sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Lição 12, Vivendo pelo Espírito, por Lloyd Knecht

Para 10 a 17 de dezembro de 2011

                                                                
Andar pelo Espírito é uma experiência diária, supernatural para aqueles que nasceram do Espírito. "É Deus que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade" (Filipenses 2:13). Podemos estar familiarizados com a "verdade" como uma teoria ou doutrina, mas a menos que conheçamos a verdade, Jesus Cristo, como Salvador pessoal, a "verdade" não valerá nada para a eternidade. Como Jesus disse a Nicodemos: "Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" (João 3:3).
Como crentes, temos a garantia de que viver pelo Espírito pode ser uma vida de vitórias ininterruptas. Nossa dependência é da justiça e a perfeição de Jesus, não no nosso desempenho. Pela fé, somos sempre perfeitos nEle. No conflito entre a nossa natureza caída e corrupta e a nova natureza divina do Espírito, nós podemos ser mais do que vencedores. "Andai no Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne" (Gálatas 5:16, KJV).
A questão que devemos enfrentar é esta: O que é mais poderoso, a carne ou o Espírito? Paulo nos assegura que "a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne, e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis” (Gálatas 5:17). Que coisas? O versículo 16 diz que essas são as coisas más da carne.
Por anos esta experiência me passou desapercebida. Eu era um jovem pregador. Eu podia explicar as doutrinas, mas eu não conhecia Jesus como meu Salvador pessoal. Eu era um autêntico cristão da Galácia. Batizado aos oito anos de idade, eu sabia muito sobre Jesus, e eu queria ir para o céu. Eu até queria ser um pregador como o meu pai. Fui salvo pela fé, mas agora eu pensava que tinha que fazer tudo perfeito caso contr´´ario eu seria rejeitado no julgamento. Como os discípulos, eu amava Jesus segundo a carne, mas não segundo o Espírito (2ª Coríntios 5:16). Uma compreensão da cruz e o poder da ressurreição mudou tudo para os discípulos — e para mim!
É por isso que Paulo disse: "A palavra (mensagem) da cruz é loucura para os que perecem, mas para nós que estamos sendo salvos, é o poder de Deus ... Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e Este crucificado” (1ª Coríntios 1:18 e 2:2). Como o evangelista adventista, meu amigo, pastor Will Pergerson colocou, "A salvação era um dos meus temas. Mas quando eu compreendi a realidade do evangelho, todos os meus tópicos foram incluídos na salvação."
O apóstolo Paulo defende Jesus como o modelo para nós, “Pois a morte que Ele morreu, Ele morreu para o pecado uma vez por todas, mas a vida que Ele vive, Ele vive para Deus. Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor" (Romanos 6:10, 11, KJV). É como o casamento. Quando me casei com Doloris, aquela decisão impactou cada decisão que eu fiz desde então. Assim, quando nós, pelo Espírito, participamos da natureza divina e cremos em Jesus como nosso Salvador pessoal, essa decisão controla cada decisão que tomamos em seguida.
As obras da carne são tão certas como a morte e os impostos a menos que conheçamos Jesus tão pessoalmente e tão intimamente como se conhece o cônjuge. Alonzo T. Jones comentou: "Todo homem é sempre livre para escolher qual será seu caminho — o caminho do Espírito ou o caminho da carne" (A. T. Jones, Estudos de Gálatas, página 165). "Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis" (Romanos 8:13). Viver pela carne é natural.
"Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências” (Gálatas 5:22-24). “Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais também uns aos outros" (vs. 15). Observe como o fruto do Espírito é uma expressão da Ágape, conforme descrito em 1ª Coríntios 13, o capítulo do amor. Este Espírito confere o incondicional, imutável, amor que Se nega a Si próprio, revelado na cruz. Este amor não é apenas uma sensação aconchegante. É alegre, relacional, transformador, e poderoso.
"Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé. Provai-vos a vós mesmos" (2ª Coríntios 13:5). Esta é obra do profundo arrependimento. A carne está sempre pronta a afirmar-se no momento em que focalizamos no eu  ao invés de em Jesus. Se amamos a Jesus, estaremos sempre buscando abençoar aqueles a quem Ele ama — especialmente os mais necessitados de Seus filhos. "Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: amarás ao teu próximo como a ti mesmo" (Gálatas 5:14). João concorda, "Se alguém diz: 'Eu amo a Deus e odeia (não ama) a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu" (1ª João 4:20).
Anos atrás, o arcebispo de Canterbury pediu ao famoso ator G. K. Chesterton como os atores tinham grande poder de emocionalmente mover grandes audiências, e os pregadores muitas vezes não o faziam. Chesterton respondeu: "Nós atores tratamos as coisas imaginárias como se fossem reais. Mas você pregadores muitas vezes tratam as coisas que são reais, como se fossem imaginárias."
Nasci eu do Espírito? Jesus é real ou imaginário para mim?
Viver pelo Espírito é supernatural. É uma experiência vital e crescente. "E a vida eterna é esta: que te conheçam, a Ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste" (João 17:3). Esta palavra "conhecer" expressa a intimidade do casamento como em Gênesis 4:1, "E conheceu Adão a Eva, sua esposa, e ela concebeu e deu à luz a Caim.”
Um actor bem conhecido estava se apresentando diante de um grande público recitando partes familiares de cenas passadas em que ele tinha vários personagens retratados no palco. Ele pediu sugestões da platéia.
Lá no fundo do auditório um idoso ministro, pediu que ele repitisse o Salmo 23. Ele parou por um momento, então respondeu que ele o recitaria se o idoso senhor repetisse o Salmo depois dele. O velho homem concordou. O ator foi impecável e a resposta do povo foi um estrondoso aplauso. O ministro, conforme acordado, lentamente percorreu seu caminho para o palco. Fechando os olhos, ele parecia alheio a todos, exceto à presença de Deus. Quando terminou, não houve aplausos, apenas o som de choro. Por fim, o ator falou. "Eu conheço o salmo, mas ele conhece o pastor.”


Conheço eu que o pastor?                 
—Lloyd Knecht

A última vez que ouvimos do irmão Lloyd Knecht ele era o primeiro ancião da igreja adventista de Stevenson, no estado de Washington, localizada no endereço 41, 2nd Street, Stevenson, WA 98648-4228, Fone 001 XX (509) 427-8890  Ele, por muitos anos, administrou um asilo, mas hoje, já muito avançado em idade, está aposentado. O irmão Lloyd passou muitos anos espalhando a boa nova do evangelho, especialmente a judeus e mulçumanos e a outros grupos religiosos e étnicos. Muitas pessoas testemunham que seu primeiro contato, bem como  a sua familiarização com a o evangelho foi através do irmão Lloyd.

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Lição 12, Vivendo pelo Espírito, por Paulo Penno

Para 10 a 17 de dezembro de 2011

Se você vai escalar o Monte Everest você precisa de um guia. Se este movimento deve ser vitorioso no Monte Sião necessita da chuva serôdia do Espírito Santo (Apoc. 14:1). Para seguir o Cordeiro onde quer que vá, sem dolo em seus lábios, e ficando sem culpa, os 144.000 terão que vencer assim como Ele venceu em tentação na "carne pecaminosa" (Apoc. 14:4, 5; 3:21; Rom. 8:3). Estes são indivíduos que refletem o amor Ágape, de Jesus. Embora eles não sejam iguais ao Padrão, mas, como um corpo, eles perfeitamente se identificam com o Crucificado. 

Viver sem pecado em carne pecaminosa é uma preciosa "boa nova," é uma porção da verdade identificada na mensagem de 1888. Seria uma má notícia sem dúvida, se no grande conflito Satanás inventasse algo que o evangelho de Jesus Cristo não pudesse vencer. Se o poder do evangelho não pode vencer o pecado em nossa carne, então Jesus será eternamente envergonhado e derrotado perante o universo. Portanto, Jesus precisa de uma "última geração" que demonstre "o poder de Deus para a salvação" do pecado, e não no pecado (Rom. 1:16). 

A promessa de Deus do concerto eterno a Abraão é "a bênção". Isso envolve "a promessa do Espírito mediante a fé" (Gál. 3:14). 

Você é convidado a uma “caminhada — "andar no Espírito" (Gál. 5:16). "O que nossa natureza humana ["a carne"] quer se opõe ao que o Espírito [Santo] quer, e o que o Espírito [Santo] quer se opõe ao que a nossa natureza humana ["a carne"] quer. Estes dois são inimigos, e isso significa que você não pode fazer o que você quer fazer" (Gál. 5:17, versão Boas Novas). Quais são as coisas que você não pode fazer? São coisas más ou coisas boas? 

Há muitos cristãos que ensinam que você não pode fazer as coisas boas que você quer fazer por causa dessa "inimizade" constante da carne contra o Espírito Santo. Então, eles se sentem condenados à constante derrota, e, sinceramente, creio que a Bíblia concorda com eles. "Meu desejo é tão grande que não consigo vencer! A 'carne' é o mestre da minha vida!" Eles entendem Gálatas 5:17 ao inverso. 

Quem é mais forte, "a carne" ou o Espírito? Se "a carne" é mais forte, isso é realmente uma má notícia, mas se o Espírito é mais forte, isto é uma boa nova. Se o grande poder do Espírito Santo e todo o céu está neste Espírito, e Ele está lutando contra a sua carne pecaminosa, e ainda assim você não pode fazer as coisas boas que você gostaria de fazer, pode você pensar em qualquer notícia que seja pior que essa?  

(*Mas veja:) A idéia da mensagem de 1888 é: você vai para uma caminhada com o Espírito Santo e deixa que Ele te segure pela mão — o que Ele prometeu fazer. Você O permite, muito embora a batalha esteja sendo travada em seu coração, e sua carne pecaminosa o está constantemente tentando a fazer ou dizer coisas más. Você não pode fazer ou dizer coisas más, porque o Espírito Santo é mais forte do que a carne. 

Isto não significa que você não tem parte na batalha. Sua parte é escolher dizer "Não!" à tentação (Tito 2:11). Este texto, mais o vs. 12, na NVI (*Nova Versão Internacional) são muito claros: "A graça de Deus, que traz salvação a todos os homens, nos ensina a dizer 'não' à impiedade e às paixões mundanas, e [ela nos ensina] a viver uma vida controlada, justa e piedosa nesta era presente". Deus nos deu o poder de escolha, o Espírito Santo está proibido de lhe controlar sem seu consentimento! Quando você faz a escolha, então você convida o Espírito Santo para demonstrar que Ele é mais forte do que a sua carne pecaminosa. E Deus estará livre para operar! 

 Quando o poderoso Espírito Santo guia a sua vida, sua motivação é estar "debaixo da graça,” que é o oposto de ter como motivação o estar "sob a lei" (Gál. 5:18; Rom. 6:14). Sob qualquer motivação que você esteja você está sob uma obrigação. A motivação do velho concerto "sob a lei" é uma constante tensão e conflito com a lei. É fé motivada pelo medo do castigo e pela esperança de recompensa. É uma motivação que, exteriormente parece cumprir a lei, mas por dentro há rebelião. 

Deus nos fez um favor, quando Ele nos deu o Apóstolo Paulo, um homem tão brilhante quanto honesto e humilde, o que é uma combinação rara. Paulo descreve com o que a nossa "carne" se parece em Gálatas 5: 19-21. “Deus enviando Seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne" (Rom. 8:3). Jesus veio direto ao fosso de nossa vida. “Ele, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Heb. 4:15). 

Fé, que está sob a motivação "debaixo da graça," "vê" sobre o que Paulo está falando quando ele eleva e honra o sacrifício de Cristo (Gál. 4:1). Tendo Se identificado totalmente com você, você é convidado a se identificar completamente com Cristo (Gál. 2:20). 

"Andar no Espírito" é ter "o fruto do Espírito [que] é amor [Ágape]" (Gál. 5: 22). Ágape é totalmente alheio à "carne" e é uma apresentação do nosso Marido-Sumo Sacerdote no santíssimo do santuário celestial. Isso significa que nós não temos nem mesmo um por cento de justiça inerente. A justiça é nossa pela fé por meio do Espírito Santo. 

Ágape, que é o "cumprimento da lei", vem pela fé dirigida à sua fonte no nosso dia da expiação (Rom 13:10). Essa fonte é o Psiquiatra que nos cura, cujo escritório está localizado no Santíssimo (*do Santuário Celestial). 

O movimento do segundo advento estava enraizado em uma restauração do amor de Deus. É o clímax de uma sequência de movimentos reformatórios divinamente dirigidos para restaurar o evangelho de Jesus Cristo e preparar uma Noiva para a trasladação e para a vinda de seu Noivo. 

Cristo abriu à visão a fonte do amor dela, seguindo o seu Sumo Sacerdote através da porta aberta do Santíssimo do santuário celestial (ver Apoc.3:7). "Os que se levantaram com Jesus enviaram sua fé a Ele no santíssimo, e oravam, ‘Meu Pai, dá-nos o Teu Espírito.’ Então Jesus assoprava sobre eles o Espírito Santo. Neste sopro havia luz, poder e muito amor, alegria e paz” (Ellen G. White, Primeiros Escritos, pág. 55). O povo do advento de 1844 foi um movimento carismático conduzido pelo Espírito, motivados por Ágape. Foi para restaurar o sentido de Ágape nos mandamentos de Deus e na fé de Jesus, , através da sua vida, ensino e evangelismo, Apoc. 14:12. 

 O fruto do Espírito é dado por Jesus em Sua qualidade de nosso Sumo Sacerdote no Santo dos Santos. Aqueles que pela fé O seguirão ali, são o verdadeiro segundo movimento Pentecostal da chuva serôdia. O movimento vai terminar com uma grande manifestação de sinais e maravilhas maior do que no dia de Pentecostes. 

"Servos de Deus, com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu. Por milhares de vozes em toda a extensão da terra, será dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, doentes serão curados e, sinais e maravilhosas seguirão aos Crentes” (Ellen G. White, O Grande Conflito, pág. 612). 

 Jesus do Santíssimo revela uma compreensão única da justificação pela fé. A mensagem de 1888 foi realmente “especial," um desenvolvimento adicional da justificação pela fé, paralelo a, e consistente com, a singular ideia adventista da purificação do santuário celestial. Foi "o início" da mensagem de Apoc. 18, e, portanto, o inicio das "torrentes celestiais da chuva serôdia" (Materiais de Ellen G. White sobre 1888, vol. 4, pág. 1478). 

Uma vez que o verdadeiro Espírito de Deus só vem de nosso Sumo Sacerdote no Santo dos Santos, e até agora não temos impressionado sobre outros cristãos a importância da verdade do santuário, isto nos motiva a estudar a mensagem de 1888 para que possamos compartilhá-la com eles em uma maneira convincente. 

 - Paul E. Penno 

 Paulo Penno é pastor evangelista da igreja adventista na cidade de Hayward, na Califórnia, EUA, da Associação Norte Californiana da IASD, localizada no endereço 26400, Gading Road, Hayward, Telefone: 001 XX (510) 782-3422. Ele foi ordenado ao ministério há 38 anos. Após o curso de teologia ele fez mestrado na Universidade de Andrews. Recentemente ele preparou uma extensiva antologia dos escritos de Alonzo T. Jones e Ellet J. Waggoner, a qual está incluída na Compreensiva Pesquisa dos Escritos de Ellen G. White. Recentemente também ele escreveu o livro “O Calvário no Sinai: A Lei e os Concertos na História da Igreja Adventista do 7º Dia,” e, ao longo dos anos, escreveu muitos artigos sobre vários conceitos da mensagem de 1888. O pai dele, Paul Penno foi também pastor da igreja adventista, assim nós usualmente escrevemos seu nome: Paul E. Penno Junior. Você pode vê-lo, no You Tube, semanalmente, explanando a lição da semana seguinte na igreja adventista de Hayward, na Califórnia, em
 http://www.youtube.com/user/88denver99 

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Lição 11: Liberdade em Cristo, por Paulo Penno


Para 3 a 10 de dezembro de 2011


Uma canga (jugo) era usada nos tempos antigos para controlar um escravo. As mãos e pescoço eram colocados em um tronco (cepo) apoiado sobre os ombros. Assim controlado, o pobre prisioneiro era levado pelo senhor.
O "jugo da servidão" é o velho concerto. "A liberdade com que Cristo nos libertou" é o novo concerto (Gál. 5:1). Os dois concertos são dois entendimentos diferentes do povo de Deus através dos tempos, duas percepções opostas do plano de salvação de Deus.
Os gálatas estavam sendo enganados pelos defensores de um método de falsificação da salvação. Você deve ser "circuncidado" a fim de ser salvo. Um "devedor" deve "guardar toda a lei" (v. 3). O erro dos gálatas foi o velho concerto. Você prometeu obedecer e viver.
Os gálatas se auto-expulsaram da escola de Cristo. Tendo sido inicialmente motivados pelo "dom inefável" da "graça" de Deus, eles entraram agora num programa de “faça você mesmo” de ser "justificados pela lei" (v. 4). O problema não é a lei. O problema é o seu falho entendimento doutrinário.
O chefe gastronômico pode servir uma refeição de sete pratos, sempre muito apetitosa. Mas se houver uma gota de arsênico na comida, se ela não lhe matar, ela certamente vai paralisá-lo. Se há uma pitada de fermento na massa, ela irá permear o pão (vs. 9). Em outras palavras, se há uma gota de legalístico egocentrismo na nossa compreensão do evangelho, então há uma queda da graça de Deus e uma perda do primeiro amor.
O problema da mornidão na última das sete igrejas do Apocalipse é que Laodicéia tenha perdido seu primeiro amor. Ela arrastou-se no erro do galacianismo. Seu velho concerto de prometer fazer tudo certo é uma queda da graça.
Quando ela ensina seus filhos histórias que eles devem obedecer para ser salvos, ou sua juventude é levada a fazer promessas de obedecer, o seu fracasso faz com que pensem que Deus não os pode aceitar. Eles deixam a igreja. Seus pais choram perguntando o que deu errado. É porque eles foram ensinados a "confiar e obedecer" a Deus e a si mesmos.
Não é diferente em princípio (exceto para a reencarnação) do que a doutrina do karma1 no hinduísmo. Se você se sair bem nesta vida, você vai voltar em vida após a morte exaltado. O velho concerto é o princípio pagão de que se pode ganhar a salvação e a vida eterna por meio de suas obras com a ajuda de Deus. É a fonte da apatia espiritual.
Não é de admirar que o livro de Gálatas foi a vela de ignição para a mensagem de 1888. É a mensagem a Laodicéia. "A mui preciosa mensagem"2 honra e enaltece o grandioso sacrifício de Jesus com a verdade da purificação do santuário. O mesmo fez Paulo no livro de Gálatas.
Paulo percebeu que a única cura para o egocentrismo do galacianismo era "a verdade do evangelho" (Gál. 2: 5 e 14). Paulo ensinou-os a "obedecer ["ouvir" hupokeo] a verdade" (Gál. 3:1, 5:7). Quando Paulo estava no meio deles, os gálatas inclinaram-se para ouvir, ao ele proclamar Cristo e este crucificado. Seus "ouvidos" se tornaram "olhos", por assim dizer, de modo que eles "viram" Cristo "evidenciado, crucificado, entre” eles (Gál. 3:1).
Os gálatas esqueceram quem Paulo era, quem eles eram, onde eles estavam. Seus corações endurecidos foram derretidos pelo amor reconciliador do sacrifício de Jesus que pagou por eles. Uma coisa para os judeus é crucificar um deles. Mas para você matar o Filho de Deus é outra. Cristo toma o seu túmulo no inferno que você merece e em troca lhe dá a Sua vida eterna que Ele merece.
Esta verdade de coração humilde é "o escândalo da cruz" (Gál. 5:11). Não há ofensa na boa pregação de sermões legalistas. Ninguém vai ser perseguido por dizer às pessoas que elas devem obedecer. Entretanto, apelando para os pecadores virem ao pé da cruz defrontando o orgulho sufocado na poeira vai expor o pregador a “sofrer perseguição" (vs. 11).
Pedro e os discípulos amavam a Jesus, e assim declararam sua devoção a um homem. Jesus lhes disse que havia uma cruz no futuro deles. Pedro prometeu que nunca iria abandonar Jesus. Mas Pedro nunca calculou "o escândalo da cruz", e quando o medo tomou conta dele e dos outros, todos eles abandonaram e fugiram. Não houve sequer um discípulo que honrou seu Salvador, declarando aos Romanos: "Se vocês O crucificam, então vocês me crucificam também!"
A única cura para tal medo de preservar o eu a todo custo é a "fé que opera pelo amor" (Gál. 5:6). "Equilíbrio" entre fé e obras não é a equação. Estritamente falando, não somos salvos pela nossa fé, muito menos por nossas obras. Se esse fosse o caso, teríamos algo de que nos gloriarmos, que éramos tão inteligentes a ponto de ver uma boa barganha para a salvação.
Somos salvos pela "fé de Jesus"3 (Apoc. 14:12;. Gál. 2:16). "Deus repartiu a cada homem a medida da fé" (Rom. 12: 3). É um pecado para alguém dizer que não tem fé. Se ele der um minúsculo passo e colocar o dedo na tomada elétrica, o que ele vai encontrar lá é uma faísca. Se escolhe crer que Jesus é seu Salvador, este pequeno passo de aprender a crer vai crescer. E não há fim para a quantidade de "boas obras" que "a fé que opera pelo amor [Ágape]" pode produzir.
Há apenas um lugar em toda a Bíblia onde esta "fé que opera pelo amor" é chamada de "justificação pela fé", e é em Gálatas 5:5. "A justiça pela fé" é dom de Deus para cada homem. Ela está esperando para ser reconhecida. É "ver" o amor reconciliador do sacrifício de Jesus que move a alma para escolher dizer "não" à impiedade, e "Sim" para o poderoso Espírito Santo.
Justiça é o poder de Jesus Cristo vencendo a tentação do pecado e endireitando o que está torto. Cristo é a única fonte da "justiça de Deus." Justiça de Cristo é a preparação que é necessária para obter "a esperança" da herança eterna da terra prometida a Abraão (2ª Pedro 3: 13; Atos 26: 6, 7, e Heb. 11: 9, 10).
Paulo expressa palavras positivas em relação à lei: "Ame o teu próximo como você acha natural amar a si mesmo" (Gál. 5:14). É ilógico ensinar, assim como o evangelho da auto-estima o faz, que você só pode amar o próximo ao você aprende a amar a si mesmo. Se você se considera o mais importante, você nunca mais vai amar alguém da mesma forma — este é o evangelho segundo Lúcifer.
Em vez disso, o evangelho do Cordeiro crucificado ensina que Cristo ama você. Ele pagou um preço infinito por tomar a sua sepultura. Você, assim, aprende a apreciar o seu valor em vista desta moeda Divino-humana. Cristo concede a você o dom do auto-respeito. Verdadeiramente torna o coração humilde!


- Paul E. Penno


Paulo Penno é pastor evangelista da igreja adventista na cidade de Hayward, na Califórnia, EUA, da Associação Norte Californiana da IASD, localizada no endereço 26400, Gading Road, Hayward, Telefone: 001 XX (510) 782-3422. Ele foi ordenado ao ministério há 38 anos. Após o curso de teologia ele fez mestrado na Universidade de Andrews. Recentemente ele preparou uma extensiva antologia dos escritos de Alonzo T. Jones e Ellet J. Waggoner, a qual está incluída na Compreensiva Pesquisa dos Escritos de Ellen G. White. Recentemente também ele escreveu o livro “O Calvário no Sinai: A Lei e os Concertos na História da Igreja Adventista do 7º Dia,” e, ao longo dos anos, escreveu muitos artigos sobre vários conceitos da mensagem de 1888. O pai dele, Paul Penno foi também pastor da igreja adventista, assim nós usualmente escrevemos seu nome: Paul E. Penno Junior. Você pode vê-lo, no You Tube, semanalmente, explanando a lição da semana seguinte na igreja adventista de Hayward, na Califórnia, em http://www.youtube.com/user/88denver99


Nota do tradutor:
1) Carma ou karma é uma das crenças hinduístas, e é um termo de uso religioso dentro das doutrinas budista, hinduista e jainista, adotado posteriormente também pela Teosofia, pelo espiritismo, e por um subgrupo significativo do movimento da Nova Era, para expressar um conjunto de ações dos homens e suas consequências. Este termo, na física, é equivalente a lei: "Para toda ação existe uma reação de força equivalente em sentido contrário". Neste caso, para toda ação tomada pelo homem ele pode esperar uma reação. Se praticou o mal então receberá de volta um mal em intensidade equivalente ao mal causado. Se praticou o bem então receberá de volta um bem em intensidade equivalente ao bem causado. Dependendo da doutrina e dos dogmas da religião discutida, este termo pode parecer diferente, porém sua essência sempre foca as ações e suas consequências.
2) Testemunhos para Ministros, pág. 91, sic;

3) Veja o artigo que publicamos neste blog em 19 de outubro, a propósito da lição 4 deste trimestre, Fé DE Jesus e Fé EM Jesus, por Alonso T. Jones. Originalmente havíamos intitulado tal artigo como Justificação pela Fé, mas o mudamos hoje para Fé DE Jesus e Fé EM Jesus a fim de tornar mais evidente tal importante contraste.

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