quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Lição 3 — A condição humana, por Robert J. Wieland



Para 14 a 21 de outubro de 2017


A Bíblia diz que este mundo se tornará muito perverso nos últimos dias antes da segunda vinda de Jesus. O próprio Senhor pergunta: "Quando porém vier o Filho do homem, porventura encontrará fé na Terra?" (Lucas 18: 8), o que implica que será muito raro.
Paulo diz: "Nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos". Então ele alista muitas coisas más que as pessoas vão fazer, mesmo os que professam adorar a Deus. "Porque haverá homens... ingratos, profanos ... destes afasta-te!" (2 Tim. 3: 1-5).
A Bíblia é clara em duas realidades da vida humana: Primeiro: "Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” e segundo: todos estão sendo “justificados gratuitamente pela Sua graça pela redenção que há em Cristo Jesus" (Romanos 3:23, 24).
Ellet J. Wagoner, um dos "mensageiros" de 1888, descreve o significado de estar destituído, ou aquém: "As pessoas gostam de imaginar que as chamadas ‘falhas’ não são tão ruins como os pecados reais. Portanto, é muito mais fácil que confessem que "ficaram destituídos" do que terem pecado e agido perversamente. Mas, como Deus exige perfeição, é evidente que as ‘falhas’ são pecados. Pode parecer mais agradável dizer que um contador é ‘falho’ em sua contabilidade, mas as pessoas sabem que o motivo disso é que ele tomou o que não é dele, ou roubou. Quando a perfeição é o padrão, não faz diferença no resultado, quanto ou quão pouco falham, quando se falhou. O significado primário do pecado é ‘errar o alvo’. E num concurso de tiro com arco, o homem que não tem forças para enviar sua flecha para o alvo, mesmo que seu objetivo seja bom, é um perdedor tão certo quanto aquele que dispara na maior parte das vezes longe do alvo".1
Nossa condição humana caída é "inimizade contra Deus" (*Rom. 8:7). A solução? “Que vos reconcilieis com Deus" ao perceber como Cristo foi "feito ... para ser pecado por nós, que não conheceu pecado, para que sejamos feitos a justiça de Deus nEle" (2ª Coríntios 5:20, 21, King James Version).
O pecado é a fonte de todo o sofrimento e angústia do mundo, e todos nascem com o problema em sua natureza. A definição clássica é: "O pecado é a transgressão da lei", sendo a "lei" entendida como a lei de Deus (1ª João 3: 4). Mas no grego é apenas uma pequena palavra, anomia, que literalmente é "um estado de estar contra a lei". Em outras palavras, o pecado é uma rebelião do coração contra o governo de Deus, não apenas fazer coisas que são ilegais externamente. Outra palavra para isso é "alienação". "A mente carnal é inimizade contra Deus", alienação do coração (Rom 8: 7). E "inimizade" sempre encontra expressão.
A expressão derradeira desse ódio interno é vista quando a raça humana pôs para fora aquele odio reprimido de Deus na morte de Seu Filho (ver Atos 3:14, 15). O pecado humano veio à tona na morte do Filho de Deus e todos nós fomos envolvidos (Romanos 3:23, 24, Zac. 12:10). Aconteceu por causa de um princípio profundo: o ódio mantido no coração sempre leva ao ato: "Qualquer que odeia a seu irmão é homicida" (1 João 3:15). E, claro, "nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele", diz o mesmo verso.
 Esse pecado terrível pode ser erradicado? A Bíblia diz: Sim! Mas somente pelo arrependimento pelo pecado de assassinar o Filho de Deus. Longe de ser uma experiência negativa, esse arrependimento é o fundamento de toda alegria verdadeira. O arrependimento não são nossas lágrimas e tristeza equilibrando os livros da vida; É nossa apreciação do que custou a Ele suportar nossas ofensas e carregar nossas dores (Isaías 53: 4).
Arrepender-se apenas do pecado superficial deixa um estrato profundo de alienação adicional que permanece não reconhecido, sem confessar e, portanto, não curado. Não basta que o pecado seja perdoado legalmente; também deve ser apagado. Este problema de pecado não reconhecido impregna toda a igreja em todas as terras, e seus efeitos práticos diminuem o testemunho de cada congregação.
A boa notícia é que o gracioso Espírito de Deus convencerá Seu povo daquela realidade profunda. Então Ele poderá dar o dom do arrependimento final. Sua entrega apenas aguarda nossa vontade de receber. A questão não é a garantia de nossa própria salvação pessoal, mas a honra e a reivindicação dAquele que comprou nossa salvação.
Talvez alguem nunca tenha ouvido o nome de Cristo, mas ele sente em seu coração que "pecou e destituido está da glória de Deus" (Romanos 3:23). Há uma consciência, por mais fraca que seja, de um padrão perfeito na lei divina e em Cristo. O Espírito Santo penetra no coração humano com a convicção de "pecado e justiça" (João 16: 8-10)
Ellen White expressou assim: “Quanto mais nos aproximarmos de Jesus, e quanto mais claramente distinguirmos a pureza de Seu caráter, tanto mais claro veremos a excessiva malignidade do pecado, e tanto menos nutriremos o desejo de nos exaltar a nós mesmos. Haverá um contínuo anelo da alma em direção a Deus, uma contínua, sincera, contrita confissão de pecado e humilhação do coração perante Ele.”2 
Uma das grandes verdades do evangelho da mensagem de 1888 é que uma maior motivação se concretiza no fim do tempo do que prevaleceu na igreja nas eras passadas uma preocupação por Cristo que Ele receba Sua recompensa e encontre Seu "descanso" na erradicação final do pecado. Toda motivação egocêntrica baseada meramente no medo do inferno ou esperança de recompensa é menos eficaz. A maior motivação é simbolizada no clímax das Escrituras a Noiva de Cristo se preparando" (*Apoc. 19:7).
É por isso que lemos em Apocalipse 12:11 que Deus terá um povo que "venceram [Satanás] pelo sangue do Cordeiro". O arrependimento é um dom do Espírito Santo, o último presente que Ele dará antes que Ele seja finalmente retirado da terra quando as sete últimas pragas devem cair (Apocalipse 15, 16). O arrependimento é um ódio recém-concedido pelo pecado que restringe um “não vivam mais para si”(*2ª Cor. 5:15) "doravante" (NVI) para negar a si mesmo e tomar a cruz para seguir o Cordeiro de Deus (2ª Coríntios 5:14, 15; Lucas 9:23). O arrependimento inclui o recebimento do dom precioso da expiação, isto é, de ser reconciliado com o Deus que uma vez odiamos (Rom. 5: 7-11).
"Os que aguardam a vinda do esposo devem dizer ao povo: ‘Eis aqui está o vosso Deus’. Os últimos raios da luz misericordiosa, a última mensagem de graça a ser dada ao mundo, é uma revelação do caráter do amor divino. Os filhos de Deus devem manifestar Sua glória. Revelarão em sua própria vida e caráter o que a graça de Deus por eles tem feito".3


Dos escritos de Robert J. Wieland
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Notas finais:
                                                      
1) Ellet J. Waggoner, Waggoner on Romans, pág. 70.

2) Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, pág. 561.
3) Ellen G. White, Parábolas de Jesus, págs. 415 e 416.
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 Biografia do autor, Pr. Roberto Wieland:               
               
O irmão Roberto J. Wieland foi um pastor adventista, a vida inteira, missionário na África, em Nairobe e Kenia. É autor de inúmeros livros. Foi consultor editorial adventista do Sétimo Dia para a África. Ele deu sua vida por Cristo na África. Desde que foi jubilado, até sua morte, em julho de 2011, aos 95 anos, viveu na Califórnia, EUA, onde ainda era atuante na sua igreja local. Ele é autor de dezenas de livros. Em 1950 ele e o pastor Donald K. Short, também missionário na África, em uma das férias deles nos Estados Unidos, pediram à Associação Geral que fossem publicadas todas as matérias de Ellen G. White sobre 1888. 38 anos depois, em 1988, a Associação Geral atendeu o pedido, o que resultou na publicação de 4 volumes com um total de 1821 páginas tamanho A4, com o título Materiais de Ellen G. White sobre 1888.
Asteriscos (*) indicam acréscimos do tradutor.
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Notas:  
Veja, em inglês, o vídeo desta 1ª lição do 4º trimestre de 2017, exposta pelo Pr. Paulo Penno, na internet, no sitio: https://youtu.be/TNKwO_DMAM0

Esta lição está na internet, em inglês, no sitio: 1888message.org/sst.htm
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Lição 3 — A condição humana, por Craig Barnes



Para 14 a 21 de outubro de 2017

Quando você lê os textos indicados para esta lição, poderia ter a impressão de que só há notícia ruim, pois nos primeiros capítulos de Romanos, Paulo nos fala da condição da humanidade sem Deus no controle de suas vidas. "Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; os quais, conhecendo o juízo de Deus, (que são dignos da morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem” (Rom. 1: 30-32). Mesmo como professos cristãos, não estamos totalmente isentos destes males: "Tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas?" (Rom. 2: 21). E, "portanto, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro, pois tu, que julgas, fazes o mesmo" (Rom. 2: 1).
Não admira que a lição pergunte no (*roda-pé) da seção de domingo: "Você já lutou com a questão da certeza da salvação? Já questionou se está salvo ou não? Por quê?” (Pág. 30 do nosso manual de estudos, Adultos, edição do professor).
Se você é um daqueles que têm dúvidas sobre a sua salvação, você não está sozinho. Anos atrás, quando eu entrei para a igreja, eu tinha uma grande preocupação por muitas pessoas em nossa igreja que não tinham certeza de que iriam para o céu. Eu ouvia: "Ah, se eu sou fiel, eu posso alcançá-lo." ou, "Eu serei feliz se puder estar lá nem que seja preso no rabo da saia da minha mãe." Afinal, é verdade que Romanos 3:23 diz: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus". Na lição de segunda-feira o autor afirma, na verdade, "Quando nos comparamos a Deus, à Sua santidade e justiça, nenhum de nós saí com outra coisa senão um sentimento avassalador de aversão e repugnância de nós mesmos."
Quando confrontados com nossas próprias falhas, temos uma escolha sobre como nós podemos responder. Ao vermos a fragilidade da carne humana caída, pecaminosa, podemos desanimar, geralmente resultando em uma suave erosão das normas juntamente com, no extremo, a perda total da fé. Se continuarmos a estar destituídos da glória de Deus, é fácil tornar-nos desanimados e reduzirmos nossa “fé" a uma mera esperança.
No entanto, existe uma melhor resposta — a resposta da fé, porque “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam" (ver Heb. 11:1). Romanos 6:11 diz: “Assim também vós considerai-vos certamente mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor." Considere-se agora como já livre do pecado — mesmo que você não possa perceber a experiência disto, pelo menos não ainda. Se nós realmente somos "como mortos para o pecado", o que significa que estamos mortos para as obras do pecado, e se nós nos considerarmos sermos assim, significa que cremos que seja verdade, no essencial, porque nós estamos vivos para a obra de Deus em nós através (e por causa) de Cristo habitando em nós. O paralítico de João 5 não tinha nenhuma experiência anterior com caminhar por 38 anos, mas quando Deus disse: "Toma o teu leito, e anda" (*vs. 8) ele considerou estas palavras como sendo a realidade, não questionou a Palavra criadora de Deus e, portanto, aquela fé agiu em conformidade com ela(Gal. 5:6). Considerou como assim sendo. Creu que assim fosse. Quando verdadeiramente cremos na Palavra de Deus, então nós esperamos, e mesmo antecipamos (com paciência) as boas obras prometidas para se cumprirem em nós, porque dependemos do poder da palavra de Deus apenas para fazer o que ela já disse sobre nós, embora possamos não perceber ou compreender esses resultados que ainda estão por vir.
 (Eu mencionei a parte sobre a paciência, porque às vezes a perdemos, quando não vemos os resultados tão rápido quanto gostaríamos, e, como resultado, começamos a tentar a forçar a Deus. Na verdade, através da nossa impaciência estamos dizendo a Deus que nós não confiamos nEle. É uma resposta do velho concerto a uma promessa do novo concerto. Deixe-O realizar Sua gloriosa obra em você. Não há nenhuma necessidade de correr à frente dEle, (ver Parábolas de Jesus, pág. 61).
A lição de segunda-feira salientou outro ponto interessante a respeito de Romanos 3:23. "Surpreendentemente, algumas pessoas realmente se opõem à idéia da pecaminosidade humana, argumentando que as pessoas são basicamente boas." Na minha experiência, a maioria das pessoas, de modo geral, quer fazer o que é certo. Ao longo dos anos, eu acredito que fiz uma boa seleção de amigos. No entanto, mesmo “os melhores amigos do mundo" são capazes de fazer coisas porque temem as conseqüências das ações erradas, e todos nós podemos, ocasionalmente, quebrar as regras em "circunstâncias atenuantes", esperando por um bom resultado, assumindo que não seremos "flagrados em erro." É prudente considerar os resultados das ações previstas, e ainda mais sábio pedir orientação de Deus sobre elas e por Seu poder habilitador que nos permita fazer o que é certo, independentemente das supostas consequências.
O conceito de que "as pessoas são basicamente boas" e a conclusão resultante que "tudo o que precisamos fazer é encontrar a bondade inerente dentro de todas elas e esteriorizá-la," derivou de idéias panteístas — que tudo é Deus ("pan" — todos, teísmo" — a crença ou reconhecimento da existência de um Deus). A Bíblia declara que só Deus (Jeová) é inerentemente bom. "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso: quem o conhecerá?" (Jeremias 17:9). "E disse-lhe Ele: Por que Me chamas bom? Não há bom senão Um só, que é Deus" (Mateus 19:17). Qualquer bondade encontrada no homem provém de Deus. A crença de que qualquer simples homem é intrínsicamente bom, ou tem bondade inerente dentro dele, indica que ele é a pessoa de um outro deus além de Jeová — uma forma de idolatria. Temos de ser cuidadosos como nos referimos à bondade em relação à humanidade. Todos nós temos pecado no fundo dentro de nós, corrupção que não podemos ver até que Deus a revele a nós. O trabalho do nosso amoroso Sumo Sacerdote no santuário celestial é remover todo esse pecado antes que Ele venha para nos levar para o lar. Ele vai fazer isso, se nós crermos. Creiamos nisto, e deixemos que Ele o faça em nós.
Ellet J. Waggoner, um dos dois "mensageiros" de 1.888, diz isso muito bem: "Assim, pois, os que são da fé são guardadores da lei, porque “os que são da fé são abençoados (*como o crente Abraão,” Gal.3:9), e os que guardam os mandamentos são abençoados. Pela fé, observam os mandamentos. Desde que o evangelho é contrário à natureza humana, nós nos tornamos cumpridores da lei, não fazendo, mas crendo. Se nós obrarmos pelo que é justo, estaremos exercendo apenas a nossa própria natureza pecaminosa humana, e assim não ficaríamos próximos da justiça, mas longe dela. Mas, por crer nas "grandíssimas e preciosas promessas ', nós nos tornamos “participantes da natureza divina "(2ª Pe. 1:4, KJV), e então, todas as nossas obras são feitas em Deus...(1) 
"... Ainda mais, temos certeza de que ‘Deus nos criou, em Cristo Jesus, para as boas obras, ... para que nós andássemos nelas,’” Efésios 2:10.
"Ele mesmo preparou (guardou) essas obras para os que O temem, as quais operou para todos os que confiam nEle. Salmo 31:19. ‘A obra de Deus é esta, que creais nAquele que Ele enviou’ (João 6:29). As obras de Deus são maravilhosas, mas não podemos fazê-las. Elas só podem ser executadas apenas por Aquele que é bom, e Este é Deus. Se alguma vez houver algo de bom em nós, Deus é quem o efetua em nós. Não há nenhum menosprezo de tudo o que Ele faz "(Boas Novas, págs. 56, 57).
Vamos deixá-Lo fazer isso (*em nós).                               
            --Craig Barnes

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O irmão Craig Barnes tem ministrado séries de palestras sobre Justiça pela Fé em nossas igrejas, em Nashville, estado de Tennessee, EUA. Ele é capelão e co-regente, juntamente com sua esposa Joyce Barnes, do LAR REFÚGIO PRIMAVERIL na sua cidade. Este lar é para pessoas com disfunções mentais, mas o irmão Barnes tem pregado o evangelho a eles, e se regozija na simplicidade das verdades do evangelho que torna possível aos internos, assim como às crianças, captarem as boas novas.

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Nota do Tradutor:

(1)                            Isto é exatamente o que Isaias 26:12 nos diz: “Senhor ... tu és o que fizeste em nós todas as nossas obras.” Comentando este texto João Wesley assim se expressa: “Todas as boas obras feitas por nós são os efeitos da graça de Deus. ... Graça é tanto favor como poder. Nós a recebemos tanto passivamente —...quando somos criados do nada—, e ativamente —...quando Deus opera em nós—.
(Primeiro § do primeiro sermão de João Wesley, da série Sermões Rotineiros).

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Lição 3 — A condição humana, por João Soares da Silveira



Para 14 a 21/10/17

O verso para memorização, de Romanos 3:23, diz: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus".
Alguém comentou mais ou menos assim:
Repare que o texto não diz, "Todos herdaram o pecado de Adão e estão em um estado de pecado, mesmo que não tenham feito nada de ruim em suas vidas." Sob a influência de Santo Agostinho, isto é o que muitos pensam que Romanos 3:23 diz. Não é isso que Paulo diz. Ele diz, "todos pecaram." Em outras palavras, todos nós fizemos escolhas pecaminosas. Decidimos repetir o ato de rebelião de Adão.
Pecado é isto, é decisão, é escolha: “...estes escolheram os seus própios caminhos, e a sua alma se deleitará nas suas abominações” (Isaias 66:3); “Não tenhas inveja do homem violento, nem escolhas nenhum dos seus caminhos” (Provérbios 3:12); “Escolhi o caminho da verdade; propus-me seguir os teus juízos” (Salmo 119:30);
Tomamos a decisão certa contra o pecado, de acordo com a vontade de Deus, usando a inteligência, mesmo porque os animais não cometem pecado, porque não raciocinam com lógica: “Com o entendimento sirvo à lei de Deus” (Romanos 7: 25); “Escolhe, pois, a vida, para que vivas” (Deut. 30:19);
“Escolhei hoje a quem sirvais” (Josué 24:15);
Por outro lado, fazer a vontade de Deus é rejeitar o mal, escolher o bem: “Qual o homem que teme ao Senhor? Ele o ensinará no caminho que deve escolher” (Salmo 25:12); Falando de Cristo Isaias diz: “...quando souber rejeitar o mal e escolher o bem” (Isaias 7:15); e repete no verso 16, “...rejeitar o mal e escolher o bem ...”
Também é escolha, opção, a negligência em fazer aquilo que sabemos ser certo, “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tiago 4:17); Jesus nos adverte especialmente do pecado de incredulidade que é intelectual, intencional, proposital, e a rejeição deliberada da verdade com pleno conhecimento e compreensão da mesma (ver João 3:16-18, 36; 16:8, 9; Marcos 16:15 , 16). Deus não viola o nosso livre arbítrio, se é isto que desejamos Deus o respeita. As conseqüências do egoísmo no ser humano aumentam exponencialmente à medida que "Deus os deixa entregues a si mesmos," Romanos. 1: 24.
Devido ao pecado de Adão nós sofremos as consequências do pecado e herdamos a natureza pecaminosa, mas não a sua culpa. Tudo se prende ao exercício da vontade, do livre arbítrio com que Deus nos dotou. Assim a responsabilidade pelo pecado é individual. “A alma que pecar esta morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do Filho” (Ezequiel 18:20); Aliás, Ezequiel capítulo 18 inteiro só trata deste assunto da responsabilidade individual pelo pecado..
O pecado é a depravação do livre-arbítrio. Porque somos filhos de Adão sofremos as consequências de seu ato errado, e herdamos a natureza pecaminosa, mas não sua culpa. A culpa não procede da natureza, é resultado de se conhecer o que é certo e praticar-se o que é errado. Somos responsáveis somente pela luz que temos, e nos perderemos eternamente se a resistirmos e rejeitarmos, Atos 17:30.
Veja três artigos que postamos neste blog sobre o pecado. Foram postados em 05/05 e 06/05 de 2009. No final da coluna ao lado clique em “2009,” depois em “maio,” e sob “Lição 6” você verá os seguintes arquivos: “O Pecado”; “O PECADO ORIGINAL”, e “O Que É o Pecado.” São, todos os três, importantes para entendermos o evangelho, que é a boa nova de que Jesus veio para nos salvar dos nossos pecados.
Nós não podemos ser ambíguos ao interpretarmos Romanos 3:23 de forma alguma. Temos de aceitar alguma responsabilidade por nossas vidas. Quer isto dizer que bebês têm deliberadamente cometido pecados? Com base nesta passagem, não podemos concluir que Paulo iria responder a essa pergunta nem 'sim' nem 'não.' Nada está falando Paulo sobre o estado espiritual das crianças nesta passagem, mesmo porque Paulo não está escrevendo para crianças. Ele está escrevendo a adultos, em pleno estado de consciência de suas responsabilidades.
Mas Paulo continua dizendo: “... e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por Sua graça.” Isto significa que as pessoas que pecaram e as pessoas que já foram justificadas são as mesmas. Este é o âmago da mensagem de Paulo nestes versos: TODA A RAÇA HUMANA JÁ FOI JUSTIFICADA. Isso não significa que todas as pessoas estão salvas. Diz que estão justificadas. A palavra “justificar” significa simplesmente que Jesus tornou possível a eles escolherem a salvação.
Veja a lição para Segunda-feira - O Evangelho é sempre boa nova, e é uma boa nova para todos! Jesus é o Salvador de toda a humanidade (João 4: 42, 1ª João 4:14). Jesus sempre foi Salvador de cada pessoa. A fé é a resposta humana à boa nova do evangelho. Deus é ainda a fonte da nossa fé (Romanos 12:3). O evangelho é uma poderosa boa nova. Quando o crente submete todo coração ao Evangelho, ele começa a refletir a glória do seu Criador. A imagem de Deus é restaurada no homem. O crente experimenta a vitória de Cristo sobre o pecado, ao ele apreciar quanto custou a vitória do Salvador. A fim de que o homem tenha uma relação salvadora com Deus, ele deve se submeter ao Evangelho em fé completa. O evangelho restaura a comunhão da criatura com o Criador.
Jesus comprou passagens para o Céu para cada pessoa, assim todos estão predestinados para a salvação, mas isto não quer dizer que todos chegarão lá. Muita coisa pode acontecer: a maioria joga fora o tíquete; como aconteceu no dilúvio muitos nem mesmo querem embarcar na arca da salvação, não se consideram perdidos; o veículo pode se acidentar ou se desviar da rota, etc ...
A "Testemunha Verdadeira" nos chama ao sincero arrependimento corporativo. "Ou desprezas tu as riquezas da Sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento?" (Romanos 2:4). Jesus disse a Nicodemos: "Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:14, 15).
Quando vemos uma imagem clara de Jesus, ao morrer na cruz, para salvar-nos do problema do pecado, isto "nos leva ao arrependimento" (*Romanos 2:4). Quando estamos no escuro poço do pecado, Jesus brilha claramente na cruz. Isto quebranta o nosso coração em verdadeiro arrependimento pelos nossos pecados contra Deus. O amor de Deus é o único poder que pode quebrar a escravidão do pecado em nossas vidas.
"Os que aguardam a vinda do Esposo devem dizer ao povo:" Eis o vosso Deus. "Os últimos raios de luz misericordiosa, a última mensagem de graça a ser dada ao mundo, é uma revelação do caráter do amor divino. Os filhos de Deus devem manifestar a Sua glória. Revelarão em sua vida e caráter o que a graça de Deus por eles tem feito "(Ellen White, Parábolas de Jesus, página 415).
Você e eu podemos nos salvar por crer, por termos uma comunhão de fé e confiança com nosso Deus. Ninguém está predestinado para o inferno. Sabemos que ninguém é predestinado a ir para o inferno, por causa da profecia de Jesus sobre o Juízo Final, Mateus 25: 41 a 46. O inferno foi “preparado para o diabo e seus anjos” (vs.41), não para os seres humanos. Os que corretamente exercerem o seu livre arbítrio, e escolherem a salvação serão salvos. Assim a única coisa que temos que fazer é exercer o nosso livre arbítrio para simplesmente crermos que a passagem que temos em nossa mão, quando diz “Este tíquete dá direito à entrada de uma pessoa no Céu,” realmente quer significar o que diz. Crê você nisso? Então vamos embarcar neste Único Veículo destinado à salvação — Jesus Cristo.
—João Soares da Silveira
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