quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Lição 2 — O Espírito Santo, Atuando nos bastidores, por Paulo Penno,



Para 7 a 14 de janeiro de 2017

Quando um teólogo escreve que o Espírito Santo é "evasivo" deixa um leigo confuso.1 O Espírito é tudo menos uma força mítica. A mensagem de 1888 desfaz o mal-entendido sombrio quanto ao Espírito. Uma vez que Cristo é o nosso verdadeiro Sumo Sacerdote no santuário celestial, cem por cento Divino e cem por cento humano, Ele é incapaz de estar fisicamente presente em todos os lugares. Portanto, o representante de Cristo, Seu igual como Deus, é "outro Consolador" enviado para estar ao lado de todos. Ele é o verdadeiro Vigário de Cristo.
Sendo que a mensagem de 1888 é o mais claro evangelho revelado como verdade presente para nosso tempo, ela trata-se da verdade da purificação do santuário em sua fase pós-1844. Assim, o Espírito Santo opera com Cristo revelando a verdade do evangelho para o nosso tempo do fim.
A lição para terça-feira intitulada "O Espírito Santo e o Santuário", faz a conexão com a obra do Espírito quando o tabernáculo foi construído no deserto. Mas a conexão do Santo com o santuário é mais do que fatos frios e sem vida. É uma verdade reconfortante. O foco da mensagem de 1888 associa a obra do Espírito Santo ao ser concluida a obra do santuário, preparando um povo para a trasladação sem ver a morte na segunda vinda de Cristo.
No passado, o juízo investigativo, uma frase usada para descrever a verdade do santuário, tem sido usada para descrever esta última fase da obra de Cristo. Esta investigação foi chamada a última mensagem de advertência ao mundo. Em alguns aspectos, foi mais terrível do que reconfortante concluir que Cristo, o Pai e os anjos estão revendo os livros de registro de nossas vidas em um esforço para encontrar erros secretos que nos manterão fora do céu.
A mensagem de 1888 traz conforto, ensinando-nos que não é nosso trabalho limpar nossas vidas de pecado. No dia anual de Expiação do Antigo Testamento, era o sumo sacerdote que fazia expiação pelo povo. Podemos concluir corretamente, então, que é trabalho de Cristo nos purificar do pecado. Nosso trabalho é deixá-Lo fazer isso.
Se você nunca ligou a obra do Espírito Santo, o Consolador, com a ideia do juizo investigativo, então este conceito de 1888 pode trazer alegria ao seu coração. Há três coisas que o Espírito faz que se alinham com a verdade do juízo antes do Advento. Jesus disse do Espírito: "Vo-Lo enviarei, e quando Ele vier, convencerá o mundo de pecado, e da justiça e de juízo". Então Jesus explica o que Ele quer dizer: "do pecado, porque não crêem em Mim; da justiça, porque vou para o Meu Pai, e não Me vereis mais. E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado" (João 16: 7-11).
Ele dará o dom final do arrependimento. Em cada coração humano, o Espírito Santo tem trazido uma convicção de pecado, um senso de certo e errado. E abençoados são aqueles que respondem a essa convicção.
Faríamos bem em certificar-nos de nossa atitude atual de coração em relação ao ministério do Espírito Santo, na luz maior da inteligência que agora brilha sem piedade sobre os motivos ocultos e maquinações do mal de nosso ego, (*o) eu. Muitos de nós ficaríamos bastante desconfortáveis ​​se um psicanalista bem detalhista começasse a trabalhar em nós. Mesmo tendo estado em inúmeros "serviços de reconstituição", como reagiríamos a uma verdadeira psicanálise do verdadeiro Espírito Santo de Deus, cuja "grande obra do Seu ofício" é assim claramente especificado por nosso Salvador: ‘E quando Ele vier, Ele repreenderá o mundo do pecado.’"1 Ele nos comvence do pecado, para que Ele possa nos curar dele.
Mas Ele também tem uma segunda obra: "Ele condenará o mundo ... de justiça". Por quê? "Porque Eu vou a Meu Pai, e não Me vereis mais" (João 16:10). Isso significa que podemos "ver" Jesus tão claramente agora através da obra do Espírito Santo como os discípulos O viram face a face entre eles.
Na presença de Deus há culpa. É quase impossível esconder-se mesmo de si próprio. Romanos 8: 7 diz: "A inclinação carnal é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem o pode ser." Temos agora em nossas mentes esta resistência a estar em Sua presença e há um reservatório de pecado e inclinações pecaminosas dentro de nós que não entendemos (*ou, desconhecemos).
Pedro é um exemplo disso. Ele disse que seguiria Seu Senhor à prisão e à morte. E ele queria fazer valer cada palavra. Mas Ellen White diz que ele não se conhecia. Escondidos dentro de seu coração, havia elementos do mal que as circunstâncias iriam refletir-lhe na vida. A menos que se tornasse consciente do seu perigo, isso se provaria sua eterna ruína.
A mensagem diz que há um remédio para este reservatório de corrupção. É a sondagem do Espírito Santo. Sua função é, entre outras coisas, levar-nos em circunstâncias em que seremos forçados a confrontar traços que não sabíamos que tínhamos, a elevar ao nosso nível consciente uma consciência dos pecados ainda espreitando em nossas vidas.
Toda vez que isso acontece, somos confrontados com a decisão das eras. Nós temos que decidir, “prefiro ter a Jesus ou isso?” Assim, mais e mais o Espírito Santo nos leva a circunstâncias que tendem a nos fazer conscientes. E às vezes dizemos “—eu não sabia que tinha isso em mim.” Esta é uma obra do Espírito Santo, agradeça-Lhe por fazê-la.
AT Jones colocou isto desta maneira em uma das reuniões ministeriais: "[Alguns dos irmãos] vieram aqui livres, mas o Espírito de Deus trouxe algo que eles nunca viram antes." O Espírito de Deus foi mais profundo do que jamais fora antes, e revelou coisas que nunca viram antes, e então, em vez de agradecer ao Senhor que isso fosse assim, e deixassem todas as coisas perversas desaparecerem, e agradecendo ao Senhor por terem obtido dEle muito mais do que jamais tiveram, eles começaram a desanimar e dizem: 'Oh, o que eu vou conseguir, meus pecados são tão grandes'. (*E) ali deixaram Satanás lançe uma nuvem sobre eles, e os deixem em desânimo.
"Se o Senhor nos trouxer pecados que nunca pensamos antes, isso só mostra que Ele está descendo às profundezas (*do nosso ser), e Ele finalmente alcançará o fundo, e quando Ele encontrar a última coisa imunda ou impura , ... nós diremos: 'Prefiro ter o Senhor do que isso' então a obra estará completa, e o selo do Deus vivo poderá ser fixado sobre esse caráter."2
Ellen White escreveu: "É porque vossas circunstâncias têm servido para trazer novos defeitos em seu caráter ao vosso conhecimento, mas nada é revelado, exceto o que estava em vós."3
Lembre-se, arrependimento não é algo que desenvolvemos por nós mesmos; é um presente do Senhor, pois Atos 5:31 nos diz que “Deus com a Sua destra O elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados”. Ele nos condena da justiça isto é, Ele nos convence da coisa "certa" a fazer em todos os momentos. Aceite o "dom". Receba-o! Não é uma experiência triste; é intensamente alegre, porque a reconciliação do coração com o Senhor Jesus e o Pai é alegria indescritivel!
José no Egito imediatamente soube o que Jesus faria correria. Você "corre", não por causa do medo egocêntrico, mas por uma apreciação do coração pelo preço que o Filho de Deus pagou pela sua alma: como você não pode dar a Ele tudo para sempre? Ele Se entregou a Si mesmo, Seu todo, para sempre!
Em terceiro lugar, Ele condena "do juízo, porque o príncipe deste mundo [Satanás] está julgado" (João 16:11), o que significa que Satanás é condenado em sua vida. Ele nos convence de "juízo", isto é, que Satanás, o príncipe deste mundo, é expulso, derrotado. Ele nos "convence" do triunfo sobre o pecado; Vemos Seu poder em nossas vidas.
Em outras palavras, em linguagem clara, é impossível para nós "retroceder", a menos que façamos o que Estêvão disse que os escribas e fariseus fizeram: “vós sempre resistis ao Espírito Santo” (Atos 7:51). O Espírito Santo diz que Ele o tomará pela mão como um pai leva uma criança pequena, ou talvez o hebraico signifique, levá-lo em Seus "braços", mas Ele diz que nos afastamos dele. Oséias 11: 3 (*diz: “não entenderam que Eu os curava”). Não há necessidade de retrocesso: o verso 4: (*diz “Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor, e fui para eles como os que tiram o jugo de sobre suas queixadas, e lhes dei mantimento.”
Hoje, Jesus “dirá” algo para você, convencendo-o de algum dever. Expresse ao seu “Pai que está no céu” um profundo agradecimento! Espere diante dEle.
Hoje, Jesus "dirá" algo para você, convencer-lhe de algum dever. Diga ao seu "Pai que está no céu" um profundo agradecimento! Espere diante dEle.

Paul E. Penno

Notas finais:                                                                                                     

1) Em inglês a lição de domingo usa no título o termo "elusive" = “evasivo”, “fugidio.”  Em português, no título de domingo foi usada a expressão “atuação misteriosa”, que não está nem mesmo subentendido o sentido de mistério como adjetivo aplicável ao Espírito Santo. Há sim frases como a segunda do 1º parágrafo: “Há algo de misterioso, “mas referido-se aos “movimentos do vento”.
2) Ellen G. White, Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 392.
3) A. T. Jones, Boletim Diário da Conferência Geral de 1893, pág. 404.
4) Ellen G. White, "A Lively Hope," (Uma Esperança Viva) Review and Herald, 6/8/1889.

Nota:                                                                                                                                                  
Veja esta lição, em inglês claro e bem audível na internet no sitio https://youtu.be/2SvEyiDbZJs

O video do Pr. Paulo Penno sobre esta lição pode ser recebido por e-mail no sitio: sabbathschooltoday@1888message.org
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Os textos bíblicos são da Edição Almeida Corrigida e Revisada, Fiel ao Texto Original.
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Biografia do autor, Pastor Paulo Penno:
Paulo Penno foi pastor evangelista da igreja adventista na cidade de Hayward, na Califórnia, EUA, da Associação Norte Californiana da IASD, localizada no endereço 26400, Gading Road, Hayward, Telefone: 001 XX (510) 782-3422. Ele foi ordenado ao ministério há 42 anos e foi jubilado em junho de 2016, Após o curso de teologia ele fez mestrado na Universidade de Andrews. Recentemente ele preparou uma Compreensiva Pesquisa dos Escritos de Ellen G. White. Recentemente também ele escreveu o livro “O Calvário no Sinai: A Lei e os Concertos na História da Igreja Adventista do 7º Dia,” e, ao longo dos anos, escreveu muitos artigos sobre vários conceitos da mensagem de justificação pela fé segundo a serva do Senhor nos apresenta em livros como Caminho a Cristo, DTN, etc. O pai dele, Paul Penno foi também pastor da igreja adventista, assim nós usualmente escrevemos seu nome: Paul E. Penno Junior. Ele foi o principal orador do seminário “Elias, convertendo corações”, nos dias 6 e 7 de fevereiro de 2015, realizado na igreja adventista Valley Center Seventh-day Adventist Church localizada no endereço: 14919  Fruitvale Road, Valley Center, Califórnia.
    Atenção, asteriscos (*…) indicam acréscimos do tradutor.
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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Lição 1 — O Espírito e a Palavra, por Paulo Penno



Para 31 de dezembro de 2016 a 7 de janeiro de 2017

Estamos entusiasmados com o tema bíblico de estudo para este novo trimestre sobre o Espírito Santo. Nosso guia de estudos tem adequadamente coberto o papel do Espírito na revelação, inspiração e iluminação com respeito à Bíblia. Uma função vital do Espírito é como a de um Mestre. Nossa pergunta é: qual é o papel do Espírito Santo em revelar a verdade presente do evangelho na mensagem de 1888? A igreja recebeu o evangelho; ou tem a justiça pela fé à luz da nossa singular (*doutrina) da verdade purificação do santuário sido colocada em suspenso? 
O que precisamos entender claramente é que a igreja está ensinando a justiça pela fé, mas é a compreensão evangélica da justificação. Acaso Jesus conserta pessoas tortas com apenas um perdão legal? A crença em Jesus corrige um problema de auditoria com relação aos registros celestiais do pecador? Os evangélicos ensinam que pelo crer, uma pessoa é legalmente justificada e os pecados são perdoados. Então, distintamente a esse início de vida cristã ocorre a santificação, que nunca será completada até a segunda vinda. Assim, a justificação e a santificação são separadas. Os adventistas do sétimo dia devem ensinar o que os não-adventistas ensinam sobre justiça pela fé? É isso que está sendo ensinado?
O que foi resistido em 1888 e até os nossos dis é a "chuva serôdia". É significativo que nestas doze lições sobre o Espírito Santo nem uma é dedicada à "chuva serôdia". O que a igreja mais precisa é pouco compreendido se não inteiramente negligenciado.
A chuva serôdia, na perspectiva de 1888 é o mais claro evangelho finalmente compreendido nos tempos finais. "As grandes verdades que foram ouvidas e contempladas desde o dia de Pentecostes, resplandecerão da Palavra de Deus em sua pureza original. Aos que verdadeiramente amam a Deus, o Espírito Santo revelará verdades que desapareceram da mente, e também revelará verdades inteiramente novas."1
"A verdade do evangelho" é uma compreensão da justificação pela fé que é consistente com e paralela à verdade da purificação do santuário celestial. O que Jones e Wagoner apresentaram uniu justificação e santificação como uma coisa só. Em outras palavras, uma apreciação do amor de Cristo ao justificar todo o mundo em Sua cruz, torna-se o grande motivador para a fé cooperar com o Espírito Santo na perfeição do caráter cristão. A justificação realizada na cruz produz justificação pela fé, que, por sua vez prepara a pessoa para a segunda vinda.
Ellen White confirma que essa percepção "da chuva serôdia" do evangelho foi objeto de oposição na era de 1888. Houve "oposição manifestada em Minneapolis contra a mensagem do Senhor através dos Irmãos [E. J.] Waggoner e [A. T.] Jones. Excitando aquela oposição, Satanás teve êxito em afastar do povo, em grande medida, o poder especial do Espírito Santo que Deus anelava comunicar-lhes.O inimigo impediu-os de obter a eficiência que poderiam ter tido em levar a verdade ao mundo, como os apóstolos a proclamaram depois do dia de Pentecostes. Sofreu resistência a luz que deve iluminar toda a terra com a sua glória [Apocalipse 18: 1] e pela ação de nossos próprios irmãos tem sido, em grande medida, conservada afastada do mundo.”2
Estamos em busca do que o Espírito Santo está nos ensinando com respeito às boas novas à luz da "chuva serôdia". A palavra "justificação" ou "justiça" significa endireitar o que é torto. Qual é a boa nova transformadora do coração que pode mudar a alienação e resistência que o povo de Deus revela para com Ele? Qual é a nossa compatibilização com a mensagem?
O que é "a chuva serôdia" do Espírito Santo? Existem alguns fatos simples e claros que, pelo menos, começarão a esclarecer nossa perplexidade:
A história da "chuva temporã" (veja Joel 2:23) ajudará a explicar o que é a "chuva serôdia". Foi no Pentecostes que o verdadeiro povo de Deus (aqueles que creram em Cristo) recebeu o derramamento do verdadeiro Espírito Santo de Deus. Agora, depois de dois milênios, esperamos que o dom do Espírito Santo seja novamente dado como o complemento da bênção “anterior”.
A "chuva temporã" foi a luz da verdade dada como um dom — a percepção da verdade que o professo povo de Deus tinha rejeitado, assassinado e crucificado o Senhor da glória. Essa bênção não foi tanto um forte barulho como uma luz brilhante: Pedro proclamou que aquelas pessoas ali presentes haviam crucificado o Messias, o Filho de Deus. "Saiba, pois, com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus O fez Senhor e Cristo. E ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração" (Atos 2:36, 37).
A chuva serôdia será, portanto, um dom do Espírito Santo que trará a verdadeira e última convicção do pecado que somente Ele pode trazer aos corações humanos: a culpa da crucificação de Cristo é o nosso pecado. Mas essa é uma verdade que ainda não compreendemos claramente. Quando o povo de Deus compreender essa realidade, haverá o maior arrependimento dos séculos (Zac. 12:10 a 13: 1).3 Ela se tornará a experiência "final" de reconciliação com Cristo, algo conhecido como "a expiação final".
Isso tornará possível um movimento, um segundo “Pentecostes”, uma mensagem a ser proclamada em todo o mundo que “iluminará a terra com a sua glória” (*Apoc. 18;1) e preparará um povo para o retorno de Cristo.
Você pergunta se a chuva está caindo agora. De acordo com o que lemos na Escritura, quando a chuva vem e quando ela é aceita, a obra será concluída na mesma geração. Nossos líderes há mais de um século têm dito que a chuva está caindo (tempo verbal presente); ainda que o trabalho não tenha sido concluído e na maioria esses líderes já estejam mortos. Grandes batismos não são um sinal da chuva serôdia.
A chuva serôdia prepara o grão para a colheita. Embora seja verdade que o Senhor pode estar trabalhando de maneira que não reconhecemos, também é verdade que “em grande medida” a chuva serôdia e o alto clamor foram resistidos e rejeitados nos anos seguintes a 1888.4 A importante pergunta é: O Senhor renovará o derramamento da chuva serôdia quando não há arrependimento por rejeitá-la quando Ele a enviou? Será que Ele enviará aos judeus um novo Messias quando eles não se arrependerem do que lhes fora enviado cerca de 2.000 anos atrás?
A promessa é: “Ele vos dará em justa medida (moderadamente, na KJV) a chuva temporã; fará descer a chuva no primeiro mês, a temporã e a serôdia” (Joel 2:23). “A chuva temporã” no Pentecostes é identificada com um “mestre de justiça” (ver margem, KJV). Assim, a chuva temporã foi claramente especificada como uma mensagem de justiça pela fé. A promessa “da chuva serôdia” é paralela à “chuva temporã” — uma mensagem de justiça.
 “Enquanto Cristo está no santuário ... a ‘chuva serodia’, ou o refrigério da presença do Senhor, virá, para dar poder à grande voz (*o alto clamor) do terceiro anjo ...”5 O Espírito Santo é o nosso Mestre de justiça.
--Paul E. Penno
Notas Finais:
                                                                                                        
1) Fundamentos da Educação Cristã, pág. 473

2) Mensagens Escolhidas, livro 1, págs. 234 e 235

3) “Mas sobre a casa de Davi (*a liderança da Igreja Adventista) e sobre os habitantes de Jerusalém (*os membros da igreja) derramarei o Espírito de graça e de suplicas; e olharão para Mim a quem traspassaram; e prantearão sobre ele, como que pranteia pelo (seu) filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo (seu) primogênito ...Naquele dia haverá uma fonte aberta para a casa de Davi (*a liderança da igreja adventista) e para os habitantes de Jerusalém (*os membros da igreja), para purificação do pecado e da imundícia.”

4) Mensagens Escolhidas, livro 1, págs. 234 e 235

5) Ellen G. White, Primeiros Escritos, págs. 85, 86.

 Notas:                                                                                            
O video do Pr. Paulo Peno desta lição está, em inglês, na Internet em https://youtu.be/CMAAHd6CxBU
Esta lição, em inglês, está na internet em: 1888message.org/sst.htm
Os textos bíblicos em português são da Edição Almeida Corrigida e Revisada, Fiel ao Texto Original e os colocamos em itálico.
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Biografia do autor, Pastor Paulo Penno:
Paulo Penno foi pastor evangelista da igreja adventista na cidade de Hayward, na Califórnia, EUA, da Associação Norte Californiana da IASD, localizada no endereço 26400, Gading Road, Hayward, Telefone: 001 XX (510) 782-3422. Ele foi ordenado ao ministério há 42 anos e foi jubilado em junho de 2016, Após o curso de teologia ele fez mestrado na Universidade de Andrews. Recentemente ele preparou uma Compreensiva Pesquisa dos Escritos de Ellen G. White. Recentemente também ele escreveu o livro “O Calvário no Sinai: A Lei e os Concertos na História da Igreja Adventista do 7º Dia,” e, ao longo dos anos, escreveu muitos artigos sobre vários conceitos da mensagem de justificação pela fé segundo a serva do Senhor nos apresenta em livros como Caminho a Cristo, DTN, etc. O pai dele, Paul Penno foi também pastor da igreja adventista, assim nós usualmente escrevemos seu nome: Paul E. Penno Junior. Ele foi o principal orador do seminário “Elias, convertendo corações”, nos dias 6 e 7 de fevereiro de 2015, realizado na igreja adventista Valley Center Seventh-day Adventist Church localizada no endereço: 14919  Fruitvale Road, Valley Center, Califórnia.
  
    Atenção, asteriscos (*…) indicam acréscimos do tradutor.
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Lição 14 — Algumas lições do livro de Jó, por Paul Penno



Para 24 a 31 de dezembro de 2016

À medida que nossas lições sobre Jó findam no final deste ano, o que pode ser extraído da interação de Deus com ele? Jó viveu nos dias do poder do evangelho revelado em sua fase de “luz da Lua” como revelada através de tipos e sombras no sistema de sacrifícios (Jó 42: 8). Estamos vivendo no tempo da fase de “luz solar” do evangelho revelada na purificação da verdade do santuário (Dan. 8:14). Temos um entendimento através da mensagem de 1888 de justificação pela fé que está em harmonia com a purificação do pecado por nosso Sumo Sacerdote, a fim de preparar um povo para encontrar a Cristo na Sua vinda.
Antes do início das provações de Jó, tanto Moisés como sobretudo Deus disseram ser ele “perfeito”, “reto”, temente a Deus em seu amor e que “evitava o mal” (Jó 1:1, 8; 2:3). Contudo, os comentaristas continuam a diminuir o que Deus disse sobre Jó ser “perfeito”, qualificando-o como “maturidade”.
As percepções da mensagem de 1888 nos levam a entender que a perfeição de Jó envolveu a vida sem pecado em carne pecaminosa. Em outras palavras, por sua escolha, Jó viveu a justiça pela fé. Sua fé foi tão tocada pelo amor de Deus que Jó decidiu diariamente deixar que o poder de Deus fizesse com que estivesse em harmonia com a lei de Deus
Assim, a perfeição de Jó não foi a do “perfeccionismo da carne santa”. Pelo contrário, Jó viveu justamente em carne tentada e pecaminosa, porque permitiu que Deus o livrasse momento a momento. Chama-se perfeição de caráter porque a fonte de sua perfeição é Deus. O caráter é o resultado das escolhas diárias de uma pessoa. A perfeição de Jó não derivou do próprio Jó pecador. Tornou-se a perfeição de Jó porque ele deixou que Deus fizesse isso nele. Em outras palavras, a vida sem pecado de Jó estava em carne pecaminosa.
Jó é outro exemplo de perfeição, como Enoque, da era antediluviana, que viveu a justiça pela fé e “caminhou com Deus” (Gên. 5:22, 24). Oh, sim, depois que Deus falou com Jó do turbilhão, ele confessou sua vileza e pôs a mão sobre a boca (Jó 40:4). Ele se aborreceu e se arrependeu no pó e na cinza (Jó 42:6). Mas depois de tudo dito e feito, Deus pronunciou o seu “bem feito” a Jó nestas palavras a seus amigos, “não falastes de Mim o que é certo, como Meu servo Jó” (Jó 42:7). Por meio disso, Jó nunca proferiu uma palavra pecaminosa contra Deus, como seus amigos. E “o Senhor também aceitou a Jó” (Jó 42:9). Em outras palavras, Deus justificou Jó. Ele poderia ter sido incluído na “Galeria dos Heróis da Fé” do Apóstolo Paulo, o capítulo de Hebreus 11, “pela fé Jó...”!
 “Eis que temos por bem aventurados os que sofreram. Ouvistes qual foi a paciência de Jó” (Tiago 5:11). Paciência é perfeição. E como é que Jó conseguiu isso? “A tribulação produz a paciência” (Romanos 5:3). Alguns pensam que teriam paciência se não tivessem provações que produzissem seu temperamento e raiva. Mas são as próprias provações na vida de alguém que produzem a paciência.
O divino exemplo de paciência de Jesus foi revelado pelas provas mais dolorosas que a humanidade jamais suportou. “Considerai, pois, Aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra Si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos” (Heb. 12:3). Devemos “considerar” Aquele que tomou nossa carne pecaminosa e “condenou o pecado na carne” (Romanos 8:3).
E. J. Waggoner (*um dos dois mensageiros de 1888, TM, 91) escreveu o seguinte: “É importante lembrar-se disto: como toda a fé que temos é dEle — ‘a fé de Jesus’ — toda a paciência é Sua. E como Sua paciência só vem pela tribulação, segue-se necessariamente que Ele assume a prova toda vez que um de Seus filhos é chamado a passar pela tribulação. O sofrimento opera aquela doce graça da paciência, porque Jesus mesmo compartilha o sofrimento, suporta a enfermidade, e sua graça toda-suficiente concede sobre o que é tentado sua própria  paciência”  (“Job's Patience” [A Paciência de Jó], The Present Truth, de 16 de Julho, 1896).
Devemos começar a fazer as perguntas certas na hora certa. E o momento certo é este tempo da purificação do santuário celestial, enquanto nosso grande Sumo Sacerdote está completando Sua obra de expiação final. Cristo deve realizar uma obra única na história humana, desde que o pecado começou. Embora nenhum filho de Deus jamais afirme ter vencido todo pecado, e embora seja igualmente verdade que não podemos julgar qualquer indivíduo presente ou passado (exceto Cristo) que o tenha vencido como Ele venceu, isso não significa que o ministério de Cristo no compartimento mais sagrado (*o santíssimo do Santuário) falhará em alcançar tais resultados. Por muito que no passado ou no presente não o tenhamos vencido, dizer que é impossível vencer o pecado através da fé no Redentor é realmente justificar e encorajar o pecado e permanecer do lado do grande inimigo.
As perguntas certas a serem feitas são: o sacrifício de Cristo como Cordeiro de Deus, e Seu ministério como grande Sumo Sacerdote é suficientemente poderoso para salvar o Seu povo de (não em) seus pecados? Ele é realmente capaz de salvar até o fim [completamente] aqueles que vêm a Deus por Ele? Será Ele verdadeiramente bem-sucedido “como fundidor e purificador de prata ... e purificará os filhos de Levi, e os refinará como ouro e como prata; então ao Senhor trarão oferta em justiça” (Mal. 3:3)? Quando Cristo vier pela segunda vez, Ele encontrará um povo de quem honestamente pode ser dito, “Aqui está a paciência [perfeição] dos santos”? (Apo. 14:12).
Se o Senhor quiser, Ele pode criar “uma coisa nova sobre a terra”, diz Jeremias (31:22); E o que Ele quer realizar é a preparação de um povo para a segunda vinda de Cristo. Pela primeira vez na história humana, um anúncio divino é feito, “Aqui ... estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus” (Apo. 14:12). E o próximo evento é a vinda do Senhor (vs. 14).
Dizer que esses santos realmente não guardam os mandamentos, mas Deus finge que o fazem, é violar o contexto das mensagens dos três anjos. O Céu declara que essas pessoas são “são ... virgens ... seguem o Cordeiro aonde quer que vá ... na sua boca não se achou engano, porque são irrepreensíveis (*estão sem culpa) diante do trono de Deus” (vs. 4, 5). Sabemos que são pecaminosos por natureza, “porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23). Mas para que esse pronunciamento tenha algum sentido, a fé de Jesus tem operado, e eles devem ter deixado de continuar pecando. Eles venceram, assim como Cristo venceu, Apo. 3:21. É claro, por Apo. 15: 2, que este mesmo grupo obteve a vitória antes do fim do tempo de graça para os homens.
As gerações anteriores nunca foram capazes de compreender claramente a verdade da perfeição cristã sem cair nos erros do perfeccionismo, pelo fato de que a hora para a purificação do santuário celestial ainda não havia chegado. Quando chegarmos aos “dias da voz do sétimo anjo, quando tocar a sua trombeta, se cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos Seus servos os profetas” (Apo. 10: 7). Aqui está a contribuição especial que os adventistas do sétimo dia devem fazer para a conclusão da grande Reforma e o cumprimento da comissão do evangelho. Deve haver uma união da verdade da purificação do santuário celestial e da verdade da justificação pela fé. E é aqui que começamos a sentir o real significado da mensagem de 1888 como o Senhor enviou para Seu povo.
A mensagem de 1888 era de gloriosa esperança, livre tanto do fanatismo quanto dos erros do perfeccionismo. Ambos os mensageiros, E.J. Waggoner e A.T. Jones (*Test. Para Ministros, pág. 91), desde o início da era de 1888, eram claros e enfáticos de que a vida sem pecado é possível, que o povo de Deus pode vencer tal como Cristo venceu e que a chave para esta possibilidade gloriosa está na fé do Seu povo, no ministério do sumo sacerdote no Santíssimo do Santuário celestial.
Paul Penno
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Notas:           
O video do Pr. Paulo Peno desta lição está, em inglês, na Internet em https://youtu.be/jZJHvE_G1RA
Os textos bíblicos são da Edição Almeida Corrigida e Revisada, Fiel ao Texto Original e os colocamos em itálico.
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Biografia do autor, Pastor Paulo Penno:
Paulo Penno foi pastor evangelista da igreja adventista na cidade de Hayward, na Califórnia, EUA, da Associação Norte Californiana da IASD, localizada no endereço 26400, Gading Road, Hayward, Telefone: 001 XX (510) 782-3422. Ele foi ordenado ao ministério há 42 anos e foi jubilado em junho de 2016, Após o curso de teologia ele fez mestrado na Universidade de Andrews. Recentemente ele preparou uma Compreensiva Pesquisa dos Escritos de Ellen G. White. Recentemente também ele escreveu o livro “O Calvário no Sinai: A Lei e os Concertos na História da Igreja Adventista do 7º Dia,” e, ao longo dos anos, escreveu muitos artigos sobre vários conceitos da mensagem de justificação pela fé segundo a serva do Senhor nos apresenta em livros como Caminho a Cristo, DTN, etc. O pai dele, Paul Penno foi também pastor da igreja adventista, assim nós usualmente escrevemos seu nome: Paul E. Penno Junior. Ele foi o principal orador do seminário “Elias, convertendo corações”, nos dias 6 e 7 de fevereiro de 2015, realizado na igreja adventista Valley Center Seventh-day Adventist Church localizada no endereço: 14919  Fruitvale Road, Valley Center, Califórnia.
    Atenção, asteriscos (*…) indicam acréscimos do tradutor.
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