terça-feira, 23 de maio de 2017

Lição 9 — Seja quem você é



Para 20 a 27 de maio de 2017

“Por esta mesma razão, fazei todos os esforços para acrescentar à vossa fé bondade, e à bondade, conhecimento, e ao conhecimento, autocontrole, e ao autocontrole, perseverança, e à perseverança, piedade, e à piedade, o afeto mútuo; e ao afeto mútuo, ao amor” (2ª Pedro 1: 5-7, Nova Versão Internacional, ênfase adicionada).
Nosso verso para memorização desta semana pode facilmente ser mal interpretado se não entendemos o trabalho especial de preparar um grupo de pessoas que permanecerão até o fim dos tempos. As pessoas que estão inclinadas ao legalismo veem este texto como instrução para tentar cada vez mais fazer todas as coisas na lista de Pedro (*de modo) "certo", sem perceber que é impossível para os humanos pecaminosos fazerem isso. Aqueles que percebem que zombam da impossibilidade e se confortam pensando que um Deus racional nunca esperaria a perfeição dos seres humanos pecaminosos.
A. T. Jones e E. J. Waggoner, os "mensageiros" de 1888, viram que a justiça genuína pela fé desde 1844 é uma experiência especial ministrada por Jesus, nosso Sumo Sacerdote, do Apartamento Santíssimo (*do Santuário Celestial). Este ministério especial não se preocupa principalmente em preparar as pessoas para morrer, mas na preparação de uma corporação do povo de Deus para a trasladação na vinda de Cristo.
O grande conflito entre Cristo e Satanás não pode ser concluído até que tal demonstração se desenvolva. Assim, é evidente que os pontos de vista das igrejas populares, que não seguem Cristo pela fé em Seu ministério do Santíssimo, não podem ser a "verdade presente" da justificação pela fé.
A mensagem dada à Igreja Adventista do Sétimo Dia em 1888 tem um entendimento especial e único do evangelho eterno que nos foi confiado. O mundo deve tomar conhecimento da purificação do santuário e como ela se relaciona com a piedade prática. Não é obra nossa limpar-nos e tornar-nos justos (*neste grande) Dia da Expiação. Isto é responsabilidade do nosso Sumo Sacerdote. Nós escolhemos crer, ou "deixamos" que Ele o faça (*em nós).
Depois de discutir a impossibilidade de aperfeiçoar o caráter através do sistema de sacrifício terrestre ou da lei, A. T. Jones explica: "Isso mostra novamente que, embora a perfeição fosse o alvo em todo o ministério que foi realizado sob a lei, a perfeição não foi alcançada por nenhum desses cumprimentos ... portanto, uma vez que a vontade de Deus é a santificação e a perfeição dos adoradores; uma vez que a vontade de Deus é que os Seus servos sejam purificados de modo que não tenham mais consciência do pecado, e uma vez que o serviço e os sacrifícios naquele santuário terreno não poderiam realizar isto, Ele tirou tudo para estabelecer a vontade de Deus. "Pela qual seremos santificados pela oferta do corpo de Jesus Cristo de uma vez por todas".1
A perfeição é alcançada somente através de Cristo. "Na Sua vinda na carne — tendo sido feito em todas as coisas semelhantes a nós, e tendo sido tentado em todos os pontos como nós somos — Ele Se identificou com cada alma humana exatamente onde alma está... Ele, como um de nós, em nossa natureza humana, fraco como nós, carregado com os pecados do mundo, em nossa carne pecaminosa, neste mundo, viveu uma vida inteira, "santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus”. ... Perfeição, perfeição de caráter, é o objetivo do cristão — perfeição alcançada na carne humana neste mundo. Cristo a atingiu em carne humana neste mundo, e assim fez e consagrou um caminho pelo qual, n'Ele, todo crente pode alcançá-lo. Ele, tendo alcançado isto, tornou-Se nosso grande Sumo Sacerdote, por Seu ministério sacerdotal no verdadeiro santuário para nos capacitar a alcançá-lo ... "O Teu caminho, ó Deus, está no santuário," Salmos 77:13."2
O que isso significa? Se o santuário detém a chave para a perfeição cristã, então é importante compreendê-lo. Quando Deus abriu o mar, criando um caminho para um grupo desordenado de escravos deixar a maldade do Egito, sua única exigência era que eles cressem e agissem com base nessa crença. Claramente, eles tinham dúvidas, dúvidas e queixas, mas eles deixaram seus cortiços de escravos e seguiram Moisés. Fora isso, eles não haviam feito nada para ganhar a atenção ou o favor de Deus. Deus ainda não lhes tinha dado Sua lei, de modo que, além de participar de uma refeição da Páscoa e sair do Egito, eles não tinham idéia do que Deus esperava deles.
Quando Deus lhes deu Sua lei, eles acreditavam que Deus estava negociando com eles. Eles deveriam guardar Sua lei, e em troca Ele seria seu Deus e os protegeria. Eles esqueceram o fato de que, (*no preâmbulo da lei) pouco antes de lhes proferir a lei, Ele lhes lembrou: "Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da escravidão" (Êxo. 20: 2). Ele já era seu Deus. Já havia feito milagres para resgatá-los de sua situação. Ele sabia que lhes era impossível cumprir a lei, mas usou a lei como um espelho para mostrar quão pecaminosos eram. Visto que eles nunca poderiam guardar a lei em espírito e verdade, Ele lhes deu o serviço do santuário para mostrar-lhes o Seu caminho de salvação.
No sistema de sacrifício do santuário, o papel do pecador era entender que havia pecado. Porque não há remissão para o pecado sem derramamento de sangue, eles deveriam trazer um sacrifício para o tabernáculo. Lá, eles confessariam seus pecados somente a Deus, transferindo-os para a vítima inocente. O pecador era obrigado a tomar uma faca e cortar a garganta do animal. Este ato violento era para impressionar o pecador do aborrecimento de Deus com o pecado, bem como para dirigir suas mentes à vítima final, que era apenas tipificado pelos sacrifícios de animais.
Depois da degola, o sacerdote pegava o sangue em uma tigela e o levava para o Lugar Santo e o aspergia no véu que separava os dois compartimentos, transferindo simbolicamente o pecado para o Lugar Santíssimo. Note que o sacerdote é aquele que administrava o sangue. O pecador não seguia o sacerdote no tabernáculo para ver o que o sacerdote fazia com o sangue. O pecador tinha que crer que este processo provia conciliação, o perdão, e assim ele era tornado justo para com Deus. Era pela fé no antigo tabernáculo, e assim como é inteiramente pela fé agora.
Então isso é tudo? Sim, isso é tudo que há para fazermos, apenas crer? Mas o que dizer de Pedro nos falando para "fazer todos os esforços" para acrescentar coisas boas ao nosso caráter? Isso não significa que nossas obras valem alguma coisa? O capítulo 11 de Hebreus nos lembra de pessoas de fé: Noé, Abraão, Jacó, José, Moisés e muitos outros que começaram uma longa jornada de escolhas e passos conforme Deus os disciplinou e refinou, estabelecendo-os em sua fé para que eles não pudessem ser abalados. Para a maioria deles, uma grande parte de sua jornada foi gasta simplesmente esperando, o que raramente é fácil. O problema acontece quando resistimos à voz de Deus, deixamos a fé porque não entendemos por que Ele está nos pedindo que façamos essa ou aquela coisa difícil, ou por que Ele espera.
Jesus disse a Nicodemos que se Ele fosse "levantado", Ele atrairia todos para Se, João 12: 32. Isso nos inclui enquanto passamos pela disciplina de provações que nosso Pai celestial traz para refinar nossos caráteres. Assim como o pecador que trazia seu cordeiro para o antigo tabernáculo precisava de fé para crer que o sacerdote estava cumprindo suas responsabilidades, então precisamos elevar Jesus em nossas vidas quando passamos por provações. O fato em que Jesus é capaz de acrescentar as coisas na lista de Pedro aos nossos caráteres é obra dEle. Nosso trabalho é não resistir.

—Arlene Hill
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Notas finais:                                                                                  
1) A. T. Jones, em O Caminho Consagrado para a Perfeição Cristã, págs. 84-86; edição Glad Tidings (enfase do original).

2) Ibidem, págs. 87 a 89                                                                                      
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Notes:
Veja, em inglês, o vídeo desta 9ª lição do 2º trimestre de 2017, exposta pelo Pr. Paulo Penno, na internet, no sitio: https://youtu.be/pWD9uRgJDHM

Esta lição está na internet, em inglês, no sitio: 1888message.org/sst.htm

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Biografia da autora Arlene Hill

A irmã Arlene Hill é uma advogada aposentada da Califórnia, EUA. Ela agora mora na cidade de Reno, estado de Nevada, onde é professora da Escola Sabatina na igreja adventista local. Ela foi um dos principais oradores no seminário “É a Justiça Pela Fé, Relevante Hoje?”, que se realizou na sua igreja em maio de 2010, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, localizada no endereço: 7125 Weest 4th Street, Reno, Nevada, USA, Telefone  001 XX (775) 327-4545; 001 XX (775) 322-9642. Ela também foi oradora do seminário “Elias, convertendo corações”, realizado nos dias 6 e 7 de fevereiro de 2015, na igreja adventista Valley Center Seventh-day Adventist Church localizada no endereço: 14919 Fruitvale Road, Valley Center, Califórnia, telefone: +001 XX 760-749-9524

Nota: Asteriscos (*) indicam acréscimos feitos pelo tradutor.

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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Lição 8 — Jesus nos escritos de Pedro



Para 13 a 20 de maio de 2017

           As cartas de Pedro expressam o evangelho em maneiras ricas e poderosas. Traçam implicações e desafios interessantes para a vida cristã cotidiana, incluindo como Deus busca alcançar neste mundo doente e decadente pelo pecado, a humanidade caída. Deus está buscando e constantemente batendo em cada coração, incluindo a alma perdida, para salvar "o que se havia perdido" (Lucas 19:10).
Olhe quem é Pedro: "apóstolo de Jesus Cristo, aos estrangeiros dispersados no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia" (1ª Pedro 1:1). Esses estranhos podiam ser crentes em Cristo. De todos os lugares que Paulo viajou e pregou às igrejas na Ásia Menor, nas províncias romanas e na Turquia, parece que Pedro está falando diretamente a essas mesmas igrejas paulinas.
Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, é também uma referência a Simão Pedro, filho de Jonas, e um líder da igreja da primeira geração. Ele também é conhecido como um pescador. Pedro passou três anos na escola de Jesus, e algumas das lições com que Pedro teve de lidar foram as grandes doutrinas de eleição, presciência, santificação, obediência, o sangue de Cristo, a Divindade, a graça de Deus, a salvação, a revelação, glória, fé e esperança.
Vemos uma vida mudada em Pedro, tendo sido impetuoso, mas agora paciente. Aqui aprendemos que o nome de Pedro significa "pedra". Nosso Senhor lhe disse, com efeito:
"Você é um homem muito fraco agora, mas vou fazer de você um Petros, um “homem-pedra”. E edificarás sobre o fundamento de Jesus Cristo, que é a Rocha sobre a qual a igreja é edificada ". Ele enfatiza que todos os crentes em Cristo são pequenas rochas também: "Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual" (1ª Pedro 2: 5). Na verdade, isso significa que cada crente é um Pedro. Por favor note que Simão Pedro nunca se exalta em qualquer posição, além de se referir como um apóstolo, escolhido pelo Senhor para pregar o primeiro sermão no Dia de Pentecostes. Ele não se sentia exaltado acima dos outros. Pedro enfrenta e sofre o martírio através de sua experiência em ser um representante de Cristo.
Pedro explica Cristo como nosso sacrifício através de Sua morte na cruz como o Redentor e Salvador para nós em 1ª Pedro 1:18, 19: "Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata e ouro, ... Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado."
Que incrível amor derramado por Deus ao enviar Seu Filho para revelar o plano de salvação. Pedro dirige-se a Jesus como o Messias se lê Mateus 16:16: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." (Em grego, a palavra Cristo é “Christos,” que significa "ungido,”  o "Messias").
Então chegamos à divindade de Jesus no relacionamento com Deus, como um só. Vamos dar uma olhada em alguns dos escritos do evangelho de Ellet J. Waggoner, um dos (*dois) "mensageiros" de 1888 e Ellen White:
"O novo nascimento substitui completamente o antigo: "Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas passaram; eis que tudo se fez novo, e tudo isso provem de Deus’ (2ª Cor. 5: 17:18). Quem toma a Deus como a porção de sua herança, tem um poder operando nele para justiça, muito mais forte do que o poder das tendências herdadas para o mal, como nosso Pai celestial é maior do que nossos pais terrenos" (Ellet J. Waggoner, O Concerto Eterno, pág. 66, edição de 1900).1
"Não precisamos tentar melhorar as Escrituras e dizer que a bondade de Deus tende a conduzir os homens ao arrependimento." A Bíblia diz que os leva ao arrependimento, e podemos ter certeza de que assim é. Todos os homens são levados ao arrependimento, tão certo quanto Deus é bom; mas nem todos se arrependem. Por quê? Porque desprezam as riquezas da bondade, da tolerância e da longanimidade de Deus, e rompem com a conduta misericordiosa do Senhor, mas quem não resiste ao Senhor, certamente será levado ao arrependimento e à salvação" (Ellet J. Waggoner, em Romanos, pág. 42).2
"Permanecendo no Espírito, andando no Espírito, a carne com suas concupiscências não têm mais poder sobre nós do que se estivéssemos realmente mortos e em nossas sepulturas ... A carne ainda é corruptível, ainda cheia de concupiscências, ainda pronta para rebelar-se contra o Espírito, mas enquanto cedermos as nossas vontades a Deus, o Espírito mantém a carne sob controle ... Este Espírito de vida em Cristo — a vida de Cristo — é dado gratuitamente a todos. Que tome de graça da água da vida’" (Apocalipse 22:17)." (Ellet J. Waggoner, em Boas Novas, pág. 123, edição de 2016).3
"Graças a Deus pela bem-aventurada esperança, a bênção veio sobre todos os homens, ‘pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para a justificação de vida’ (Romanos 5:18). Deus, que não faz acepção de pessoas, "nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo" (Efésios 1: 3). O dom é nosso para ser mantido. Se alguém não tem esta bênção, é porque não reconheceu o dom, ou deliberadamente o jogou fora" (idem, pág. 66).
"Ao Cristo atraí-los a olharem para a Sua cruz, a contemplarem Aquele a quem os seus pecados transpassaram, ... começam a compreender alguma coisa da justiça de Cristo ... O pecador pode resistir a este amor, pode recusar ser atraído Cristo, mas se não resistir, será atraído a Jesus, o conhecimento do plano de salvação o conduzirá ao pé da cruz em arrependimento pelos seus pecados, que causaram os sofrimentos do querido Filho de Deus" (Ellen G White, Caminho a Cristo, pág. 27).
Há um hino antigo, "Maravilhosa Graça", onde a mensagem da Escritura destaca claramente que não importa o quão grande a sua culpa, o perdão de Deus é maior. As palavras dizem tudo.

Maravilhosa graça

Maravilhosa Graça,
Maior do que o meu pecar;
Como poder cantá-la,
Como hei de começar?!
Trouxe-me alívio à alma,
E vivo em toda a calma;
Pela maravilhosa graça de Jesus!

Refrão:
Graça! Quão maravilhosa gaça!
Como o firmamento é sem fim!;
É maravilhosa, é tão gloriosa,
Tão sublime e doce para mim!
É maior do que a minha vida inútil!
Mais profunda que o imenso mar,
A Cristo vamos pois louvores dar!
A Deus honrar!

Maravilhosa graça! Quão ricas bençãos traz!
Por ela Deus salvou-me, deu-me perdão e paz!,
Salvo, sim, em verdade, por toda a eternidade,
Pela maravilhosa graça de Jesus
Tornando-o filho querido de Deus,
Comprando paz e céu por toda a eternidade--
E a maravilhosa graça de Jesus chega até mim.

[Autor: Haldor Lillenas, 1885-1959;
Para o hino completo ver Hinário Adventista do Sétimo dia, hino 204]

            Havia uma mãe muito querida adotada como figura para mim que tem sido uma amiga decicada durante a minha carreira de enfermagem. Apenas alguns dias antes do dia das mães, ela faleceu enquanto dormia. Ela tinha 99 anos. Ela adorava orar por cada pessoa que encontrava. Ela me alcançou através de um ministério telefônico, e o relacionamento cresceu onde eu me tornei parte de sua vida e família.
Assim é quando você está na Família de Deus — nunca estará só na caminhada aa novidade de uma vida convertida nEle. E pense apenas, no "dia da sua morte" de deixar este mundo de conflitos, para que no seu diploma se possa ler, "Receba Vida Eterna!" Que a experiência do apóstolo Pedro nos fale da sua tremenda experiência em transmitir o evangelho da esperança e da graça.
Mary Chun
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Notas do tradutor:                                                                   
1) Você pode ler este livro, “O Concerto Eterno,” de Ellet J. Waggoner, em português, completo, em nosso blog, Ágape Edições, no ano de 2010: No mês de agosto (apresentação, prefácio e os capítulos 1 a 43), e em setembro do mesmo ano os capítulos 44 a 47. Na coluna da direita abaixe o cursor até o ano indicado e depois clique na seta do mes de agosto;
2) Você pode ler este livro, Romanos, de Ellet J. Waggoner, em português, completo (introdução e os capítulos 1 a 16), em nosso blog, Ágape Edições, no ano de 2010 no mês de julho. Siga as instruções da nota anterior mudando o mês;
3) Você pode ler este livro, Boas Novas, de Ellet J. Waggoner, em português, completo (prefácio, introdução e os 6 capítulos), em nosso blog, Ágape Edições, no ano de 2011 no mês de outubro. Idem, mudando para 2011 e outubro
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Notas finais:                                                                           
Veja, em inglês, o vídeo desta 8ª lição do 2º trimestre de 2017, exposta pelo Pr. Paulo Penno, na internet, no sitio: https://youtu.be/3aywZCt20tA
Esta lição está na internet, em inglês, no sitio: 1888message.org/sst.htm
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A irmã Maria Chun é uma enfermeira padrão (com as graduações: RN e BSN), graduada pela Universidade Adventista Andrews, e vive na área de Loma Linda. Ela é membro ativo da igreja da Universidade de Loma Linda, e é a diretora do ministério de Saúde da Universidade de Loma Linda — CHIP = Coronary Health Improvement Project    (Projeto de Melhora da Saúde Coronária). Maria cresceu no sul da California, em cultura chinesa de crenças místicas, mas converteu-se ao adventismo do sétimo dia e agora gosta de estudar a "mui preciosa mensagem" da Justiça de Cristo.

Asteriscos (*) indicam acréscimos do tradutor.
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terça-feira, 9 de maio de 2017

Lição 7— Liderança servidora



Para 6 a 13 de maio de 2017
Jesus Cristo é nosso principal exemplo de como a liderança servidora na igreja se parece. Seu amor abnegado O trouxe a este mundo perverso, onde Ele Se entregou incansavelmente, sem reter nada, ao serviço da humanidade. Jesus "humilhou-Se a Si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz" (Filipenses 2: 8).
Se possuímos essa mesma atitude de humildade e submissão a Deus, líderes cristãos de nossas igrejas locais e todos os escalões até a Associação Geral, exibirão as características cruciais indispensáveis ​​para levar as mensagens dos três anjos à conclusão. Não importa quão extenso ou avançado, o conhecimento sem auto-negação apropriada constrói orgulho e não avança a obra de Deus.
A história do apóstolo Paulo fornece muitos lampejos para a lição desta semana. Paulo era um teólogo talentoso com bastante conhecimento avançado e zelo abundante pelo que acreditava ser a verdade, mas estes não podiam fazer progredir a obra de Deus enquanto os exercitava antes de sua conversão.
Paulo aceitou a opinião prevalecente de que Jesus foi crucificado como um criminoso comum e, portanto, de acordo com as opiniões dos líderes dos judeus, não poderia ser o Messias prometido. O cristianismo era visto como uma superstição perniciosa. Que alguém pudesse se levantar do túmulo era considerado como uma absoluta tolice. A fé no Cristo ressuscitado foi vista como obstinação e uma perversidade religiosa. Essas ideias malévolas foram consideradas dignas de repressão e perseguição porque derrubavam a "tradição dos anciãos" e ameaçavam o sistema religioso estabelecido.
Na época de Cristo, a verdade do concerto eterno dada a Adão, Noé, Abraão e Davi havia sido eclipsada pela tradição e pelo legalismo que substituíram a fé pura no poder de Deus para livrar Seu povo do pecado. Os fariseus estavam pregando "a lei até que eles estivessem secos como os montes de Gilboa, que não tinham orvalho nem chuva",1 enquanto os saduceus minavam a palavra de Deus com suas dúvidas sobre a justiça e a vida após a morte, deixando os leigos famintos pelo alimento espiritual e esperança de vida eterna.
A liderança — sacerdotes, fariseus e saduceus — da igreja judaica tinha-se elevado a uma posição tão exaltada que eles sentiram que ninguém poderia questionar suas proclamações teológicas. Sua palavra era lei e deveria ser obedecida simplesmente por causa da posição elevada que prendiam na igreja e na comunidade. Eles permaneceram incontestados até que Cristo veio.
Jesus foi o principal exemplo de um professor religioso e humilde servo para os necessitados. Durante três anos e meio, Ele encontrou os teólogos judeus em seu próprio campo, levando boas novas para aquelas pessoas que estavam espiritualmente cansadas e sobrecarregadas com as muitas adições aos mandamentos de Deus que esses "piedosos" homens da igreja tinham formulado e estipulado como sendo algo necessário para a salvação.
Esses líderes judeus perseguiam Jesus por toda a Judeia e em Jerusalém, desafiando-O continuamente a debates com a esperança de encontrarem falhas em Seus ensinamentos para que pudessem condená-Lo abertamente diante do povo. Quando o ministério terreno de Jesus estava chegando ao fim, o sumo sacerdote e o Sinédrio (comparável a uma "associação geral" da fé judaica) aumentaram sua conspiração para matá-Lo. Jesus era uma ameaça a suas doutrinas e poder sobre o povo. Suas posições políticas e religiosas, e reputações estavam em sério perigo se o povo comum continuasse a seguir este homem de Nazaré em número cada vez maior.
Mesmo depois que Cristo foi morto, o perigo continuou por meio dos discípulos liderados pelo Espírito Santo que haviam sido testemunhas oculares do poder da ressurreição de Jesus. Um emissário daqueles teólogos legalistas que estavam lutando para manter seu controle do pensamento do povo, era Saulo [a seguir referido como Paulo]. Por qualquer padrão da época, ele era um terrorista que perseguia cristãos inocentes simplesmente porque eles escolheram acreditar em uma mensagem diferente daquela ensinada no Templo e sinagogas pela liderança judaica.
Em seu caminho para Damasco com ordens do sumo sacerdote para prender os cristãos que viviam lá, Paulo estava na realidade indo para um compromisso divino. Parecia impossível que alguém como Paulo — jovem, impetuoso e cheio de fogo teológico e autoconfiança — pudesse ser humilhado na poeira e transformado em um servo Daquele que ele odiava. Mas o Senhor pretendia transformar o conhecimento teológico e os talentos espirituais de Paulo para o bem em vez do mal.
Aproximando-se da cidade, "de repente lá brilhou ao redor dele uma luz do céu" e Paulo teve seu orgulho ajustado quando foi derrubado de seu cavalo ao chão (Atos 9: 3, 4). Antes e durante aquela jornada, Paulo estava absolutamente convencido da correção de sua posição teológica. No entanto, esse confronto com Jesus sacudiu Paulo para o fundamento de suas crenças. Ele foi confrontado com seu pecado, e sua necessidade de Jesus como seu Salvador foi-lhe esclarecida. Paulo estava "recalcitrando contra os aguilhões" (*Atos 9:5 e 26:14) — resistindo à obra do Espírito Santo que estava tentando converter Saulo, o legalista que respirava fogo, em Paulo, o humilde servo do Novo Testamento, e pregador principal da justiça pela fé em Cristo.
Mil quinhentos e cinquenta anos mais tarde, em uma tarde chuvosa sombria em 1882, o jovem Ellet J. Waggoner sentou-se em uma tenda evangelística em Healdsburg, Califórnia, ouvindo um sermão chato. De repente, ele sentiu que uma luz iluminava a área ao seu redor, e captou uma visão da realidade da cruz de Cristo, não como um seco acontecimento histórico de dezoito séculos antes, mas como verdade presente. Wagoner de repente percebeu que Cristo o amava e morreu por ele pessoalmente. Esse evento singular agitou o coração e a mente de Waggoner, enviando-o a um estudo ao longo da vida do princípio fundacional da Bíblia do concerto eterno.
Quatro anos mais tarde, Wagoner começou a publicar suas opiniões sobre os dois concertos na revista Signs of the Times. Nesses artigos, ele introduziu ideias que eram contrárias às opiniões estabelecidas de uma grande parte dos líderes da igreja. Na assembeia da Associação Geral de 1886, Wagoner apresentou sua visão de que a lei em Gálatas era a lei moral. G. I. Butler e Uriah Smith (então presidente da Conferência Geral, e editor da Review and Herald, respectivamente) se ofenderam com a posição de Wagoner. Ele desafiara diretamente a acariciada visão (*daqueles dois idosos lideres) de que a lei em Gálatas era a lei cerimonial. Eles sentiram que o ponto de vista de Waggoner ameaçava os ensinamentos fundamentais da igreja e dificultava seriamente o trabalho de evangelismo na verdade do sábado.
O conflito resultante não foi muito diferente do que ocorreu na época em que Cristo foi crucificado. Sob o poder da chuva temporã, Pedro, o servo humilde de Deus, levantou-se e pregou o Salvador ressuscitado a uma multidão que duvidava, declarando que Ele era o único meio de salvação do pecado. Os teólogos estabelecidos e orgulhosos em 34 dC e em 1888 tentaram obstruir a obra que Deus estava completando em Seu povo remanescente. A chuva temporã começou sob o trabalho dos apóstolos fieis, mas em 1888 o início da chuva serôdia foi impedido pela persistente descrença.
Em 1888, dois jovens pregavam mais plenamente o significado do sacrifício de Cristo e da obra de redenção. "Grandes verdades que não foram ouvidas e contempladas desde o dia de Pentecostes" foram apresentadas "em sua pureza original".2 Se a liderança da igreja em 1888 tivesse ouvido com humildade e oração a mensagem do Espírito Santo enviada a eles através de AT Jones e EJ Waggoner (e endossada por Ellen White), então como líderes servos de Deus, eles estariam preparados para proclamar as três Mensagens angélicas para o mundo sob o poder da chuva serôdia. Mas "a indisposição de ceder a opiniões preconcebidas" e "por causa da incredulidade", tivemos que permanecer neste mundo escuro "tantos anos mais" do que Deus pretendia.3
Resta-nos receber este poder da chuva serôdia e terminar a obra que nos foi confiada como povo remanescente de Deus. Nós fomos advertidos para que "tenham cuidado, cada um de vocês, que posição tomam, se se envolvem nas nuvens da incredulidade porque vêem imperfeições [nas pessoas de Waggoner e Jones], vocês vêem uma palavra ou um pequeno item, talvez, que pode ter lugar e julgá-los a partir disso.Você deve ver o que Deus está fazendo com eles, e então devem reconhecer o Espírito de Deus que é revelado neles. E, se vocês optarem por resistí-Lo, estarão agindo como os judeus agiram"4.

Ann Walper
Notas finais:
1) Ellen G. White, "Christ Prayed for Unity Among His Disciples," ("Cristo Orou por Unidade Entre Seus Discípulos,”) Review and Herald, 11 de Março de 1890; e Materiais de Ellen G. White Sobre 1888, vol. 2 pág. 560; veja também 2º Samuel 1:21.

2) Ellen G. White, Fundamentos da Educação Cristã, pág. 473.

3)Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, livro 1, págs. 234, 235; Evangelismo, págs. 695, 696.

4) Materiais de Ellen G. White Sobre 1888, vol. 2, págs. 608, 609.

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Notas:                                                                     
Veja, em inglês, o vídeo desta 7ª lição do 2º trimestre de 2017, exposta pelo Pr. Paulo Penno, na internet, no sitio: https://youtu.be/M7GdCijnNlI
               
   Esta lição está na internet, em inglês, no sitio: 1888message.org/sst.htm

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Biografia da autora, irmã Ana Walper:
A irmã Ana Walper é uma adventista dedicada à pesquisa bíblica e às atividades da igreja. Atualmente ela é diretora dos departamentos de liberdade religiosa; escola sabatina; saúde e temperança, e é coordenadora de uma das unidades evangelizadoras da escola sabatina. É também ativa instrutora bíblica. Profissionalmente é enfermeira padrão, e durante as férias escolares ela trabalha como enfermeira voluntária em acampamentos da juventude adventista nos estados de Tenneessee e Kentucky nos EUA. Ela é também escritora independente já por 16 anos em jornais de sua cidade sobre as boas novas de Cristo e Sua Justiça.

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