quarta-feira, 23 de maio de 2012

Lição 8 - Preparação para Evangelizar e Testemunhar, por Arlene Hill

Para 19 a 26 de maio de 2012
 

"Agora Bezalel e Aoliabe, e cada pessoa hábil em quem o Senhor colocou habilidade e compreensão para saber como realizar todo o trabalho na construção do santuário, deve funcionar de acordo com tudo o que o Senhor ordenou" (Êxo. 36 :1, NVI).
O Senhor chamou Israel para fora do Egito — "da casa da servidão" — não porque eles eram um povo distinto e bem-sucedido, eles eram exatamente o oposto. Deslocados de sua própria terra, eles não se lembravam das promessas de Deus dadas a seus antepassados ​​e, gradualmente, sucumbiu ao domínio dos senhores egípcios, que, em última análise, os fizeram escravos. Apesar de sua insignificância, Deus honrou Suas promessas a Abraão, Isaque e Jacó, e suscitou a Moisés para tirá-los do tirânico Egito para a terra prometida.
Enquanto no deserto Deus os instruiu a fazer-Lhe um santuário no qual Ele habitaria. Essa estrutura foi para demonstrar a eles o plano de salvação, e sua compreensão de sua mensagem era para equipá-los para testemunhar ao mundo inteiro. Deus também chamou "a todo homem sábio de coração, em cujo coração o Senhor tinha dado sabedoria; a todo aquele a quem o seu coração moveu a se chegar à obra para fazê-la" (Êxo. 36:2).
Note-se que Deus já tinha colocado habilidade nas pessoas. A tradução literal é, Deus deu-lhes "a sabedoria do coração." Seus corações estavam preparados, agora, Deus estava dando-lhes a oportunidade de usarem suas habilidades para Sua glorificação. Nossa lição desta semana justamente observa que, sem a preparação do coração não estamos equipados para evangelizar. Se nós não permitirmos que o Espírito Santo nos dê uma apreciação de coração para o que custou à Divindade salvar a raça humana, só seremos capazes de dizer aos outros fatos, datas e histórias. Estes podem entreter por um tempo, mas sem o Espírito, a maravilha da descoberta inevitavelmente diminui e as pessoas se deslocam para o que é mais emocionante. Sem uma fé que esteja a crescer no amor de Deus, não temos nada para compartilhar.
Deus em primeiro lugar equipou Bezalel e Aoliabe com talento artístico, mas Ele também deu a eles a habilidade e um coração motivado para ensinar (Êxo. 35:34). Aqueles que vieram a compreender o evangelho da maneira especial dado à nossa igreja em 1888, todos experimentaram o desejo de contar às pessoas sobre quão boa a boa-nova realmente é. Crescendo em nossa compreensão da "mui preciosa mensagem" nos tornam mais nítidas as ferramentas para que o Espírito Santo possa nos usar de forma mais eficaz de comunicar o evangelho.
Para ser eficazes evangelistas há uma conversão profunda. A "sabedoria de Deus" revelada na cruz é infinita. É importante saber "a verdade do evangelho". A base fundamental da mensagem dada em 1888 é uma maior revelação de Deus que é amor, o especial auto-esvaziamento Ágape demonstrado mais claramente na cruz. Deus não apenas realiza a justificação, ou um veredicto de absolvição de todos, Ele consagrou o caminho da perfeição de caráter, vencendo em nosso equipamento defeituoso humano. A melhor demonstração de todo o assunto é encontrada no estudo da mensagem do santuário que Deus nos deu em 1844. 1888 era para ser a verdade do santuário em um novo e vivo caminho (*Heb.10:20). Sem uma compreensão da verdade da purificação do santuário, abrimos a porta para a compreensão das igrejas populares da justificação pela fé como uma simples transação jurídica — desprovida do amor do Novo Testamento. Não seremos capazes de discernir a relação entre o ministério do Sumo Sacerdote celestial no santíssimo e uma compreensão da verdadeira justiça pela fé.
Ellen G. White nos dá uma descrição sóbria dos resultados de ignorar esta doutrina:
"Os que se levantaram com Jesus enviaram sua fé a Ele no Santo dos Santos, [o santíssimo], e oravam, ‘Meu Pai, dá-nos o Teu Espírito.’ Então Jesus assoprava sobre eles o Espírito Santo. Neste sopro havia luz, poder e muito amor, alegria e paz. Voltei-me para ver o grupo que estava ainda curvado perante o trono [que não tinha seguido a Cristo pela fé ao Santíssimo,...eles não sabiam que Jesus havia deixado o lugar santo. Satanás parecia estar junto ao trono, procurando conduzir a obra de Deus. Eu os vi olhar para o trono, e orar, ‘Pai, dá-nos o Teu Espírito.’ Satanás inspirava-lhes uma influência má; nela havia luz e muito poder, mas não suave amor, alegria e paz" (Primeiros Escritos, pág. 55, 56).
O cenário dessa passagem é extremamente importante, pois tem uma relação direta com a nossa compreensão do próprio evangelho. "O grupo que estava ainda curvado perante o trono" é o grupo que rejeitou a verdade do santuário na época de 1844. Embora a descrição seja altamente simbólica, é claro que Ellen White estava se referindo à mudança no ministério de Cristo no fim dos 2300 anos. Aqueles que não apreciavam a mudança se expuseram a um engano letal — Satanás simulando ser o "Cristo" em um ministério que o verdadeiro Sumo Sacerdote tinha agora "deixado".
Por 1800 anos desde Sua ascensão, Cristo esteve envolvido em um ministério do perdão dos pecados, para que as pessoas pudessem morrer e se levantar na primeira ressurreição. Mas depois de 1844, a segunda fase do ministério de Cristo, não é só meramente perdoar o pecador, mas também transmitir o Seu caráter de justiça em salvar os crentes do seu pecado. O ministério sumo sacerdotal de Cristo é para a finalidade de preparar um povo de caráter a ser trasladado quando Ele voltar. Sem essa singular compreensão adventista do sétimo dia do caminho para a justiça que Cristo nos consagrou, estaremos necessariamente, embora involuntariamente, pregando um evangelho nominal. Cristo quer consagrar Sua noiva, dando aos indivíduos que compõem Sua verdadeira igreja aquele novo coração de amor para que eles experimentem a Sua justiça, e não apenas falem sobre ela (grifamos).
Aqueles que estão dispostos a deixar o Espírito Santo guiá-los em toda a verdade em seu estudo são os que Deus pode usar efetivamente a proclamar o evangelho eterno. Não haverá medo egoísta de castigo ou esperança de recompensa celeste; apenas o desejo de que o Noivo, finalmente Se una com Sua noiva. Como Bezalel e Aoliabe, Cristo está dando a habilidade necessária para comunicar a Sua doutrina do santuário. É uma verdade que é harmonizada com os tempos em que estamos vivendo. Evangélicos, católicos, budistas, muçulmanos, judeus e protestantes ainda têm de ver claramente o que Cristo realizou por seu sacrifício. A muito mais abundante graça de Cristo vai vivificar as desgastantes verdades do sábado, da natureza do homem e do santuário, que até então passaram despercebidas pelo mundo.
- Arlene Hill





A irmã Arlene Hill é uma advogada aposentada da Califórnia, EUA. Ela agora mora na cidade de Reno, estado de Nevada, onde é professora da Escola Sabatina na igreja adventista local. Ela foi um dos principais oradores no seminário “É a Justiça Pela Fé, Relevante Hoje?”, que se realizou na sua igreja em maio de 2010, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, localizada no endereço: 7125 Weest 4th Street , Reno, Nevada, USA, Telefone  001 XX (775) 327-4545; 001 XX (775) 322-9642.

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Lição 8 - Preparação para Evangelizar e Testemunhar, por Raul Diaz

Para 19 a 26 de maio de 2012

Um dia, Heitor decidiu reorganizar alguns de seus pertences. Ele ficou perplexo, no entanto, ao descobrir que as lâminas de algumas de suas facas, tesouras e podadeiras ou tinham quebrado ou foram dobradas. Intrigado com o que viu, ele não conseguia descobrir como isso poderia ter acontecido. Pensou que talvez elas eram de qualidade inferior e fabricação barata, e que isso é o que as causou quebrar ou dobrar mais facilmente. Embora essa explicação fizesse sentido, não era totalmente satisfatória e Heitor não poderia aceitá-la totalmente.
No dia seguinte, Heitor estava na cozinha, viu um parafuso solto em um dos armários. Instintivamente, Heitor pegou uma faca e a usou para apertar o parafuso. Ao ele torcer a faca, percebeu que sua ponta estava resistindo à pressão, então ele empregou mais força. Ao assim agir, percebeu que a ponta da faca curvara. Finalmente ficou claro para Heitor que era assim que as pontas das facas e tesouras foram entortadas ou quebradas.
Porque esses "utensílios" foram feitos apenas para cortar, as pontas não eram fortes o suficiente para apertar ou soltar parafusos. Chaves de fenda, no entanto, são as ferramentas feitas para estas tarefas. Curiosamente, ninguém usa, ou deveria usar uma chave de fenda para cortar qualquer coisa, porque a lâmina é (*muito pequena) e sem corte. No entanto, muitos, por conveniência, usam chaves de fenda para abrir tampa de latas, ou as fecham com martelos, e para raspar tinta ou desgrudar algo colado. Mas usar a ferramenta errada, independentemente da conveniência, é prejudicial, para a ferramenta em si, para a pessoa que a usa ou para os itens em que a ferramenta está sendo usada.
Aqui há um princípio fundamental: há uma ferramenta correta para toda e qualquer necessidade. Isto, por outro lado, aumenta a eficiência, segurança e impede que as ferramentas sejam danificadas ou quebradas.
Em princípio, fazer a coisa certa produz resultados positivos, enquanto fazer a coisa errada geralmente produz resultados negativos. Isto não só é verdade na utilização de ferramentas apropriadas, mas também na utilização de métodos adequados para alcançar os de fora da igreja.
Muitos têm percebido que métodos e procedimentos que estão sendo usados ​​em termos de testemunho não são eficazes. Não só a igreja não está crescendo, mas perdendo membros. Nossos jovens estão saindo em massa. E o que se dizer da apatia evidenciada pela diminuição de participação. É verdade que, aqui e ali, ouvimos de membresia em crescimento, mas a tendência geral é de declínio (*principalmente se levarmos  em consideração livros das igrejas desatualizados). Muitos, se não a maioria das igrejas com um crescimento fenomenal dificilmente se assemelham à igreja adventista do sétimo dia na qual a maioria de nós cresceu. Ao contrário dos nossos padrões, os cultos destas congregações populares, de rápido crescimento são estridentes, menos humildes e sem ensinamentos de reverência. Faltam testemunhos de fé. As mensagens são contos para provocar riso, para nos manter na nossa zona de conforto; as palavras "pecado" e "arrependimento" são raramente usadas, enquanto os jovens do mundo têm fome de algo significativo — que perdure. Se aplicarmos a ilustração das ferramentas para alcançar o mundo para Cristo, então devemos estar usando as ferramentas erradas.
Primeiro, há uma necessidade de compreendermos o verdadeiro significado das palavras em nossa lição: equipar, testemunhar, e evangelizar. Vamos começar com a palavra, "equipar". A partir do contexto da lição temos a sensação de que o termo "equipamento" é dito como "treinamento", mas "equipar" na verdade significa "dar", "fornecer". Quem é que provê para os crentes? É o Espírito Santo. Ele fornece todas as coisas: o amor, a graça, os frutos, os presentes, etc. Ele é a fonte da provisão, enquanto nós somos os receptores.
"Evangelismo" — a entrega da boa nova da salvação (Evangelho) — é um dom do Espírito Santo, e portanto, não é dado a todos os crentes igualmente. Desde que o Espírito Santo é a fonte, o evangelismo não é algo que você pode treinar eficazmente para a escola, seminários, ou “workshops” (oficinas) de fim de semana. É uma habilidade que o Espírito Santo deu aos Apóstolos. Poderíamos argumentar que a Guilherme Miller foi dado o dom de evangelismo. Ele era um simples agricultor sem formação em teologia ou homilética. No entanto, Deus o usou para pregar as boas novas de Daniel 8:14 13 nos Estados Unidos. Através do ministério de Miller, o Senhor construiu um grupo de crentes do qual a Igreja Adventista do Sétimo dia iria surgir.
Será que Miller testemunhou? Sim. Mas também todos os chamados "Milleritas." Como eles testemunharam? Muitos venderam tudo que tinham e deixaram tudo para trás esperando Cristo voltar em 22 de outubro de 1844. Este foi um testemunho de seu desejo do retorno de Cristo e estar com Ele. Não havia necessidade deles falarem, embora muitos provavelmente o fizeram. Essa ação falou mais alto do que quaisquer palavras. Cristo chamou todos para testemunhar, mas nem todos foram feitos evangelistas.
Cristo também nos chamou para ser um sacerdócio real. Como sacerdotes, devemos identificar-nos com os outros intercedendo por, e carregando fardos uns dos outros. Devemos nos identificar com os outros assim como Cristo Se identificou conosco. Ele compadeceu-Se de nossas fraquezas, tentado em todas as coisas como nós somos (mas sem pecado), Heb. 4:15. Como testemunhas de Jesus, nós nos identificamos com Ele, como Seus sacerdotes nos identificamos com os outros. Quanto devemos nos identificar com os outros? 1ª João 3:16 nos dá a resposta, devemos dar nossa vida pelos irmãos como Cristo deu a Sua vida por nós. Considere Moisés quando ele disse ao Senhor, para apagar seu nome do livro da vida, se o Senhor destruísse os israelitas. Considere Paulo: ele estava disposto a morrer eternamente se, ao fazê-lo, o seu povo fosse salvo. Este foi o amor de Deus manifestado através de (*Moisés) Paulo e de Cristo. Assim deveria ser com a gente. Este é o maior testemunho.
Como nos tornamos testemunhas? Ao experimentar a vida com Deus. Como nos tornamos sacerdotes? Recebendo a unção do Espírito Santo. Se considerarmos estas duas ideias, vemos que elas são semelhantes: a vida com Deus é a vida com o Espírito Santo. Isto é como Cristo viveu. Então, é seguro dizer que, viver como Jesus viveu, é agir como Ele agiu? Ellen White parece pensar assim. Isto parece resultar da seguinte citação:
 “Unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar-se do povo. O Salvador misturava-Se com os homens como alguém que desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes às necessidades, e granjeava-lhes a confiança. Ordenava então: ‘Segue-Me.’ É necessário pôr-se em íntimo contato com o povo mediante esforço pessoal. Se se empregasse menos tempo a pregar sermões, e mais fosse dedicado ao ministério pessoal, maiores seriam os resultado que se veriam. Os pobres devem ser socorridos, os doentes tratados, os tristes e enlutados confortados, o ignorante instruído, o inexperiente aconselhado. Devemos chorar com os que choram e alegrar-nos com os que se alegram. Acompanhado pelo poder de persuasão, o poder da oração, o poder do amor de Deus, esta obra não há de, não pode, ficar sem frutos. (Ciência do Bom Viver, 143 - 144)
Por que devemos tentar outros métodos quando o método dAquele que professamos seguir e adorar — a Quem nós reivindicamos ser o nosso Exemplo — já nos mostrou como alcançar almas perdidas com uma eficácia eterna? Podemos ouvir Suas palavras aos seus discípulos: "Ó homens de pouca fé, por que vocês duvidam," ... "e por que arrazoais entre vós?" (*Mat. 16:8). "Estou aqui esperando por você vir a Mim. Por que você desperdiça seu tempo e esforço, quando o que você precisa, Eu tenho e estou disposto a dar-lho?” Imagine Seu sofrimento quando rejeitamos o que Ele tanto quer nos dar: Seu Espírito Santo. Ele deu a Sua vida e partiu para ir ao Pai, para que pudéssemos ter o Espírito Santo. Ele é o nosso capacitador para sermos tanto testemunhas como sacerdotes.


- Raul Diaz



O irmão Raul Diaz é um membro da Igreja adventista da cidade de Monte Vernon, no estado de Illinois, perto de Chicago. Ele atua em diversos departamentos da igreja, prega em diferentes ocasiões e locais, e ensina a lição da escola sabatina em sua unidade evangelizadora em sua igreja local — Seventh-day Adventist church, na cidade de Mt Vernon, Illinois, localizada no endereço: 12831 N. Norton, Dr. Mount Vernon, Il. 62864-8231, U.S.A, Tel.: 001 XX (618) 244-7064, endereço eletrônico: http://www.mtvernonadventist.org/
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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Lição 7 - Evangelismo Corporativo e Testemunho, por Shawn Brace

Para 12 a 19 de maio de 2013



Uma das minhas favoritas citações de Ellen White é o primeiro parágrafo de Atos dos Apóstolos. Em palavras quase poéticas, ela escreve:
 “A igreja é o instrumento apontado por Deus para a salvação dos homens. Foi organizada para servir, e sua missão é levar o evangelho ao mundo. Desde o princípio tem sido plano de Deus que através de Sua igreja seja refletida para o mundo Sua plenitude e suficiência. Aos membros da igreja, a quem Ele chamou das trevas para Sua maravilhosa luz, compete manifestar Sua glória. A igreja é a depositária das riquezas da graça de Cristo, e pela igreja será a seu tempo manifesta, mesmo aos "principados e potestades nos lugares celestiais" (Efé.3:10) a final e ampla demonstração do amor de Deus (Atos dos Apóstolos, pág. 9 ).
Há tanta coisa neste parágrafo que poderíamos e sem dúvida iremos passar a eternidade analisando-o. Mas as duas primeiras palavras dão-nos o suficiente para ponderar para a presente discussão, porque, neles vemos o grande objeto sobre o qual Deus estabeleceu o Seu amor, esperança, e até mesmo a fé.
Essas duas palavras são "a igreja." Este é o "organismo designado" para a salvação dos homens. Ellen White não diz que Deus nomeou crentes individuais, ainda que nos inclua; ela não diz que Ele nomeou ministérios independentes, embora tenham o seu lugar. É a personalidade corporativa, a igreja, trabalhando juntos pela fé, que Deus vai usar uma vez por todas para "mostrar a sua glória" e reconciliar os pecadores com o seu coração amoroso.
No entanto, para que o conjunto físico cumpra sua missão corporativa, vejo nas escrituras três realidades com as quais precisamos ficar face-a-face. A menos que nossos corações sejam tocados por estas três realidades seremos impotentes para fazer o que Deus deseja realizar através de nós em um nível corporativo. Pode haver vitórias e triunfos individuais isolados, mas nada na escala universal que Deus deseja realizar, o que acabará por trazer a grande controvérsia para uma finalização clímax.


1ª realidade — A natureza corporativa de Deus
Muitos são capazes de reconhecer que a explicação mais simples do caráter de Deus ("Deus é amor," 1ª João 4:8) também é o maior indicador de sua natureza corporativa. Para que Deus seja amor, sempre teve que existir um "outro" ser para amar. O amor não pode existir em singularidade. Assim, a própria natureza de Deus é corporativa.
Vemos a natureza corporativa de Deus também na vida e morte de Cristo. Ao ir para a cruz, Cristo "provou a morte por todos" (Heb. 2:9). Ele não apontou o dedo para os outros, culpando-os. Ele tomou sobre Si toda a humanidade, assumindo total responsabilidade e culpa por todos.
Isto tem implicações muito concretas para a nossa própria evangelização. Em vez de apontar o dedo para os outros — seja nossos membros da igreja ou para aqueles para quem trabalhamos — nos identificamos com eles e compartilhamos a sua culpa. Evangelismo não é "nós contra eles", mas "nós" — como na expressão, "estamos juntos nisso." Não é “meu evangelismo X o seu evangelismo", mas “nós”. Ele é inclusivo, não exclusivo.
Palavras de Ellen White são sempre adequadas e práticas: "ao vermos almas fora de Cristo, devemos nos colocar em seu lugar, e, em seu nome, sentir arrependimento diante de Deus, não descansando até trazê-los ao arrependimento" (Comentário Bíblico Adventista, vol. 7, pág. 960).


2ª realidade — A fé de Deus e a fé de Jesus
Uma das compreensões mais surpreendentes nas Escrituras é descobrir que Deus tem fé em nós. Ele acredita em nós. Ele tem confiança em nós. Na humanidade perdida, Cristo viu a pérola de grande valor. "Cristo nunca teria dado Sua vida pela raça humana", escreve Ellen White: "Se ele não tivesse fé nas almas por quem Ele morreu" (Lift Him Up (Exaltai-O) pág. 221).
Isso é preocupante. No entanto, quando cremos na visão que Deus tem de nós, quando nós abraçamos a confiança que Ele depositou em nós, somos capazes de viver a mesma fé e mostrar confiança em outros.
O povo de Deus dos últimos dias são caracterizados como aqueles que "guardam. . . a fé de Jesus" (Apoc. 14:12). Isto significa que — motivados pela fé Ágape de Deus em nós em vez de sermos desconfiados, críticos, ou negativos sobre os nossos companheiros de trabalho, nós com confiança trabalhamos ao lado deles. Nós acreditamos em suas habilidades, em seu valor, em seu lugar no ministério, e nós sempre trabalhamos para ajudá-los a alcançar seu potencial em Cristo.
Ele também adiciona poder ao nosso evangelismo. "Se queremos fazer o bem às almas," Ellen White expressivamente sugere, "o nosso sucesso com essas almas será proporcional à sua crença em nossa crença e aprovação deles” (Gospel Herald, de 1º de maio de 1898).

3ª realidade — Nossa história corporativa
O livro de Neemias registra um evento interessante: "E a descendência de Israel se apartou de todos os estrangeiros, e puseram-se em pé, e fizeram confissão pelos seus pecados e pelas iniquidades de seus pais" (Neemias 9:2). Este é um exemplo clássico de arrependimento corporativo. O povo de Deus reconheceu os erros de seus antepassados ​​e se arrependeu de uma maneira corporativa.
Arrependimento corporativo não é apenas um detalhe técnico para que Deus possa limpar completamente os livros no céu. Arrependimento Corporativo é muito concreto e fundamentado na realidade. Na língua hebraica, a palavra traduzida por "arrependimento" é “shuv”, que literalmente significa "dar a volta." Isso denota que uma pessoa está indo na direção errada, e, até que ele ou ela se arrependa, todas as coisas boas realizadas são de pouco valor .  
O que nossa história corporativa ensina é claro. Ellen White declarou há muito tempo que a mensagem que nos foi dada em Minneapolis foi uma que "Deus ordenou fosse dada ao mundo" (Materiais de Ellen G. White sobre 1888, vol. 3 pág. 1336). Era uma mensagem para "iluminar toda a Terra com a glória [de Deus]" (Apoc. 18:1).  Mas, infelizmente, aquela luz foi "resistida, e pela ação de nossos próprios irmãos tem sido em grande medida mantida afastada do mundo" (idem, vol. 4, pág. 1575, e Testemunho para Ministros, pág. 91).
Nós poderíamos "ganhar" um milhão de pessoas (*e acrescentá-las) aos nossos números, até que retornemos à encruzilhada da estrada, a bifurcação na rodovia onde começamos a caminhar na direção errada, nós não vamos trabalhar para uma conclusão. Temos de reconhecer o nosso passado, e pela graça de Deus, seguir na direção que Ele queria nos levar, no momento do nosso desvio. Até então, nosso evangelismo será tudo, menos corporativo. Será, ao contrário, caracterizada por desconexos grupos de obreiros e com esforços feitos aqui e ali, mas não será coesa e não atingirá todo o mundo.
Eu penso em um triste exemplo da vida de William Wilberforce, o gigante da fé cristã que foi o catalisador para a abolição da escravatura na Inglaterra (e, indiretamente, na América). Em um discurso comovente dado ao Parlamento Inglês, em 1789, Wilberforce apresentou seu desejo de abolir o tráfico de escravos. Em vez de apontar o dedo, ele proclamou o seguinte:
Eu não quero acusar ninguém, mas tirar a vergonha de sobre mim mesmo, em comum com todo o Parlamento da Grã-Bretanha, por ter permitido esse comércio horrível ser conduzidas sob a sua autoridade. Somos todos culpados — devemos todos reconhecer a culpa, e não desculpar-nos por jogar a culpa nos outros (citado em Eric Metaxas, Amazing Grace, pág. 133.).
Ainda decorreriam 18 anos até que o comércio de escravos fosse abolido, e 44 anos, até que a escravidão foi fosse abolida completamente, o qual, aliás, foi o mesmo ano que Wilberforce morreu.
Vamos, com maior fervor do que nunca, reconhecer essas três realidades corporativas para que a dor que o coração de Deus sente sobre a escravidão satânica dos homens possa finalmente ser extinta.


-Shawn Brace



O irmão Shawn Brace é pastor das igrejas adventistas do sétimo dia de Bangor, no endereço: 42 Orion Way  Hermon, ME 04401, fone (207) 848-2331, e da igreja adventista de Dexter, localizada no endereço: 103 Spring Street, Dexter, Maine, ME 04930, fone (207) 924-3104, ambas no estado de Maine, nos Estados Unidos da América do Norte. Ele também edita a revista chamada "New England Pastor" (Revista do Pastor da Nova Inglaterra), que é enviada para todos os pastores adventistas do sétimo dia que vivem na Nova Inglaterra, bem como quaisquer outros assinantes interessados. Ele tem uma paixão pela pregação e por escrever. É autor de dois livros: "Esperando no Altar" e "Perseguido por um Deus Implacável" publicado pela editora adventista Pacific Press. Ele mantem dois blogs, um para adventistas, chamado "New England Pastor," newenglandpastormagazine.blogspot.com/, newenglandpastor@gmail.com, e o outro blog chamado "Convergence," para um público mais geral, via jornal Bangor Daily New, um jornal da cidade de Bangor,. shawnbrace@bangorsda.org, Blog: http://newenglandpastor.blogspot.com/, Twitter: https://twitter.com/#!/shawnbrace,
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