quinta-feira, 4 de junho de 2009

Qual é a Cruz do Discípulo?

A perguntas de nº 3 nos fala de alguns “princípios” do discipulado e a 6ª nos indaga qual é o custo do discipulado. É-nos dado o texto de Marcos 8:31-38. O verso 34 diz: “Se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sai cruz e siga-me.”

Permitam-me relembrar-lhes de que o custo de discipulado é o que "tudo" significa para você.

O pelo jovem príncipe rico, não tinha abandonado tudo para servir a Deus. Para ele "tudo" era sua grande riqueza. "Tudo", é diferente para cada um de nós.

Para Maria, mãe de Jesus, foi pedido sacrificar a única coisa que valia algo a uma mulher jovem pobre na sua sociedade—sua pura reputação. Estar grávida antes de se casar era tornar-se inelegível para o matrimônio.

A mulher com a doença aflitiva arriscou passar por severo constrangimento público se fosse exigido explicar sua situação a Jesus. Ele estava constantemente cercado pelas multidões, então qualquer explicação teria sido para todos ouvirem. Além do embaraço, ela arriscou ser alvo de grande raiva por parte da multidão porque qualquer que a tocasse ou a suas vestes, seria considerado imundo por sete dias.

A mulher junto ao poço tinha tido muitos segredos que provavelmente a confrontaram em alguma maneira diariamente. Jesus ganhou sua confiança, ela correu a seus vizinhos para contar-lhes sobre Ele.

Martha é a única mulher citada em nossa lição que recebeu um negativo mas suave comentário de Jesus. Permitiu que seu desejo por um amável, bem administrado lar e vida, a mantivessem fora do discipulado. Era tão sega que isto a impediu de ver a melhor escolha que sua irmã Maria tinha feito. Martha podia ter racionalizado que "limpeza segue-se a santidade”, mas Jesus não quis dizer isso. Ele espera que dirijamos razoavelmente vidas limpas e em ordem, mas não ao custo do discipulado. A história de Lazaro nos fala de um final feliz para Martha. Ela disse a Jesus, "Sim, Senhor, eu creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo" (João 11:27). Onde quer que seu "tudo" estivesse, ela estava disposta a fazer esta forte declaração de fé ao Homem que desafiou sua necessidade de controle em sua vida.

Maria Madalena, nada teve a perder. Era a pior pessoa que havia na sua sociedade. Mas ela tinha visto algo que ninguém mais vir. Ela viu e entendeu a cruz. Agüentou todo o desprezo, desdém, e zombaria que deve ter sido dirigida a ela a fim de estar perto de Jesus.

Muitos têm entendido mal o conceito de suportar uma cruz. Pensam que é uma doença física, ou crianças instáveis, ou simplesmente os pesos da vida num mundo pecaminoso. Em realidade, todos temos a mesma cruz que Cristo teve, resumida pela Sua declaração, "não se faça a Minha vontade, mas a Tua".

Essa cruz é a nossa carne pecaminosa que é inclinação para o eu. Cristo veio na semelhança dessa carne pecaminosa e por negar Sua vontade, conquistou-a. E Ele nos dá essa vitória.

Quando Cristo leu de Isaias na sinagoga de Nazaré, uma das coisas que Ele disse que havia se cumprido naquele dia era: "Enviou-Me a pregar liberdade aos cativos”, (Lucas 4:18, citando Isaias 61:1). Que cativos? Nós que somos cativos do pecado.

Há uma atitude perigosa concernente à vitória sobre o cativeiro do pecado ocorrendo no pensamento de alguns cristãos. É uma resignação de que há certos pecados sobre os quais eles simplesmente não podem obter vitória. Racionalizam: "—esta é a maneira que eu sempre serei, Deus entende e ainda me ama. Eu simplesmente terei que continuar pecando até que Jesus volte, vitória para mim não é possível". Mas Jesus confirmou que veio de Deus para proclamar liberdade de pecado aos cativos.

Isto pode não parecer tão sério até lermos o que João diz sobre falsos profetas: Como um pai preparando seus filhos para provações futuras, Cristo revelou o futuro no discurso no monte das Oliveiras. Advertiu-os de que haveria falsos cristos que tentariam enganá-los.

“AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo. Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo”, (1ª João 4: 1-4) (*Veja a nota 6 abaixo).

“Evidentemente, o melhor caminho é sempre conhecer a verdade. Estar arraigado no que é certo é o caminho mais seguro para conhecer o que é errado” (grifamos).

Em seguida leia o que está destacado no quadro do roda-pé da mesma página:

“De que outros modos podemos ser desviados do caminho por algo que usurpe o lugar que só Cristo merece em nosso coração?” (grifamos).

O Caminho Seguro para Identificar um falso pregador está claramente definido para nós pelo apóstolo João em sua primeira epístola conforme salientado pela irmã Arlene Hill.

Agora vejamos: O salmista exclama jubilosamente “O teu caminho, ó Deus, está no santuário,” Sl. 77:13.

Hebreus 10:19 e 20: “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela Sua carne,”

Este caminho para o Santíssimo foi consagrado por Jesus por viver Sua vida perfeita na Sua carne, isso é, na carne humana caída, pecaminosa, que Ele tomou na encarnação. Hebreus 2:14 diz, "E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também Ele participou das mesmas coisas,”

Você vê, o ministério Sumo sacerdotal no Santíssimo do Santuário celestial, é através de um Sumo Sacerdote divino-humano, que assumiu a natureza pecaminosa que tenho, e, mesmo revestido deste equipamento desfavorável, defeituoso, pelo poder de Deus venceu o inimigo, e não pecou, em momento algum.

Assim Ele sempre foi, continuará sendo, e é “Santo, Santo, Santo”, Isaias 6:3 e Apoc. 4:8 (confira também: Marcos 1:24; Lucas 1:35; 4:34; João14:30, etc...), pois nunca pecou. Esta verdade é parte essencial da “mui preciosa mensagem” que “o Senhor, em Sua grande misericórdia”, nos enviou há mais de 120 anos atrás através de dois mensageiros. (*Veja Testemunhos para Ministros págs. 91 em diante)

Um deles, Alonzo T. Jones, assim se expressa:

"Na Sua vinda na carne—tendo sido feito em todas coisas como nós, e tendo sido tentado em todos pontos como somos—Ele identificou-Se com cada alma humana exatamente onde essa alma está. E do lugar onde cada alma humana está, Ele consagrou para essa alma um novo e vivo caminho através de todas as vicissitudes e experiências de uma vida inteira, e mesmo através da morte, da sepultura e no Santíssimo na mão direita de Deus para sempre.

"Oh! aquele caminho consagrado! Consagrado pela Suas tentações e sofrimentos, pela Suas orações e lágrimas, pela Sua vida santa e morte sacrifical, pela Sua triunfante ressurreição e ascensão gloriosa, e pela Sua entrada triunfal no Santíssimo, à mão direita do trono da Majestade nos céus!

"E este "caminho" Ele consagrou para nós. Ele, tendo se tornado um de nós, fez deste caminho nosso caminho; ele pertence a nós. Ele dotou cada alma com o divino direito de trilhar neste caminho consagrado, e por Ele ter feito isto, tendo-o feito na carne—na nossa carne caída—tornou possível, sim, Ele deu garantia real, que cada alma humana pode andar nesse caminho, em tudo que esse caminho é, e por ele entrar plena e livremente no Santíssimo. ...” (Grifos nossos).

A perfeição,... de caráter, é a meta cristã. ... . Cristo atingiu-a em carne humana caída neste mundo, e assim fez e consagrou um caminho pelo qual, nEle, cada crente o pode trilhar. Ele, o tendo alcançado, tornou-Se nosso grande Sumo Sacerdote, pelo Seu ministério sacerdotal no verdadeiro santuário para nos capacitar a atingi-lo..

Permitiremos nós que Ele faça isso em nós? Ele está desejoso de o fazer, e só não o fará se O obstarmos. Por lutar com Deus, como Jacó, até recebermos a bênção, nós permitimos que o "óleo" do Espírito Santo nos traga à experiência da perfeição que Ele nos deu pela Sua consagração—Seu caráter justo—como Ele a entende, não como nós entendemos perfeição.

A idéia é que se negamos que Cristo não pode vir à nossa carne e nos dar Sua vitória sobre o pecado, nós partilhamos do espírito do anticristo. Nós não podemos ver como Deus pode mudar nossas mentes para dar-nos vitória, mas insistir que queremos ver exatamente como Ele o fará, é andar por visão, não por fé.

Uma das abençoadas coisas que a mensagem de 1888 nos diz é que quando estamos "em Cristo", Sua vitória é nossa vitória. Não é que nos é dada força suficiente para superar a tentação, nós somos (*instados:) "deixe esta mente estar em você, que também esteve em Cristo Jesus” (Fil. 2:5, KJV). Sua vitória na semelhança da nossa carne torna-se nossa vitória pela fé.

Alguns acham isto um paradoxo inacreditável. A. T. Jones (*um dos dois mensageiros de 1888) o descreveu assim:

"Eles dizem, 'eu não posso ver como, se estou em Cristo, eu deva reconhecer-me um desamparado pecador; pensei que se estava em Cristo, então eu podia agradecer ao Senhor que eu era bom, santo, inteiramente perfeito, santificado, e todo isso'. Por que não?. Ele é. Quando você está em Cristo, Ele (Cristo) é perfeito, Ele é justo, Ele é santo e nunca erra, e Sua santidade é imputada a você—é dada a você. Sua fidelidade, Sua perfeição é minha, mas eu não sou isso. ( Sermão de nº 9, do Boletim da Conferência Geral de 1893, pág. 178; A Terceira Mensagem Angélica, pág. 63).

Cristo obteve a vitória sobre o pecado e Ele quer nos dar Sua vitória. Seu triunfo é suficiente para nós. Como cremos em Sua vitória? A oração é simples: "Senhor, dá-me a mente de Cristo. Eu não tenho nenhuma força em mim para que Tu possas adicionar a ela; necessito de uma completa recriação de minha mente e vontade". Então, escolha crer que Ele a dá a você e louve a Deus por Seu inexprimível Dom!

Ele está desejoso de recriar a nossa mente, se O permitirmos, através da Sua Palavra que é Ele próprio. Ele é o Verbo (João 1:1). Da mesma forma Ele deseja recriar-nos. A salvação de nossas almas é uma recriação de nossas mentes. “Vivifica-me, ó Senhor, segundo a Tua palavra” (Salmos 119:107). “Apresente Cristo a Satanás em cada tentação. Mostre Cristo ao inimigo, Diga-lhe: “está escrito” ( Mat. 4: 4, 7 e 10, e Lucas 4: 4, 8 e 10). “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7). “Ordena os meus passos na Tua Palavra, e não se apodere de mim iniqüidade alguma” (Salmos 119: 133). Mergulhe fundo no estudo da Palavra de Deus. Se não o fizer estará correndo sérios riscos. Os que “não têm raiz, apenas crêem por algum tempo, quando vem a tentação se desviam” (Lucas 8:13). Estude e medite na Palavra de Deus cada dia. Esconda diariamente Cristo em sua vida e em seu ser. “Escondi a Tua Palavra no meu coração, para eu não pecar contra Ti” (Salmos 119:11). “a Palavra do Senhor ... é um escudo para todos os que nEle confiam” (Salmos 18:30 e Provérbios 30:5). “Em Deus louvarei a Sua Palavra, em Deus pus a minha confiança; não temerei o que me possa fazer a carne” (Salmo 56:4). “Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a Tua Palavra” (Salmos 119:9). ”Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho” (Salmos 119:105). Pela Palavra será a igreja santificada (Efésios 5:26). “Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hebreus 4:12). “Por isso, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas” (Tiago 1:21). “E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações” (II Pedro 1:19)


Outro ponto sobre o discippulado:

Que mensagem existe em Mat. 5:13-16 para os discípulos de Cristo sobre "deixar sua luz brilhar"? Sugiro que o recado para nós está na palavra "deixar." Mateus 5:16, nas nossa versões em português, diz: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, ..”. Na KJV é “deixa sua luz resplandecer ...” o que trás a idéia de nosso consentimento para que Deus realize isto em nós. É uma questão de respeito que Deus tem pelo nosso livre arbítrio; A palavra significa que o Senhor está pronto para fazer algo se nós O deixarmos fazê-lo. Ele não o pode fazer sem nossa permissão, ou devemos dizer, sem nossa cooperação.

E aqui podemos encarar a realidade da história de nossa igreja. A idéia de "deixar sua luz brilhar" era "verdade presente" há 120 anos quando o Senhor estava pronto para brilhar "nossa" luz sobre um mundo entenebrecido, iluminando a terra com a glória do quarto anjo de Apocalipse 18:1-4. (Lembre-se de que, quando Apocalipse fala de anjos com uma mensagem, é o povo de Deus que realmente dá a mensagem).

Mas estava aquela "luz" pronta para o Céu magnificá-la, para fazê-la brilhar num mundo escuro naquela época? A serva do Senhor disse que éramos secos como as colinas de Gilboa que não tinha nem orvalho nem chuva. Para trazer cura e unidade à igreja mundial, "em Sua grande misericórdia o Senhor enviou uma mui preciosa mensagem" (Testemunhos a Ministros, pág. 91), que era (e é) essa mensagem de há 120 anos. Cada classe da Escola sabatina e cada serviço de adoração na época de 1888 eram "secos". O Senhor nunca podia ter como magnificar a luz que eles tinham para aquele tempo no mundo. Mas Ele estava esperando para brilhar (*neles) a "luz" que tinha dado em 1888.

Permita-nos salientar como o verbo "deixar" contem o evangelho em si mesmo: o Senhor está ativamente trabalhando, e espera nossa "disposição" de permitir que Ele faça o que Ele quer fazer. "Deixe a paz de Deus, ... dominar em vossos corações” (Col. 3:15); essa "paz" dominará nosso coração se não O impedirmos por nossa obscura incredulidade! “Deixe a palavra de Cristo habitar em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ...” (vs. 16). Quer dizer, deixe sua Lição da Escola Sabatina achar um lugar de morada no seu coração; leia cada texto, marque sua Bíblia, consulte uma concordância se você puder. Oh como sua Bíblia tornar-se-á um novo livro para você! Tornar-se-á pessoalmente relacionada com você. (Isto custa algum dinheiro? Só a compra inicial; e com certeza uma Bíblia pessoal e que nos acompanha a vida inteira, é digna de seu custo).

Você aprenderá a amar a Bíblia. Você a levará consigo sempre à Escola Sabatina e ao culto de adoração. Quando você pegar um raio de luz, marque-o em sua Bíblia. Isto será sua experiência de construção de sua casa "numa pedra" e a chuva que desce e inundações e ventos que sopram não podem movê-la (cf. Mat. 7:15- 20, lição de 3ªF.).

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Estas idéias eu as colhi deste mesmo blog nas postagens que fizemos no 1º trim. De 2008. Para maiores pesquisas, no final da coluna da direita, clique em 2008, depois nos meses de janeiro, fevereiro e março, e terá todas as lições daquele trimestre.

Do irmão em Cristo, João Soares da Silveira

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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Lição 9 – Céu

A noção de que indivíduos entram no céu na morte, é largamente crida, apesar da descrição das escrituras de que haverá um cataclismo, um acontecimento corporativo universal. Os vislumbres do segundo advento que nos são dados envolvem multidões de seres inteligentes todos cientes dos acontecimentos. Não é próprio de Deus deixar o casamento do Seu Filho com a "noiva que se aprontou" (*Apoc 19:7) acontecer como uma corriqueira refeição celestial diária, como atividade costumeira. Um casamento, especialmente o Casamento do Noivo Celestial com Sua noiva, a igreja, indica uma celebração tal como unicamente a Divindade pode organizar.

Sem nenhum entendimento de um julgamento pré-advento, é lógico supor que uma elegibilidade da pessoa para o céu deva ser decidida na morte. Mesmo as pessoas que não têm nenhuma religião não podem aceitar isso, digno ou não, todo o mundo vai para o céu. Quase sempre, as condições imaginadas para se entrar no céu envolvem sacrifício pesado e negação. Este esforço deve captar a atenção de Deus que sentir-se-á melhor sobre a pessoa e o admitirá no céu.

Pare de Tentar Ganhar o Céu

Um mundo que entende mal o caráter de nosso amoroso Deus nunca pode acreditar que a experiência do céu possa começar aqui durante nosso tempo de vida terrena. Todas religiões pagãs creem que os deuses retêm as bênçãos até que suficiente sacrifício ou "obras" sejam demonstradas. Deus não necessita disto porque a cruz é a base da nossa salvação. Nós simplesmente cremos nelas pela fé. Até mesmo a fé é dom de Deus, assim esforço e mérito nunca são parte da equação. Porque a cruz é um fato histórico concluído, Deus pode outorgar as bênçãos do céu antes de nós realmente chegarmos lá (*fisicamente). Nossa lição usa dois de muitos textos para demonstrar que os benefícios existem aqui e mesmo agora: "Amados, agora somos filhos de Deus...” (1ª João 3:2) e, "... quem ouve a Minha palavra, e crê nAquele que Me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em julgamento, mas passou da morte para a vida" (João 5:24, ênfase adicionada). Quase todos os versos no primeiro capítulo de Efésios confirmam que o que Cristo realizou por nós na cruz já é nosso em Cristo.

Peça Fé

Há muitas maneiras pelas quais o crente pode experimentar o céu na terra, mas todas dependem de crer nas promessas de Deus pela fé. Ao ouvir o evangelho da cruz, a bênção mais imediata para o crente arrependido é paz. “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rom. 5:1).

Peça um Coração (*contrito) Para Entrar no Descanso

Israel repetidamente recusou entrar no descanso de Deus mesmo tendo sido prometido, "Irá a Minha presença contigo para te fazer descansar" (Ex. 33:14). Jesus repetiu isto: "Vinde a Mim, todos os que trabalham (*obram) e estão oprimidos, e Eu vos darei descanso" (Mat. 11:28, KJV). À margem (*da KJV) o termo "trabalho" é expandido, querer dizer "trabalho exaustivo".

"O descanso que foi oferecido aos filhos de Israel no deserto, é exatamente o mesmo descanso que Cristo oferece a toda humanidade,... por que então nem todas as pessoas têm descanso?—Pela simples razão de que, em geral, os homens não reconhecem a presença de Deus, nem mesmo Sua existência,... Isto mostra que a incapacidade geral para agradar a Deus, e então achar descanso, surge de incredulidade prática de que Ele existe" (O Concerto Eterno, págs. 283-284).

Quando os judeus pediram a Jesus, "que faremos para executarmos as obras de Deus"? (*João 6:28), repetiram a autoconfiança de seus antepassados no Sinai quando disseram: "Tudo que o Senhor tem falado, faremos" (*Êxodo 19:8, O Concerto Eterno, pág. 235). Jesus corrigiu-os: "A obra de Deus é esta, que creiais nAquele que Ele enviou” (João 6:29). Sua arrogância revelou que recusaram crer num Deus que faria a obra por eles. Em vez disso, eles insistiram em "obrar" exaustivamente sob "cargas pesadas” de feitura humana. Assim, eles não puderam entrar no descanso que Deus tinha preparado para eles.

Entre no Especial Descanso Sabático

O Senhor deu descanso a Adão no jardim (*do Édem) embora tenha lhe dado o encargo de "o guardar" (*Gên. 2:15). Seu trabalho não era tornar o jardim perfeito, mas manter a perfeição criada por Deus. O trabalho não é parte da maldição do pecado, mas a fadiga é. "Aquela perfeita, nova criação desapareceu—mas o descanso ainda permanece” (idem, págs. 308-309). O descanso que permanece, apesar da maldição, é o sábado do Senhor, o dia sétimo. Como Adão "guardando" o jardim, nós devemos "guardar" o dia de sábado que Deus criou e tornou santo. Não devemos criar um novo sábado, nem devemos fazê-lo santo. Deus já fez, abençoou, e santificou o sábado. Deus pediu somente que "guardemos" o sábado que Ele criou. Antes do pecado, os seres humanos não tiveram nenhum problema para entrar nesse descanso. Uma vez que a rebelião entrou, nada de bom veio naturalmente a esses cujas naturezas tinham se tornado más. Nada menos que uma nova criação era necessária.

"O sábado vem revelando Cristo, o Criador, como o suportador do peso ... É na cruz de Cristo que recebemos vida, (*e) somos feitos novas criaturas. O poder da cruz, portanto, é poder criativo. ... Agora podemos entender por que o sábado ocupa tão proeminente lugar no registro dos tratos de Deus com Israel... porque a guarda do sábado é o começo desse descanso que Deus prometeu a Seu povo na terra de Canaã... Esta é a herança do Senhor, agora é o tempo, hoje é o dia em que nós podemos entrar nele, porque Ele é a porção de nossa herança, e nEle temos todas as coisas” (idem., págs. 312-315).

Quer você viver como se já tivesse alcançado o repouso celestial? Peça que Deus lhe dê a mente de Cristo (*Fil. 2:5, KJV) para entrar no descanso do sábado durante a semana inteira. Isto não quer dizer inatividade, mas um descanso mental no Senhor para todas as necessidades, durante toda semana.

Encare as provações como "Ajudantes na Caminhada para Sião"

Mas alguém diz, "eu não me sinto tão descansado, tenho problemas, provações, e tentações." (*”Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse”, 1ª Pedro 4:12). Então o Senhor quer que nós estejamos tão bem familiarizados com as ardentes provas que, ... podemos dizer, 'bem, prazer em encontrá-la, dona provação; eu a conheço; vamos suportá-la. ... não estranhamos as ardentes provas "como se coisa estranha esteja acontecendo" a nós. Não devemos defrontá-las e tratar com elas como estranhas, mas como familiares; e não só isso, mas devemos vê-las como auxiliares em (*nossa) caminhada para Sião" (Alonso T. Jones, Boletim da Conferência Geral de 1893, Sermão de nº10, pág. 203).

--Arlene Hill


Tradução e acréscimos, marcados com asteriscos, de João Soares da Silveira

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Lição 8 — Descanso

Bem desde o principio, a criação e o descanso de Deus foram inseparavelmente ligados. Sabemos que Deus, que criou todas as coisas, foi chamado Jesus e que todas coisas foram criadas por Ele, para Ele e por Ele, "e Ele é antes de todas coisas, e todas as coisas subsistem por Ele" (Col. 1:17). "Ele estava no princípio com Deus. Todas coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada foi feito se fez" (João 1:2, 3).

Este mesmo Jesus prometeu a Moisés e ao povo de Israel, "Irá a Minha presença contigo para te fazer descansar" (Ex. 33:14). Esta é a mesma promessa registrada em Mateus 11:28: "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei” (*“Vos darei repouso”, KJV).

"Mas Deus sempre esteve e está presente em toda parte; por que então nem todas as pessoas têm descanso? Pela simples razão que, em geral, os homens não reconhecem Sua presença, nem mesmo Sua existência". ... Romanos 1:20 torna isso claro que é como Criador que Deus Se revela; o fato de que Ele cria O marca como o Deus auto-existente, e O distingue de todos os deuses falsos1.

"O nosso socorro está no nome do Senhor, que fez céu e terra" (Salmo 124:8). Agora, desde que descanso é achado só na presença de Deus, e Sua presença é, verdadeiramente, conhecida e apreciada somente pelas Suas obras, é evidente que o descanso prometido deve ser muito proximamente ligado com a criação2.

O descanso e a herança sempre são juntamente associados na promessa (Deut. 12:8-16). Eles sempre associaram-se porque são a mesma coisa. Nossa herança é descanso (3:18, 20). David corretamente amplia nosso entendimento em Salmo 16:5, 6: "O Senhor é a porção da minha herança e do meu cálice; Tu sustentas a minha sorte. As linhas3 caem-me em lugares deliciosos; sim, coube-me uma formosa herança". Ele é tanto nosso descanso como nossa herança; tendo-O, nós temos tudo. Ele é também "O SENHOR, JUSTIÇA NOSSA" (Jer. 23:6, 7; 33:16). O Senhor, nosso descanso do pecado.

Ainda com todo o poder do universo à sua disposição, o povo de Israel não entrou no descanso de Deus. Hebreus 4:1-11 expõe a história deles, e, o que fizeram, estamos em alto risco de o fazer também. “Vemos que não puderam entrar por causa da sua incredulidade”4. Eles não creram no evangelho que foi pregado a eles porque não associaram o que eles ouviram com a fé. Eles não acreditaram nele—eles não o aceitaram—eles não entraram no descanso de Deus.

Aqui vemos um paralelo com a nossa própria recente história em 1888. O Senhor, na Sua grande misericórdia trouxe uma mui clara apresentação do evangelho ao Seu povo5—Eles não aceitaram a mensagem—eles não creram nela. Como vimos, incredulidade previne a pessoa de entrar no descanso de Deus—exatamente como o antigo povo de Israel. É um princípio.

O fato de que eles "não puderam entrar por causa da sua incredulidade" mostra que teriam entrado (*no descanso, isto é, na terra prometida) se tivessem crido; e o fato de que aquele perfeito descanso estava pronto para eles, é demonstrado mais adiante pela declaração (*de que), "as obras estavam acabadas desde a fundação do mundo"6.

O descanso que é prometido é o descanso de Deus. “Este descanso incomparável é o que Deus deu ao homem no começo. "E tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no jardim de Éden para o lavrar e o guardar" (Gen. 2:15). ‘Éden’ significa delícia, prazer; o jardim de Éden é o jardim de prazer; a palavra hebraica que neste lugar é traduzida como "pôs" é uma palavra que significa descanso; ... portanto Gênesis 2:15 pode ser assim traduzido: "E o Senhor Deus tomou o homem, e o fez repousar no jardim de prazer para o lavrar e o guardar"7.

Adão entrou no descanso, porque entrou na perfeita obra de Deus acabada. Ele foi a obra prima de Deus, criado em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou, para que andasse nelas, Efésios 2:10. "A obra de Deus é esta: que creiais" (João 6:29), e era unicamente pela fé que Adão podia gozar a obra de Deus e compartilhar Seu descanso; pois tão logo Adão descreu de Deus, acatando a palavra de Satanás, ele perdeu tudo. "Porque nós os que temos crido, entramos no repouso,” porque “Esta é a obra de Deus, que creiais". As duas declarações são idênticas em significado, porque a obra de Deus, que é nossa pela fé, é uma obra acabada (*completada), e, portanto, entrar nessa obra é entrar no descanso.

Deus fez a obra (*da criação da terra) e colocou Adão em posse dela, com instruções para guardá-la—isto ele fez enquanto manteve a fé.

É impossível para o homem guardar o sábado do Senhor sem fé porque o "justo viverá por fé". O descanso sabático é um descanso espiritual, de modo que descanso físico à parte de descanso espiritual não é guarda do sábado de modo algum. O descanso sabático é muito mais que uma soneca.

Mantenha isto em mente que, conquanto o dia de sábado seja o sétimo dia da semana, o descanso, que o dia de sábado traz à compreensão, é contínuo8. Quando Jesus clamou, "está consumado," anunciou que, pela Sua cruz podiam ser obtidas as perfeitas obras de Deus, que foram acabadas desde a fundação do mundo.

"E ouvi outra voz do céu dizendo, 'Sai dela, povo Meu’” (Apoc. 18:4); e "Vide a Mim,... e Eu vos aliviarei (Mat. 11:28) (*“e vos darei descanso," KJV e NVI). "Aqui estão os que entraram no descanso de Deus pela Sua fé—os que creram nEle quando disse, 'está consumado’" (paráfrase de Apoc. 14:12).

E no dia sétimo Jesus descansou de toda Sua obra.

—Daniel Peters

Tradução e acréscimos, marcados com asteriscos, de João Soares da Silveira.

Notas 3, 4 e 5 são do tradutor:

1) Ellet J. Waggoner, O Concerto Eterno, capítulo 38, páginas 283 e 284;

2) Idem, pág. 284;

3) O termo hebraico para “linha” é Chabalim, “Trena (*fita métrica) usada para medição de terreno” (Comentário Bíblico, vol. 3 da série SDABC, pág. 665); Com ela as terras, na divisão, foram medidas

4) Hebreus 3:19. E no cap. 4, vs. 6 e 11, esta incredulidade sinônimo de desobediência. Leia o cap. 4: 1-11, indicado pelo pastor Daniel na frase anterior; “A falta de fé deles, demonstrada pela desobediência, tornou impossível que entrassem (*na terra prometida). ... O fracasso da parte de alguns cristãos para entrarem noprometido ‘descanso’ da alma (veja 4:11). Esta é a lição delineada pelo autor (*Paulo) da experiência do antigo Israel (Veja 4:1)” Comentário Bíblico, vol. 7 da série SDABC, pág. 416.

“A história do antigo Israel é um exemplo frisante da passada experiência dos adventistas. Deus guiou Seu povo no movimento adventista, assim como guiara os filhos de Israel ao saírem do Egito. No grande desapontamento fora provada a sua fé, como o foi a dos hebreus no Mar Vermelho. Houvessem ainda confiado na mão guiadora que com eles estivera em idos na obra em 1844, tivessem recebido a mensagem do terceiro anjo, proclamando-a no poder do Espírito Santo, o Senhor teria poderosamente operado por seus esforços. Caudais de luz ter-se-iam derramado sobre o mundo. Haveria anos que os habitantes da Terra teriam sido avisados, a obra final estaria consumada, e Cristo teria vindo para a redenção de Seu povo.

"Não foi a vontade de Deus que os filhos de Israel vagueassem durante quarenta anos no deserto: desejava Ele levá-los diretamente à terra de Canaã e ali os estabelecer como um povo santo, feliz. Mas "não puderam entrar por causa da sua incredulidade". Heb. 3:19. Por sua reincidência e apostasia, pereceram os impenitentes no deserto, e levantaram-se outros para entrarem na Terra Prometida. Semelhantemente, não era a vontade de Deus que a vinda de Cristo fosse tão demorada, e que Seu povo permanecesse tantos anos neste mundo de pecado e tristeza. A incredulidade, porém, os separou de Deus. Como se recusassem a fazer a obra que lhes havia designado, outros se levantaram para proclamar a mensagem. Usando de misericórdia para com o mundo, Jesus retarda a Sua vinda, para que pecadores possam ter oportunidade de ouvir a advertência, e encontrar nEle refúgio antes que a ira de Deus seja derramada.” O Grande Conflito, págs. 457 e 458.

Sobre a recepção da mensagem do terceiro anjo, que acima sublinhamos, é bom salientar que refere-se à rejeição da mensagem de 1888. “Várias pessoas me escreveram perguntando se a mensagem da justificação pela fé é a mensagem do terceiro anjo, e respondi-lhes: "É verdadeiramente a mensagem do terceiro anjo." Review and Herald, 1º de abril de 1890. Evangelismo, pág. 190, 7º §.

5) Veja Testemunhos Para Ministros, pág. 91 em diante: “Em Sua grande misericórdia, enviou o Senhor uma mui preciosa mensagem a Seu povo por intermédio dos Pastores Waggoner e Jones. Esta mensagem devia pôr de maneira mais preeminente diante do mundo o Salvador crucificado, o sacrifício pelos pecados de todo o mundo. Apresentava a justificação pela fé no Fiador; convidava o povo para receber a justiça de Cristo, que se manifesta na obediência a todos os mandamentos de Deus. ...” Leia até o final do capítulo;

6) Ellet J. Waggoner, O Concerto Eterno, capítulo 40, pág. 305. Heb. 4:3, ú. p.

7) Idem, pág. 306;

8) Op. cit., capítulo 41, pág. 312;

Em inglês você pode ler os capítulos de O Concerto Eterno on-line:

O capítulo 38 - http://1888mpm.org/book/38-promises-israel-promised-rest-part-1-2;

O cap. 39 em http://1888mpm.org/book/39-promises-israel-promised-rest-part-2-2;

O capítulo 40, part-1-2 em http://1888mpm.org/book/40-promises-israel-another-day

O cap. 41 em http://1888mpm.org/book/41-promises-israel-another-day -part-2-2

(*Em breve teremos este livro, O Concerto Eterno, de Waggoner, um dos mensageiros de 1888, traduzido e impresso em português. Já estamos na fase final de tradução do mesmo. Mantenha contato conosco).