sexta-feira, 1 de julho de 2011

Lição 1, Adoração em Gênesis: Duas classes de adoradores, por Hélène Thomas

Para 25 de junho a 2 de julho de 2011



Neste trimestre estudaremos exemplos bíblicos de verdadeira e falsa adoração. Os adventistas do sétimo dia encontram sua razão de existência no convite à adoração de Apocalipse 14:6, 7: "E vi outro anjo voar pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, porque vinda a hora do Seu juízo, e adorai Àquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas".

Como observado em nossa lição, dois sistemas de adoração têm existido na Terra desde o início, tipificados pelos exemplos de Caim e Esaú, e.Abel e Jacó

A distinção entre as ofertas de Caim e Abel fornece uma ilustração da adoração verdadeira e falsa como visto ao longo da história. A fé de Abel em Deus se manifestou em seu dom do cordeiro imolado. A oferta de Caim era, na realidade, um elogio de si mesmo a Deus por uma exposição de frutos do seu trabalho.

Na Escola Sabatina, não muito tempo atrás, uma professora contou-nos uma história sobre um homem que foi admitido como açougueiro aprendiz.

No primeiro dia de trabalho, o homem foi instruído sobre a técnica de matar cordeiros para obter carne especial de carneiro. O novato explicou como ele pegou o primeiro cordeiro pelo queixo. Isso seria fácil, pensou ele. Levantando alto a cabeça do cordeiro, ele cortou a garganta do cordeiro com a faca. Espirrou sangue da ferida, derramando sobre a mão do homem e pingando no chão. O açougueiro esperava o cordeiro cambalear para lá e para cá como um bêbado e cair num colapso, no chão enquanto lentamente sangraria até morrer.

Em vez disso, e para surpresa do homem, o cordeiro olhou para o rosto do homem com olhos confiantes e, em seguida, descansou sua cabeça no colo do homem. Lentamente, o cordeiro começou a lamber seu próprio sangue da mão do homem.

Com um coração dilacerado em angústia, o homem viu quando o cordeiro morreu em completa confiança e entrega. O homem largou o emprego naquele dia e nunca trabalhou como açougueiro..

Mais tarde, agradeci à professora por partilhar tal história tão comovente, e disse a ela o quanto ela significava para mim. Em seguida, ela compartilhou uma outra história:

Uma vez, ela disse, ela e seu marido tinham um galo. Eles o possuíam por muitos anos. Era um animal de estimação da família, mas agora eles viviam na cidade e vizinhos estavam reclamando porque o galo fazia muito barulho. Entrou em contato com um homem em sua igreja, que havia trabalhado como açougueiro e perguntou se ele estaria disposto a vir e matar seu galo. Ele concordou.

Quando ele chegou, ela o levou ao galpão onde o galo foi então deixado, porque ela não queria assistir. Do lado de fora ela tentava ouvir os sons que pudessem indicar que ele tinha terminado sua tarefa. Ela tentou escutar, mas não ouvi nenhum som vindo do galpão. Finalmente, ela olhou para dentro para ver por que estava demorando tanto. Lá estava o açougueiro, ajoelhado diante do galo, chorando. Ele não conseguia realizar a tarefa tratada. Ele tinha sido duro e insensível em sua profissão, mas não agora. Seu coração tinha sido amolecido pelo amor de Cristo.

A mensagem enviada para a nossa igreja através do ministério dos irmãos Waggoner e Jones e da irmã White, no final de 1800, foi uma clara mensagem da cruz. Como um povo, os adventistas do sétimo dia tornaram-se defensores capazes de sua fé, mas faltou a ternura e quebrantamento de coração que vem de contemplar o Cordeiro, que foi morto desde a fundação do mundo.

O orgulhoso coração não convertido busca um estilo de adoração que espelha a oferta de Caim. Pode ser polido e suave, como uma tigela de frutas deliciosas. Ele pode estar correto em sua interpretação das 28 crenças fundamentais de nossa igreja. Pode ser cheio do Espírito, ou pode ser explicito e formal, com tudo o que é tecnicamente executado com precisão. Se a nossa adoração não derivar de uma apreciação de coração do dom inefável de Jesus, reflete o espírito de Caim

O que é necessário em nossa adoração hoje - corporativamente como uma igreja, em nossas famílias, e em nossa comunhão particular com Deus — é um novo olhar sobre o Cordeiro, uma apreciação renovada para o infinito sacrifício feito em nosso nome, por um Cordeiro, ferido e ensanguentado, que Se aproximou ainda mais perto de nós na morte. Esta mensagem por si só pode trazer a tão esperada reforma no culto que partirá do coração e não apenas uma rodada de formalidades, sejam elas quais forem.

"Mas Ele foi ferido pelas nossas transgressões, Ele foi moído pelas nossas iniqüidades; O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados e o Senhor fez cair sobre Ele a iniqüidade de todos nós...." Isaías 53:5, 6 (última parte).

Hélène Thomas



A irmã Helena Thomas é esposa de um obreiro bíblico adventista. Eles vivem no estado de Michigan, nos EUA. Além de exercer as funções do lar, como esposa, mãe e avó, ela é escritora, e produz artigos literários de dentro da própria casa. Desde Janeiro de 2010 ela é a nova editora do Comitê de Estudos da Mensagem de 1888. O endereço eletrônico dela é jhthomasal@gmail.com

Lição 1, Adoração em Gênesis — duas classes de adoradores, por Paul Penno

Para 25 de junho a 2 de julho de 2011

A forma das coisas por vir está sendo mais fortemente focada dia a dia exatamente como a Bíblia predisse. Dois movimentos mundiais estão se alinhando para o último grande conflito: aqueles que adoram (*sob a) antiga aliança da justiça própria, identificando-se com a "besta" e sua "imagem", e aqueles que adoram vestidos na justiça recebida pela fé na promessa do Cordeiro crucificado da nova aliança (Apoc. 13:4, 15; 14:04, 7). Aqueles que aceitam este último irão cultuar o Cordeiro, o Cristo da cruz, que por Seu sacrifício "provou a morte por todo homem" (*Heb 2:9, KJV), e aqueles que adoram a besta e a sua imagem vão adorar a si mesmos.

Esta crise final da história da Terra será um desafio à "adoração do Cordeiro" somente, ou para adorar Baal (que é o culto de si mesmo, disfarçado como a adoração a "Cristo"). Um grupo vai ter fé nas promessas de Deus, o outro na "justiça" das promessas humanas. Um irá apreciar “a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade” do "Ágape de Cristo, que excede todo o entendimento" (Efé 3:14-21), enquanto o outro vai acreditar em uma falsa visão da cruz, uma deturpação falsificada do evangelho que será a adoração de um falso "cristo". Um vai acreditar na promessa unilateral de Deus: "Porei a minha lei no seu interior" (Jer. 31:33), enquanto o outro vai acreditar no antigo concerto com Deus para fazermos, por nós mesmos, tudo certo: "Tudo o que o Senhor tem falado, faremos" (Êxodo 19:8). Tão inteligente serão os enganos que "se possível fora, enganariam até os escolhidos" (Mateus 24:24)

Os adoradores em Gênesis representam a forma (*da adoração) do futuro. Dois irmãos frequentavam a mesma igreja. Por um lado, o agricultor trabalhou duro, obedecendo o mandamento de Deus, "no suor do teu rosto comerás o pão" (Gên. 3:19). Ele esperava que Deus o recompensasse por seu trabalho, é o ["princípio de que o homem pode confiar em seus próprios esforços para a salvação" (Patriarcas e Profetas, pág. 73), "dependência própria" (idem, pág. 72)]. Caim se sentiu rejeitado e irritado quando Deus "não atentou" para sua adoração (Gên. 4:5).

O que Caim não obteve foi uma simples apreciação de coração pelo sangue derramado do Cordeiro de Deus, seu problema era "incredulidade", uma falha em apreciar o que custou ao Filho de Deus para salvá-lo. Por outro lado, Abel, o pastor, viu-se como um pecador, e adorou a Deus através dos méritos do sangue de Cristo representado pelo cordeiro. Veja Gên. 4:4, e Patriarcas e Profetas, pág. 72).

Outro exemplo da verdadeira adoração é Abraão, que acreditava na mui preciosa promessa unilateral de Deus da nova aliança, "tu serás uma bênção", bem como recebeu uma bênção de Deus (Gênesis 12:1-3); ao (*obedecer à ordem:) “Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa do teu pai, para uma terra que Eu te mostrarei" (vs. 1). Em outras palavras, ele saiu de" Babilônia". Deus não pediu a Abrão para fazer uma promessa de obediência. Creia na promessa solene de Deus e você será feliz e sempre trará felicidade a alguém mais.

Abrão estabeleceu o evangelho do Antigo Testamento "ao luar". (*Ele adorava a Deus onde quer que fosse). “Onde quer que ele armasse a tenda, junto erigia o altar, convocando todos os que faziam parte de ser acampamento para o sacrifício da manhã e da tarde,” (Patriarcas e Profetas, pág. 128; ver Gên. 12:7 e 8; 13:4 e 18; ). Diariamente dois cordeiros eram oferecidas em favor dos pecadores em todo o mundo, quer acreditassem no Salvador, a quem eles apontavam, quer não. "Deus envolveu o mundo todo numa atmosfera de graça, tão real como o ar [que respiramos]" (Caminho a Cristo, pág. 68). Muito mais tarde, o evangelho do Novo Testamento "à luz do sol" foi proclamado por João Batista: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" (João 1:29).

Tão logo Abraão conheceu a plenitude do amor de Deus, Ele lhe pediu para sacrificar o seu único e amado filho Isaque como um ato de adoração (Gên. 22:2, 5). Abraão não chegou a matar Isaac com sua faca — mas ele fez o completo compromisso para fazer o sacrifício. Deus disse: "'Não me negaste o teu filho, teu único filho" (vs. 12). Refletiu a cruz de Cristo. Cristo não foi para dentro do lago de fogo literal, mas Ele fez o pleno compromisso, e assim morreu o equivalente a nossa segunda morte.

O Pai e o Filho são iguais em sua dádiva do sacrifício de expiação pelos pecadores. "Nós não devemos entreter a idéia de que Deus nos ama porque Cristo morreu por nós, mas que Ele nos amou tanto que deu o Seu Filho unigênito para morrer por nós" (Signs of the Times, 30 de maio de 1895).

As palavras de Jesus em João 3:16 foram inspiradas por Abraão e pelo sacrifício de Isaac. Isaac era o filho da promessa da aliança de Deus, o único filho de Abraão (Gên. 13:16). Quando você vê o amor de Jesus para com o mundo, na cruz você vê o amor do Pai para com o mundo.

A boa nova que estamos aprendendo sobre a expiação apresentada pela mensagem 1888 é que Jesus Se identificou com toda a raça de pecadores. Ele tomou o nosso egoísmo caído e satisfez a justiça integral da lei, optando por morrer a segunda morte como uma demonstração por todos os tempos do seu vitorioso amor altruísta. "A morte de Cristo foi útil, a fim de que a misericórdia pudesse chegar até nós com seu pleno poder de perdão, e, ao mesmo tempo, a fim de que a justiça pudesse ser atendida no justo substituto" (Ibidem). Seu amor abnegado nos obriga a identificar-nos com Ele por seguir “o Cordeiro para onde quer que vá" (Apoc. 14:4). "Adorá-Lo" é guardar “os mandamentos de Deus, e a fé em Jesus" (vs. 7, 12).

Outro exemplo de adoração em Gênesis é Jacó. Depois de enganar Esaú em seu direito de primogenitura e mentir para seu pai Isaac, Jacó fugiu de casa sentindo-se o homem mais esquecido por Deus na terra. Adorar a Deus era a última coisa na consciência deste homem culpado. Com uma pedra como travesseiro ao jovem agonizante foi dado uma visão de Deus de uma escada na qual anjos subiam e desciam (Gên. 28:12). “A escada representa Jesus” (Patriarcas e Profetas, pág. 184). (*Esta escada é a mesma a que Jesus Se referiu ao dizer:) "Vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem" (João 1:51).

Jacó era uma pessoa tão enganosa, egocêntrica, que o seu nome significava suplantador. Mas Deus ama as pessoas boas, assim como as pessoas más. Não é possível para nós praticarmos o bem e fazê-Lo amar-nos mais do que aos outros. Deus não abandona nem os bons nem os maus. Quando você cometer um erro você se sente culpado e poluído e você sente que Deus não o ama mais.

Por que Deus ama as pessoas boas bem como as ruins? Quando Jesus Se deu a Si mesmo em Sua cruz, Ele lhe comprou. Deus, o Pai "escolheu" você para ser Seu filho "através de Cristo." Ele lhe fez "filho dEle". Ele o adotou (Efé. 1:4, 5). Uma criança adotada é tão amada como alguém que nasceu na família. Se uma criança adotada comete um erro, os pais adotivos nunca o deserdam. Então, quando você se sente culpado, quando o Espírito Santo o convence de que você pecou, lembre-se que o Pai te ama do mesmo jeito.

Agora, deixe-O limpá-lo; aceite o Seu perdão. Agradeça-O que Ele ainda te tem "adotado" em Sua família. Seja feliz por Seu amor que nunca pode falhar. Isso é o que significa "vencer", como Jacó venceu.

Jacó adorou a Deus em Betel ungindo a pedra, que lhe serviu de travesseiro, com óleo, como um memorial da escada de acesso ao céu (Gên. 28:17, 18). Jacob às vezes tinha dificuldade em se lembrar daquele sonho, assim como às vezes nós temos dificuldade em nos lembrar da bondade de Deus por nós. Jacob tinha muitas decepções e tristezas, e ele teve que passar uma noite inteira lutando com o Senhor em oração (tempo de angústia de Jacob). Mas seu nome foi mudado de Jacó para Israel (vencedor).

Todo mundo que entrar no céu vai ser um filho de Jacob. O Senhor Se dirige a Seu povo como "casa de Jacó" (Isaias 2:5). Agora e durante o tempo futuro de angústia para Jacó todas as relações de adoração centradas em si mesmas serão purificadas de seus motivos para uma esperança de recompensa, com uma adoração de fé motivada por Ágape. E assim será o seu nome mudado! Aceite algum incentivo a partir da história de seu "pai" Jacó.


- Paul E. Penno


Nota: A classe da Escola Sabatina dirigida pelo Pastor Paulo Penno sobre esta lição pode ser vista no YouTube em: http://www.youtube.com/watch?v=N85hKAucJTw (em três partes).


Você também pode acessar os vídeos em: http://www.1888mpm.org/

Paulo Penno é pastor evangelista da igreja adventista da cidade de Hayward, na Califórnia, EUA, da Associação Norte Californiana da IASD, localizada no endereço 26400, Gading Road, Hayward, Telefone: 001 XX (510) 782-3422. Ele foi ordenado ao ministério há 38 anos. Após o curso de teologia ele fez mestrado na Universidade de Andrews. Recentemente ele preparou uma extensiva antologia dos escritos de A.T. Jones e E. J. Waggoner, a qual está incluída na Compreensiva Pesquisa dos Escritos de Ellen G. White. Recentemente também ele escreveu o livro “O Calvário no Sinai: A Lei e os Concertos na História da Ig. Adventista do 7º Dia,” e, ao longo dos anos, escreveu muitos artigos sobre vários conceitos da mensagem de 1888. O pai dele, Paul Penno foi também pastor da igreja adventista, assim nós usualmente escrevemos seu nome: Paul E. Penno Junior. Você pode vê-lo, no You Tube, semanalmente, explanando a lição na igreja adventista de Hayward, na Califórnia, em http://www.youtube.com/user/88denver99

Introdução ao 3º Trim. 2011 – Substituição compartilhada

Para julho, agosto e setembro de 2011

A introdução do nosso guia de estudos para este trimestre começa com uma grande verdade deduzida de Apoc. 14: 6 e 7 — Jesus veio a esta Terra para tomar sobre Si a humanidade, e nesta humanidade morreu como substituto pelos pecados do mundo. “Portanto, a morte de Jesus em nosso favor é fundamental à nossa adoração, a qual deve estar centralizada em nossa resposta à obra substitutiva de Cristo” (grifamos).

Mas, analisemos o que se tem entendido pela obra substitutiva de Cristo.

Pergunte a qualquer grupo de cristãos: "Por que Jesus morrer na Sua cruz?" e eles vão te dizer: "Ele morreu como nosso substituto." E isso é 100% verdadeiro. Mas o que isso significa? Como é que esta verdade faz diferença na maneira como vivemos?

Nós dizemos: "Ele morreu em nosso lugar", o que é verdade, Ele o fez. Se você tivesse sido convocado na Guerra Civil Americana, de 1861 a 1865, você poderia contratar um substituto para tomar seu lugar (*lutar, e, possivelmente) morrer em vez de você, e, então você poderia aproveitar a vida enquanto o seu substituto tomaria o meu lugar! É uma substituição vicária1. E você pode pensar no sacrifício de Cristo na mesma maneira. Ele morreu em vez de você.

Mas esta é uma forma infantil de pensar na cruz de Cristo. É basicamente egocentrismo.

A Bíblia é muito mais profunda: o sacrifício de Cristo é também uma substituição compartilhada. "Estou crucificado com Cristo", diz Gálatas 2:20. Nós “fomos batizados em Jesus Cristo, ... batizados na sua morte, ... sepultados com ele pelo batismo na morte, ... plantados juntamente com Ele na semelhança da Sua morte, ... o nosso velho homem [o amor de si mesmo] foi com Ele crucificado, ... morremos com Cristo ... ". Se tudo isso for verdade, então nós “também com Ele viveremos" (Rom. 6:3-8).

A déia infantil de uma menina, daminha em dia de casamento, não reflete, verdadeiramente, o relacionamento que Cristo quer ter com Sua igreja como o faz Apoc. 19:7, ú. p., em que a noiva crescerá “à medida da estatura da plenitude de Cristo" (Efé. 4: 13), preparada para permanecer com Ele lado a lado nas "bodas do Cordeiro". É um momento para uma intimidade divino-humana nunca antes realizada pelo corpo de Sua Igreja. (*É um último retrato que Deus quer dar à humanidade e aos mundos não caídos antes que Cristo volte. “A ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus” (Rom. 8:19). (*Milhões então se converterão ao Senhor.

Tal idéia infantil é algo parecido com a sabedoria convencional (*evangélico-popular) sobre a expiação sacrifical. Jesus morreu em vez de você. Mas é uma forma infantil de pensar, porque o coração continua egocêntrico.

"A igreja de Deus não é mais uma menina impensada, pois está consciente agora, que Ele que “não conheceu pecado, foi feito pecado por nós" (2ª Coríntios. 5:21). Você se junta a família real, identificando-se com Ele nela" (Robert J. Wieland, no devocional "Dial Daily Bread," na internet, em 17 de fevereiro de 2000).

Aparentemente, o noivo crê que chegou o momento para o Seu povo "crescer". O grande atraso deve tê-Lo fatigado, e ao Seu povo também.

“O Princípio do Alto Clamor O tempo de prova está exatamente diante de nós, pois o alto clamor do terceiro anjo já começou na revelação da justiça de Cristo, o Redentor que perdoa os pecados. ... Se quiserdes ficar firmes através do tempo de angústia, tereis de conhecer a Cristo e apropriar-vos do dom de Sua justiça, que Ele atribui ao pecador arrependido. Review and Herald, 22 de novembro de 1892. ...

Apropriar-se da Justiça de Cristo: ... pelos méritos de Cristo, franqueou-se a comunicação entre Deus e o homem. ... Temos de polarizar nossas esperanças quanto ao Céu tão-somente em Cristo, porque Ele é nosso substituto e penhor. ... Cristo, em Sua natureza humana2 satisfez as exigências da lei. ... A fé genuína apropria-se da justiça de Cristo, e o pecador é feito vencedor com Cristo; pois ele se faz participante da natureza divina, e assim se combinam divindade e humanidade. Quem procura alcançar O Céu por suas próprias obras, guardando a lei, tenta uma impossibilidade. Não pode o homem salvar-se sem a obediência, mas suas obras não devem provir de si mesmo; Cristo deve operar nele o querer e o efetuar, segundo Sua boa vontade. ... O esforço que o homem faz em suas próprias forças para obter a salvação, é representado pela oferta de Caim. Tudo que o homem pode fazer sem Cristo é poluído pelo egoísmo e pecado; mas aquilo que é operado pela fé é aceitável a Deus. ... Olhando para Jesus, autor e consumador de nossa fé, podemos prosseguir de força em força, de vitória em vitória; pois por meio de Cristo a graça de Deus operou nossa salvação completa.” Review and Herald, 1º de julho de 1890. Mensagens Escolhidas, vol. 1 págs. 363 e 364).

Em suma, a mensagem de 1888, de justificação pela fé, foi uma identificação reconciliadora de coração com O Crucificado, que ministra como nosso Sumo Sacerdote no santuário celestial. Este é o começo da chuva serôdia

A obra de Cristo pela humanidade foi uma substituição compartilhada onde ela se identifica com Cristo "Já estou crucificado com Cristo" (Gal. 2:20). "Se um morreu por todos, logo todos morreram" (2ª Coríntios 5:14). Substituição compartilhada é identificação com Cristo. “As aflições de Cristo são abundantes em nós, assim é abundante a nossa consolação por meio de Cristo” (2ª Coríntios 1:5). “Pela comunhão dos sofrimentos de Cristo somos levados a uma relação de intimidade com Ele” (Caminho a Cristo, pág. 79).

A igreja deve "aprontar-se" através da identificação com Cristo — "não se faça a Minha vontade, mas a Tua" (*Lucas 22:42). Ela deve compreende "a largura, e o comprimento, e a altura e a profundidade e, do amor de Cristo,...e estar cheia de toda a plenitude de Deus" (Efé. 3:18, 19). É uma solidariedade de coração e compreensão da justificação pela fé.

Roberto Wieland

O irmão Roberto J. Wieland é um pastor adventista que foi, a vida inteira, missionário na África, em Nairobe e Kenia. É autor de inúmeros livros. Foi consultor editorial adventista do Sétimo Dia para a África. Ele deu sua vida pela África. Hoje, jubilado, vive na Califórnia, EUA, onde ainda é atuante na sua igreja local.

Notas do tradutor:

1) Com respeito à palavra “vicário” ou “vigário” veja a nota nº. 1, que colocamos ao final da introspecção escrita pelo Pr. Paulo Penno, a propósito da lição 12 do trimestre passado, que postamos neste blog (http://agape-edicoes.blogspot.com) em 17/06/2011

2) Quando Ellen G. White fala de “natureza humana” está se referido à nossa condição caída, com 4.000 anos de pecado (Desejado de Todas as Nações, pág. 49). Isto é uma constante em seus escritos, mesmo porque a atual controvérsia a respeito de Sua natureza humana surgiu entre nós após o acordo que três pastores adventistas fizeram com pastores evangélicos, na década de 1950 para não ser a igreja adventista chamada de seita.

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