quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Lição 13 – Reavivamento prometido: missão cumprida, por Paulo Penno



Para 21 a 28 de setembro de 2013


Nossa liderança da igreja está obviamente nos exortando a "reavivamento e reforma" neste trimestre de lições da Escola Sabatina. Esta é apenas uma extensão de um impulso recente nesse sentido desde a Assembléia da Associação Geral de 2010, em Atlanta. Mas este é apenas o mais recente ciclo de "exortações" desde 1888.
Por que estes repetidos apelos de "reavivamento e reforma"? É a natureza do “Reavivamento e Reforma” temporária, apenas para ser necessariamente reiniciada novamente? Ou tem a Testemunha Verdadeira uma solução permanente para a nossa “mornidão” espiritual?
Nossa lição 13 em "O Prometido Reavivamento" apresenta muitas coisas boas da Bíblia sobre "a chuva serôdia”. Corretamente identifica o evangelho da "mensagem de amor e verdade de Deus" com o anjo de Apoc. 18:1.1 Um número de citações encorajadoras espalhadas por toda a lição, extraídos da Bíblia e do Espírito de Profecia, indicam o resultado vitorioso.
O elo perdido é o da "Chuva Serôdia" dada como chuveiros iniciais em 1888. "O Senhor, em Sua grande misericórdia, enviou uma mensagem mui preciosa a Seu povo através dos pastores Waggoner e Jones. ... Esta é a mensagem que Deus manda proclamar ao mundo. É a mensagem do terceiro anjo, que deve ser proclamada com grande voz, e regada com o derramamento de Seu Espírito Santo em grande medida". 2
O que se resistiu em 1888 e anos que se seguiram, e ainda até hoje é à "chuva serôdia". Ellen White confirma que a "chuva serôdia" foi objeto de oposição. Houve "oposição manifestada em Mineápolis contra a mensagem do Senhor dada através dos irmãos [E. J.] Waggoner e [A. T.] Jones. Por excitar essa oposição Satanás teve êxito em afastar do povo, em grande medida, o poder especial do Espírito Santo [chuva serôdia] que Deus desejava transmitir-lhe. O inimigo os impediu de obter a eficácia que poderiam ter tido em levar a verdade ao mundo, como os apóstolos a proclamaram depois do dia de Pentecostes [chuva temporã]". [3]
Essencialmente, o que estamos sendo convidados a fazer é submeter-nos, estudar e orar pelo derramamento do Espírito Santo em proporções de chuva serôdia, quando, na verdade, Cristo já no-la concedeu em nossa história.4 Estamos sendo informados de que os leigos são os grandes obstáculos a tal efusão do Espírito, porque "os nossos líderes estão nos chamando para isso".5 O fato é que "a luz que deve iluminar toda a Terra com a sua glória [Apoc. 18:1 ] foi resistida, e pela ação de nossos próprios irmãos tem sido, em grande medida, conservada afastada do mundo".6
A posição que os nossos irmãos tomam sobre, se a Igreja aceitou a mensagem de 1888, é de que, inicialmente, houve resistência. No entanto, a justificação pela fé ganhou força entre a liderança. Foi totalmente acolhida. É a nossa mensagem evangelística para o mundo.
O que precisamos entender claramente é que a igreja está ensinando a justificação pela fé, mas é a compreensão evangélica da justificação. Será que Jesus conserta pessoas tortas com um perdão legal? Será que crer em Jesus corrige um problema de auditoria com respeito as contas celestiais do pecador? Os evangélicos ensinam que, crendo, a pessoa é legalmente justificada, e a santificação nunca será concluída senão por ocasião da segunda vinda de Cristo. Devem os adventistas do sétimo dia ensinar o que as outras igrejas ensinam sobre a justificação pela fé?
"A verdade do evangelho" é uma compreensão da justificação pela fé que é coerente com, e paralela à ideia da purificação do santuário celestial. A palavra "justificação" ou "justiça" significa endireitar o que está torto. Qual são as boas novas de mudança de coração que podem mudar a alienação e resistência que o povo de Deus tem para com Ele?
Cristo não morreu como aquele que toma uma pausa de férias de todas as tensões de perseguição e rejeição para ficar longe de tudo isso. Ele fez a escolha de desistir de todas as reivindicações futuras à Divindade e a um relacionamento com Seu Pai. A cruz foi a demonstração mais completa e absoluta de Ágape como jamais havia sido revelada à humanidade.
Precisamos ver o “sangue” de Cristo. "Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões" (2ª Cor. 5:19). Deus fez o sacrifício e assim o fez Cristo, a fim de eliminar nossa "inimizade" contra Ele. "Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito" (João 3:16). Deus fez o sacrifício a fim de ganhar os nossos corações.
Quando você "contempla" a expiação dEles e aprecia o que Lhes custou sacrificar tudo, então pode dizer que tem fé autêntica. Experimenta o perdão dos pecados. O perdão envolve algo mais do que um ajuste legal para as suas contas registradas nos livros celestes. Você aprecia o sacrifício. Você se identifica plenamente com Aquele ”que me amou e Se entregou a Si mesmo por mim" (Gal. 2:20).
Considerar a Jesus como um sacerdote que perdoa o pecado, para que possa ser repetido vez após vez, simplesmente para ser perdoado de novo, é manter-se no ministério do primeiro compartimento do santuário celestial. Seria Jesus cúmplice de tal reincidência? Um mero entendimento legal da justificação pela fé é não compreender completamente a Sua segunda fase do ministério.
Este é o lugar onde os evangélicos estão incluindo muitos adventistas. É um maravilhoso ministério do perdão legal de pecados que Jesus realizou por 1800 anos na primeira fase (*de Seu ministério no santuário celestial). Se você está planejando morrer, certifique -se de que seus pecados estão perdoados. Você vai chegar à ressurreição na segunda vinda.
Mas Jesus não está mais lá (*no primeiro compartimento do santuário celestial). Ele está na segunda fase desde 1844 (*e assim, atua agora no santíssimo do santuário celestial). E devemos estar interessados no que Ele quer. Perdoar pecados vez após vez poderia continuar para sempre sem qualquer solução para o problema do pecado. Seria deixar para sempre o nosso Sumo Sacerdote em constrangimento por Satanás ter inventado algo, o pecado, para o qual o evangelho não tem a solução para salvar. Satanás iria ganhar a vitória contra Cristo, na hora do juízo de Deus. Satanás venceria o conflito dos séculos.
O que Jesus quer? Deve ser o que queremos. Nós finalmente paramos de pensar sobre o que queremos egoisticamente. Finalmente paramos de pensar sobre o caminho mais fácil para o céu — a rota de fuga subterrânea. Jesus vai preparar um povo disposto, um povo purificado, para a trasladação sem ver a morte na Sua segunda vinda. Serão uma messe totalmente amadurecida—os 144.000—selados com o amor altruísta de Deus, do qual o Sábado do sétimo dia é o sinal visível.
Isso é o que levou Ellen White a regozijar-se na mensagem de 1888. Ela viu, na mensagem daqueles dois pastores, um entendimento da justificação pela fé compatível com a ideia de purificação do santuário. Justificação "se manifesta na obediência a todos os mandamentos de Deus".7 Em outras palavras, aqui está o mais claro evangelho de todos, porque está em harmonia com a lei de Deus.
Se pudermos começar a entender a nossa própria oposição e resistência a Cristo como uma denominação, então a nossa história estará apenas a um batimento de coração de distância do Calvário. Uma vez vejamos o nosso verdadeiro envolvimento com a crucificação de Cristo, estaremos preparados para reconhecer a nossa participação no pecado de rejeitar a chuva serôdia e a mensagem do alto clamor de 1888. Já não podemos presunçosamente esquivar-nos, dizendo: "não é problema meu, eu não era nem nascido, então”, mais do que podemos descartar o nosso envolvimento com a cruz. Tão certo quanto a sombra do Calvário paira sobre os judeus como uma nação, certamente assim paira a sombra de 1888 sobre nós como igreja. "Tal como os judeus”.
A chuva serôdia será, portanto, um dom do Espírito Santo que trará a convicção verdadeira e final do pecado que só Ele pode trazer aos corações humanos: a culpa da crucificação de Cristo é o nosso pecado. Mas isso é uma verdade que ainda não compreendemos claramente. Quando o povo de Deus captar plenamente essa realidade, haverá o maior arrependimento de todos os tempos:
*“Mas sobre a casa de Davi (a liderança da igreja), e sobre os habitantes de Jerusalém (os membros da igreja), derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para Mim, a quem traspassaram; e pranteá-Lo-ão sobre Ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por Ele, como se chora amargamente pelo primogênito” (Zac. 12:10).
*“Naquele dia haverá uma fonte aberta para a casa de Davi (a liderança da igreja), e para os habitantes de Jerusalém (os membros da igreja), para purificação do pecado e da imundícia (13:1). Tornar-se-á a experiência "final" de reconciliação com Cristo, algo conhecido como "expiação final”.
Isso vai possibilitar um movimento, uma reforma e um reavivamento auto- propagável e permanente, um segundo "Pentecostes", uma mensagem a ser proclamada em todo o mundo que vai "iluminar a terra com glória" e preparar um povo para a volta de Cristo.

-- Paul E. Penno
Paulo Penno é pastor evangelista da igreja adventista na cidade de Hayward, na Califórnia, EUA, da Associação Norte Californiana da IASD, localizada no endereço 26400, Gading Road, Hayward, Telefone: 001 XX (510) 782-3422. Ele foi ordenado ao ministério há 38 anos. Após o curso de teologia ele fez mestrado na Universidade de Andrews. Recentemente ele preparou uma extensiva antologia dos escritos de Alonzo T. Jones e Ellet J. Waggoner, a qual está incluída na Compreensiva Pesquisa dos Escritos de Ellen G. White. Recentemente também ele escreveu o livro “O Calvário no Sinai: A Lei e os Concertos na História da Igreja Adventista do 7º Dia,” e, ao longo dos anos, escreveu muitos artigos sobre vários conceitos da mensagem de 1888. O pai dele, Paul Penno foi também pastor da igreja adventista, assim nós usualmente escrevemos seu nome: Paul E. Penno Junior. Você pode vê-lo, no You Tube, semanalmente, explanando a lição da semana seguinte na igreja adventista de Hayward, na Califórnia, em http://www.youtube.com/user/88denver99

Notas:

[1] Lição de domingo, 22 de setembro.
[2 ] Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, págs. 91-92 (grifo nosso ).
[3] Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 234-235 (grifo nosso ).
[4] “Essa é a razão do chamado feito pelos nossos líderes nesta direção [estão nos chamando para um "reavivamento e reforma"]. Porém, isso não ocorrerá, senão pela obra do Espírito Santo em nosso coração, e isso não acontecerá até que escolhamos nos entregar de todo o coração e mente ao Senhor" (lição de sexta-feira, dia 27 de setembro, pergunta para reflexão de nº 4).
[5] Como incluímos entre colchetes, na citação da nota 4, acima, nossos líderes estão nos chamando para um "reavivamento e reforma". Lição de sexta-feira, dia 27 de setembro.
[6] Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 235 (grifo nosso).
[7] Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 92.

Nota: Esta lição, e o vídeo dela, do Pastor Paulo Penno estão na Internet em: http://1888mpm.org
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Lição 12, Reforma: curando ralacionamentos quebrados, por Roberto Wieland

Para 14 a 21 de setembro de 2013 
Nossa lição sobre “Reforma: curando relacionamentos quebrados” parece centrar-se sobre as relações interpessoais—“quebrar as barreiras em nossas relações uns para com os outros”. Isso será impossível até que o maior dos “relacionamentos rompidos” na história do planeta seja curado--a crucificação de Cristo. E o que vai criar esta cura? A crucificação do eu--o arrependimento a que por séculos Cristo nos tem chamado, desde o tempo em que andava sobre esta terra.
Nossa lição diz que “grandes avivamentos espirituais no passado promoveram relacionamentos curados”. Ao descrever as reuniões de avivamento realizadas em South Lancaster no início de 1889 (logo após a Assembléia da Associação Geral de 1888, em Minneapolis), Ellen White nos direciona ao ponto vital do aspecto de piedade prática da mensagem dada pelo Senhor a Alonzo T. Jones e Ellet J. Waggoner para apresentar naquela sessão:
 “Eu nunca vi uma obra de avivamento avançar tão integralmente, e ainda assim permanecer tão livre de toda indevida excitação. Não houve incitamento ou apelo. As pessoas não foram chamadas à frente, mas havia uma percepção solene de que Cristo não veio para chamar justos, mas pecadores, ao arrependimento .... Parecia-nos respirar a própria atmosfera do céu ... que bela visão foi para o universo ver que homens e mulheres caídos contemplavam a Cristo, eram transformados, tendo a impressão de Sua imagem por sobre as suas almas .... Viam-se depravados e degradados de coração .... Isto subjuga o orgulho do coração, e é uma crucificação do eu”.1
Essa idéia de “crucificação de si mesmo”, obviamente, não é nova. Paulo, o melhor defensor de Cristo, disse: “Estou crucificado com Cristo” (Gál. 2:20 ); você nunca é crucificado sozinho. Ele diz que se pode entender quão boa é a Boa Nova de Cristo (em Mat . 11:28-30, por exemplo); você vai considerar toda essa bagagem desse amor de si mesmo, amor ao mundo que tanto lhe tem absorto, como sendo puro “lixo”. Você o descartará de imediato quando perceber a “excelência” de ser crucificado com Cristo (ler Fil. 3:7 e 8; a palavra “esterco” na VKJ significa, literalmente, “o que é lançado aos cães”) .
Sim, deixe-se sentir vergonha--é uma experiência saudável. Nossas almas unem-se a Ele “mediante a fé” (Efé. 2:8). Sua cruz se torna a nossa cruz e Sua gloriosa vitória se torna nossa. “Contemple-O” sobre aquela cruz, una-se a Ele. Então pode aprender a “glória” na cruz de Cristo.
A lição de terça-feira nos admoesta que “Deus nos chama à cooperação, e não à competição”. Novamente, o enfoque deve estar em Cristo, cooperar com Cristo em primeiro lugar, então, a cooperação com os outros virá naturalmente. Cooperação com Deus envolve dizer “Sim!” ao Seu chamado para o serviço. Muitos se esquivam de realizar uma consagração completa de si para Cristo porque temem as consequências que tal consagração possa envolver. Se o pensamento de dar-se à “África” como missionário lhe assusta, pense sobre uma verdade que irá ajudá-lo: leia Romanos 6:13 e entenda que você estaria em seu túmulo eterno agora se o Filho de Deus não tivesse morrido em seu lugar e o comprado com o Seu sangue. Ver, perceber, compreender, apreciar esta verdade simples torna sacrificar-se por Ele doravante “fácil”, e sua “ carga [ser] leve” ( cf. Mat. 11:28-30 ; 2ª Cor. 5:14, 15). Cooperar com Ele; deixar que Ele o use como um de Seus agentes para ajudar alguém que está “cansado ​​e oprimido”.
Ao percorrermos estas lições sobre “reavivamento e reforma”, o guia de estudos deste trimestre pergunta: “... qual é o maior obstáculo da Igreja Adventista do sétimo dia ao tipo de reavivamento e reforma necessários, a fim de alcançar o mundo?” A resposta dada é que “o problema reside unicamente em nós, em nossos relacionamentos, nossos ciúmes, nossa brigas, nosso egoísmo”, etc.
A mensagem de 1888 nos mostra que as falhas espirituais de muitas pessoas sinceras são o resultado de terem-lhe sido ensinadas ideias do velho concerto, especialmente na infância e juventude. A verdade do novo concerto era um elemento essencial da mensagem de 1888, e levanta uma carga de dúvida e desespero de muitos corações pesados.2
As verdades do novo concerto foram os temas centrais da história da mensagem de 1888. O jovem Ellet J. Waggoner tinha sido presenteado por Deus com um entendimento que ultrapassou em muito o de seus irmãos mais velhos de cabelos grisalhos. Ellen White declarou que o Senhor tinha feito isso por ele. Ela disse: “Desde que fiz a declaração sábado passado, que o ponto de vista dos concertos, como tinha sido ensinado pelo irmão Waggoner era a verdade, parece que grande alívio se transmitiu a muitas mentes”.3
O pensamento do velho concerto da parte de cristãos sinceros que querem seguir a Jesus “gera filhos para a servidão” (Gál. 4:24). É trágico que não percebem que as ideias do velho concerto que escravizaram seus pensamentos são uma falsificação do puro, verdadeiro evangelho. Eles se perguntam por que a sua “experiência cristã” é tão desapontadora, pois não conhecem a verdade do novo concerto. Presumem, portanto, que o evangelho é impotente, quando herdaram apenas uma visão distorcida dele.
Muitos de vocês provavelmente memorizaram pelo menos parte do que Ellen White escreveu em Caminho a Cristo (pág. 47): “. . . sois faltos de poder moral, escravos da dúvida e dirigidos pelos hábitos de vossa vida de pecado. Vossas promessas e resoluções são como palavras escritas na areia. Não podeis dominar os pensamentos, os impulsos, as afeições. O conhecimento de vossas promessas violadas e dos votos não cumpridos, enfraquece a confiança em vossa própria sinceridade, levando-vos a julgar que Deus não vos pode aceitar; mas não precisais desesperar. O que deveis compreender é a verdadeira força da vontade. Esta é o poder que governa a natureza do homem, o poder da decisão ou de escolha. Tudo depende da reta ação da vontade. O poder da escolha deu-o Deus ao homem; a ele compete exercê-lo. Não podeis mudar vosso coração, não podeis por vós mesmos consagrar a Deus as vossas afeições; mas podeis escolher servi-Lo. Podeis dar-Lhe a vossa vontade; Ele então operará em vós o querer e o efetuar, segundo a Sua vontade. Desse modo toda a vossa natureza será levada sob o domínio do Espírito de Cristo; vossas afeições centralizar-se-ão nEle; vossos pensamentos estarão em harmonia com Ele”. 
A Antiga Aliança foi formalmente endossada pelos líderes de Israel no Monte  Sinai quando se reuniram e votaram responder à declaração de Boa Nova do Evangelho do Senhor do que Ele faria para eles “Tudo o que o Senhor tem falado, nós faremos” (Êxo. 19:8, numa questão de dias estavam adorando um bezerro de ouro!).
O Senhor nunca lhes pediu para fazer essa promessa! Quando o Senhor em Gên. 15:6 chamou Abraão para sair de sua tenda e contar as estrelas da Via Láctea e declarou-lhe como uma promessa divina: “Assim será a tua descendência”, Ele não pediu ao patriarca para fazer qualquer promessa em retorno! A obra de Abraão foi crer em Sua divina promessa.
A promessa de Deus era unilateral. E quando Abraão creu de fato, o Senhor graciosamente “imputou-lhe isto por justiça” (15:6). Isso é o que Ele faz por todos nós; nossas promessas a Ele são vãs. Pior ainda, em vista de que o Senhor não apela para tais promessas vãs, todo o sistema é letal, produzindo “servidão”.
Agora, caminhemos na luz do sol brilhante das promessas do Novo concerto de Deus.



--Dos Escritos de Robert J. Wieland
Notas de Referência:

[1] Review and Herald, de 5 de março de 1889.
[2] Roberto J. Wieland, Ten Gospel Truths That Make the 1888 Message Unique, (Dez mensagens do evangelho que tornam a mensagem de1888 peculiar)  (Verdade do Evangelho de nº 6, págs.
22-24).
 [3] Carta 59, a Urias Smith, 1890.


O irmão Roberto J. Wieland foi um pastor adventista, a vida inteira, missionário na África, em Nairobe e Kenia. É autor de inúmeros livros. Foi consultor editorial adventista do Sétimo Dia para a África. Ele deu sua vida por Cristo na África. Desde que foi jubilado, até sua morte, em julho de 2011, aos 95 anos, viveu na Califórnia, EUA, onde ainda era atuante na sua igreja local. Ele é autor de dezenas de livros. Em 1950 ele e o pastor Donald K. Short, também missionário na África, em uma das férias deles nos Estados Unidos, fizeram dois pedidos à Conferência Geral: 1º) que fossem publicadas todas as matérias de Ellen G. White sobre 1888, e 2º) que fosse publicada uma antologia dos escritos de Waggoner e Jones. Eles e sua mensagem receberam mais de 200 recomendações de Ellen G. White. 38 anos depois, em 1988, a Conferência Geral atendeu o primeiro pedido, o que resultou na publicação de 4 volumes com um total de 1821 páginas tamanho A4, com o título Materiais de Ellen G. White sobre 1888. Quanto ao segundo pedido até hoje não foi o mesmo ainda atendido.


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Lição 12, Reforma: curando relacionamentos quebrados, por Patti Guthrier

Para 14 a 21 de setembro de 2013

       O estudo desta semana sobre a cura de relacionamentos rompidos alcança-nos bem de perto. Vai contra nossa natureza caída e pecadora confessar nossos pecados a alguém que nos ofendeu. O eu se levanta em auto-justificação e assim como Adão e Eva no jardim procuraram alguém para culpar por seus pecados, nós fazemos o mesmo. Nossa lição muito bem estabelece a verdade bíblica da iniciativa de Deus em nosso perdão (*4ª feira). A nossa confissão de pecado não muda a Sua opinião sobre nós, mas dá-Lhe permissão para nos purificar de nossos pecados com o Seu amor perdoador. A paz que se segue a esta experiência é como um banho fresco, refrescante num dia quente, só que melhor!
Nossa lição vai mais profundamente, reiterando o princípio da restauração de Jesus descrito em Mateus 18 (*5ª feira), quando um irmão pecar contra ti. Nossa tendência natural quando temos sido injustiçados é ir até alguém e denunciar o mal, em vez de resolver o problema na sua fonte. O modelo de disciplina da igreja estabelecido nesta passagem se comprovaria uma salvaguarda incalculável e bênção para a Igreja se fosse fielmente seguido.
Em ambos os casos, contemplar o amor de auto-esvaziamento de Cristo amolece nossos corações e torna-nos dispostos a fazer o que é difícil -- confessarmos os nossos pecados e restaurar o nosso irmão.
O pecado não confessado inflama como uma ferida infectada que nunca cicatriza, e evitando os princípios de restauração de Mateus 18 levanta muros entre os membros da família e da Igreja.
Muitos anos atrás, uma amiga minha sofreu dois abortos antes de iniciar a sua família. Ela confessou o seu pecado a Deus e sepultou a vergonha, a dor e a culpa de sua escolha anterior por décadas. Acreditando que havia sido perdoada, esforçou-se para entender por que ainda sentia tanta terrível vergonha e remorso pelo seu pecado. Em resposta à oração, o Senhor dirigiu minha amiga num caminho de cura, o que incluiu a confissão de seu pecado à sua família imediata e a sua família da Igreja. Entender o que Cristo passou na cruz foi um ponto fundamental em seu processo de cura.
 “Jesus morreu a morte mais vergonhosa, na cruz”, explicou ela. “Ele estava pendurado nu diante do mundo, mas a vergonha que carregava era a minha vergonha. Ele fez isso por mim. A cruz me deu coragem de compartilhar minha história com outras pessoas que experimentaram o aborto, e elas também têm encontrado cura em Cristo”, disse.
A terceira pergunta listada para discussão na lição de sexta-feira diz: “considerando a Igreja Adventista do Sétimo Dia como um todo, qual é o maior obstáculo ao tipo de reavivamento e reforma necessários, a fim de alcançar o mundo? Seriam nossos ensinamentos e doutrinas? Claro que não! ... o problema reside unicamente em nós, em nossos relacionamentos, invejas mesquinhas, contendas, egoísmo, desejo de supremacia, e uma série de outras coisas ...”
Esta pergunta é muito boa. O que está nos impedindo de reavivamento e reforma? O problema é identificado — “está em nós.”
Agora, tudo o que precisamos é de uma solução para este problema! E é isso que o Senhor “em Sua grande misericórdia” enviou para a nossa igreja mais de 120 anos atrás: uma mensagem do amor perdoador do pecado, de nosso precioso Salvador. Minha amiga, após os abortos, obteve um vislumbre deste amor de Cristo por ela, e isso transformou o seu inteiro ser. Sua nova paixão na vida é compartilhar o poder da cruz com os outros para que também possam experimentar o perdão e purificação do pecado e da liberdade em Cristo.        
O irmão Ellet J. Waggoner, um dos dois mensageiros das Boas Novas enviados pelos céus, compartilhadas em 1888 e anos subsequentes, teve uma experiência profunda com o Senhor, em que também obteve uma visão mais nítida da cruz. Ele descreve como estando “sentado um pouco à parte do conjunto da congregação na grande tenda numa reunião campal em Healdsburg [Califórnia], numa sombria tarde de sábado. Eu não tenho qualquer idéia de qual foi o tema do sermão. De nenhuma palavra, nenhum texto me lembro. Tudo o que ficou comigo foi o que eu vi. Subitamente, uma luz brilhou em volta de mim, e a tenda para mim ficou muito mais brilhantemente iluminada do que se o sol do meio-dia tivesse estado brilhando, e vi a Cristo pendurado na cruz, crucificado por mim. Naquele momento tive meu primeiro conhecimento positivo, que me veio como uma torrente avassaladora, de que Deus me amava, e que Cristo morreu por mim. Deus e eu éramos os únicos seres de que eu estava consciente no universo. Soube então, pela visão real, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo; eu era o mundo todo com todo o seu pecado. Estou certo de que a experiência de Paulo no caminho de Damasco foi mais real do que a minha. ...
 “Resolvi de imediato que iria estudar a Bíblia à luz dessa revelação, para que pudesse ajudar outros a verem a mesma verdade. Sempre acreditei que cada parte da Bíblia deve revelar, com maior ou menor nitidez, essa gloriosa revelação” (Carta de 16 de maio de 1916, escrita pouco antes de sua morte súbita; como citado em “1888 Reexaminado”, pág. 16).
A aplicação dos princípios descritos na lição desta semana é ampla e profunda. Confissão e arrependimento genuíno, de coração, combinado com restauração daqueles aos quais ofendemos, devem ser experimentados individualmente, nas famílias, nas nossas igrejas locais, e em nossa Igreja mundial.
A profecia explica que é a mensagem da cruz que irá perfurar nossa armadura espessa de orgulho e auto-justificação: “E olharão para Mim, a quem traspassaram. Sim, eles vão chorar por ele, como quem pranteia por seu filho único, e sofrer por ele, como se chora por um primogênito”. Zac. 12:10.
E para aqueles que estão dispostos a ver o seu pecado, individual e coletivamente, “haverá uma fonte aberta para a casa de Davi e para os habitantes de Jerusalém, para remover o pecado e a impureza”, e “ E se alguém lhe disser: Que feridas são estas nas tuas mãos? Dirá ele: São feridas com que fui ferido em casa dos meus amigos” Zac. 13:1, 9.

-Patti Guthrie


Patti Guthrie é uma adventista de berço. É esposa, mãe e professora dos próprios filhos. Ela é ardorosa estudante da Bíblia, escritora e musicista.  Faz parte do comitê de música para leigos adventistas. A família de Guthrie aparece no canal de televisão adventista Three Angels Broadcasting Network [Canal de Televisão Três Anjos] com música tanto vocal quanto instrumental. O marido de Patti, Todd Guthrie, é médico e membro da Mesa administrativa do Comitê de Estudos de Mensagem de 1888. Ele também é ancião na sua igreja adventista local, e constantemente está envolvido em organizar e executar programas musicais para acontecimentos importantes da Igreja Adventista nos EUA e em outros países.
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