terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Lição 2 — Vejo, quero, pego, por Arlene Hill

Para 6 a 13 de janeiro de 2018

O subtítulo para as lições deste trimestre sobre mordomia é "Motivos do Coração". O aspecto mais importante da mensagem de 1888 é que tudo depende do que move o coração. A menos que aceitemos que nada podemos fazer para nos salvar, nossos esforços para agradar a Deus apresentam um falso evangelho que é sempre guiado pelo eu. Sem a contínua comunhão com o Espírito Santo, qualquer justiça que pensamos ter é considerada por Deus como trapos de imundícia.
A solução é um novo coração, como Davi anseia no Salmo 51: "Cria em mim. Ó Deus, um coração puro..." (*vs. 10). Ele não pede que Deus remende as partes más num coração, de outra forma, muito bom. Devemos aceitar que Deus nos deu o primeiro corpo que Ele criou para nós no primeiro Adão (veja o argumento de Paulo sobre os dois Adãos em Romanos, capítulo 5) e Ele "nos renasce" no segundo Adão (Cristo) e nos dará um corpo completamente novo na ressurreição. A raça humana precisa de um Criador, não mais programas "funcionais" para nos fazer pensar que estamos ficando melhor.
Deus nos criou corpos e tudo o de que necessitamos para dar a estes suporte físico e emocional. Paulo resumiu toda a questão de nossa mordomia para Deus em Romanos 12: 1: "Rogo-vos, pois, irmãos, pela misericórdia de Deus, que apresenteis os vossos corpos, em sacrifício vivo, santo e aceitável para Deus, que é o seu culto espiritual de adoração" (New American Standard Bible). Usando essa passagem, Ellet J. Waggoner explica que, devido à infinita sabedoria e poder de Deus, "Ninguém pode acrescentar-Lhe nada. Ninguém pode colocar Deus em obrigações para Si. Ninguém pode dar-Lhe algo pelo qual Ele deve receber alguma coisa em troca".1 É somente o que Deus nos deu que podemos devolver a Ele.
Analisando mais a fundo esta passagem em Romanos, Waggoner chega à conclusão de que, uma vez que  Deus nos criou e providenciou tudo o de que necessitamos, Ele não precisa de nada – isto é "razoável que todos submetam-Lhe seus corpos, para Ele controlar. Ele somente tem a sabedoria e o poder de fazê-lo  apropriadamente".2
A extensão da lógica de dar a Ele nossos corpos inclui tudo o mais que Ele nos deu para dar sustento aos nossos corpos, a mais importante das quais é fé. Em essência, Deus nos criou, equipou e nos habilitou para sermos bons mordomos de tudo o que Ele nos deu. A ideia de mordomia tem se tornado associada somente com a responsabilidade financeira, mas é bem mais do que isso.
Waggoner descreve uma completa mudança de atitude devido ao fato de que o pecado nos acometeu. Depois da queda do primeiro Adão, nossa herança proveniente dele está incorporada no título desta lição: "Vejo, quero, pego". Nascemos com orgulho egocêntrico como motivação para tudo o que fazemos. Isso parece desesperador, mas Deus consagrou um novo e vivo caminho que começa com o renascimento (*Hebreus 10:20. Mas veja também ao que isto nos leva em Salmo 119:45 e Tiago 1: 25). Parece uma solução simples, mas o nosso orgulho não nos deixa facilmente. Não temos a tendência natural da humildade. O orgulho sempre está erguendo sua horrível cabeça, principalmente em descobrir maneiras que melhorem o que Deus chamou de “bom”.
"O Orgulho é o Inimigo da Fé. — Os dois não podem viver juntos. Um homem pode pensar com sobriedade e humildade apenas como resultado da fé que Deus dá. . . . O homem que tem confiança em sua própria força e sabedoria, não irá depender do outro. A confiança na sabedoria e no poder de Deus vem somente quando tomamos conhecimento e reconhecemos nossa própria fraqueza e ignorância.
"Fé, um dom de Deus." (*Efé. 2:8, ú.p.).— Essa fé que Deus concede ao homem está descrita em Apocalipse 14:12: "Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus". Deus não dá fé somente aos santos, como ainda lhes dá os mandamentos, mas os santos mantêm a fé, e outros não. A fé que eles mantêm é a fé em Jesus, portanto é a fé de Jesus que é dada aos homens".3
"Guardar" é geralmente o que os mordomos fazem. Eles guardam o que lhes tem sido dado. O mordomo injusto (Lucas 16:13) foi informado de que ele seria demitido por desperdiçar os bens de seu mestre. O mordomo injusto disse: "Eu vejo, eu quero, então eu levo". Quando o mestre descobriu, ele espertamente concedeu descontos aos devedores do seu mestre, não para garantir algum retorno em potencial de "dívidas incobráveis", mas para gerar boa vontade para que os devedores o acolhessem quando ele fosse demitido. Este mordomo não estava "guardando" nada para o seu mestre, estava era manipulando-o. O mestre o elogiou por sua astúcia, esquecendo-Se das segundas intenções do mordomo.
O que Jesus está ilustrando com esta parábola? Aprendemos que todas as pessoas, não apenas os crentes, recebem fé. Deus nos dá a liberdade de mantê-la ou usá-la para propósitos individuais. Muitos cometem o erro de que, uma vez que recebemos apenas uma "medida da fé” (*Rom 12:3), é nossa responsabilidade cultivá-la através da prática. Em outras palavras, Deus não nos deu fé suficiente, então devemos fazer a nossa parte. Esta é outra maneira de negar o poder e a suficiência de Deus.
"Em que medida? — Vimos que a fé é dada a todo homem. Isso pode ser conhecido também pelo fato de que a salvação é dada a cada homem, e colocada ao seu alcance, e a salvação é somente pela fé. . . .
"A questão é, em que medida Deus deu a todos os homens a fé? Isso é realmente respondido no fato já aprendido, de que a fé que Ele dá é a fé de Jesus. A fé de Jesus é dada no dom do próprio Jesus, e Cristo é dado em Sua plenitude a todo homem. Ele provou a morte por cada homem (Heb. 2: 9). "A graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo" (Efésios 4:7). Cristo não está dividido, portanto, a todo homem é dado tudo de Cristo e a toda a Sua fé. Há apenas uma medida".4
Portanto, nossa mordomia é baseada em guardar a fé de Jesus, que nos foi dada em plena medida sem necessidade de nosso crescimento espiritual. Não é preciso fazer nada além de guardar e apreciar o que Deus nos deu. Ninguém naturalmente tem essa inclinação de "motivos do coração", mas, se nos apegarmos às suas promessas pela fé, teremos a mente de Cristo gradualmente substituindo nosso coração, que só pode ver, querer e pegar.
Arlene Hill
Notas Finais:                                                                       
1) Ellet J. Waggoner, Romanos, pág. 177.
2) Ibidem                                                                               
3) Ídem, pág. 179, enfase adicionada;                                   
4) Ibidem                                                                               
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Notas:                                                                                    
Veja, em inglês, o vídeo desta 2ª lição do 1º trimestre de 2018, exposta pelo Pr. Paulo Penno, na internet, no sitio: https://youtu.be/SUGAa76s9Gs

Esta lição está na internet, em inglês, no sitio: 1888message.org/sst.htm

O Pastor Paulo Penno preparou um estudo sobre Romanos, verso por verso, dos capítulos 14, 15 e 16. Se você quiser recebê-lo envie um e-mail para dailybread@1888message.org; solicitando-o.
Diga: Please send me Paul Penno’s study on Romans chapters 14, 15, e 16.
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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Lição 1 — A influência do materialismo, por Paulo Penno



Para 31/12/17 a 06/01/18

Recentemente, um amigo me disse brincando: “Você não sabe que aquele que morre com mais brinquedos ganha!” Isso esta tão longe quanto se possa imaginar quanto à generosidade compassiva de Deus. Mas é muito próximo do que se constitui a nossa cultura — uma cultura saturada de ganância e direcionada à catástrofe. Milhões de americanos parecem compartilhar essa visão de nossos desejos modernos, particularmente porque nossa economia continua o seu crescimento sem precedentes.
Ainda assim, para a maioria de nós que conhecemos tempos difíceis em nossas vidas, a economia de consumo de hoje traz à mente a parábola de Jesus que se tornou conhecida como a “Parábola do homem rico”, a história de um homem que teve tanto que planejava construir novos celeiros para armazenar seus bens. E lembramos bem o que Jesus disse sobre ele: “Louco! Esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus” (Lucas 12: 20-21, Almeida Fiel).
Foi dito que não somos donos de nossas coisas; nossas coisas nos possuem. Quão fácil é ser consumido por bens materiais; portanto, Jesus advertiu sobre “os enganos das riquezas”  (Marcos 4:19).
Pense apenas quão fácil é que o dinheiro, ou a sua busca, cegue nossas prioridades espirituais. Quão crucial é que tenhamos essa verdade em mente enquanto buscamos alcançar aqueles cuja riqueza já os tenha cegado.
Ao mesmo tempo, todos precisamos de uma verificação da realidade. Algumas pessoas vivem como se a única pergunta que será feita no Dia do Juízo será: quanto dinheiro você ganhou?
Cristo inverte nossas prioridades mal situadas. Embora as posses não sejam proibidas, elas devem ser colocadas em devida perspectiva. Os bens materiais são instrumentos de Deus projetados para beneficiar a humanidade. Tornam-se bênçãos quando compartilhados, ao invés de quando acumulados. Quando acumulados, tornam-se maldições.
As pessoas materialistas, sejam ricas ou pobres, correm o risco de sacrificar o seu eterno bem-estar pelos prazeres temporais. A satisfação eterna é trocada por incorrer em fantasias que se deterioram e tornam-se fora de moda.
Os seres humanos servem a Deus ou ao dinheiro, nunca aos dois. Todos, ricos ou pobres, precisam ser lembrados: “pois, que aproveita ao homem ganhar todo o mundo um homem, e perder a sua própria alma?” (Marcos 8:36).
Aqui está uma realidade simples. Não é possível desenvolver pensamentos profundamente espirituais se alimentarmos as mentes com violência, imoralidade, ganância e materialismo. Nossos sentidos são o portal para as nossas mentes. Se nossas mentes forem bombardeadas com as cenas estimulantes do entretenimento de Hollywood, serão moldadas por essas experiências sensuais, e não pelos princípios da Palavra de Deus.
Muitos milhões de dólares são gastos pelos produtores de mídia para manipular nossas emoções, condicionar nosso pensamento e moldar nossos valores. Podemos ter certeza de que a pergunta básica que esses gurus do entretenimento perguntam não é: “Como essas produções podem preparar as pessoas para o breve retorno de Jesus?” No fundo o que mais os motiva é o dinheiro.
Os cristãos adventistas do sétimo dia que se preparam para a segunda vinda de Cristo devem refletir cuidadosamente antes de sacrificar suas almas no altar do entretenimento mundial.
Alguns pais estão tão preocupados com os hábitos de visualização de seus filhos que até instalam filtros para bloquear certos sites. Outros fizeram algo parecido com a televisão. O propósito desses filtros eletrônicos é deixá-los ver algumas coisas enquanto mantêm outras fora de alcance. Deus providenciou um “filtro espiritual” para as nossas mentes. Foi cuidadosamente elaborado para permitir que essas coisas em nossas mentes construam nossa experiência espiritual com Jesus.
Enquanto você tiver uma natureza pecaminosa ou enquanto estiver na “carne”, está condenado à derrota espiritual. E isso é o que muitos cristãos professos acreditam. Sua experiência reforça constantemente essa ideia, pois acham a carne todo-poderosa. O apetite, sexo ilícito, sensualidade, orgulho, ciúme, ódio, drogas ou álcool, materialismo, constantemente suplantam o Espírito, e eles se vêem derrotados, toda vez. Certamente o coração do Salvador está longe deles.
Se Jesus Cristo é “o Salvador do mundo” (João 4:42), isso não significa que Ele pode salvar alguém da “concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e a soberba da vida”? (1ª João 2:16). Caso contrário, a Bíblia é uma farsa. Nossa pergunta não é, “Pode Ele salvar”, ou “Ele” salva? A menos que responda “sim”, você não é uma grande testemunha para Ele, não é? E apenas “pregar” sobre isso parece vazio e sem valor, e só aprofunda a culpa que muitos sentem.
O legalismo não é a resposta, por mais severo e rigoroso que seja. De acordo com o apóstolo João, não se pode negar a realidade da multidão de nossos desejos internos. Por natureza, você está se afogando neles e precisa em 100% de um Salva-Vida. Não pense que o seu próprio poder de vontade terá êxito.
Antes de começar o seu novo dia, você ora: “Pai nosso, que está nos céus, . . . não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal” (Mateus 6:9-13). Se acessar pornografia na Internet, não está deliberadamente cancelando essa oração? Estará caminhando diretamente para o campo do demônio, fazendo como Pedro quando negou a Cristo, misturando-se à multidão mundana que desfrutava ver a Cristo sendo crucificado. Ao assistir à pornografia, você está crucificando a Cristo novamente na pessoa das vítimas — apoiando o negócio de seus exploradores.
Jesus disse isso de forma direta, pois apenas alguém poderia fazê-lo se enfrentasse por si mesmo a cruz: “qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após Mim, não pode ser Meu discípulo” (Lucas 14:27).
Você não sabe o que fazer até que aprenda. A graça de Deus ensina-lhe ativamente a dizer “Não!” exatamente como o próprio Jesus (Tito 2:11-14, NVI). Agora, agradeça-Lhe, louve-O! Una-se a Cristo em Sua cruz e deixe-se ser crucificado com Ele (você nunca está sozinho). O novo concerto, não o velho, é a resposta.
O movimento de reforma adventista surgiu dessa preocupação com a cooperação com o Sumo Sacerdote celestial em Sua obra final da expiação. Num sentido muito especial, o povo de Deus que segue a Cristo pela fé tem a sua atenção focada nEle e não em si mesmos. Sua motivação não é o temor, mas uma preocupação corporativa pelo sucesso final da missão de Cristo. Uma compreensão mais clara da cruz e do sacrifício do Salvador liberta-os da vaidade.
A gloriosa boa nova de tudo é que nunca na história do mundo tivemos uma melhor oportunidade de encontrar a libertação da tirania incapacitante de ser absorvido por si mesmo. O povo de Deus nestes últimos dias deve ser o mais feliz, o mais livre do orgulho, da sensualidade e do materialismo, as pessoas mais altruístas que o mundo já viu.
Sua reforma de estilo de vida não é um programa de obras, do tipo — faça você mesmo, ou uma forma de tortura a si próprio. É um “sinal” de devoção interior a Cristo e uma preocupação com Ele (o foco de 1888) que demonstra que encontraram algo mais empolgante com que se preocupar do que adornar-se ou dedicar-se a apetites sensuais.
Paul E. Penno
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Notas:                                                           
O vídeo em inglês do pastor Paulo Penno desta lição está na internet em: https://youtu.be/MybKPWR3kkk;
Esta lição em inglês também está na internet em: http://1888message.org/sst.htm
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Biografia do autor, Pastor Paulo Penno:

Paulo Penno foi pastor evangelista da igreja adventista na cidade de Hayward, na Califórnia, EUA, da Associação Norte Californiana da IASD, localizada no endereço 26400, Gading Road, Hayward, Telefone: 001 XX (510) 782-3422. Foi ordenado ao ministério há 42 anos e jubilado em junho de 2016, Após o curso de teologia fez mestrado na Universidade de Andrews. Recentemente preparou uma Compreensiva Pesquisa dos Escritos de Ellen G. White. Recentemente também escreveu o livro “O Calvário no Sinai: A Lei e os Concertos na História da Igreja Adventista do 7º Dia.” (Este livro postamos, por inteiro, no blog Ágape Edições (agape-edicoes.blogspot.com) em 1º de agosto de 2017). Ao longo dos anos o Pr. Paulo Penno, escreveu muitos artigos sobre vários conceitos da mensagem de justificação pela fé segundo a serva do Senhor nos apresenta em livros como Caminho a Cristo, DTN, etc. O pai dele, Paul Penno foi também pastor da igreja adventista, assim nós usualmente escrevemos seu nome: Paul E. Penno Junior. Ele foi o principal orador do seminário “Elias, convertendo corações”, nos dias 6 e 7 de fevereiro de 2015, realizado na igreja adventista Valley Center Seventh-day Adventist Church localizada no endereço: 14919  Fruitvale Road, Valley Center, Califórnia.
  
    Atenção, asteriscos (*…) indicam acréscimos do tradutor.
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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Lição 13 — Vida Cristã, por Paulo Penno



Para 23 a 30 de dez. De 2017

Os Livros de Daniel e Apocalipse provocaram o Movimento do Segundo Advento de 1844. As profecias apontaram para um “remanescente” com a “mensagem do terceiro anjo” preparando o caminho do retorno do Senhor. O Senhor prometeu enviar a este povo a “chuva serôdia” e o “alto clamor”, “um mestre de justiça” (em Joel 2:23; as palavras “vos dará em justa medida a chuva temporã” em hebraico é o “mestre de justiça”), com um mensagem indicada pelo Espírito Santo que se unisse ao terceiro anjo (Apocalipse 18: 1-3).1 
Os livros de Romanos, Gálatas e Efésios sobre a justiça pela fé são para o amadurecimento do povo de Deus. Ele cumpriu a Sua promessa de dar a chuva temporã em 1888 sem o Seu povo implorar por isso. Embora a mensagem da cruz, a justificação e o santuário em harmonia com a lei de Deus fossem “desprezados” (veja Testemunhos para Ministros, pág. 92 a 97, e Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 234 e 235). A “boa notícia” é que é recuperável pelo dom do arrependimento que Jesus prometeu a Laodiceia (Apocalipse 3:19).
A verdade pura do evangelho muda vidas. O teste conclusivo e objetivo da doutrina correta é que ela muda mentes, corações e comportamentos uns com os outros. Justificação pela fé aplicada a alguns dos problemas mais difíceis “internas” que a Igreja enfrenta traz uma unidade de crença e prática. Este é o tema de Paulo em Romanos 14-16.
A Igreja é uma mistura de culturas, classes socioeconômicas e raças. As “plantas da igreja” de Paulo são as primícias de novos conversos do Império Romano oriental e judeus étnicos. Alguns cristãos são “fortes”, outros são “fracos” em questões éticas (Romanos 15:1). No entanto, todos tinham estado unidos por causa de Cristo. Eles entraram no curso, “Vida Centrada na cruz” na “Universidade do Corpo de Cristo”. Agora aprenderão o que significa viver diariamente a cruz com Jesus. Isso irá obrigá-los a cultivar muita “humildade”.
A reforma da saúde foi dada ao povo de Deus como justiça pela fé. É o jejum apropriado, que Deus designou para quantos creem que estão vivendo no Dia da Expiação. A negação-própria que é uma qualidade inerente para adotar um regime alimentar simples é necessária para um povo que está antecipando a saída do Sumo Sacerdote do Lugar Santíssimo. (*Mas a ênfase, deve ser posta na autonegação, não na dieta.)
Comer alimentos era problemático para muitos cristãos primitivos, porque a maioria era oferecida aos ídolos antes de ir ao mercado dos produtores (Romanos 14:2-4, 20-23; Atos 15:20; 1ª Coríntios 8:4). Muitas consciências débeis se voltaram para uma dieta vegetariana para evitar comer carne oferecida aos ídolos.
Alguém que acredita que pode comer qualquer e todas as coisas que Deus criou para alimentação pode manter um espírito de zombaria àqueles cuja consciência não lhes permite consumir todas as coisas. A liberdade religiosa em matéria de alimentação é para ser estendida a todos. Infelizmente para uma boa causa, muitos que abraçam uma dieta vegana condenam aqueles que comem um regime mais amplo e, portanto, se separam do Espírito de Cristo. Qualquer obra de reforma que perde o espírito de amor para com os outros é um desfile sem proveito de vaidade humana.
A “preferência” do dia por um homem (Romanos 14:5) não o torna o dia de descanso de Deus. O sábado do sétimo dia de Deus, claramente, tem o selo de Deus sobre ele (Gênesis 2: 3, Êxo. 20:11; Eze. 20:12, 20). Então Paulo não está abordando a questão da observância do sábado do sétimo dia (Romanos 14:5, 6). A igreja romana tinha um contingente de cristãos judeus que ainda se apegavam a dias (*cerimoniais) sabáticos anuais de observância que podiam cair em qualquer dia da semana. Os cristãos gentios não teriam tais lealdades para observar tais dias.
O fato de que Paulo liga a “preferência” ou “respeito” de dias com “comer” é uma conexão adicional aos dias anuais dos festivais de observância judaicos (Romanos 14:6). Comer desempenhava um papel vital nos ritos de guardar os sábados cerimoniais (Lev. 23).
Este texto realmente não resolve a questão de saber se os dias sagrados judeus são sábados válidos ​​para os cristãos observarem hoje. Em outros lugares, Paulo declara-os “sombras” do “corpo de Cristo” (Colossenses 2:16, 17). Seria blasfêmia continuar (*a oferecer) sacrifícios de animais quando o corpo de Cristo já foi crucificado por nós. Por que estabelecer observância de “sombras” quando já temos a realidade de Cristo a Quem apontavam? Nenhuma quantidade de observâncias rituais vai estabelecer Cristo no coração. Eles certamente não conseguiram isso para a nação judaica como um todo nos dias de Cristo. Acabaram perdendo de vista o Seu Messias e O crucificando.
O nível de julgamento interior à igreja que o apóstolo aborda é igual às decisões de vida ou morte que Cristo faz no julgamento final. Não temos nenhum assunto transpirando em Seu tribunal (Romanos 14:10). Deus, o Pai, transferiu todo o juízo para o Filho (João 5:22, 27). Jesus diz: “Eu vim não para julgar o mundo” (João 12:47); (*“Porque Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele”) (João 3:17). Jesus proclamou a “palavra” que é a lei e o evangelho. “A palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia” (12:48). Assim, “o tribunal de Cristo” é a lei e a cruz.
Naquele dia maravilhoso de prestação de contas final após a ressurreição dos ímpios no fim do milênio, a lei escrita sobre tábuas de pedra (*“e letras de fogo”) e a cruz serão apresentadas a eles.2 Então o registro inconsciente da vida, inpresso no subconsciente, será claramente trazido à vista para cada um ver. Haverá uma aclamação sem precedentes de unidade nos lábios de todos quantos Deus fez todo o possível para dar salvação a todos, mas os perdidos recusaram o Seu presente. (*“Todo o joelho se dobrará a Mim, e toda língua confessará a Deus” Rom. 14:11).
O propósito do “tribunal de Cristo” é, em última instância, tornar todos responsáveis ​​diante de Deus (*cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus, verso. 12). O propósito de Cristo no julgamento é vindicar quem quer que permita que Ele os sele com o Seu Ágape.
Muitos estão selando o seu julgamento final diariamente (*“Quem crê nEle não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”, João 3:18). Através do evangelho “nós” proclamamos, as almas tomarão sua decisão pela vida ou pela morte (Rom. 14:13). Se o nosso evangelho é “más notícias” sobre o que devemos fazer para sermos salvos, as pessoas vão concluir que não foram eliminadas para a salvação. Se o nosso evangelho é “uma boa notícia” do presente de salvação de Cristo para todos, independentemente das qualificações pré-existentes, então é um sabor de vida para aqueles que não o rejeitam.
A dinâmica do Espírito é o meio pelo qual Paulo conseguiu tudo o que fez em todas as áreas: o discurso, as ações e os sinais e as maravilhas dele. Quando Paulo integralmente “pregava o evangelho de Cristo”, a cruz era uma realidade presente para aqueles que ouviam. Esqueceram-se de todas as distrações presentes e ficaram fixados sobre “o Salvador do mundo”. Foi tal pregação que o Espírito Santo confirmou com “sinais e maravilhas” (Romanos 15:19). Milagres atestam a verdade do evangelho proclamado.
Da mesma forma, na glorificação final de Deus através da proclamação da cruz, “Servos de Deus, com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do céu. Por milhares de vozes, em toda a extensão da Terra, será dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes”.3
O que é “a revelação do mistério, que desde tempos eternos esteve oculto”(Romanos 16:25)? “O mistério” é a revelação do próprio Jesus Cristo, como Ele foi revelado na pregação de Paulo, e como Ele é revelado em você e em mim, enquanto proclamamos o evangelho.
O evangelho foi divulgado aos homens desde Adão, e eles tinham uma medida do conhecimento do evangelho. Mas quando o próprio Cristo veio, e revelou Deus em Si mesmo, aos filhos dos homens — nunca fora revelado e compreendido antes como foi revelado e compreendido naquele momento. Quando os apóstolos foram enviados para pregá-lo, como foi revelado, eles o pregaram numa plenitude e numa clareza como nunca fora pregado antes Rom. 15:16.
Agora, Cristo proclama o mistério como nosso Sumo Sacerdote do santuário celestial. É o evangelho claramente coerente com a obra de purificar nossas vidas do pecado que Ele procura ali realizar. Isso envolve uma obra de julgamento que é a reivindicação de Laodiceia. Ele lhe dá o presente de Ágape para que possa crescer em toda a estatura de uma noiva digna de ficar ao lado do Cordeiro no casamento.
O plano evangélico originou-se na mente de Deus na eternidade passada; patriarcas, profetas e apóstolos trabalharam em uníssono para torná-lo manifesto; e “nas eras vindouras” será tanto a ciência quanto a canção dos redimidos (vs. 27). Que conclusão maravilhosa! Alcança de eternidade a eternidade. O Evangelho de Deus é a sabedoria dos séculos!
--Paul E. Penno
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Notas Finais:                                         

1) Veja o que Ellen G. White nos diz em Testemunhos para a Igreja, vol. 6: “A mensagem da justiça de Cristo há de soar desde uma até a outra extremidade da Terra, a fim de preparar o caminho ao Senhor. Essa é a glória de Deus com que será encerrada a obra (sic) [a mensagem] do terceiro anjo” (pág. 19). Quando se fala da mensagem do 3º anjo significa, em verdade, a mensagem dos três anjos de Apoc. 14 ; “A primeira, segunda e terceira mensagens angélicas ... estão relacionadas entre si” (pág. 17, último parágrafo), e a proclamação das três “simbolizam a obra daqueles que as proclamam” (ibidem).

2) Veja Ellen G. White, O Grande Conflito, pág. 666.                    

3) Idem, pág. 612                                                                            
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Notas:                                                     

O vídeo desta lição do pastor Paulo Penno, em inglês, está na Internet em: https://youtu.be/jFY2ieoCork

Você pode se inscrever para receber semanalmente a lição em inglês solicitando-o no site sabbathschooltoday@1888message.org.
Também esta lição, em inglês, está na Internet em: http://1888message.org/sst.htm  

O Pastor Paulo Penno preparou um estudo sobre Romanos, verso por verso, dos capítulos 14, 15 e 16. Se você quiser recebê-lo envie um e-mail para dailybread@1888message.org; solicitndo-o. Diga: Please send me Paul Penno’s study on Romans chapters 14, 15, and 16.   
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Biografia do autor, Pastor Paulo E. Penno Jr:
Paulo Penno foi pastor evangelista da igreja adventista na cidade de Hayward, na Califórnia, EUA, da Associação Norte Californiana da IASD, localizada no endereço 26400, Gading Road, Hayward, Telefone: 001 XX (510) 782-3422. Foi ordenado ao ministério há 42 anos e jubilado em junho de 2016, Após o curso de teologia fez mestrado na Universidade de Andrews. Recentemente preparou uma Compreensiva Pesquisa dos Escritos de Ellen G. White. Recentemente também escreveu o livro “O Calvário no Sinai: A Lei e os Concertos na História da Igreja Adventista do 7º Dia.” (Este livro postamos, por inteiro, em Ágape Edições (agape-edicoes.blogspot.com) em 1º de agosto de 2017). Ao longo dos anos o Pr. Paulo Penno, escreveu muitos artigos sobre vários conceitos da mensagem de justificação pela fé segundo a serva do Senhor nos apresenta em livros como Caminho a Cristo, DTN, etc. O pai dele, Paul Penno foi também pastor da igreja adventista, assim nós usualmente escrevemos seu nome: Paul E. Penno Junior. Ele foi o principal orador do seminário “Elias, convertendo corações”, nos dias 6 e 7 de fevereiro de 2015, realizado na igreja adventista Valley Center Seventh-day Adventist Church localizada no endereço: 14919  Fruitvale Road, Valley Center, Califórnia.
    Atenção, asteriscos (*…) indicam acréscimos do tradutor. ­­­­­­­­­­­­­­­­­­
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