 32); lamentação (38 e 39), que são orações ou choro a Deus em situações estressantes; salmos reais (2 e 110) pertencentes ao rei terrestre de Israel; entronização salmos (96 e 98), que celebra a realeza de Yahweh; salmos penitenciais (32, 38 e 51), que expressam a contrição e arrependimento, e sabedoria ou salmos didáticos (19 e 119).

Há uma estrutura clara para o Livro dos Salmos. É dividido em cinco partes, segundo a tradição judaica e com base no arranjo da Torá. Por exemplo, há uma doxologia ou declaração identificando o fim de um livro e o começo de outro. Os salmos que contêm estas declarações são conhecidos como salmos "costura", pois eles mostram a "junção" dos salmos para formar a coleção na sua forma atual. Não é incrível? Aqueles que viajam através da Terra Santa rastreando os passos de Jesus vão realmente ouvir os sons de adoração entre o povo.

Em seguida, vamos olhar para o aspecto de louvar a Deus, nosso Criador e como Ele se reflete no serviço do santuário. Fé e gratidão são gêmeos. A fé se expressa em louvor a Deus. Lido como E. J. Waggoner refletii sobre o Salmo 63:

"'Para ver a Tua força e a Tua glória, como Te vi no santuário' (*vs.2). Isso é o que David desejava. Ele tinha sido por vezes maravilhosamente impressionado, durante os serviços no Santuário, com o poder do amor de Deus. Ele tinha sido muito abençoado. Agora ele quer ver o Senhor assim como ele já O tinha visto no Santuário. Ele acreditava que uma pessoa pode desfrutar tanto da bênção de Deus, enquanto em suas atividades diárias, quanto na igreja. ... Contínua lembrança de Deus deve resultar em louvor e ação de graças;. e louvor a Deus é uma ajuda poderosa na vitória. David diz:. "Assim cantarei louvores ao Teu nome perpetuamente, para pagar os meus votos de dia em dia" (Salmo 61:8). Meditação em Deus revela a Sua bondade, e isto exige louvor; louvor é apenas uma expressão de confiança em Deus, ‘e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé" (E. J. Waggoner, Pensamentos Prático sobre o Salmo 63, Na revista The Signs of the Times, Sinais dos Tempos, de 1 de julho de 1886).

A lição de quinta-feira, "Para que não nos esqueçamos", cita o Salmo 78: "Porque Ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pôs uma lei em Israel, a qual deu aos nossos pais, para que a fizessem conhecer a seus filhos: ... para que eles pusessem em Deus a sua esperança, e não se esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os Seus mandamentos: e não fossem como seus pais, geração contumaz e rebelde, geração que não regeu o seu coração e cujo espírito não foi fiel a Deus" (vs. 5, 7 e 8).

A lição diz que o nosso contexto atual e experiência são muito diferentes de Israel durante o tempo que este Salmo descreve. Mas será que é? Nossos costumes, vestuário, viagens, etc, são diferentes, mas em assuntos espirituais somos realmente diferentes dos judeus?

À nossa igreja foi dada uma "mui preciosa mensagem" (*TM. 91), em 1888, que foi um testemunho especial para a igreja no fim dos tempos. No entanto, a liderança da igreja na lealdade aos "marcos antigos" rejeitou a verdade. Ellen G. White escreveu: "Há tristeza no céu sobre a cegueira espiritual de muitos de nossos irmãos" (Review and Herald, 26 de julho de 1892). E falando "daqueles que resistiam ao Espírito de Deus, em Minneapolis," ela disse:. "Todo o universo do céu testemunhou o vergonhoso tratamento de Jesus Cristo, representado pelo Espírito Santo. Se Cristo estivesse perante eles, O teriam tratado de forma semelhante àquele em que os judeus trataram a Cristo "(Testemunhos Especiais, Série A, Nº. 6, pág. 20).

Frequentar a escola é algo do que a maioria das pessoas querem sair o mais depressa possível. Mas tem Deus uma "classe" onde a disciplina escolar continua? No Salmo 25 David sete vezes ora para que ele possa ser um estudante na "classe" do Senhor; "ensina-me as Tuas veredas," ele pede diferentes vezes. A imagem inspirada que temos na Bíblia é Boas Novas — nunca há uma formatura na escola do Senhor. Você é sempre um estudante, um aprendiz, e Ele nunca o expulsa de sua "universidade", mas é claro que você está sempre livre para "abandonar a escola", se desejar.

Há sempre uma tentação de "sair" porque, como nosso Mestre o Senhor exercita disciplina, que nossos corações carnais não gostam. "Não desprezes a correção do Senhor, e não desmaieis quando por Ele fores repreendido, porque o Senhor corrige o que ama" (Heb. 12: 5 e 6). Não é que Ele é um professor severo, mas sua instrução assim parece para nós, pois "toda correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza; mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela" (vs. 11).

Na verdade, se a disciplina ou correção cessou e você acha que está livre, uma de duas coisas aconteceu: ou você está realmente pronto para a trasladação (muito à frente de quase todos os outros), ou você está em apuros, pois "se estais sem disciplina, ... então sois bastardos, e não filhos" (v. 8). O autor de Salmo 73 sentia às vezes que a disciplina do Senhor era muito grave. "Todo o dia tenho sido afligido e castigado cada manhã" (v. 14), acordando a cada novo dia para renovada "tristeza" e "aflição" (vs. 21).

Parecia que o Espírito Santo nunca iria passar "convencendo" a ele do pecado (que é a instrução (*do curso do) "primeiro grau", João 16:8). Será que ele como um aluno na "escola de Cristo" nunca vai sair dessa "primeira classe"? Outros "alunos" pareciam ser poupados desta "disciplina". A vida para eles era tudo diversão e jogos. "Foi para mim muito doloroso; até que entrei no santuário de Deus, então entendi o fim deles" (Salmo 73:16, 17). Algo especial está acontecendo agora no "santuário” — o Dia da Expiação. Permaneça na escola! (Robert J. Wieland, em Dial Daily Bread, Devocional Diário da Palavra, pela internet").

Cristo pode direcionar seu destino a cada dia. Nós, que estamos em Cristo estamos em nosso caminho para um casamento de proporção tão gloriosa e cara que nós vamos ter que mudar a nossa roupa para sobreviver a emoção de sua presença. O salmista disse: "a alegria vem pela manhã" (30:5). Deixe Deus lavar os seus pés na água da Sua Palavra e plantá-los em Seu caminho de canções de amor eterno.


- Mary Chun

A irmã Maria Chun é uma enfermeira padrão (com as graduações: RN e BSN), graduada pela Universidade Adventista Andrews, e vive na área de Loma Linda. Ela é membro ativa da igreja da Universidade de Loma Linda, e é a diretora do ministério de Saúde da Universidade de Loma Linda - CHIP = Coronary Health Improvement Project (Projeto de Melhora da Saúde Coronária). Maria cresceu no sul da California, em cultura chinesa de crenças místicas, mas converteu-se ao adventismo do sétimo dia e agora gosta de estudar a "mui preciosa mensagem" da Justiça de Cristo.

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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Lição 6, Adoração, Música e Louvor, por Paul Penno

Para 30 de julho a 6 de agosto de 2011

Tem havido busca pela arca perdida do concerto desde o seu desaparecimento por volta do tempo do cativeiro babilônico do antigo Israel. A lista de “participantes” é demasiado grande para se mencionar. Seus motivos são ainda mais variados e questionáveis.

Durante séculos a arca da aliança foi perdida. (*Desde que ascendeu ao céu) o ministério sumo-sacerdotal de Jesus tem sido o de preparar um povo para morrer. Mas a partir de 1844 Jesus está preparando um povo para a trasladação, a fim de pôr fim ao pecado, e prepará-los para a Sua segunda vinda.

De repente aparece o “santuário” real no céu. O clímax surge em Apoc. 11: 15 a 19, onde a “porta” para o santíssimo é amplamente aberta e podemos ver “a arca do concerto.”

“A restauração da “arca do concerto” é a base de todo o culto (“e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas, Apoc. 14:7). A arca é o evangelho e a lei combinadas — em harmonia. O amor pelos pecadores, o qual motivou Jesus a morrer, é a dinâmica transformadora do coração, que leva ao arrependimento e à conformidade com a lei de Deus. Estes são os princípios fundamentais do governo de Deus—a auto negação de Deus e Seu Caráter de amor, revelado em Sua Lei. O temor (amor) do Senhor é a base da adoração.

De todos os reis de Israel Davi tinha uma compreensão da promessa do concerto eterno como o fundamento da adoração. Quando ele foi, finalmente, elevado ao trono, e relativa paz repousou sobre a terra, seu propósito era trazer a arca do concerto para Jerusalém e provê-la de um lugar permanente para ela. A arca era o símbolo da presença de Deus com Israel, e continha os princípios fundamentais não só do governo de Deus, mas da constituição da própria nação. Sendo a peça central do mobiliário sagrado no antigo Tabernáculo do deserto, ensinava os princípios da promessa de salvação do concerto na vinda do Messias e o glorioso plano da salvação em harmonia com os dez mandamentos de Deus.

Assim, no dia em que o símbolo da presença de Deus foi levado para Jerusalém, foi feita uma grande celebração na qual a nação inteira devia participar. Os levitas, bem como os adoradores e integrantes do governo e o rei, estavam todos envolvidos em eventos de adoração, cantando, e orando. Asafe, um talentoso levita, foi colocado no comando das cerimônias oficiais. Davi compôs uma canção de agradecimento para a ocasião (1º Crônicas 16: 7). O tema do concerto de Deus foi fundamental para o salmo. “Da aliança que fez com Abraão, e do seu juramento a Isaque” (vs. 16).

A mensagem de 1888 foi a restauração da idéia dos dois concertos. “Em Sua grande misericórdia, enviou o Senhor, por intermédio dos Pastores Waggoner e Jones ... as inestimáveis bênçãos do concerto” (Testemunhos Para Ministros, págs. 91 e 92).

Aqui estão sete das promessas que Deus fez a Abrão, que estão em Gên. 12: 1-3. Em virtude do sacrifício de Cristo você se tornou um filho de Abraão, assim, as mesmas promessas se aplicam a você: 1ª) “E far-te-ei uma grande nação,” isto é, uma pessoa importante, respeitada; 2ª) “abençoar-te-ei” (a palavra significa fazer você feliz); 3ª) “Engrandecerei o teu nome,” em outras palavras, Ele vai fazer você digno de respeito das pessoas importantes; 4ª) “tu serás uma bênção,” isto é, você vai fazer outras pessoas felizes; 5ª) “abençoarei os que te abençoarem.” Deus vai te honrar, como uma pessoa especial; 6ª) “amaldiçoarei os que te amaldiçoarem.” Oh sim, você vai ter inimigos, possivelmente muitos deles, mas Deus vai confundir cada um deles, e vai honrar você; 7ª) “em ti serão benditas todas as famílias da terra" (serão felizes para sempre); Uma promessa de que Cristo viria através dos descendentes de Abraão, e uma promessa para você, de que você vai compartilhar com Cristo a alegria de dizer ao mundo sobre Ele.

Como Abraão respondeu? Bem, ele tropeçou e cambaleou por muitos anos, incapaz de crer em tais fantásticas boas novas. Mas finalmente ele rompeu as nuvens. “E creu ele no Senhor, e Deus imputou-lhe isto por justiça” (15:6).

Deus repetiu as sete fantásticas promessas que tinha feito a Abraão. Renovou-as todas ao grande pecador Jacó, e (*também) não pediu a Jacó para prometer coisa alguma para Ele (confira em Gen. 28: 11-22). Isso foi incluído em um dos hinos de Davi: “O qual também a Jacó confirmou por estatuto, e a Israel por aliança eterna” (1º Crôn. 16:17).

Jesus’ highly priestly ministry has been one. É claro que a promessa do novo concerto de herança da Terra foi garantida em justiça, que estava incluída no pacote. “Dizendo: A ti darei a terra de Canaã, quinhão da vossa herança” (vs. 18). Somente aqueles revestidos de justiça poderão possuir a terra perpetuamente. “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra” (Mat. 5: 5)

A noção de concerto é central neste salmo de Davi. Aparece nas repetidas referências à “Aliança,” no nome de Deus no concerto — “Senhor” —, nas referências aos patriarcas, na menção da terra prometida no concerto abraâmico, e no lembrete da proteção de Deus ao Seu povo, 1º Crônicas 16:16-18 e 21). A declaração do poeta Davi “Lembrai-vos perpetuamente da Sua Aliança e da palavra que prescreveu para mil gerações” (vs. 15) fornece a base teológica para canções comunitárias de alegria, declarações de louvor e expressões de fé.

As cerimônias solenes que acompanharam a mudança da arca tinham produzido uma impressão duradoura no povo de Israel, despertando um interesse maior no serviço do santuário, e acendendo de novo seu zelo por Jeová. Davi se esforçara por todos os meios ao seu alcance por aprofundar estas impressões. O serviço do cântico tornou-se uma parte regular do culto religioso; e Davi compôs salmos, não somente para o uso dos sacerdotes no serviço do santuário, mas também para serem cantados pelo povo em suas jornadas ao altar nacional nas festas anuais. A influência assim exercida era de grande alcance, e teve como resultado libertar da idolatria a nação. Muitos dos povos circunvizinhos, vendo a prosperidade de Israel, eram levados a pensar favoravelmente acerca do Deus de Israel, que havia feito tão grandes coisas por Seu povo” (Patriarcas e Profetas, pág. 711)..

Como no dia em que o símbolo da presença de Deus (a arca do concerto) subiu a Jerusalém, foi feita uma ocasião de grande celebração na qual toda a nação pode participar, igualmente neste nosso dia da EXPIAÇÃO possa nossa adoração refletir a solenidade dos princípios de Deus, que são a base da adoração.

Paul Penno


Paulo Penno é pastor evangelista da igreja adventista da cidade de Hayward, na Califórnia, EUA, da Associação Norte Californiana da IASD, localizada no endereço 26400, Gading Road, Hayward, Telefone: 001 XX (510) 782-3422. Ele foi ordenado ao ministério há 38 anos. Após o curso de teologia ele fez mestrado na Universidade de Andrews. Recentemente ele preparou uma extensiva antologia dos escritos de A.T. Jones e E. J. Waggoner, a qual está incluída na Compreensiva Pesquisa dos Escritos de Ellen G. White. Recentemente também ele escreveu o livro “O Calvário no Sinai: A Lei e os Concertos na História da Ig. Adventista do 7º Dia,” e, ao longo dos anos, escreveu muitos artigos sobre vários conceitos da mensagem de 1888. O pai dele, Paul Penno foi também pastor da igreja adventista, assim nós usualmente escrevemos seu nome: Paul E. Penno Junior. Você pode vê-lo, no You Tube, semanalmente, explanando a lição na igreja adventista de Hayward, na Califórnia, em http://www.youtube.com/user/88denver99