sexta-feira, 11 de março de 2011

Lição 11 — Libertação dos Vícios, por Todd Guthrie

Para a semana de 6-12 março de 2011

Comportamentos aditivos são uma tentativa de satisfazer nossas maiores necessidades internas com uma "correção" temporária. Se o vício é uma droga, uma atividade ou um processo de pensamento, a via final é o sentimento de satisfação ou prazer derivado de uma liberação de moléculas em nossos cérebros. A dopamina1 é uma molécula, ou neurotransmissor2 que ativa o centro de recompensa/prazer do cérebro. Um outro neurotransmissor, a serotonina3, contribui para a sensação de bem-estar e é considerado o "hormônio da felicidade".

No entanto, neuropsicólogos entendem que os vícios são fundamentalmente incapazes de manter a satisfação. Os mecanismos de retro alimentação interna embutida no nosso cérebro amortecem os efeitos positivos para que nunca alcancem o mesmo nível de satisfação, sem mais e mais da dopamina e/ou serotonina liberando substância ou atividade. Isso é literal e espiritualmente uma experiência sem saída .

Que profundas necessidades estão os vícios tentando, mas falhando, em atender? Acontece que somos projetados, literalmente, equipados com fios, para sermos conectados com os outros em um nível profundo. Uma das partes mais profundas do nosso cérebro é o núcleo accumbens4, sobre os quais a dopamina e a serotonina exercem uma grande influência, e a partir do qual um sentido fundamental de dor deriva se nossas necessidades de conexão não são satisfeitas.

"Como seres humanos, fomos criados para o relacionamento com Deus e com os outros. Se, por algum motivo, de repente, ou lentamente, não podemos experimentar sermos ligados a Deus e muitas outra pessoas, sentimos isto como uma espécie de dor profunda. Esta dor é descrita às vezes como um sentimento de solidão, indignidade ou insignificância, ou de (*uma parte de nós) ser amputada — pelo menos em parte "(citado no site:

http://www.12accede.org/layers_and_attachment-3.pdf).

O pecado cortou Adão e sua posteridade (isto é, nós) do íntimo relacionamento com Deus para o qual fomos criados. Isto teve consequências neurofisiológicas devastadoras para o cérebro humano. Jesus, então, entrou no fosso e construiu uma ponte sobre o abismo, para que pudéssemos reconhecer a verdadeira causa da nossa dor (não iniciada por Deus!), e recuperar a eterna satisfação de ser reconciliado com Deus e nossos semelhantes.

Quando Jesus clamou: "Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?" (Mat. 27:46), Ele estava experimentando o resultado final dessa divisão ao ser Ele "cortado" por toda a humanidade (mas não para Si mesmo, Daniel 9:26: "Em meio à escuridão horrível, aparentemente abandonado por Deus, sorvera Cristo as derradeiras fezes da taça da miséria humana .... Pela fé Ele descansou nAquele em quem Se deleitava sempre em obedecer E na medida que, em submissão, Ele Se confiava a Deus, o sentimento da perda do favor do Pai se desvanecia. Pela fé Cristo foi vitorioso" (Ellen White, O Desejado de Todas as Nações, página 756).

Em Seu clamor, e na Sua vitória, através da fé, vemos tanto a causa como a solução para o problema do pecado e os vícios que tentam suprir nossas maiores necessidades.

É por isso que a humanidade de Cristo é tudo para todos nós "viciados em pecado:" Em pé à sombra da cruz do Calvário, a inspiração do seu amor enche o nosso coração. Quando olhamos para Aquele que os nossos pecados trespassaram, a inspiração do alto vem sobre nós, e essa inspiração pode vir sobre cada um de vós através do Espírito Santo. A menos que você receba o Espírito Santo, você não pode ter o amor de Deus na alma, mas através de uma ligação viva com Cristo, somos inspirados pelo amor, zelo e seriedade .... ao Cristo iluminar nossas almas, Ele dá luz e vida .... Se estamos conectados com a luz, vamos ser canais de luz, e em nossas palavras e obras deveremos refletir luz para o mundo. Aqueles que são verdadeiramente cristãos, se agarram à corrente de ouro que liga a terra ao céu, que liga o homem finito ao Deus infinito. A luz que resplandece no rosto de Jesus, brilha nos corações de seus seguidores, para a glória de Deus” (Ellen White, Review and Herald, de 27 de setembro, 1892).

Encontrar Aquele que atenda a nossa maior necessidade é a maneira mais eficaz de lidar com os vícios:

"Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós eis a maior e mais urgente de todas as nossas necessidades .... Nosso Pai celeste está mais disposto a dar Seu Espírito Santo àqueles que Lho peçam, do que pais terrenos o estão a dar boas dádivas aos Seus filhos . Cumpre-nos, porém, mediante confissão, humilhação, arrependimento e fervorosa oração, cumprir as condições estipuladas por Deus em Sua promessa para conceder-nos Sua bênção. Só podemos esperar um reavivamento em resposta à oração" (Ellen White, Mensagens Escolhidas, volume 1, página 121).

"Há um trabalho abençoado para cada um de nós fazer, mas não podemos realizá-lo como deveríamos, se não estivermos em correta relação direta com Deus. Em nossa imperfeição de caráter, em nossa grande necessidade e desamparo, devemos chegar ao pé da cruz, e ao a luz brilhar em nossos corações do Calvário, seremos capazes de revelar aos outros o grande plano da redenção "(Ellen White, Review, and Herald, de 28 de janeiro de 1890).

Ao invés de "reforçar nossa autoestima", na tentativa de evitar a recaída, nós humildemente confessamos nossa grande necessidade e convidamos Deus para o acesso a nossas mentes, Ele poderá então trabalhar através do nosso lobo frontal para realmente mudar a fiação em nossos cérebros! Ocorrerá então uma nova experiência, uma nova vida, um renascimento. O amor de Deus por nós é apreciado à luz da cruz, e muda-nos à medida que flui através de nós para os outros. Tornamo-nos verdadeiramente satisfeitos. Ele cura e corrige os nossos "intrincados" mecanismos de dependência." Esta é a "ajuda profissional", de que mais precisamos!

Como isso acontece?

Há uma ligação íntima entre o nosso mais elevados centro de raciocínio (o córtex pré-frontal do lobo frontal) e o núcleo accumbens. Essas áreas têm uma forte influência, com prováveis efeitos estruturais, uns sobre os outros. Em outras palavras, precisamos de uma nova experiência com a Palavra de Deus, se mudanças práticas em nosso cérebro, e, assim, em nossas vidas devam ser vistas.

"O conhecimento de Deus, que opera a transformação do caráter, é a nossa grande necessidade. Se cumprirmos o Seu propósito, deverá haver em nossas vidas uma revelação de Deus, que corresponda aos ensinos de Sua Palavra" (Ellen White, Testemunhos Para a Igreja, volume 8, página 329).

"Quando um homem que passou toda a sua vida sem Deus, se une a Ele, e a vida de Deus se torna a sua vida, a força de Deus torna-se sua força, a sabedoria de Deus se torna sua sabedoria, então, não tem ele a capacidade que ele não tinha antes? e não foi essa capacidade dada a ele para usar? Quando ele recebeu Deus, e tem Cristo habitando no interior, a própria vida de sua vida, sua força, sua sabedoria, ele não tem um poder, uma sabedoria, intelecto, — capacidade de toda espécie, — que irá torná-lo mais do que ele nunca poderia ter sido sem Cristo? Então você não vê — é tão simples como o ABC, — que o homem que professa ser um cristão, e não faz mais sucesso nesta vida do que antes, não tem o cristianismo? Ele está enganando a si mesmo por uma mera profissão exterior do evangelho, e está simplesmente roubando a si mesmo o que lhe pertence neste mundo e no próximo "(A. T. Jones, na revista "The Bible Echo," pág. 221).

"Para dar a um homem tudo o que Deus tem e ele ainda permanecer o homem que ele é, seria uma coisa terrível. Por isso nada é para nós que Deus nos dê tudo o que tem, a menos que Ele nos dê aquilo que Ele é, a menos que Ele nos dê a Si mesmo. Portanto, quando Ele nos dá aquilo que Ele é, dando-nos a Si mesmo, Seu caráter, Sua natureza e Sua disposição, então nós podemos usar o que Ele é, bem como o que Ele tem, em seu medo e para a Sua glória. (AT Jones, Boletim da Conferência Geral de 1893, de 1º de marco de 1893, página 438).

Temos literalmente que ser refeitos, recriados à imagem de Deus através de Cristo:

"Pois, já que Cristo padeceu por nós na carne, armai-vos também vós com esta mesma mente, que Aquele que padeceu na carne já cessou do pecado; para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus .... Mas o fim de todas as coisas está próximo; portanto, sede sóbrios e vigiai em oração. E, acima de tudo, tende ardente amor entre vós, pois ‘o amor cobre uma multidão de pecados" (1 Pedro 4:1-8, KJV).


- Todd Guthrie

O irmão Todd Guthrie, é um médico adventista, membro da Mesa administrativa do Comitê de Estudos de Mensagem de 1888. Ele é ancião na sua igreja adventista local, e constantemente está envolvido em organizar e executar programas musicais para acontecimentos importantes da Igreja Adventista nos EUA e em outros países. Ele, sua esposa Patti e outros membros da família, sempre aparecem no canal de televisão adventista Three Angels Broadcasting Network [Canal de Televisão Três Anjos] com música tanto vocal quanto instrumental. Sua esposa Patti Guthrie é uma adventista de berço. É esposa, mãe e professora dos próprios filhos. Ela é estudante da Bíblia, escritora e musicista. Faz parte do comitê de música para leigos adventistas.

Notas do tradutor:

1) A dopamina é um neurotransmissor, precursor natural da adrenalina e da noradrenalina. Tem como função a atividade estimulante do sistema nervoso central.

A dopamina também está associada ao Mal de Parkinson (escassez na via dopaminérgica nigro-estriatal) e à Esquizofrenia (desbalanceamento com excesso na via dopaminérgica mesolímbica e escassez na via mesocortical).

A dopamina está por trás da dependência do jogo (inclusive eletrônicos), sexo, do álcool e de outras drogas (Wikipédia);

2) Neurotransmissores são substâncias químicas produzidas pelos neurônios, as células nervosas. Por meio delas, podem enviar informações a outras células. Podem também estimular a continuidade de um impulso ou efetuar a reação final no órgão ou músculo alvo (Wikipédia);

3) A serotonina é um neurotransmissor, isto é, uma molécula envolvida na comunicação entre neurônios. Esta comunicação é fundamental para a percepção e avaliação do meio e para a capacidade de resposta aos estímulos ambientais. Diferentes receptores detectam este neurotransmissor, envolvido em várias patologias (Wikipédia);

A Serotonina A Serotonina é um neurotransmissor que conduz a transmissão de um neurônio para outro. É um composto orgânico encontrado primeiramente no sangue, mas é amplamente encontrado em toda natureza, assim como em outras partes do corpo além do sangue. Também foi encontrado Serotonina em picadas de vespa, no veneno do escorpião e em uma variedade de alimentos, tais como abacaxi, banana ameixas, nozes, peru, presunto, leite e queijo. Além disso, a serotonina tem sido encontrada no intestino humano, plaquetas e cérebro (Psiqweb);

4) Núcleo accumbens é uma estrutura cerebral ligada à sensação do prazer. Seu nome deriva de seu formato curvado apresentado em secções coronais do cérebro humano, se assemelhando a um cavalo-marinho (Grego: hippos = cavalo + kampi = curva). Localiza-se próximo ao hipocampo que é uma estrutura localizada nos lobos temporais do cérebro humano, considerada a principal sede da memória (Wikipédia);

5) Citado no site: http://www.12accede.org/layers_and_attachment-3.pdf.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Lição 10, Inveja, por Jerry Finneman


Para a semana de 27 de fevereiro a 05 de março de 2011



Muitos termos bíblicos são usados em mais de uma maneira. Indignação, por exemplo, é usado de duas maneiras: como justa e como injusta. Assim é com inveja1, (*ou o sinônimo ciúme). Há uma inveja que é certa, e outra que é má. A má inveja é motivada pelo egoísmo, a boa inveja (*ou zelo) é motivada pelo amor. Considere primeiro um exemplo de justa inveja. “O nome do Senhor é Zeloso. [Ele] é um Deus zeloso” (Êxodo 34: 14, Alm. Fiel e KJV). Seu nome é o que Ele é. Na Bíblia, o termo "inveja" é usado também em referência a Deus. No segundo mandamento. O ciúme de Deus se manifesta de duas maneiras. Na primeira, ele adverte: "visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que Me odeiam" (Êxodo 20:5). Na segunda Deus diz, “faço misericórdia a milhares [de gerações] dos que Me amam e aos que guardam os Meus mandamentos” (v. 6).

Alguns acham que Deus é injusto. Eles pensam que Ele pune arbitrariamente filhos pelos pecados de seus pais. Este conceito é baseado na ignorância do verdadeiro significado do mandamento. Deus diz que se um pai "gerar um filho que veja todos os pecados que seu pai fez e, vendo-os, não cometer coisas semelhantes ... o tal não morrerá pela iniquidade de seu pai; certamente viverá ... não levará o filho a iniquidade [a culpa] do pai" (Ezequiel 18:14, 17 e 19).

A "visitação" pelos pecados não inclui punição, senão apenas sobre aqueles que cometem os mesmos pecados que seus pais. Aqueles que receberem a graça de Deus serão libertados, mesmo nesta vida presente, de tendências pecaminosas herdadas de seus pais. A pergunta que devemos fazer é esta: Por que o segundo mandamento abrange apenas um número limitado, terceira e quarta geração, daqueles que odeiam a Deus? É porque o pecado é auto-destrutivo. Os que odeiam a Deus, no sentido mais amplo do termo, seriam inteiramente eliminados em três ou quatro gerações. Deus diz: "Todos aqueles que Me odeiam amam a morte" (Provérbios 8:36). Nosso mundo pode muito bem estar se aproximando dessa condição.

A geração perversa que estiver viva quando Jesus voltar será tão violenta como foi a última geração dos antediluvianos dos dias de Noé, "toda a imaginação dos pensamentos do seu coração era só má continuamente" (Gênesis 6:5). Estes foram os descendentes de Caim que, em seu ciúme pecaminoso para com seu irmão Abel, o matou por causa de sua justiça baseada na fé (Hebreus 11:4; 1ª João 3:12). A inveja de Caim foi a que recebeu daquele no qual a forma do mal da inveja surgiu - a antiga serpente, o diabo.

O espírito mal do ciúme e da inveja, juntamente com o orgulho e o desejo de buscar grandes coisas para si mesmo, veio de dentro do coração de Lúcifer. Ele gabou-se orgulhosamente, "acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono" (Isaías 14:13). Ele cobiçava um lugar mais alto do que qualquer outra pessoa, incluindo Deus. Lúcifer desejava governar os anjos de Deus. Seu ciúme e inveja o levaram a cobiçar o que não era seu. Ele foi expulso do céu, mas sua inveja só aumentou.

Quando Deus disse a Seu Filho, ‘Façamos o homem à Nossa imagem’ (Gên. 1:26), Satanás teve ciúmes de Jesus. Ele desejava ser consultado sobre a formação do homem, e porque não o foi, encheu-se de inveja, ciúmes e ódio. Ele desejou receber no céu a mais alta honra depois de Deus" (Ellen G. White, Primeiros Escritos, pág. 145).

Através dos séculos, o diabo tem inspirado sua própria inveja e ciúme insano nos corações humanos. Essas emoções causaram os principais sacerdotes a entregar Jesus a Pilatos até a morte (Mateus 27:18). A inveja e o ciúme são também assassinos. As mulheres podem olhar para outras mulheres com raiva e ódio por inveja de casas melhores, roupas na moda, ou habilidades culinárias superiores. Um homem pode elogiar o carro novo de um companheiro enquanto pensa: "Vou lhe mostrar. Vou comprar um melhor." Mesmo as crianças pequenas se tornam invejosas de brinquedos e jogos de coleguinhas.

Saul tinha ciúmes de Davi. Os irmãos de José tinham inveja dele. José nasceu em uma família onde a inveja e a discórdia "perturbação e toda obra perversa" (Tiago 3: 16) prevaleceram. As duas esposas de Jacó eram naturalmente invejosas uma da outra. As duas concubinas não contribuíam para a felicidade da família. Os filhos das uniões antinaturais e desiguais eram ciumentos, egoístas, invejosos, briguentos, cruéis, vingativos e brutais uns com os outros. José, desde cedo privado do carinho de sua mãe, poderia, naturalmente, ter esperado crescer como seus irmãos. Em vez disso, sua vida do início ao fim apresenta um contraste direto com a deles em quase todos os particulares. Os irmãos de José cresciam cada vez mais ciumentos e zangados com ele, até que estiveram prontos para tirar sua vida. Por que os irmãos de José o odiavam assim? Foi porque eles ficaram com inveja do favor que lhe fora mostrado por seu pai. Além disso, sua vida pura foi uma repreensão aos seus maus caminhos. Seu ciúme para com José levou primeiro a conspirarem para matá-lo, em seguida, para se livrarem dele, vendendo-o como escravo.

Cerca de vinte anos depois de José ser vendido como escravo, houve uma grande fome em Canaã. Os irmãos de José foram obrigados a viajar duas vezes para o Egito, onde José era agora administrador-chefe, para se obter alimento. Na primeira viagem, José, a quem não reconheceram, ordenou-lhes que trouxessem Benjamim com eles em seu retorno. Depois de evitarem um retorno pelo maior tempo possível, os irmãos foram forçados a fazer uma segunda viagem. Chegando ao Egito, eles foram enviados por José para um banquete. Quando a comida foi servida, Benjamin recebeu cinco vezes mais do que qualquer um dos outros irmãos (Gênesis 43:34). José esperou observando para ver se eles ainda estavam motivados pela inveja, porque eles achavam que ninguém entendia a língua que eles falavam livremente entre si. A conversa não mostrou nenhum sinal de inveja ou ciúme. José estava satisfeito. Tomado pela emoção, ele chorou, ao que se seguiu uma reunião de família!

Durante anos, os irmãos mais velhos de José passaram por momentos difíceis, sobretudo porque viam seu pai sofrer profundamente com a perda de seu filho José. Em seus momentos de desespero, escuridão e depressão, Deus operou em seus corações ciumentos. Eles se renderam a Ele, e Ele os livrou das suas tendências herdadas e cultivadas para a inveja e o ciúme.

Deus estava com zelo também, mas era para a salvação dos irmãos de José. Na verdade, este Seu ciúme foi a salvação deles. E é a nossa também. Paulo escreveu sobre esse zelo de Deus: "Estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (2ª Coríntios 11:2). Deus é zeloso para a glória e felicidade de Seu povo. Ele deseja que suas mentes sejam claras, suas almas purificadas, e suas vidas prolongadas eternamente. O ciúme de Deus é um amor intenso que odeia tudo o que prejudica ou destrói o Seu povo. Ele tem ciúmes de você!


—Jerry Finneman

O irmão Geraldo L. Finneman é um pastor adventista, já tendo atuado nos estados de Michigan, Pensilvânia e Califórnia nos EUA. Ele prepara materiais para encontros evangelísticos, incorporados com os conceitos das Boas-Novas da Mensagem de 1888 de Justificação pela fé. Além de pastor da IASD ele também já foi presidente do Comitê de Estudos da Mensagem de 1888. Já há alguns anos não me encontro com ele mas me parece que, devido à idade, está para, ou, já se aposentou, mas ouvi dizer que continua trabalhando por boa parte do dia, atualmente na área de Battle Creek, a cidade que abrigava a antiga sede da igreja. Há um excelente livro escrito por ele, "Christ in the Psalms” [Cristo nos Salmos], infelizmente não está traduzido para o português.

Nota do tradutor:

1) Segundo Caldas Aulete, Inveja e ciúme são sinônimos. Igualmente zelar é ter ciúmes de alguém, ou mostrar ciúmes por alguém.

Lição 10, Inveja, por Carol A. Kawamoto

Para a semana de 27 de fevereiro a 05 de março de 2011

"Duro como a sepultura [é] o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo" (Cantares de Salomão 8:6).

No caso mais famoso de assassinato premeditado de todos os tempos — em todo o universo — a inveja foi a principal motivação. Em querer ser "como o Altíssimo" (Isaías 14:14), Lúcifer na verdade queria matar a Deus e tomar seu lugar como governante do universo. Ele provou isso ao crucificar o Filho de Deus. O que era a princípio ciúme tornou-se ódio, e ódio é sempre assassinato em essência. Pelo menos, a semente está lá.

A Bíblia nos dá exemplo após exemplo da parte que a inveja exerce em determinar o resultado de grandes acontecimentos, mas em toda essas histórias há um tema comum — o ciúme nunca "vence", mas é dominado para sempre.

Há um homem na Bíblia que poderia ter cometido o pecado imperdoável, mas graças a Deus ele não o fez. Se tivesse feito, teria sido muito espetacular, pois teria repetido na terra o pecado de Lúcifer no céu — invejar a Cristo. O pecado de Lúcifer contra Cristo, tornou-se para Satanás, o pecado contra o Espírito Santo (cf. Isaías 14:12-19;.. Ezeq. 28.12-19). O homem que foi tentado, mas venceu foi, João Batista, o novo "Elias." Ele resistiu ao teste. Os discípulos de João, mesmo zombaram dele:"Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tu deste testemunho, ei-lo batizando e todos vão ter com ele!" (João 3:26). Mas João respondeu: "Aquele que tem a noiva é o noivo; mas o amigo do noivo, que lhe assiste e o ouve, regozija-se muito com a voz do noivo. Assim, pois, este meu gozo está cumprido" (vs. 29). João foi recompensado por seu fiel testemunho na Bíblia, e o grande dia ainda está por vir.

José esteve ao lado dos mais jovens dos velhos irmãos, filhos de Jacó, provavelmente até por volta dos17 anos de idade, quando sua vida foi violentamente transtornada. Seus dez irmãos mais velhos eram a verdadeira igreja daquela época, eles eram os "Israel" do mundo de então, os escolhidos de Deus para constituírem a futura nação de Israel, e eles rejeitaram José e o odiaram. (Há algumas pessoas que atualmente se sentem rejeitados pela verdadeira igreja de hoje!). Enviado em uma missão de auto-sacrificio para ajudar seus dez irmãos mais velhos, José, de repente viu-se o objeto de seus sentimentos amargos de inveja, quando o agarraram e o jogaram, desamparado, em uma cova, solitário, com fome, provavelmente machucado, quando os irmãos se sentaram para desfrutar de uma refeição, possivelmente trazida da casa do pai por José. Então seus irmãos cruelmente o venderam como escravo para alguns comerciantes pagãos, pensando, naturalmente, que nunca mais iriam vê-lo novamente. (Foi o seu ódio de "justificação pela fé" que os motivou a fazer este ato horrível!) Conhecemos o "resto da história", como nos é relatado no Gênesis.

Ellen G. White testemunhou em 1888, na Sessão da Conferência Geral, a força dos resultados de ciúmes quando o "Espírito de Deus foi insultado":

"Vocês não podem dizer o quanto me dói ver alguns de nossos irmãos tomando um curso que eu sei que não é agradável a Deus. Eles estão cheios de ciúmes e más suspeitas, e estão sempre prontos a mostrar de que maneira eles diferem dos pastores [A. T.] Jones ou [E. J] Waggoner. ... Nunca poderei esquecer a experiência que tivemos em Minneapolis, ou as coisas que me foram então reveladas em relação ao espírito que controlava os homens; as palavras ditas, as ações feitas em obediência aos poderes do mal. ... As palavras e as ações de cada um que participou deste trabalho vão ficar registradas contra eles, até que façam uma confissão dos seus erros. Aqueles que não se arrependerem de seus pecados irão, se as circunstâncias permitirem, repetirão as mesmas ações . ... Eu sei que naquele tempo o Espírito de Deus foi insultado" (Carta de 19 de setembro de 1892, da Austrália, a Urias Smith, e se encontra no The Ellen G. White 1888 Materials, Materiais de Ellen G. White sobre 1888, vol. 3, págs. 1042, 1043, ênfases acrescidas).

Antes, naquele mesmo ano (30 de agosto), ela também escreveu a Uriah Smith: "Não conheço nenhum pecado maior, aos olhos de Deus, do que acalentar inveja e ódio de irmãos, e virar as armas de guerra contra eles." (*E linhas antes ela disse:) "Há muitas pessoas que são tão cegas como os judeus nos dias de Cristo" (ibidem, pág. 1011).

O Senhor é um Deus zeloso, Êxodo 20:5, Ele tem um tremendo Auto-respeito, (*e está) determinado a não deixar os judeus crucificarem a Cristo novamente, e também determinado a não deixar Sua gloriosa manifestação do Espírito Santo na chuva serôdia ser "insultada" novamente. Quando Laodicéia oferece sua própria oferta de justiça, orgulhosa de seu altar (*ao dizer) "estou enriquecido (aumentado com mercadorias, KJV), e de nada tenho falta" (*Apoc. 3:17), quando na realidade, ela é, de todas as sete igrejas da história, a mais "desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu", Ele vai tratar a oferta dela como Ele tratou a oferta de Caim — simplesmente Se afasta até que ela se deteriore e torne-se lixo e tenha de ser descartada longe. O Senhor não vai aceitar a oferta dos que optam por permanecerem orgulhosos e auto-suficientes.

"O ciúme de Deus foi completamente alheio à dignidade egoísta humana e possessividade. Deus estava com ciúmes de Seus filhos, porque eles foram atrás de deuses que não eram nada. Deuses falsos onde o encanto sedutor do inimigo seduziu até a destruição. Waggoner disse sobre o ciúme de Deus: "Em vez de bajular e encolher-nos de medo ao pensarmos que Deus é um Deus zeloso, devemos sim nos rejubilar com grande alegria, pois nos assegura que Aquele que é o Todo-Poderoso vai nos proteger efetivamente das artes do inimigo astuto, que seduz, a fim de destruir." O ciúme de Deus, longe de ser algo a se temer, era uma garantia de que Deus faria com que o seu povo ficasse firme no meio de uma geração idólatra" (Paul E. Penno, em O Calvário no Sinai, pág. 364).

Idolatrar qualquer pessoa é quebrar o primeiro mandamento. Adão idolatrou sua, bonita e charmosa mulher, Eva; colocou-a em primeiro lugar e levou-nos a todos a uma pecaminosa idolatria. A idolatria de Laodicéia hoje causa náuseas a Jesus1 (Apoc. 3: 16), mesmo que o rol de membros da igreja suba aos bilhões. Por que é Ele tão zeloso de quem é o nosso "ídolo"?

A honesta verdade é que Ele deu-Se a Si mesmo para o inferno, morreu a nossa segundo morte em nosso lugar, esvaziou-Se de Seu último suspiro — por nós, para nos salvar da ruína total. Isto causa nÊle ânsias de vômito (*embrulha Seu estômago) quando nos filiamos à "grande multidão" que se reúnem perante Ele, enquanto eles banalizam a sua devoção a Ele. Qualquer marido, honesto e amoroso, vai ficar com inveja, se sua esposa o estiver traindo.

Esta hipocrisia vem acontecendo há muito tempo, desde Lucas 14, e permeia a igreja de Cristo dos últimos dias. Será que faz sentido que Ele, finalmente, vai ser firme e exigir que escolhamos um lado ou outro?

Sim, olhe logo para o mais estranho julgamento já visto neste planeta desde que o pecado começou. A multidão de Lucas 14 nunca sonhou que em poucas semanas eles seriam empurrados para exigir a crucificação de Cristo. Silenciosamente, como o ladrão que vem à meia-noite, o teste final nos alcançará. Nós vamos determinar quem é o número um em nossos corações. Nós podemos nos enganar a nós mesmos com a idéia de que estamos recebendo o céu na terra, e acabar encontrando um inferno.

É hora de deixar que o Senhor tenha tudo o que há de nós; partilhe a cruz de Jesus com Ele (que, você sabe, é onde nós pertencemos,). "Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus" (1ª Pedro 5:6). Desça ao fundo do abismo.

Carol A. Kawamoto,

A irmã Carol Kawamoto vive no sopé da bela Serra da Califórnia. Ela freqüenta uma pequena igreja adventista onde foi batizada há muitos anos. Pouco depois do batismo ela conheceu Helen Cate, então editora para o Comitê de Estudos da Mensagem de1888 (que também era um membro da mesma igreja) e o pastor Robert J. Wieland, que pregava as verdades da Boa Nova da mensagem de 1888. Ela começou a trabalhar com Helen, que fundou a revista “1888 Message Newsletter” (Noticiário da Mensagem de 1888). Após a morte de Helen, Carol foi eleita editora para o Comitê de Estudos da Mensagem de1888, onde teve o privilégio de trabalhar diretamente com o pastor Wieland, redigindo o boletim de notícias para aquela revista, e publicando os numerosos livros dele. Ela continua com o seu amor em partilhar a "mui preciosa mensagem" (TM, pág. 91), através da edição de diversos artigos, de diferentes autores, que publicamos neste blog. Ela tem também outros projetos. Ela envia suas saudações a todos os leitores deste blog no Brasil e em outros países de língua portuguesa.

Nota do tradutor:

1) É a Igreja Adventista uma igreja vomitada?

Alguns dizem que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma igreja vomitada (Apoc. 19:16). Assim erroneamente entendem por não prestarem atenção ao texto original, onde a palavra grega usada é “Méllou”, que significa “estou a ponto de.” Assim o texto está dizendo: “Estou a ponto de vomitar-te.” O simples fato do “Amém, a Testemunha fiel e verdadeira” (vs. 14), estar apelando a Laodicéia é prova que esta igreja não chega a ser “vomitada.”

Entretanto a nossa desunião quanto ao entendimento da Justificação pela Fé, é o que tem causado quase irresistível náusea em nosso Deus e nos tem levado à mornidão, (vs. 15). E Cristo então apela à liderança, ao anjo da nossa igreja (vs. 14): “sê pois zeloso e arrepende-te,” (vs.19). A resistência de nós, líderes desta igreja, em reconhecermos que temos rejeitado a mensagem de 1888 não é algo que aconteceu por acaso (e mornos continuamos hoje) mas resultado de incansável esforço do inimigo, como está escrito em “Testemunhos para Ministros”, às págs. 91 e seguintes.

Deus na Sua onisciência sabia que isto ocorreria, e nos deu uma profecia a este respeito, “para que, quando acontecer vós acrediteis” (João 14:29). Está em Cantares, cap. 5: O Noivo vem para Se encontrar com a noiva: “Já vim ... noiva Minha”, (vs. 1), e a noiva diz: reconheço ser esta “a voz do meu Amado que está batendo”, (vs. 2 , KJV).

E Cristo apela à Sua noiva: “Abre-Me, Minha irmã,” vs. 2.

Do vs. 3, até o final do capítulo é a noiva quem fala.

Inicialmente Lhe nega abrir a porta: “Já despi a minha túnica; como a tornarei a vestir? Já lavei os meus pés, como os tornarei a sujar?” (vs.3).

No vs. 4 a noiva relata outra tentativa do noivo em Se fazer aceito.

No vs. 5 a noiva se levanta para recepcionar o noivo, mas Ele já se tinha ido.

Durante a reunião da Assembléia da Conferência Geral de 1901, Ellen White se regozijou com o que ela achou ser evidência de real arrependimento e reforma, mas, depois da Assembléia ela disse: “os resultados da última Conferência Geral foram a maior e mais terrível dor da minha vida; nenhuma mudança foi feita” (Grifamos).

Cantares 5:6 é uma descrição do estado em que estamos hoje: “abri ao meu Amado, mas Ele já Se tinha ido” (*grifamos).

Ellen White, também após a Assembléia da Conferência de 1901, declarou que nós devemos permanecer neste negro mundo “muitos anos mais” por causa da “nossa insubordinação.” (MR nº 10, pág. 277). É bem claro que aquela Assembléia de 1901 não desfez ou reverteu os tristes efeitos da descrença de 1888.

Antes da Assembléia de 1901 ela disse que se a liderança da Conferência Geral não se arrependesse e aceitasse a mensagem de 1888, então Deus haveria de retirá-la.

Tem você visto publicações feitas por nossas editoras dos escritos dos dois mensageiros de 1888? Não! Edições de iniciativa de fieis irmãos nossos (em comunhão com nossa igreja), têm sido feitas, agora iniciando-se no Brasil também. Como poderemos crer nesta mensagem sem a conhecermos? Há, é verdade, em nossa igreja, muitos comentários sobre o que aconteceu em Mineápolis, em 1888, e anos que se seguiram, com análise do que seria (no entendimento dos comentaristas) a mensagem, isto porém não é a mesma coisa; por que não lermos diretamente os livros do dois mensageiros que receberam mais de 370 endossos de Ellen White? Seria como se tivéssemos relatórios, comentários, tratados, etc... sobre a Bíblia e não a tivéssemos nas mãos.

Estes endossos aos mensageiros e à sua mensagem, para ser exato, são 374, em recente minuciosa contagem, nos 4 volumes de “Materiais de Ellen G. White sobre 1888” da pena inspirada, com o total de 1821 páginas (A4), publicados pela Conferência Geral no centenário daquela Assembléia (1988).. Se você quer receber a relação destes endossos mande-nos um envelope endereçado a você mesmo, com selo para o peso de 4 folhas A4. para, Rua Caldeira Brant, 45, cep.: 31710-200, Belo Horizonte, MG.

Notou você como que riqueza de detalhes a profecia de Cantares 5 se cumpriu entre nós adventistas?

Mas alguém irá perguntar: Que evidência existe de que Cantares 5 é uma profecia da rejeição da mensagem de 1888?

Considere isto: É princípio de exegese (exame crítico, ou explicação de texto) firmemente estabelecido na IASD, que textos paralelos, se explicam.

Ao você examinar Cantares 5:2, no grego, na septuaginta (tradução do Velho Testamento feita por 70 eruditos) verá que na frase “meu Amado que está batendo,” ali consta a repetição, “batendo, batendo”.

Similarmente, em Apoc. 3: 20, aonde vemos Cristo batendo à porta da igreja de Laodicéia, no grego a mesma palavra é também ali repetida, “batendo, batendo”.

Isto torna evidente que os dois textos referem-se à mesma ocorrência, além dos claros cumprimentos proféticos acima relatados, e o apelo de Apoc. 3:19, “sê, pois, zeloso e arrepende-te.”

Veja, há algo de que o Noivo espera que Sua noiva se arrependa. Examine o conselho em Apoc. 3:18. São três elementos da Justificação pela fé que ali são recomentados.

Por fim, eles compreendem algo — o que custou ao Filho de Deus salvar este mundo:

Cristo, na encarnação correu o risco de perda eterna (DTN. 117) ao assumir a nossa natureza pecaminosa e caída (DTN. 49). Ao crermos e nos unirmos no entendimento desta altruísta entrega de Si mesmo, total, incondicional, irrestrita, sem reservas, de Deus Pai e Deus Filho, por nós, isto causará uma apreciação de coração, impelirá a nossa igreja para terminarmos em poucos anos (bem poucos) a obra, pois ela trará a chuva serôdia, tão necessária para o amadurecimento do grão.

Enquanto isto não acontece seria bom ponderarmos qual a origem e a motivação dos “frutos” que temos produzido.

Em 1905 desmentindo um falso arrependimento de lideres da Associação Geral, quando a versão evangélica da justificação pela fé estava tentando substituir a mensagem de 1888, Ellen White disse: Os topos (da oposição) foram cortados, mas as raízes foram deixadas no solo para produzirem fruto profano.

As igrejas guardadoras do domingo não podem compreender a Justificação pela Fé da mensagem de 1888, porque a falsa doutrina da imortalidade natural, que elas herdaram do Romanismo, veda de seus olhos a “compreensão” do tipo de morte que Cristo padeceu na Sua cruz. Nós temos que estar unidos em nosso entendimento do que aconteceu no Calvário:

Cristo só poderia morrer se assumisse, como realmente assumiu, a nossa natureza pecaminosa, que é a única natureza mortal. (Mas isto não significa que Ele Se tornou um pecador, pois Ele nunca pecou, simplesmente assumiu a nossa natureza caída).

Mas o Espírito Santo está trabalhando. Temos uma rara (*singular) mensagem do Novo Concerto para proclamar a “todas as nações.” Ela prenderá a atenção de cada alma honesta no mundo.

Então a mensagem de 1888 será proclamada por nossa igreja unida.

Como líderes desta igreja, oremos a Deus para que perdoe a descrença de nós líderes, do presente e do passado, e nos faça instrumentos Seus para concluirmos esta obra, pelo poder que Ele está desejoso de nos comunicar.

João Soares da Silveira

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