terça-feira, 21 de março de 2017

Lição 12 — A obra do Espírito Santo, por Paulo Penno



Para 18 a 25 de março de 2017

Implícito na mensagem de 1888: Quando nos convertemos pela primeira vez, confessamos todo o pecado conhecido a Deus, e em misericórdia Ele é fiel e justo para nos perdoar. Mas ainda permanecem os pecados da ignorância; e, pecados desconhecido (*inconscientes). Neste momento da purificação do santuário celestial, o Sumo Sacerdote através do Espírito Santo traz esses pecados desconhecidos para o nosso conhecimento, e nos tornamos conscientes deles.
Se estivermos em simpatia do coração com Cristo em sua obra final de expiação (isto é o que representa a fé do Novo Testamento), acolheremos a convicção cada vez mais profunda do pecado e, progressivamente, confessaremos e nos arrependeremos desses pecados. Finalmente, após o Seu povo ter cooperado com Ele, a obra será completa, e então o selo de Deus pode ser afixado ao caráter em contraposição à marca da besta, que todos os que rejeitam o selo de Deus, vão aceitar.
No entanto, há um sentido em que todos os verdadeiros crentes em Cristo foram "selados com aquele Espírito Santo de promessa" desde que o mundo começou (Efésios 1:13); Mas isso não é o mesmo que o trabalho final de selagem de Apocalipse 7: 1-4. O selo final de Deus é contemporâneo com a marca final da besta, e o oposto dela.
Ellen White estava muito feliz quando ouviu a mensagem de justificação pela fé dos lábios de A. T. Jones e E. J. Waggoner. Para ela, este ensinamento claro estava em consonância com a mensagem dos três anjos: "É chegada a hora do Seu juízo" e nosso Sacerdote está purificando o santuário celestial. Que ligação havia entre a justificação pela fé e a purificação do santuário celestial por Jesus nosso Sumo Sacerdote?
A resposta é que, desde 1844, Jesus está realizando o ministério do Dia da Expiação — o apagar final dos pecados. Mas antes que o santuário pudesse ser purificado no céu, o templo de Seu povo (*seus corações) na terra deve ser purificado. A fonte da poluição do pecado deve ser extinta em Seu povo. A honra de Deus e a integridade de Seu concerto estavam em jogo. Deus tem a solução para o problema do pecado. O evangelho de Jesus Cristo pode perdoar pecados e Sua justiça tem o poder em virtude do Espírito Santo para purificar o templo da alma. Isto Deus prometeu em Sua aliança eterna (Jeremias 31:33).
Então, quando ela ouviu esta mensagem, ela reconheceu nele o poder e a força do evangelho que prepararia o povo de Deus para permanecer com um caráter puro no dia da segunda vinda de Cristo. Seriam um testemunho vivo de Deus durante a hora da crise. Seriam parte dos 144.000 que seriam trasladados sem ver a morte em Seu retorno. Seriam um testamento vivo do poder de Deus para a salvação do pecado. Vivendo em carne pecaminosa, tentados, provados e aflitos, o mistério da piedade seria revelado neles — "Cristo em vós a esperança da glória". Como uma batida (*repetitiva) de umtambor ao longo de várias semanas, Ellen White expressou por escrito o seu entusiasmo nas colunas da Review and Herald, durante 1890.
As igrejas que guardavam o domingo não haviam seguido Jesus pela fé em seu trabalho no lugar santíssimo em 1844. Por isso estavam adorando um deus de sua própria criação — Satanás, se quiserem.1 Até hoje, em sua maior parte, eles veem a mensagem do santuário dos adventistas do sétimo dia como um erro colossal. Foi denominado o maior esquema para salvar as aparências em explicar uma interpretação equivocada da Escritura — Daniel 8:14.
Mas o povo de Deus tem recebido uma compreensão única da justificação pela fé em conexão com a purificação do santuário que é preparar um povo para a vinda do Senhor. É por isso que o Senhor o deu a Seu povo para ser proclamado às igrejas cristãs nominais do mundo. Eles a tinham rejeitado inicialmente em 1844.
Martinho Lutero não entendia a justificação pela fé à luz da mensagem do santuário. Protestantes e evangélicos não entendem isso corretamente. De todas as pessoas que devem compreendê-lo, Adventistas do Sétimo Dia devem porque eles sabem sobre 1844 e a mudança do ministério de Jesus do lugar santo para o lugar santíssimo. Eles não devem proclamar a justificação pela fé, comprometendo-se com as outras igrejas e incorporando sua mensagem para serem ecumênicos em espírito. Isso seria uma rejeição de Jesus levando Seu povo à verdade de Seu ministério no santíssimo. Eles estariam seguindo Satanás como fizeram as igrejas nominais em 1844.
Mas no contexto histórico de 1890 Ellen White fez uma declaração surpreendente: "Houve uma desvio de Deus, e ainda não houve trabalho zeloso em arrepender-se e voltar ao primeiro amor. Infidelidade teve um grande lugar entre nós. É a maneira de afastar-se de Cristo, abandonar o Senhor e aceitar o ceticismo. "Não queremos que este homem reine sobre nós’ (Lucas 19:14). Baal será o propósito, a fé, a religião de um triste número entre nós, por se escolher o próprio caminho em vez do caminho de Deus. A verdadeira religião, a única religião da Bíblia — crer no perdão dos pecados, na justiça de Cristo e no sangue do Cordeiro — não só foi desprezada e negada, ridicularizada e criticada, mas as suspeitas e os ciúmes foram criados, conduzindo ao fanatismo e ateísmo."2
Quando uma vez a verdade da justificação pela fé em conexão com o santuário é perdida, Satanás ganhou uma grande vitória. Ele pode levar seus seguidores ao fanatismo e sair do corpo de Cristo para o ateísmo. Porque o eu torna-se o ídolo — adoração de Baal — segue suas próprias interpretações auto-agradáveis da escritura e resulta em um outro deus ao invés do Deus verdadeiro. Imperceptivelmente o eu se torna um deus. O conhecimento do verdadeiro Deus é rejeitado. Daí o resultado é ateísmo.
A conclusão de treze artigos escritos por Ellen White na Reviwe and Herald intitulada: "Arrependimento, o dom de Deus". Ela disse: "Alguns de nossos irmãos expressaram temores de que nós nos demoramos demais no assunto da justificação pela fé, Esperem e orem para que ninguém fique alarmado desnecessariamente; Pois não há perigo em apresentar esta doutrina como está estabelecida nas Escrituras. Se não houvesse uma negligência no passado para instruir adequadamente o povo de Deus, não haveria agora a necessidade de chamar atenção especial para isso. Alguns de nossos irmãos não estão recebendo a mensagem de Deus sobre este assunto. Eles parecem estar ansiosos para que nenhum de nossos ministros se afaste de seu modo anterior de ensinar as boas e velhas doutrinas. Nós perguntamos: Não é hora de que a luz fresca venha ao povo de Deus, para despertá-los para maior seriedade e zelo?"3 Ela retratou a igreja como estando em um estado morno. Jesus pede ao Seu povo que se arrependa para comprar dele o ouro provado no fogo fé e amor; Para receber Sua veste branca que é a justiça de Cristo; E o colírio do discernimento espiritual, o batismo do Espírito Santo.
E então ela fez a declaração definitiva: "Vários me escreveram, perguntando se a mensagem de justificação pela fé é a mensagem do terceiro anjo, e eu respondi: É a mensagem do terceiro anjo em verdade".4
A justificação pela fé em conexão com a purificação do santuário é a mensagem do terceiro anjo em verdade. Esta sequência de treze artigos identifica claramente o que ela quis dizer com "em verdade". É a mensagem da hora do juízo, que prepara o caminho para o grande e terrível dia do Senhor. Ele prepara um povo para ficar de pé na hora da crise e para ser trasladado sem ver a morte na segunda vinda de Jesus. Foi e ainda é a tremenda mensagem para a igreja de Laodicéia. Ela traz consigo toda a perspectiva do alto clamor e da chuva do Espírito Santo.


-Paul E. Penno


Notas finais:
1)  Ellen G. White, Primeiros Escritos (1882), pág. 261.
“Vi que assim como os judeus crucificaram a Jesus, as igrejas nominais haviam crucificado essas mensagens, e por isso mesmo não têm conhecimento do caminho para o santíssimo, e não podem ser beneficiadas pela intercessão de Jesus ali. Como os judeus, que ofereciam seus inúteis sacrifícios, elas oferecem sua inúteis orações dirigidas ao compartimento de onde Jesus já saiu; e Satanás, eufórico com o engano, assume um caráter religioso, e dirige a mente desses professos cristãos para si mesmos, operando com o seu poder, com seus sinais e prodígios de mentira, para retê-los em seu laço. Alguns ele engana de uma forma, outros de outra. Ele possui diferentes embustes preparados para afetar diferentes mentalidades. Alguns olham com horror para um determinado engano, ao passo que prontamente aceitam outro. Alguns Satanás engana com o espiritismo. Apresenta-se também como um anjo de luz e espalha sua influência sobre a Terra por meio de falsas reformas. As igrejas ficam alvoroçadas e consideram que Deus está trabalhando maravilhosamente por meio delas, quando isso é obra de outro espírito. O excitamento morrerá e deixará o mundo e a igreja em pior condição que antes”.

2] "À Conferência Geral" (1889) e "A Visão em Salamanca" (3 de novembro de 1890), Materiais de Ellen G. White sobre 1888, págs. 444, 948.

3) "Arrependa-se o dom de Deus", The Advent Review and Sabbath Herald de 1º de abril de 1890, pág. 193; Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 372),

4) ibidem                                                  
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Notas:


Veja o arquivo anterior neste blog, postado em 19/3/17, com o título:





O Espírito Santo nos preparará para a Chuva Serôdia
Lição EXTRA para o 1º Trim. 2017 

Veja também, em inglês, esta lição 12 exposta pelo Pr. Paulo Penno, na internet no sitio: https://youtu.be/qXotYj5fshA

Esta lição está na internet no sitio: 1888message.org/sst.htm  
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Biografia do autor, Pastor Paulo Penno:
Paulo Penno foi pastor evangelista da igreja adventista na cidade de Hayward, na Califórnia, EUA, da Associação Norte Californiana da IASD, localizada no endereço 26400, Gading Road, Hayward, Telefone: 001 XX (510) 782-3422. Foi ordenado ao ministério há 42 anos e jubilado em junho de 2016, Após o curso de teologia fez mestrado na Universidade de Andrews. Recentemente preparou uma Compreensiva Pesquisa dos Escritos de Ellen G. White. Recentemente também escreveu o livro “O Calvário no Sinai: A Lei e os Concertos na História da Igreja Adventista do 7º Dia,” e, ao longo dos anos, escreveu muitos artigos sobre vários conceitos da mensagem de justificação pela fé segundo a serva do Senhor nos apresenta em livros como Caminho a Cristo, DTN, etc. O pai dele, Paul Penno foi também pastor da igreja adventista, assim nós usualmente escrevemos seu nome: Paul E. Penno Junior. Ele foi o principal orador do seminário “Elias, convertendo corações”, nos dias 6 e 7 de fevereiro de 2015, realizado na igreja adventista Valley Center Seventh-day Adventist Church localizada no endereço: 14919  Fruitvale Road, Valley Center, Califórnia.
    Atenção, asteriscos (*…) indicam acréscimos do tradutor.­
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domingo, 19 de março de 2017

O Espírito Santo nos preparará para a Chuva Serôdia



Lição EXTRA para o 1º Trimestre de 2017
Na lição 11, parte de sábado, 18/3/17, 3ª linha, lemos: “O Espírito Santo tem poder incomparável para nos tornar vencedores...”
 “O Espírito Santo tem poder incomparável para nos tornar vencedores...” em quê?
Em “Eventos Finais” Ellen G. White traça para a nossa igreja os grandes acontecimentos que teremos que enfrentar: Capítulo 11 — Enganos satânicos nos últimos dias; Capítulo 12 — A sacudidura; Capítulo 13 — A chuva serôdia; Capítulo 14 — O alto clamor; Capítulo 15 — O selo de Deus e a marca da besta, e, Capítulo 18 — As sete últimas pragas e os justos. O Espírito Santo é que preparará a Igreja de Laodiceia para estes grandes eventos que estão à nossa frente. Mas a chuva serôdia, engloba todos os assuntos acima apontados e será o Espírito Santo, que nos trará poder para vencermos a este turbilhão que sobre nós virá.
Em visão, Ellen White descreve a tremenda experiência pela qual o povo de Deus passará especialmente ao serem libertos para “tomar posse da verdade”. Ela pergunta ao anjo: “O que operou essa grande mudança?” O anjo lhe responde: “É a chuva serôdia, o refrigero da presença do Senhor, o alto clamor do terceiro anjo” (Visão sobre a sacudidura futura em 20/11/1857, artigo O Futuro na revista Review and Herald de 31/11/1857; e Primeiros Escritos, p. 269-271).
"As grandes verdades que foram ouvidas e contempladas desde o dia de Pentecostes, resplandecerão da Palavra de Deus em sua pureza original. Aos que verdadeiramente amam a Deus, o Espírito Santo revelará verdades que desapareceram da mente, e também revelará verdades inteiramente novas" (Fundamentos da Educação Cristã, pág. 473).
E quanto poder será este???                               
Joel 2:23 diz que a chuva temporã foi dada “em justa medida” (Almeida Fiel). E a versão do Rei Tiago diz “moderadamente”.
Ellen G. White diz que a chuva serôdia “virá de forma tão repentina como foi em 1844, e com dez vezes mais poder” (Coleção Spalding e Magan, pág. 4) do que foi a chuva temporã.
Podem os irmão imaginar que teremos dez vezes mais poder agora do que tiveram os discípulos no Pentecostes? Como subsistiremos sem a preparação do Espírito Santo? Como venceremos na sacudidura, no alto clamor; na marca da besta e nas sete últimas pragas sem a preparação do Espírito Santo para vencermos estes desafios?
"A verdade do evangelho" é uma compreensão da justificação pela fé que é consistente com e paralela à verdade da purificação do santuário celestial. O que dois mensageiros apresentaram na Assembeia da Associação Geral de 1888 uniu justificação e santificação como uma coisa só. Em outras palavras, uma apreciação do amor de Cristo ao justificar todo o mundo em Sua cruz, torna-se o grande motivador para a fé cooperar com o Espírito Santo no perfeiçoamento do caráter cristão. A justificação realizada na cruz produz justificação pela fé, que, por sua vez prepara a pessoa para a segunda vinda.
Ellen White confirma que essa percepção "da chuva serôdia" do evangelho foi objeto de oposição na era de 1888. Houve "oposição manifestada em Minneapolis contra a mensagem do Senhor através dos Irmãos [E. J.] Waggoner e [A. T.] Jones. Excitando aquela oposição, Satanás teve êxito em afastar do povo, em grande medida, o poder especial do Espírito Santo que Deus anelava comunicar-lhes.O inimigo impediu-os de obter a eficiência que poderiam ter tido em levar a verdade ao mundo, como os apóstolos a proclamaram depois do dia de Pentecostes. Sofreu resistência a luz que deve iluminar toda a terra com a sua glória [Apocalipse 18: 1] e pela ação de nossos próprios irmãos tem sido, em grande medida, conservada afastada do mundo” (Mensagens Escolhidas, livro 1, págs. 234 e 235).
Podem os irmãos imaginar agora porque o nosso guia deste trimestre omitiu este assunto??? É que a  oposição manifestada em Minneapolis continua até hoje. Para usarmos as próprias palavras da lição, o fato é que “muitos desses pecados estão no âmbito individual. No entanto, há também uma dimensão coletiva envolvida” (2ª e 3ª linhas do primeiro parágrafo de domingo).
Mas finalmente a Igreja será vitoriosa! Zacarias 12:10 a 13:1 trás a grande esperança para sermos vencedores (falaremos disto uns parágrafos à frente):  
Estamos em busca do que o Espírito Santo está nos ensinando com respeito às boas novas à luz da "chuva serôdia". A palavra "justificação" ou "justiça" significa endireitar o que é torto. Qual é a boa nova transformadora do coração que pode mudar a alienação e resistência que o povo de Deus revela para com Ele? Qual é a nossa compatibilização com a mensagem?
O que é "a chuva serôdia" do Espírito Santo? Existem alguns fatos simples e claros que, pelo menos, começarão a esclarecer nossa perplexidade:
A história da "chuva serôdia" (veja Joel 2:23) ajudará a explicar o que é a "chuva serôdia". Foi no Pentecostes que o verdadeiro povo de Deus (aqueles que creram em Cristo) recebeu o derramamento do verdadeiro Espírito Santo de Deus. Agora, depois de dois milênios, esperamos que o dom do Espírito Santo seja novamente dado como o complemento da bênção “anterior”.
A "chuva temporã" foi a luz da verdade dada como um dom — a percepção da verdade que o professo povo de Deus tinha rejeitado, assassinado e crucificado o Senhor da glória. Essa bênção não foi tanto um forte barulho como uma luz brilhante: Pedro proclamou que aquelas pessoas ali presentes haviam crucificado o Messias, o Filho de Deus. "Saiba, pois, com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus O fez Senhor e Cristo. E ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração" (Atos 2:36, 37).
A chuva serôdia será, portanto, um dom do Espírito Santo que trará a verdadeira e última convicção do pecado que somente Ele pode trazer aos corações humanos: a culpa da crucificação de Cristo é o nosso pecado. Mas essa é uma verdade que ainda não compreendemos claramente. Quando o povo de Deus compreender essa realidade, haverá o maior arrependimento dos séculos (Zac. 12:10 a 13: 1).
 “Mas sobre a casa de Davi (a liderança da Igreja Adventista) e sobre os habitantes de Jerusalém (os membros da igreja) derramarei o Espírito de graça e de suplicas; e olharão para Mim a quem traspassaram; e prantearão sobre ele, como que pranteia pelo (seu) filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo (seu) primogênito ...Naquele dia haverá uma fonte aberta para a casa de Davi (a liderança da igreja adventista) e para os habitantes de Jerusalém (os membros), para purificação do pecado e da imundícia” (Zac. 12:10; 13:1).
Esta se tornará a experiência "final" de reconciliação com Cristo, algo conhecido como "a expiação final".
Isso tornará possível um movimento, um segundo “Pentecostes”, uma mensagem a ser proclamada em todo o mundo que “iluminará a terra com a sua glória” (*Apoc. 18;1) e preparará um povo para o retorno de Cristo.
Está a chuva serôdia caindo agora? 
De acordo com o que lemos na Escritura, quando a chuva vem e quando ela for aceita, a obra será concluída na mesma geração. Nossos líderes há mais de um século têm dito que a chuva está caindo (tempo verbal presente); ainda que o trabalho não tenha sido concluído e na maioria esses líderes já estejam mortos. Grandes batismos não são um sinal da chuva serôdia.
A chuva serôdia prepara o grão para a colheita. Embora seja verdade que o Senhor pode estar trabalhando de maneira que não reconhecemos, também é verdade que “em grande medida” a chuva serôdia e o alto clamor foram resistidos e rejeitados nos anos seguintes a 1888 (Mensagens Escolhidas, livro 1, págs. 234 e 235). A importante pergunta é: O Senhor renovará o derramamento da chuva serôdia quando não há arrependimento por rejeitá-la quando Ele a enviou? Será que Ele enviará aos judeus um novo Messias quando eles não se arrependerem do que lhes fora enviado cerca de 2.000 anos atrás?
A promessa é: “Ele vos dará em justa medida (moderadamente, na KJV) a chuva temporã; fará descer a chuva no primeiro mês, a temporã e a serôdia” (Joel 2:23). “A chuva temporã” no Pentecostes é identificada com um “mestre de justiça” (ver margem, KJV). Assim, a chuva temporã foi claramente especificada como uma mensagem de justiça pela fé. A promessa “da chuva serôdia” é paralela à “chuva temporã” — uma mensagem de justiça.
 “Enquanto Cristo está no santuário ... a ‘chuva serôdia’, ou o refrigério da presença do Senhor, virá, para dar poder à grande voz (o alto clamor) do terceiro anjo ...” (Primeiros Escritos, págs. 85, 86). O Espírito Santo é o nosso Mestre de justiça..

João Soares da Silveira

Obs.: Os textos bíblicos foram colhidos da Almeida Fiel.

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