quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Lição 12 – Oração, cura e restauração, por Roberto Wieland



Para 13 a 20 de dezembro de 2014

Nossa lição desta semana menciona Elias várias vezes, incluindo o seu “importante modelo de oração” e “obra de chamar Israel de volta para Deus e para a verdadeira adoração”. Nós gostaríamos de focar em “Elias” na lição da  Escola Sabatina desta semana, porque a sua vida e “legado” são demonstrações do que Deus apresentou através de Ellen G. White, Ellet J. Waggoner, e Alonzo T. Jones como a mensagem de 1888, uma mensagem que encarna plenamente “oração, cura e restauração”.
Quem é este Elias? Foi o homem que, sozinho, confrontou o apóstata rei Acabe e a perversa rainha Jezabel durante a grosseira apostasia do culto a Baal (simplesmente definida como o culto do eu, disfarçado como adoração de Cristo). Quando os governantes da nação tentaram matá-lo, ele teve que se esconder num local desconhecido, junto ao ribeiro de Querite, e mais tarde como hóspede de uma viúva na terra pagã de Sidom. Elias não está morto: ele foi trasladado sem ver a morte, um tipo dos que vivem hoje e que serão recebidos por Jesus em Sua segunda vinda.
Em primeiro lugar, temos de ler a grande promessa de Malaquias 4: 5, 6: “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor e Ele vai converter os corações dos pais aos filhos. e os corações dos filhos a seus pais”.
Elias deve ser alguém especial, pois foi escolhido para acompanhar o ressurreto Moisés numa conversa com Jesus sobre o Monte da Transfiguração (Mateus 17) e O encorajou ao dever Ele enfrentar o horror da Sua cruz. Elias é um ser humano vivo que nunca provou a morte. Onde se acha no universo, ninguém sabe. Se Deus já cumpriu a Sua promessa e enviou Elias, e não o reconhecemos, haveria, então, alguns modernos “Acabes” e “Jezebeis” opondo-se a sua vinda e tentando matá-lo novamente, ou, pelo menos, silenciá-lo? Está Elias II sendo forçado a se esconder em algum moderno “ribeiro de Querite”, ou como convidado de alguma “viúva de Sarepta” estrangeira, fora de “Israel”?
Quando Acabe e Jezabel tentaram matá-lo Elias encontrou refúgio em Sidom, Jesus citou esse fato para o embaraço e ira da verdadeira igreja daqueles tempos. O que os tornou irados foram estas palavras de Jesus: “Em verdade vos digo, muitas viúvas havia em Israel nos dias de Elias, quando o céu se fechou por três anos e seis meses e houve grande fome em toda a terra; mas a nenhuma delas foi enviado Elias, exceto para Sarepta, na região de Sidom [a terra pagã]. . . . E todos, na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira” (Lucas 4:25, 26, 28).
Será que Deus teve de confiar o moderno “Elias” a crentes de fora de nossas fileiras? Será que o nosso pecado é tão grande quanto o do povo de Deus antigamente? Será que Israel moderno despreza Elias II tanto quanto o antigo Israel desprezou Elias I?
Na verdade, Elias significa boas novas. Ele encoraja nossos filhos, enquanto a situação política assustadora é de más notícias. E o que o Senhor quer dizer ao mundo é uma boa notícia. Ele quer uma motivação de Nova Aliança (*o Novo Concerto) para substituir a nossa Antiga há tanto prestigiada.
A percepção comum de alguns sobre “Elias” é a de um reformador rancoroso que se especializou em cortar cabeças de profetas de Baal (líderes religiosos) de quem discordasse, mas essa não é uma visão equilibrada de seu ministério. O Senhor pode designar Elias II para fazer o equivalente a profetas modernos de Baal, mas não é esse o seu trabalho principal. Sua missão principal é “converter os corações” dos “pais” e “filhos.” Isto é cura e restauração—“reconciliação,” o mesmo que “expiação.”
De acordo com a profecia de Daniel 8:14, estamos vivendo no grande antitípico Dia da Expiação, que vem logo antes do “grande e terrível dia do Senhor.” Na verdade, hoje é esse dia, o tempo especial de reconciliação, de transformar corações. Por isso torna-se claro que o trabalho e mensagem de Elias se encontrarão na verdade especial da Igreja Remanescente de purificação do santuário celestial. Isto suscita a pergunta: tem nossa negligência quanto a essa verdade forçado a mensagem “de Elias” a refugiar-se com o que chamamos “gente de fora”, como a “viúva de Sarepta”? Ou a temos escondido de Jezabel, como Obadias escondeu alguns profetas do Senhor? Sabemos que a maior parte do verdadeiro povo de Deus ainda está em “Babilônia”, mas nos esquecemos que as mensagens dos três anjos de Apocalipse 14 são direcionadas principalmente às igrejas observadoras do domingo, onde a maior parte do povo de Deus se encontra.
Você já conhece a história do primeiro Elias. Em 1º Reis 17: 1, ele aparece do nada, sem designação de “profeta” ou provas de que o Senhor o havia enviado. De repente, simplesmente se apresenta à porta do rei e o assusta com a notícia de que não haverá mais chuva até que ele concorde que venha, “segundo a minha palavra.” Reconheçamos, isso soa arrogante. Ele não diz, “até que o Senhor concorde em que deva cair chuva.” O que ele diz é: “segundo a minha palavra.” Chocante quanto possa parecer, Elias assumiu a administração da obra do Senhor em Israel. Deus confiou enorme responsabilidade a ele pessoalmente, incluindo o controle dos elementos. Elias é um precursor do grupo de pessoas vitoriosas mencionadas em Apocalipse 3:21 a quem Jesus diz que concederá “sentar-se comigo no Meu trono, assim como Eu venci e Me assentei com Meu Pai no Seu trono.” Tal como Deus deu autoridade executiva a Elias I, Ele dará autoridade executiva àqueles que venceram, tal como Cristo venceu. Elias II terá algum papel importante de agora em diante.
Tiago não diz que a seca era vontade primordial de Deus; em vez disso, foi resposta à iniciativa de oração de Elias: “Elias era um homem com uma natureza como a nossa, e orou fervorosamente para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e seis meses. E orou outra vez, e o céu deu chuva . . .” (Tiago 5:17, 18).
Após a magnitude da fome ter tornado até Acabe e Jezabel mais humildes, Elias de repente confronta Obadias. O rei é humilhado a encontrar-se com o profeta, e é estabelecido o compromisso de chamar as pessoas ao monte Carmelo, onde Elias insulta os pregadores de Baal e exige que demonstrem diante da multidão a mentira de seu culto pagão a Baal. Em seguida, ele faz uma oração que nos dá uma pista sobre o que o moderno “Elias” fará quando vier de novo: “Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo conheça que Tu és o Senhor Deus, e que Tu fizeste voltar o seu coração” (1º Reis 18:37).
Você entendeu isso? “Converter corações” é a principal preocupação de Elias, e será o seu trabalho para a Igreja e para o mundo, quando vier um pouco antes do retorno de Jesus. E nós sabemos que transformar corações alienados em expiação é algo que só a mensagem da cruz de Cristo pode realizar. Portanto conclui-se que a mensagem de Elias será a de soerguer a “Cristo, e este crucificado”. Jesus diz algo paralelo ao envio de Elias: “Agora é o juízo deste mundo. Agora o príncipe deste mundo será lançado fora, e Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim mesmo. Isto Ele disse, significando com que morte iria morrer” (João 12: 31-33).
Como evangelista, Paulo captou a ideia. Este, enfim, é “evangelismo” genuíno: “E eu, irmãos, quando fui ter convosco, . . . nada propus saber entre vós, a não ser Jesus Cristo, e este crucificado” (1ª Cor. 2: 1, 2). Paulo virou o mundo de cabeça para baixo (*transtornou o mundo), Atos 17:6, com essa mensagem. A partir disso, concluímos que a mensagem do quarto anjo que ilumina a Terra com a sua glória, Apoc. 18: 1-4, não será uma forma motivada pelo medo do terrorismo espiritual. Onde quer que esteja e quem quer que seja “Elias,” ele não é um terrorista espiritual assustando as pessoas para induzi-las à conversão; ele está pleiteando como um "embaixador de Cristo, ... nós vos suplicamos, ... reconciliai-vos com Deus” (2ª Cor. 5:20). Qual é a mensagem que ele traz? O que Cristo realizou na cruz: “Porque Ele [o Pai] fez com que Ele [Jesus] que não conheceu pecado, Se tornasse pecado por nós, para que nos tornássemos a justiça de Deus nEle” (vs. 21).
“Elias” nada irá proclamar senão um “testemunho direto” positivo. Serão as melhores Boas Novas que o mundo ou que a Igreja já ouviu. Sua mensagem será a “terceira mensagem angélica em verdade,” um conceito mais claro do “evangelho eterno” compreendido desde a mensagem de Pentecostes. Os reformadores protestantes do século 16 compreenderam a justificação pela fé claramente para o seu tempo; mas eles, incluindo os Wesleys, viveram muito cedo para entender a ideia da purificação do santuário celeste nesse Dia da Expiação. Mesmo Ellen Harmon não conseguiu apreendê-la até depois do grande desapontamento de 22 de outubro de 1844. Quando atingiu a casa dos 60 anos, ela entusiasticamente acolheu a mensagem trazida por dois jovens, E. J. Waggoner e A. T. Jones, à Assembleia da Associação Geral, em 1888, que trouxe uma compreensão mais clara da justificação pela fé. Este foi o início do alto clamor de Apocalipse 18: Os iniciais “chuveiros do céu da chuva serôdia” (Materiais de Ellen G. White sobre 1888,” vol. 4, pág. 1478).
A “ovelha perdida” vai perceber que a sua salvação é totalmente devida ao amor de seu Bom Pastor que a busca, não a sua capacidade de “encontrá-Lo.” Isto “transforma” o coração mundano em contrição. “Fé” encontra a sua verdadeira definição: o “crente” demonstra-o pelo seu coração se tornar um poço do qual brotam “rios de água viva” (*João 7:38). Este é o “evangelismo”, que vai “iluminar a terra com glória” (*Apoc. 18:1) e apressar o retorno de nosso Salvador.
Fazemos um apelo especial aos jovens: entreguem a sua vida, não apenas alguns dias de vez em quando numa viagem missionária, para cooperar com “Elias” nesta grande obra de contar ao mundo esta mensagem de “mudança de coração”! Você vai encontrá-lo algum dia, e ficará feliz em ter trabalhado com ele.
                Extraído dos escritos de Roberto Wieland


O irmão Roberto J. Wieland foi um pastor adventista, a vida inteira, missionário na África, em Nairobe e Kenia. É autor de inúmeros livros. Foi consultor editorial adventista do Sétimo Dia para a África. Ele deu sua vida por Cristo na África. Desde que foi jubilado, até sua morte, em julho de 2011, aos 95 anos, viveu na Califórnia, EUA, onde ainda era atuante na sua igreja local. Ele é autor de dezenas de livros. Em 1950 ele e o pastor Donald K. Short, também missionário na África, em uma das férias deles nos Estados Unidos, fizeram dois pedidos à Conferência Geral: 1º) que fossem publicadas todas as matérias de Ellen G. White sobre 1888, e 2º) que fosse publicada uma antologia dos escritos de Waggoner e Jones. Eles e sua mensagem receberam mais de 200 recomendações de Ellen G. White. 38 anos depois, em 1988, a Conferência Geral atendeu o primeiro pedido, o que resultou na publicação de 4 volumes com um total de 1821 páginas tamanho A4, com o título Materiais de Ellen G. White sobre 1888.
Quanto ao segundo pedido até hoje não foi o mesmo ainda atendido.

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Lição 11 – Preparando-se para a colheita, por Paulo Penno



Para 6 a 13 de dezembro de 2014

A vinda de Jesus brilhou no coração de Tiago e assim deve dar-se conosco.
O Segundo Advento pode ser algo que tememos ou amamos, dependendo da nossa perspectiva. Se a antiga aliança (o velho concerto) ofusca as nossas mentes, então estaremos petrificados com o pensamento: Aí vem o juiz! O que devo fazer para estar pronto?” Assim, a segunda vinda seria más notícias.
Mas o Senhor nunca envia uma má notícia para nos desencorajar. Jesus envia a mensagem de Boas Novas. Diz respeito a como Ele nos prepara para o Seu retorno. Portanto, não estamos somente interessados no que Tiago queria dizer quando escreveu para o seu tempo, mas o que significa “a vinda do Senhor” para nós hoje, à luz da nossa ideia de purificação do santuário.
Temos estado vivendo no Dia da Expiação cósmica desde 1844. Infelizmente, nesta lição intitulada “Preparando-se para a colheitanão há absolutamente nada relacionando esta ideia da colheita com o nosso Conselheiro Celestial, que é o cabeça da Igreja. Ele é Quem prepara a Igreja para a colheita.
Na medida em que os cristãos se tornam cada vez mais urbanizados e desconectados com a ligação direta com a terra, nossa fonte de alimento, tendemos a nos tornar esquecidos de quão dependentes somos da luz do Sol e da chuva com que Deus abençoa a terra, a fim de torná-la produtiva. Nosso sistema trepidante de vida nos torna impacientes. Exigimos resultados imediatos. É justamente aqui que podemos aprender uma lição com o agricultor que cultiva o solo e lança a semente. Mas, além disso, ele não pode operar a germinação ou maturação da plantação. Tem de esperar pacientemente pelas chuvas, tanto a temporã quanto a serôdia.
Ninguém se prepara a si mesmo para a colheita. Nenhum grão pode jamais amadurecer por si sem ser molhado. Nossa parte é acolher essa bênção, e não combatê-la e a ela resistir.
A chuva serôdia do derramamento do Espírito Santo faz com que o grão amadureça. A chuva temporã caiu no dia de Pentecostes, e foi recebida desde então ao longo de dois milênios passados, enquanto multidões incontáveis de almas humanas têm se preparado para a morte. A ilustração é formulada a partir da colheita de cevada palestina onde as estações de chuva temporã e serôdia eram familiares aos agricultores. A chuva temporã permite que o grão brote e cresça, mas não que amadureça para a colheita. A maturação é uma alteração que só se produz pela chuva serôdia.
Deve também ocorrer uma mudança espiritual antes da segunda vinda de Cristo. Um povo deve estar preparado, não para a morte, mas para a transladação sem ver a morte, porque a Bíblia diferencia entre as multidões que morreram crendo em Cristo e aqueles que estarão vivos quando ele vier.1
O Senhor diz que está pronto para trabalhar com cada um que estiver disposto sobre a Terra. Um grande derramamento do Espírito Santo vai realizar um trabalho que apronta por todo o mundo uma comunidade de crentes para a vinda do Senhor. Ele também os capacita a completar a grande comissão inacabada de proclamar o evangelho eterno, para todo o mundo. Isto leva à consideração da natureza da mensagem da hora do juízo. A aplicação prática de Tiago é: Meus amigos, não culpem os seus problemas uns aos outros, ou ficarão sob julgamento; e à porta se apresenta o juiz (Tiago 5: 9, Bíblia Inglesa Revisada).
“Reclamaruns contra os outros é, na verdade, um tipo de julgamento. Queixume é o oposto de paciência e assinala descrença; o contrário de fé genuína. Embora resmungos possam vir a ser uma ofensa menor, a advertência de Tiago contra isso é séria. Aqueles que se dão ao trabalho de julgar seus companheiros estão dizendo, com isso, que Cristo não está vindo para a Sua igreja para prepará-la para a Sua vinda e, portanto, eles devem fazer esse trabalho por Ele. Ao julgar os outros, colocam-se no lugar de Cristo.2
É exatamente este ponto de vista do julgamento como reclamação”, culpando os problemas uns sobre outros,” o julgamentalismo, que desviou as pessoas do foco da mensagem do Dia da Expiação. A hora do Seu juízo” tornou-se uma má notícia. Este é o egoísmo do antigo pacto ao extremo.
 Cristo disse a Nicodemos: “Deus não enviou o Seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele” (João 3:17). Jesus quis dizer o que disse? Ou como Juiz teve Sua personalidade mudada de repente para que agora Se apresente à igreja e ao mundo como seu Condenador?
 Jesus ensinou que a fonte da condenação é a descrença nEle como Salvador do mundo. “Aquele que crê nEle não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus (João 3:18). Condenação é um trabalho do tipo “faça você mesmo. No caso citado por Tiago, reclamações de julgamento quanto aos outros dentro da igreja é uma manifestação de incredulidade no Verdadeiro Juiz que está diante da porta. Assim, aquele que conserva “mágoacondena-se a si mesmo.
É revelador que na mensagem do Juiz a Laodiceia, o Sumo Sacerdote se posiciona fora da Igreja querendo entrar Eis que estou à porta, e bato. Se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa” (Apocalipse 3:17). Da mesma forma, em Tiagoo juiz está à porta”.
Jesus realmente cita palavra por palavra de Cantares de Salomão 5: 2, quando diz: Eis que estou à porta e bato.” Assim, Ele nos diz que a mensagem de Laodicéia é realmente uma carta de amor de Cristo à Sua noiva!
Jesus revela-Se aqui como o amante decepcionado que acaba de chegar de viagem para encontrar a Sua amada. É noite; está frio; está chovendo; Ele está com fome; está solitário; quer sua companhia. Mas ela aparentemente não O quer. Ele se sente com sentimentos feridos.
 Do lado de fora, no frio, Ele diz que continuará insistindo, batendo na porta”. O objeto do Seu amor acaba de ir para a cama e se acha naquela área de penumbra entre a vigília e o sono. Em seguida, ela O ouve. Fica irritada; por que Ele a incomoda a essa hora? Ela não quer sujar os pés no piso, está acomodada na cama. Finalmente, para de pensar na própria preguiça egoísta e pensa nElefora. Tardiamente, se levanta para ir até à porta a fim de deixá-Lo entrar. E eis que ele Se foi. Cansou-Se de esperar e esperar.
 Depois de todos esses anos, desde 1844, quando Jesus disse que era Sua vontade que esta geração de modo algum passará até que todas estas coisas sejam cumpridas(Mat. 24:34), Ele pretendia o tempo todo que a geração que passou pelo Grande Desapontamento vivesse para vê-Lo vir pela segunda vez. Mas através da nossa resistência ao Seu chamado para o casamento de 1888, o tempo tem sido por demais prolongado.
O exemplo específico de Tiago de firmeza sob sofrimento pode parecer um pouco estranho (Tiago 5:11). Para um leitor de Jó, pode ser surpreendente ouvir que Jó se tornou um modelo para a paciência, uma vez que a maior parte do livro é composta por um impaciente Jó reclamando com Deus sobre a injustiça de seu sofrimento. No entanto, o tipo de paciência que Tiago tem em mente não é a passividade, mas a perseverança, a coragem em face do sofrimento.
A história do agricultor que espera pacientemente aponta a um anseio pelo dia da justiça, uma vez que o agricultor não espera com indiferença, mas com esse anseio. Jó não cede à falsidade sendo sugerida por seus amigos, e não desistiu; manteve-se decididamente apegado a Deus sem ceder, com a sua vida, a própria razão pela qual sentiu tal conflito de injustiça que acontecia em sua existência presente.
 Mas lembre-se do fator decisivo desta declaração de conclusão, “o Senhor é misericordioso e compassivo.Isso aponta para o fim do relato de Jó, onde a misericórdia do Senhor para como ele é demonstrada. O Senhor abençoa .

-Paul E. Penno


Referências finais:

[1] 1ª Tessalonicenses 4: 13-17.

[2] Ver E. J. Waggoner, “Majority Rule”, The Present Truth, 18 de maio de 1893.

Paulo Penno é pastor evangelista da igreja adventista na cidade de Hayward, na Califórnia, EUA, da Associação Norte Californiana da IASD, localizada no endereço 26400, Gading Road, Hayward, Telefone: 001 XX (510) 782-3422. Ele foi ordenado ao ministério há 38 anos. Após o curso de teologia ele fez mestrado na Universidade de Andrews. Recentemente ele preparou uma extensiva antologia dos escritos de Alonzo T. Jones e Ellet J. Waggoner, a qual está incluída na Compreensiva Pesquisa dos Escritos de Ellen G. White. Recentemente também ele escreveu o livro “O Calvário no Sinai: A Lei e os Concertos na História da Igreja Adventista do 7º Dia,” e, ao longo dos anos, escreveu muitos artigos sobre vários conceitos da mensagem de 1888. O pai dele, Paul Penno foi também pastor da igreja adventista, assim nós usualmente escrevemos seu nome: Paul E. Penno Junior. Você pode vê-lo, no You Tube, semanalmente, explanando a lição da semana seguinte na igreja adventista de Hayward, na Califórnia, em http://www.youtube.com/user/88denver99
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