“Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no Meu trono; assim como Eu venci, e Me assentei com Meu Pai no Seu trono” (Apoc. 3:21).
É uma noção oximorônica (*de aparência sarcasticamente contraditória2) reivindicar que somos "salvos" se continuamos a viver uma vida de (*continuo) pecar e arrepender-se, esperando que na volta de Cristo, magicamente seremos libertados do nosso hábito odioso de rebelião.
Por que Cristo nos adverte a vencer como Ele mesmo também venceu? Porque Ele provou que é possível parar a corrente de pecado em sua exata fonte—os nossos corações e mentes. A transformação Cristo procura negociá-la com nossa mente. "Deixa estar em você esta mente que estava também
1) Após o pré-lapsarianismo ter-se alastrado majoritariamente no nosso arraial ASD—a partir dos anos 50—tem-se ouvido, de maneira crescente, muitos dos nossos ensinadores e pregadores propalarem as idéias dos 'irmãos evangélicos': “—para alguém estar na vida eterna depende exclusivamente da obediência de Cristo que lhe é creditada, imputada! A obediência de Cristo é tudo o de que necessitamos, e ela nos basta para nos garantir um lugar na pátria celestial ! ! !”
E se alguém se aventura a considerar que, além da obediência de Cristo, faz-se necessário também a nossa obediência ... eis que se alcunha o tal de legalista! E debocha-se dele, chamando de retrógrado, extremista, etc.
Que diz o Espírito de Profecia a respeito da necessidade da nossa obediência? Eis alguns textos:
"Logo no início da vida cristã, deve ensinar-se aos crentes seus princípios fundamentais. Deve-se-lhes ensinar que não serão salvos somente pelo sacrifício de Cristo, mas que também devem tornar a vida de Cristo a sua vida e o caráter de Cristo o seu caráter. Ensine-se a todos, que precisam levar fardos e renunciar às inclinações naturais" (Patriarcas e Profetas, págs. 57-58).
"Há esperança para cada um de nós, mas de uma só maneira - apegando-nos a Cristo e empregando toda energia para obter a perfeição de Seu caráter. Essa religião piegas que faz pouco do pecado, e só realça o amor de Deus pelo pecador, encoraja os pecadores a crer que Deus os salvará enquanto continuarem no pecado, sabendo que é pecado. É isso que estão fazendo muitos que professam crer na verdade presente. A verdade é mantida à parte de sua vida e essa é a razão pela qual não mais tem o poder de convencer e converter a alma. Deve haver um esforço de cada nervo, fibra e músculo para deixar o mundo, seus costumes, práticas e modas. " (EGW, Cristo Triunfante -- MM 2002, pág. 80).
"A salvação do pecador depende... de deixar de transgredir, e de obedecer a essa lei transgredida. Ninguém deveria abusar da misericórdia de Deus, sentindo-se livre para pecar tanto quanto tenha vontade." (EGW, Cristo Triunfante -- MM 2002, pág. 76).
Deveria ser unânime a conclusão de que, para alguém vir a ter parte na vida eterna, não basta que Jesus tenha sido justo, correto, altruísta, etc. Pensar que estaremos lá ainda que permaneçamos conscientemente cedendo e alimentando as nossas tendências ao egoísmo é um dos enganos que o inimigo de Deus tem usado com êxito crescente em nosso meio ... lamentavelmente.
Mas ... não é isso o que acontece com todos! Felizmente!
2) Como diz a irmã Ana Walper esta é uma noção oximorônica (*de aparência sarcasticamente contraditória, termo derivado em português de oximoro ou oximoron), reivindicar que somos "salvos" se continuamos a viver uma vida de pecar e arrepender-se, pecar e arrepender-se, esperando que na segunda vinda magicamente sejamos libertados do nosso odioso hábito de rebelião.
No ano passado o irmão Creig Barnes, na introspecção da lição 2 do último trimestre (de 2008), Crise Cósmica: Ruptura da Ordem Universa, usou o mesmo termo assim: “Adão, como o primeiro homem e pai da raça humana, nos vendeu à prisão, por assim dizer, e deu a esta raça pecado e morte na caída, pecaminosa natureza humana—tanto carne como mente. Assim a felicidade da inocência foi retirada da humanidade. O homem, que previamente conhecia unicamente o bem, agora aprendeu o mal.
Como aquela lição apresentava, este pensamento foi desenvolvido na mente de Satanás, enquanto estava ainda no paraíso celestial. Uma mente sem pecado concebeu pecado—isto é um oximoro (*uma aparente contradição). Entretanto, obviamente, é possível para uma mente sem pecado cometer pecado.”
“Em tudo quanto tende à manutenção do homem vemos a cooperação do esforço Divino e do humano. Não poderá haver colheita, se a mão humana não fizer sua parte no semear a semente. Mas sem as forças naturais, que Deus provê, dando sol e chuva, orvalho e nuvens, não haveria multiplicação. Assim é em todo ramo de trabalho, em todo setor de estudo e Ciência. Assim é no terreno espiritual, na formação do caráter e em toda esfera de serviço cristão. Temos que fazer nossa parte, porém o poder da divindade precisa unir-se ao nosso, pois de outro modo nossos esforços serão inúteis.
Sempre que o homem realiza alguma coisa, seja espiritual, seja material, deverá reconhecer que somente o consegue pela cooperação do seu Criador. É-nos muitíssimo necessário reconhecer nossa dependência de Deus. Deposita-se demasiada fé nos homens, e confia-se muito nas invenções humanas. Há pouquíssima confiança no poder que Deus está pronto a proporcionar-nos. "Somos cooperadores de Deus." I Cor. 3:9. Enormemente inferior é a parte do instrumento humano, mas, se estiver ligada à divindade de Cristo, pode fazer todas as coisas pelo poder que Cristo lhe comunica.
O desenvolvimento gradual da planta contida na semente, é uma lição objetiva na educação das crianças. Tem-se "primeiro, a erva, depois, a espiga, e, por último, o grão cheio na espiga". Mar. 4:28.
Aquele que deu esta parábola, criou a tenra semente, deu-lhe as propriedades vitais e ordenou as leis que lhe governam o crescimento. E as verdades que ensina a parábola tornaram-se uma viva realidade em Sua própria vida. Tanto em Sua natureza física como na espiritual, obedecia à ordem divina do crescimento, ilustrada pela planta, como deseja que todo adolescente faça. Embora fosse a Majestade do Céu, o Rei da glória, tornou-Se uma criancinha em Belém e, durante algum tempo, representou o indefeso menino sob os cuidados da mãe. Na infância, procedia como criança obediente. Falava e agia com a sabedoria de criança e não de homem, honrando os pais, e cumprindo-lhes os desejos em coisas úteis, de acordo com sua aptidão infantil. Mas, em cada fase de Seu desenvolvimento, era perfeito, com a graça simples e natural de uma vida inocente. De Sua infância diz o relatório sagrado: "E o Menino crescia e Se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele" (Luc. 2:40). E de Sua juventude, é narrado: "E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens" (Luc. 2:52).
Aqui nos é sugerido o dever dos pais e mestres. Seu empenho deve ser cultivar as tendências dos adolescentes para que em cada fase de sua vida representem a beleza natural apropriada a esse período, desenvolvendo-se naturalmente como as plantas no jardim. São mais atrativas as crianças naturais e inocentes. Não é prudente dar-lhes atenção especial, e recordar diante delas seus ditos vivazes. Não se deve animar a vaidade, louvando-lhes o olhar, suas palavras ou os feitos; tampouco devem ser vestidas com roupas caras e vistosas. Isto lhes inspira orgulho e provoca inveja no coração de seus companheiros.
Os pequenos devem ser educados com simplicidade infantil.
Cumpre serem exercitados a contentar-se com os pequenos e úteis deveres, e com os prazeres e experiências próprios da sua idade. A infância corresponde à erva da parábola, e a erva tem em si uma beleza peculiar. Não se deve obrigá-los à maturidade precoce, mas conservar-lhes, tanto quanto possível, o frescor e graça dos seus primeiros anos.
Podem as criancinhas ser cristãs, tendo uma experiência de acordo com sua idade. Isto é tudo quanto Deus delas espera. Necessitam de ser educadas nas coisas espirituais; e os pais devem dar-lhes toda oportunidade para que formem caráter semelhante ao de Cristo.
Nas leis de Deus na Natureza, o efeito segue à causa com certeza infalível. A colheita testificará do que foi a sementeira. O obreiro negligente é condenado por sua obra. A sega dá testemunho contra ele. Assim é nas coisas espirituais: a fidelidade de cada obreiro é medida pelos resultados do trabalho. O caráter de sua obra, quer diligente quer lerdo, é revelado pela colheita. Assim é decidido o seu destino para a eternidade.
Toda semente lançada produz uma colheita segundo sua espécie. O mesmo se dá na vida humana. Necessitamos todos, lançar as sementes da compaixão, simpatia e amor; porque o que semearmos isso colheremos. Toda característica de egoísmo, amor-próprio, estima própria, todo ato de condescendência consigo mesmo produzirá fruto semelhante. Aquele que vive para si, está semeando na carne, e da carne brotará corrupção.
Deus não destrói a ninguém. Todo aquele que for destruído ter-se-á destruído a si mesmo. Todo aquele que sufoca as admoestações da consciência está lançando as sementes da incredulidade, e estas produzirão uma colheita certa.