quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Lição 5 - O amor e a Lei, por Roberto Wieland




Para 25 de outubro a 1º de novembro de 2014
 


Nossa lição desta semana poderia ser intitulada, "Lei e Amor, Inseparável ou incompatível?" Há duas ideias que se tornaram provocação para muitos adventistas: legalismo e amor. O amor é muitas vezes invocado como uma capa para cobrir paixão ilícita, do tipo que desrespeita a lei de Deus. E, para alguns cristãos, a palavra amor também se tornou sinônimo de sentimentalismo, uma variante de teologia que é tolerante com o pecado. Às vezes, as pessoas justas dizem ter ouvido o suficiente sobre o amor; eles querem ouvir mais severamente o pecado ser chamado pelo seu nome correto. Mais lei. Mais julgamento.
Há também os cristãos sinceros que estão fartos com o legalismo mascarado como evangelho. O legalismo foi promovido por décadas como "a mensagem do terceiro anjo," o problema básico na história de 1888. Ellen White disse que os nossos ministros daquela época "pregavam a lei, a lei, até nos tornarmos secos como as colinas de Gilboa, que não tinham orvalho nem chuva." No entanto, os líderes adventistas do sétimo dia fervorosos estavam exigindo mais do mesmo, dizendo: "Você não deve estar se apegando na justiça de Cristo, e fazendo um alvoroço disso. Você deve pregar a lei."1 Esse era o legalismo puro e simples! Mas temos nós um problema com ele hoje? SIM!
O problema agora é que Lúcifer descobriu uma marca do legalismo "revestido de açúcar" para nos confundir, enquanto nós, em vão, imaginamos que temos superado o velho tipo de legalismo. A nova forma é mais mortal do que nunca. Vamos fazer várias perguntas simples: (1ª) O que é, e o que não é o legalismo? (2ª) O que é, e o que não é o amor verdadeiro? (3ª) Como podem a lei e o amor serem inseparáveis? Eles parecem (na superfície) ser incompatíveis. (3ª)
A obediência à lei de Deus nunca é legalismo. A perpetuidade da lei não é legalismo, nem está pregando a importância da obediência. O legalismo não é a ênfase excessiva da lei, como se houvesse alguma linha secreta de equilíbrio entre o legalismo e graça — 50% por 50%. "Equilíbrio" não é a questão; 99% evangelho e 1% legalismo anula o evangelho, ou "o frustra," para usar a expressão de Paulo em Gal 2:21, KJV, (*ou “o aniquila,” Almeida Fiel). 1% do legalismo vai envenenar toda a massa como uma pequena dose de arsênico torna o pão venenoso.
O que é, e o que não é o amor verdadeiro? cerca de 200 referências para o amor (todas positivas) no Novo Testamento. Uma diz: "Deus é amor" (1ª João 4: 8). Se isso for verdade, deveríamos estar pregando o amor mil vezes mais do que o pregamos!
O problema é que o Inimigo roubou a ideia do Novo Testamento de amor (Ágape) do cristianismo e a substituiu pela ideia helenística, pagã “eros.” A maioria dos cristãos não entendem a diferença. A ideia do Novo Testamento sobre o amor não é tolerante com o pecado é (*ao contrário) o único antídoto eficaz contra ele. Não há nada sentimental sobre Ágape; o mesmo Deus que é Ágape é também "um fogo consumidor" (Heb.. 12:29). Muito antes de as chamas dos últimos dias serem soltas, o fogo santo vai ter queimado o altamente refinado egocentrismo de cada coração laodiceano, onde genuína fé em Cristo vai deixá-lo fazer.
Falar sobre a lei sem entender Ágape "opera a ira" (Rom. 4:15) e, na verdade, contribui para o pecado. Esse era o problema em 1888. Os irmãos não entendiam o que é a verdadeira obediência. Apenas Ágape é o cumprimento da lei (Rom. 13:10). Segue-se que a igreja remanescente que "guardam os mandamentos de Deus" será um povo praticamente obcecado com Ágape. "Os últimos raios da luz misericordiosa, a última mensagem de graça a ser dada ao mundo, é uma revelação do caráter do amor divino. Os filhos de Deus devem manifestar Sua glória"2 Esta mensagem não é tolerante com o pecado.
Nosso amor humano é dependente do valor de seu objeto. Nossa lição pergunta “como podemos aprender a expressar esse amor [altruísta] por aqueles a quem julgamos indignos ou que não retribuem nosso amor?" (rodapé da lição de terça-feira). Nenhum de nós, por nós mesmos, temos o que o Novo Testamento diz ser a coisa real. O que temos em comum com todo mundo é o dom natural de eros” o amor que ama os outros, porque eles são bons para nós, ou porque eles são lindos, ou valiosos para nós.
É natural para nós convidarmos pessoas para o almoço que pensamos irão nos convidar posteriormente. Mas Ágape é um amor que cria valor no seu objeto: "Farei que o homem seja mais precioso do que o ouro fino de Ofir" (Isa. 13:12). (*48:10 diz: “Eis que já te purifiquei, mas não como a prata; escolhi-te na fornalha da aflição”). Deus Se deleita em transformar pessoas sem esperança em pessoas infinitamente preciosas, equivalentes em valor ao Seu próprio Filho que Ele deu a elas!
Quando a Bíblia diz que "Deus é amor", ela quer dizer que "Deus é Ágape." Esse tipo de amor ama o ser amado, até mesmo os inimigos. Eros,” por outro lado, é um amor que se baseia no sentimento de necessidade. Mas Ágape é tão rico que não tem necessidade alguma, e ama sem o pensamento ou desejo de recompensa de qualquer espécie. Que preciosidade! Torna a vida digna de ser vivida!
Assim, voltamos à nossa pergunta: como podem, a lei e o amor ser inseparáveis? Quando o amor do Novo Testamento é visto como Ágape, a lei e o amor são amalgamados em um só todo. É por isso que Paulo podia dizer que "Ágape é o cumprimento da lei" (*Rom. 13:10). O segredo é a cruz. Quando o eu é "crucificado com Cristo" (*Gar. 2:20), "o corpo do pecado," como sua raiz é "desfeito para que não sirvamos mais ao pecado" (Rom. 6: 6). [*”Mas agora temos sido libertados da lei, tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra” (7:6); “Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados (refinados, KJV) ... nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão” (Dan. 12:10); “Levando Ele mesmo em Seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas Suas feridas fostes sarados” (1ª Ped. 2:24]. Os Dez Mandamentos de repente brilham com um novo esplendor: Tornam-se dez promessas do poder glorioso envolvido "debaixo da graça."
Isto vem como um choque para muitas pessoas ao perceberem que os famosos Dez Mandamentos são essencialmente dez promessas, não dez rigorosas, proibições onerosas. O segredo é perceber o que o preâmbulo significa: "Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão" (Êxo. 20: 1, 2) Deus está nos dizendo, Eu já te remi; Eu já vos livrei da escravidão do "eu" e, assim, dos próprios princípios de governo de Satanás; Eu já trouxe luz para você, uma nova esperança, uma nova alegria; agora, acredite que Eu Sou Aquele que ouve a sua oração. Eu Sou seu amigo, seu Salvador que responde a oração; e, em seguida, Deus diz mais, Eu garanto que você nunca estará sob a servidão de quebrar esta perfeita "lei da liberdade" (ver Tiago 2:12). Você vai cantar com David, "Eu andarei em liberdade, pois busco os teus preceitos" (Salmo 119: 45).3
 [*Como é isto possível? “Pelo novo e vivo caminho que Ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela Sua carne” (Heb.10:20). Se você pesquisar o Novo Testamento encontrará em todo ele que carne (Sarks) no Novo Testamento é sempre algo de natureza pecaminosa4, então entenderá porque Ellen G. White diz, em centenas de declarações que a natureza que Cristo assumiu na encarnação foi uma natureza pecaminosa igual à nossa5. Somente assim Ele poderia ser, em Sua carne, tentado em todas as coisas como nós, para nos socorrer quando somos tentados. Este é o novo e vivo caminho que Ele nos consagrou, Sua Carne, representada no sistema sacrifical do santuário terrestre pelo véu. Neste véu era simbolicamente salpicado o sangue do cordeiro sacrifical].
É por isso que somos exortados mais e mais para nos gloriarmos na cruz, para torná-la central em nossa pregação, para conhecer e experimentar a contrição que vem pelo ajoelhar-se a seu pé. Por que é que a pregação da cruz hoje é tão impopular e tão rara? É por causa do amor amplamente predominante de si mesmo e mobilidade ascendente que permeia muitos, mesmo no ministério? Muitos vales de ossos secos podem testemunhar dos milagres de uma nova vida quando Ágape vem por Si mesmo.
Como podemos aprender a amar com Ágape? Não por tentar, não trabalhando nisso, nem mesmo por em vão orar por ele (embora a oração seja boa, é claro). Aprendemos olhando, e olhando de novo: "Nisto consiste o Ágape, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou a nós ... E nós conhecemos e cremos no Ágape que Deus tem para nós." (1ª João 4:10,16).

Dos escritos do falecido Pr. Robert J. Wieland



O irmão Roberto J. Wieland foi um pastor adventista, a vida inteira, missionário na África, em Nairobe e Kenia. É autor de inúmeros livros. Foi consultor editorial adventista do Sétimo Dia para a África. Ele deu sua vida por Cristo na África. Desde que foi jubilado, até sua morte, em julho de 2011, aos 95 anos, viveu na Califórnia, EUA, onde ainda era atuante na sua igreja local. Ele é autor de dezenas de livros. Em 1950 ele e o pastor Donald K. Short, também missionário na África, em uma das férias deles nos Estados Unidos, fizeram dois pedidos à Conferência Geral: 1º) que fossem publicadas todas as matérias de Ellen G. White sobre 1888, e 2º) que fosse publicada uma antologia dos escritos de Waggoner e Jones. Eles e sua mensagem receberam mais de 200 recomendações de Ellen G. White. 38 anos depois, em 1988, a Conferência Geral atendeu o primeiro pedido, o que resultou na publicação de 4 volumes com um total de 1821 páginas tamanho A4, com o título Materiais de Ellen G. White sobre 1888. Quanto ao segundo pedido até hoje não foi o mesmo ainda atendido.


Notas finais (a 3ª até a 5ª são do tradutor):
[1] Ellen G. White, "Cristo orou pela unidade dos seus discípulos," Advent Review and Sabbath Herald, 11 de março de 1890.
Após o grande desapontamento de 1844, nossos pioneiros concentraram sua pregação em verdades importantes, as então chamadas verdades fundamentais: o santuário, o espírito de profecia, as três mensagens angélicas, a imortalidade condicional, o segundo advento e o sábado. A salvação e a justificação pela fé foram mantidas em segundo plano porque essas verdades eram ensinadas pela maioria das outras igrejas. Por que ensinar um batista ou metodista sobre salvação, se eles já estavam familiarizados com isso? O que eles não sabiam era sobre o sábado, o estado dos mortos, a verdade do santuário, etc. Assim, nossos pioneiros priorizaram as doutrinas que nos distinguiam, especialmente o sábado e os Dez Mandamentos.
Infelizmente, por causa da grande ênfase na lei e do declínio espiritual, não poucos se tornaram decididamente legalistas. Orgulho, autoconfiança e satisfação própria invadiram nossas fileiras. Havia grande necessidade de uma experiência viva com Cristo, a alegria e paz que resultam do relacionamento com Ele. A lei e a guarda da lei tornaram-se as coisas mais importantes. Ellen White, vendo esta situação, escreveu o texto acima citado pelo Pr. Roberto Wieland.
[2] Ellen G. White, Parábolas de Jesus, págs. 415, 416. 
3) À pág. 166, 5º parágrafo, da MM. de 1968, Nos Lugares Celestiais, lemos que Cristo: “Veio ao mundo para ser tentado em tudo como nós, para provar ao universo que neste mundo de pecado podem os seres humanos viver vida que Deus aprove.” (Com o uso do verbo poder está implícita a opção para decidirmos pecar ou não).
4) Textos bíblicos que demonstram a natureza caída assumida por Cristo na encarnação:
Heb. 10:15. “Por isso, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, Mas corpo me preparaste;
Gál. 4: 4 e 5. “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.”
Gên. 3:15. “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.”
Antes de continuarmos lembre-se de que carne no novo testamento é sempre natureza caída:
Atos 2:29 e 30. “Homens irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi, que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura. Sendo, pois, ele profeta, e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono,”
Rom. 1:3. “Acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne,
João 1:14. “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.”
Rom. 8:3. “Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne;
1ª Tim. 3:16. “E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus Se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória.”
1ª João 4: 2e3. “Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já agora está no mundo.”
2ª João 1:7. “Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo.”
Heb. 2:9. “Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos.”
Heb. 2:14 a 18. “E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão. Porque, na verdade, ele não tomou os anjos, mas tomou a descendência de Abraão. Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo. Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados.
Fil. 2:6 a 8. “Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.”
Heb. 4:15. “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.”
Estes são alguns do versos que certamente mostram a beleza e transmissores do poder da verdade da natureza humana de Cristo. Não ousei fazer comentários sobre eles, apenas sublinhei palavras para que se medite nelas. Igualmente as centenas de declarações do Espírito de Profecia que relaciono no final desta carta, pouco ou quase nenhum comentário fiz. 
5)Não tivesse Cristo sido completamente humano, Ele não poderia ser nosso substituto (Sign’s of Times, de 17/06/1897, pág. 3; também está no “BV” = Volume Encadernado da Sign’s of Times e R&H, à pág. 390).
“Cristo é a escada que Jacó viu, tendo a base na Terra, e o topo chegando à porta do Céu, ao próprio limiar da glória. Se aquela escada houvesse deixado de chegar à Terra, por um único degrau que fosse, teríamos ficado perdidos. Mas Cristo vem ter conosco onde nos achamos. Tomou nossa natureza e venceu, para que, revestindo-nos de Sua natureza, nós pudéssemos vencer. Feito ‘em semelhança da carne do pecado,’ Rom. 8:3, viveu uma vida isenta de pecado” (O Desejado de Todas as Nações, págs. 311 e 312).
Ele veio a esta terra sem isenção alguma. Ellen White inclui a parte física, mental e moral de Cristo, (O Desejado de Todas as Nações, págs. 117). E há uma ênfase no original, a palavra “valor,” não traduzida pela CPB, exatamente na parte moral, da qual alguns teólogos querem isentar a Cristo encarnado: a Serva do Senhor diz “...valor moral”, “...moral worth” em inglês, que é deliberadamente incisiva para demonstrar a completa dádiva de Deus à humanidade, João 3:16, nos amparando aonde e na condição em que estávamos. Deus não nos emprestou Seu filho, como um embaixador vai a outro país, cumpre sua missão e volta incólume. Não!!! Ele “O deu” à humanidade. Ele assumiu, completamente a nossa natureza pecaminosa, e este fato é belamente apresentado no livro O Desejado de Todas as Nações, às págs. 311 e 312.
Veja, a serva do Senhor diz: “Cristo vem ter conosco onde nos achamos,” assim Ele é, realmente, um de nós, e certamente, o Seu nome é Emanuel, que significa Deus Conosco.” Não Deus lá com Deus, como a cristologia da nova teologia passou a afirmar após a década de 1950. Isto é uma regressão à doutrina católica da “imaculada concepção da virgem Maria,” de Santo Agostinho, e a da “imaculada concepção de Jesus Cristo” das igrejas populares de hoje. Realmente, Passou a ser um eco da doutrina ecumênica. (Veja, EGW, em Carta 77, 1898). A base original destas doutrinas é um errôneo entendimento do primeiro pecado de nossos primeiros pais, chamado de “pecado original,” termo este cunhado pelo próprio Santo Agostinho.
“A natureza de Deus, cuja lei havia sido transgredida, e a natureza de Adão, o transgressor, uniram-se em Jesus, o Filho de Deus e o Filho do homem.. (Ver Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 267, 268, e em Review and Herald, 24/11/1874).
“...Ele tinha que tomar sobre Si a nossa natureza... Ele tomou sobre Si a forma de um servo, e foi feito na semelhança de carne pecaminosa... para tornar-Se um com a raça caída. O Verbo Eterno consentiu em ser feito carne” (Sign’s of Times, de 20/02/1893, págs. 246 e 247).
“...Ele tomaria sobre Si nossa natureza... Ele ... foi feito na semelhança da carne pecaminosa ... sem pecado exaltado pela natureza, o Filho de Deus consentiu em tomar as vestimentas da humanidade, para tornar-se um com a raça caída” (Bible Echo, jornal adventista na Austárlia, edição de 1/8/1893, pág. 242).
“O Senhor Jesus pôs uma ponte sobre o abismo causado pelo pecado. Ele ligou a Terra com o Céu, e o homem finito com o Deus infinito.” Artigo de Ellen G. White sobre A Humanidade de Cristo, em Meditações Matinais (MM) de 1962, pág. 46.
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