segunda-feira, 3 de julho de 2017

Sumário de tudo que Paulo fala em Gálatas



Sumário de tudo que Paulo fala em Gálatas

1. Ele adverte contra um falso evangelho em oposição à "verdade do evangelho" (1: 6-12; 2: 5, 14).
2. A compreensão de Paulo sobre essa "verdade" forçou-o a lutar com a liderança da igreja do seus dias. Seu entendimento era mais claro do que a do apóstolo Pedro, ou Tiago (1: 16-20; 2: 12-14).
3. Os "todos os homens" que são pecadores não são aceitos por Deus por qualquer coisa boa que possam fazer, mas "pela fé de Jesus" (2: 15-19).
4. Os corações humanos honestos se identificam com Cristo em Sua cruz. Tal como acontece com Ele o resultado natural é: o eu é crucificado. A menor mancha de legalismo "frustra a graça de Deus" e nega a cruz (2:20, 21).
5. A alternativa para a "verdade do evangelho" se tornar uma forma de espiritismo. "A pregação da fé" é uma apreciação expontânea do coração pela Boa Nova no evangelho; ela opera milagres (2: 1-5).
6. Todos os seres humanos crentes repetem a experiência da incredulidade de Abraão, seguido por seu aprendizado para crer (2: 6-14).
7. "A maldição" da lei não é obediência a ela, mas a desobediência. A experiência de Cristo em Sua cruz foi aquela "maldição", o horror de nossa segunda morte (3: 10-14).
8. A lei foi escrita em pedra por causa da incredulidade de Israel quanto ao velho concerto; mas isso não invalida a promessa de Deus do novo concerto para escrevê-la no coração (3: 16-21).
9. A lei do velho concerto foi escrita nas antigas (*táboas) pedra e serviu como um policial que conduzia Israel sob o legalismo, até que eles voltassem para a experiência de Abraão de justificação pela fé (3: 22-29).
10. Todos os que vivem sob um sentimento de condenação e medo são como o menino descalço, supervisionado pelos escravos da fazenda, embora nascido para ser o herdeiro da propriedade (4: 1-3).
11. O dogma da Imaculada Conceição (*de Maria ou mesmo só de Jesus) nega a verdade da identidade genética completa de Cristo com nossa raça humana caída, que é necessária para a verdadeira redenção do pecado (4: 4-7).
12. "A mensagem do terceiro anjo em verdade"1 é a plena verdade libertadora do novo concerto (4: 16-31).
13. A salvação pela fé não pode ser compreendida a menos que a fé seja entendida como aquela que "opepra por amor [Ágape]" (5: 1-6).
14. Proclamar "a verdade do evangelho" sempre traz perseguição ao seu proclamador das boas novas do evangelho(5:11, 12).
15. A verdadeira liberdade inerente à fé verdadeira nunca produz “liberdade para dar ocasião à carne” (5:13, 14).
16. O Espírito Santo é mais forte do que a "carne" com todos os seus vícios pecaminosos. Portanto, se alguém entende e crê na "verdade do evangelho" pregada por Paulo, verá que é fácil de ser salvo e difícil de se perder (5: 16-18; compare Mateus 11: 28-30; Atos 26:14).
17. "Andar no Espírito" é acreditar que Ele está segurando sua mão, não vice-versa (5: 18-25, compare com Isa. 41:10, 13).
18. Não podemos realmente ajudar alguém a menos que possamos sinceramente nos colocar em seu lugar (a sorte dele pode vir a ser a minha, exceto pela graça de Deus)  (6: 1-6).
19. A marca final da besta será "perseguição por causa da cruz de Cristo". "A verdade do evangelho", como é em Gálatas, será parte do "alto clamor" final que iluminará a terra com glória (6:12, 13).
20. Entender e crer neste evangelho da cruz, liberta a pessoa do cativeiro e do mundanismo em todas as suas formas (6:14).


--Robert J. Wieland

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Nota do Tradutor:
1) Mensagens Escolhidas, livro 1, pág. 372: “Vários me escreveram, indagando se a mensagem da justificação pela fé é a mensagem do terceiro anjo, e tenho respondido: ‘É a mensagem do terceiro anjo, em verdade’.” Originalmente esta declaração foi publicada na “The Review and Herald” de 1º de abril de 1890. Na literatura adventista, a expressão “mensagem do terceiro anjo” e “as três mensagens angélicas” são equivalentes.
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Biografia do autor deste sumário de Gálatas

O irmão Roberto J. Wieland foi um pastor adventista, a vida inteira, missionário na África, em Nairobe e Kenia. É autor de inúmeros livros. Foi consultor editorial adventista do Sétimo Dia para a África. Ele deu sua vida pela África. Desde que foi jubilado, até sua morte, em julho de 2011, aos 95 anos, viveu na Califórnia, EUA, onde ainda era atuante na sua igreja local.
Ele é autor de dezenas de livros.
Em 1950 ele e o pastor Donald K. Short, também missionário na África, em uma das férias deles nos Estados Unidos, fizeram dois pedidos à Conferência Geral:
1º) que fossem publicadas todas as matérias de Ellen G. White sobre 1888, e
2º) que fosse publicada uma antologia dos escritos de Waggoner e Jones.
38 anos depois, em 1988, a Conferência Geral atendeu o primeiro pedido, o que resultou na publicação de 4 volumes com um total de 1821 páginas: Materiais de Ellen G. White sobre 1888. Quanto ao segundo pedido até hoje não foi o mesmo ainda atendido, muito embora haja inúmeras recomendações da serva do senhor à mensagem e às pessoas deles. Esta é uma das muitas evidências de que a liderança até hoje ainda reluta em aceitar plenamente a mensagem de 1888 de justificação pela fé, uma vez que isto significaria reconhecer a rejeição dela por parte de antigos líderes.

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Lição 13 — Principais Temas de 1ª e 2ª Pedro



Para 17 a 24 de junho de 2017
Considere o caso do membro da igreja que vive em uma cultura hedonista.A O evangelho foi pregado para ele; ele é inteligente, entende; acredita (ou diz que sim) mas não o vive, não presta obediência ao Senhor ao que sabe ser a vontade de Deus para ele. Ele acena com a cabeça para cada sermão ou estudo da Bíblia. Sim, e vem à igreja. Mas simplesmente não faz as coisas que a Bíblia diz para fazer. O que está errado?
Alguns tentaram ajudá-lo com visões do "tempo do fim", e as "sete últimas pragas" vindouras, e o horror da "marca da besta," Isto simplesmente não o incomoda. 
Ellet J. Wagoner, um dos mensageiros do evangelho de 1888, cuja mente foi guiada pelo Espírito Santo, diz sobre esse tipo de caso: "Eu ainda insisto em que você não acredita". O que ele quer dizer? Há alguma coisa defeituosa em sua ideia de justificação pela fé. Wagoner prossegue: "O preço que nos foi pago foi o próprio sangue de [Cristo]. Sua vida ... ‘resgatado ... com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado" (1ª Pedro 1:18, 19). Ele ‘Se deu a Si mesmo por nós’ (Tito 2:14), ‘por nossos pecados’ (Gálatas 1: 4). ‘Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores’ (Romanos 5: 8 ver também v. 6). ... O preço pago foi infinito".1 Em outras palavras, é impossível acreditar nisso e continuar transgredindo a vontade de Deus em sua vida - "você não crê", diz Wagoner.
Quando Pedro escreve que somos "resgatados ... com o precioso sangue de Cristo", referia-se ao Messias de Deus, das profecias do Antigo Testamento, que morreu. Uma visão infeliz de alguns sobre o Messias é que temos um Salvador divino que ministrou na terra por 33 anos, e então, quando chegou a hora de Ele morrer como o Cordeiro sacrificial de Deus, Ele retirou o Seu eu divino de modo que apenas uma corporeidade humana pagou o preço.
Mas o corretivo para isso é encontrado na resposta de Pedro à pergunta de Jesus: “quem dizem os homens ser o Filho do homem? (*Mat. 16: 13). Pedro respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" (vs. 16). É o Filho de Deus que morreu e pagou nosso resgate da escravidão até a morte. A Divindade não morreu. O Cristo é o "cordeiro imaculado e incontaminado" (*1ª Pe. 1:19) que morreu.
Por que Pedro e João O chamaram de "Cordeiro de Deus"? Ele é apenas o filho humano de Maria, ou Ele é realmente o divino Filho de Deus? João diz ainda que Ele é "o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo" (Apocalipse 13: 8). O Cordeiro é o Filho de Deus? Pedro diz que o sangue do Cordeiro é "precioso" o que dificilmente poderia ser dito se o Cordeiro é meramente humano. "Fostes resgatados ... com o precioso sangue [vida] de Cristo, como de um Cordeiro imaculado ..." (1ª Pedro 1: 18-20).
Devido à sua crença na imortalidade natural da alma, evangélicos e católicos acreditam que somente o Cristo humano morreu. Alguns até negam isso, afirmando audaciosamente: "Cristo não morreu na cruz!" Sua crença exige a compreensão de que Cristo foi ao "Paraíso" "hoje" com o ladrão perdoado, de modo que Ele realmente não morreu na cruz.
Então, qual é a diferença da morte do Filho de Deus em relação ao perdão de Deus ao pecador obtido na cruz? O conceito de justificação da fé de 1888 nos proporciona uma maior apreciação pelo que custou ao Filho de Deus. Aqui está o poder motriz para a nossa fé que opera pelo Seu amor. Ellen White viu algo nele que Lutero e Calvino nunca viram: "se manifesta na obediência a todos os mandamentos de Deus".2 Essa não foi uma declaração superficial da parte dela, pois "Ágape é o cumprimento da lei" (Romanos 13:10 no original). O "precioso sangue" é aquele que "não havendo visto amais; no qual, não O vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso; alcançando o fim da vossa fé, a salvação de vossas almas” (1ª Pedro 1: 8, 9).
Em outras palavras, a justificação pela fé genuína é "enraizada e fundada em Ágape", porque a fé é uma apreciação do coração dela. Católicos e Protestantes não podem ver claramente esta bela verdade. Por quê?

Ninguém que acredite que a imortalidade natural da alma pode possivelmente ter uma apreciação adequada do Ágape —  "adequado", no sentido de preparar o grão para a colheita. Não estamos falando sobre esses milhões ou bilhões que se prepararam para a morte — o adventismo diz respeito a uma preparação para a trasladação na segunda vinda de Jesus (*sem ver a morte) ou nada significa.
Martinho Lutero acreditava na verdade sobre a natureza do homem e, portanto, poderia começar a quebrar a síntese do amor Ágape e egocêntrico que Agostinho havia desenvolvido. Mas seus seguidores reverteram para a doutrina pagã-papal, assim como Calvino, e até mesmo os Wesleys.
Paralelamente ao Dia da Expiação vem uma restauração de Ágape3; Mas as igrejas populares não a veem, embora usem palavras para o amor. Os teólogos como Anders Nygren, Michael Harper ou Leon Morris em seus livros sobre Ágape não conseguem sentir o significado real do que aconteceu na cruz. Mas Ágape é uma revelação da verdade que vem somente do ministério de Cristo no segundo compartimento do santuário celestial.4 As igrejas populares não O seguem até ali por fé; e assim, não podem compreender Ágape, porque acreditam na imortalidade natural da alma. As doutrinas evangélicas da justificação pela fé, portanto, não podem compreender a verdade total da cruz de Cristo. Eles não conseguem entender como Ele morreu a segunda morte para a raça humana.
Não é possível compreender ... a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade” (*Efé. 3:18) do Ágape enquanto se acredita na imortalidade natural da alma. Se Cristo soubesse que Ele precisava apenas suportar algumas horas de agonia antes de Se unir com Seu Pai em um espírito desencarnado, isso destruiria o significado da cruz. Na realidade, Ele viu a caverna de uma sepultura eterna que se estendia diante dEle, sem esperança de ressurreição.
Quem é essa Pessoa Única de toda a história que esteve no inferno? Na verdade, Ele saiu de lá novamente, o que ninguém mais fará quando chegar lá! No Pentecostes, Pedro disse que Davi falou de Jesus: "Não deixará a Minha alma no inferno, nem permitirás que o Teu Santo veja a corrupção" (Salmo 16: 8-11, Atos 2:25, 27). Então, Cristo percorreu todo o caminho para "inferno", a segunda morte, a fim de pagar o nosso resgate.
Os cristãos conservadores estão mergulhados na idéia de que devemos ser punidos pelos nossos pecados, devemos pagar o preço. Mas Pedro ensina a ideia conhecida como o evangelho, um conceito de boas novas que diz que Cristo já suportou o castigo pelos nossos pecados. Ele pagou o preço, "esgotou a pena"5, porque "o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de nós todos" (Isaías 53: 6). "Levando Ele mesmo em Seu próprio corpo os nossos pecados... e pelas Suas feridas fostes sarados" (1ª Pedro 2:24). "Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o Justo pelos injustos, para levar-nos a Deus" (1ª Pedro 3:18). O que isso significa para o mundo dos pecadores? Cristo já suportou seu castigo. Acabou! Agora não há medo em olhar o juízo. De acordo com Pedro, se apenas o pecador puder ouvir e crer nessas boas novas, ele será transformado pelo perdão de Cristo.
Paul E. Penno Jr.

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Notas finais (a com a letra “A” é do tradutor);                        
A) Hedonismo, s. m. (filos.) sistema filosófico de moral, para o qual todo o bem está no prazer (Caldas Aulete);
1) E. J. Waggoner, Christ and His Righteousness, (Cristo e Sua Justiça) Glad Tidings ed., (Edição Boas Novas) págs. 83; 79, 80 (1999);
2) Ellen G. White, Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, págs. 91, 92;
3) Veja Ellen G. White, Primeiros Escritos, págs. 55, 56;
4) ibidem;                               
5) Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, livro 1, pág. 340.

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Notas:                                                                     
Veja, em inglês, o vídeo desta 13ª e última lição do 2º trimestre de 2017, ampliada, exposta pelo Pr. Paulo Penno, na internet, no sitio: https://youtu.be/WXBFRjtMMdk
Esta lição está na internet, em inglês, no sitio: 1888message.org/sst.htm

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Biografia do autor, Pastor Paulo Penno:
Paulo Penno foi pastor evangelista da igreja adventista na cidade de Hayward, na Califórnia, EUA, da Associação Norte Californiana da IASD, localizada no endereço 26400, Gading Road, Hayward, Telefone: 001 XX (510) 782-3422. Foi ordenado ao ministério há 42 anos e jubilado em junho de 2016, Após o curso de teologia fez mestrado na Universidade de Andrews. Recentemente preparou uma Compreensiva Pesquisa dos Escritos de Ellen G. White. Recentemente também escreveu o livro “O Calvário no Sinai: A Lei e os Concertos na História da Igreja Adventista do 7º Dia,” e, ao longo dos anos, escreveu muitos artigos sobre vários conceitos da mensagem de justificação pela fé segundo a serva do Senhor nos apresenta em livros como Caminho a Cristo, DTN, etc. O pai dele, Paul Penno foi também pastor da igreja adventista, assim nós usualmente escrevemos seu nome: Paul E. Penno Junior. Ele foi o principal orador do seminário “Elias, convertendo corações”, nos dias 6 e 7 de fevereiro de 2015, realizado na igreja adventista Valley Center Seventh-day Adventist Church localizada no endereço: 14919  Fruitvale Road, Valley Center, Califórnia.
  
    Atenção, asteriscos (*…) indicam acréscimos do tradutor.
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