sexta-feira, 9 de abril de 2010

Lição 2 – O Poder da Escolha — por Ana Walper

Escolhas, escolhas, escolhas. Tantas escolhas, como sabermos por qual optar? Este é o dilema dos executivos da área de propaganda da Avenida Madison1 com que têm de lidar cada vez que lançam uma revista de anúncio de lojas ou de programas de TV. Como, em face de tantas opções, elas podem laçar você em suas compras de determinado produto? Mentes inteligentes estão constantemente trabalhando para convencer sua mente de que tal produto é algo que você simplesmente não pode viver sem. Isso não é novidade. O método vai todo o caminho de volta para uma conversa no jardim do Éden, entre uma mulher inocente, confiante, e um genial promotor de propaganda, com uma sussurrante campanha. Satanás sabia muito bem o poder de escolha quando ele sutilmente chamou a Eva com a sua indagação. Ele certamente fez a sua pergunta parecer inofensiva, como querendo esclarecer uma coisa que não estava muito clara em sua mente. “—É assim que Deus realmente disse...?”

Adão e Eva tiveram, desde a sua criação, sempre tiveram livre escolha sobre aquela árvore no meio do Jardim. Eles sempre foram livres para comer dela, se optassem por fazê-lo. Mas, com a ingestão viriam consequências, que foram clara e previamente definidas (Gen. 2:17). Agora, ao a serpente discutir com Eva, a árvore e a escolha em relação a esta árvore, de repente tomou outras dimensões. Agora não era apenas uma escolha, mas "algo a ser desejado." A campanha enganosa de Satanás no céu confundiu todos os anjos, fazendo com que um terço deles se rebelasse contra o seu Criador. Essa mesma campanha, com ligeiras modificações adequadas para a mente humana, trabalhou para convencer Eva de que Deus era um tirano, retendo as melhores escolhas dela. É impressionante a rapidez com que Satanás tornou a coisa proibida em algo tão desejável, a ponto de Eva decidir que não podia resistir. Num instante ela mudou sua escolha (e, com isso, sua lealdade) e caiu em pecado. Entrando em aliança com Satanás colocou-se em escravidão à sua tortuosa mente. Sua liberdade de escolha foi jogada fora.

As consequências pré-definidas tiveram efeito imediato, mas não só Adão e Eva, que foram atingidos com o golpe fatal. "Tão logo houve pecado, houve um Salvador. Cristo sabia que Ele teria que sofrer, mas (*mesmo assim) Ele Se tornou substituto do homem. Tão logo Adão pecou, o Filho de Deus Se apresentou como garantia para a raça humana, com o mesmo grande poder para evitar a condenação pronunciada sobre os culpados como quando Ele morreu na cruz do Calvário "(Review and Herald, de 12 de março de 1901). No momento em que o pecado entrou no coração deles, a próxima respiração e batimentos cardíacos foram pela graça e misericórdia de Deus. A justificação legal (*a morte de Cristo na cruz) devolveu-lhes a sua liberdade de escolha, colocando-os em uma segunda prova. A sentença de morte foi evitada, mas havia outras consequências que iriam atormentá-los nas suas gerações.

Com o pecado veio quatro resultados imediatos: vergonha; medo; a construção de uma barreira inconsciente entre eles, e entre eles e Deus, e uma inimizade com o seu Criador, que nunca tinha existido antes na terra. No entanto, Deus em Sua grande misericórdia, imediatamente, revelou o Evangelho aos caídos Adão e Eva (Gên 3:15). Foi somente através da revelação do dom do Redentor portador dos pecados (João 3:16-19) que os nossos primeiros pais poderiam sobreviver as consequências da sua culpa.2 Com essa revelação a liberdade de escolher entre o caminho de rebelião de Satanás e o plano de redenção de Deus foi restaurado para a família humana. Como a lição de terça-feira (6 de Abril) no primeiro parágrafo afirmou: "O que vamos fazer com a capacidade do livre arbítrio, realmente, depende inteiramente de nós. Podemos nos submeter a Deus e Lhe obedecer, ou podemos decidir continuar em nosso caminho pecaminoso" Em vez de múltiplas escolhas acenando para nós, existem, na realidade, apenas duas opções — caminho de Deus ou o caminho de Satanás. Por causa da cruz, ainda somos livres para decidir qual caminho tomar.

Nosso problema é que nós não compreendemos totalmente o poder de escolha, "a reta ação da vontade" (Caminho a Cristo, pág. 47). Como os filhos de Israel estavam à beira da Terra Prometida, Moisés lhes advertiu a escolher seguir a Deus. "Os céus e a terra tomo hoje por testemunha contra vós, de que eu tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência" (Deut. 30:19, 20). Trinta anos depois de entrar na Terra Prometida, Josué, pouco antes de morrer, analisou com os líderes da nação a história corporativa de Israel de indecisão e más escolhas. Então ele fez um sério apelo para eles "escolhei hoje a quem sirvais", se os deuses pagãos das nações ao redor deles, ou se o único Deus verdadeiro do céu e da terra (Josué 24:14-25). Infelizmente, apesar de as pessoas terem experimentado a proteção de Deus, terem presenciado muitos milagres realizados em favor deles, terem visto os seus inimigos cair ante eles, eles ainda não tinham certeza de quem era o verdadeiro Deus. Depois de rever a sua história corporativa todo o caminho de volta até Abraão, Josué implorou ao povo para se arrepender, viver pela fé, e "Deitai, pois, agora, fora aos deuses estranhos que há no meio de vós, e inclinai o vosso coração ao Senhor Deus de Israel" (vs. 23 ; cf. Atos 6:8-15; 7:1-60).

Avance rápido, mais de 500 anos de indecisão e más escolhas, até os dias de Elias. Israel tinha feito tantas escolhas erradas nesse período de tempo, e sua confusão resultante foi tão profunda que o povo estava praticamente incapaz de fazer uma escolha. O povo de Deus durante tanto tempo havia chamado o que era mau, bom, e o que era bom, mal, que sua mente estava totalmente deformada. Sutis mudanças em suas práticas de culto, aparentemente pequenos comprometimentos de conveniência política com as nações pagãs ao redor deles, e os casamentos de conveniência para obter paz política e segurança, tinham todos transformado o "povo peculiar de Deus" em uma sociedade pagã. E o povo nem percebeu o que tinha acontecido. Estas coisas foram escritas para aviso nosso (1ª Coríntios. 10:11).

Apenas um pequeno remanescente que se agarrou à vida de Deus e à Sua palavra permaneceu entre os israelitas. O fiél Obadias havia protegido cem estudantes da Palavra, e pela fé no poder de Deus conseguiu preservar a sua própria integridade espiritual, mesmo quando vivia no covil do dragão. Quando o dia chegou para o confronto final entre Baal e Jeová, Elias convocou uma reunião de toda a nação, desde os líderes até os últimos leigos. No Monte Carmelo, Elias enfrentou a corporação (*de Israel, seu corpo corporativo) com sua culpa e, como Josué tinha feito antes, ele pediu ao povo para escolher. "Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-O, e se Baal, segui-o." Surpreendentemente, o povo foi incapaz de dar uma resposta (1ª Reis 18:21).

O povo remanescente de Deus no fim dos tempos ainda está atormentado com a mesma indecisão sobre quem é realmente Deus. Em pé com os pés alcançando a borda da eternidade, ansiamos pela Terra Prometida. Sem perceber nós mudamos a nossa fidelidade, como os falsos profetas do Monte Carmelo, oramos em voz alta e furiosamente para o derramamento de Fogo do céu para fortalecer o nosso trabalho. Não obstante o número de batismos visto em todo o mundo, nenhum fogo de resposta e nenhuma chuva estão próximos. Nós estamos na extrema necessidade de uma avaliação honesta de nossa história denominacional, mas, como Adão e Eva sofrendo o resultado daquele primeiro pecado, nós preferimos a negação e a folhas de figueira para cobrir a nossa nudez. Enfrentar nossa culpa corporativa nos assusta, porque significa a morte para o nosso orgulho e auto-suficiência. Assim, nos escondemos em uma falsa realidade que criamos sobre a nossa história em relação à rejeição de Cristo em 1888 e Sua justiça e o poder da Chuva Serôdia. Por mais doloroso que nos possa parecer, este confronto deve ocorrer antes de Cristo poder terminar a Sua obra no Lugar Santíssimo do santuário celestial e vir para reclamar a Sua noiva.

A fidelidade de Deus em Seu povo não será frustrada para sempre por nossa indecisão. O arrependimento corporativo vai acontecer ao entendermos plenamente o que a Fiel Testemunha está dizendo contra nós (Apoc. 3:14-22). Uma verdadeira apreciação do coração da morte de Cristo pelos pecados do mundo inteiro revelarão uma visão do caráter do amor de Deus, que é completamente devastador e aniquilador para a auto-suficiência e orgulho humanos. O arrependimento corporativo não é o mesmo que confissão corporativa, que é apenas um voto em uma comissão. A idéia bíblica do corpo social da Igreja não se confunde com a estrutura política de políticas hierárquicas da Igreja. O corpo social da Igreja é espiritualmente identificado com Cristo e todos os crentes, e envolve o reconhecimento de que Cristo é o verdadeiro chefe da raça humana corporativa (*o nosso 2º Pai, ou, o 2º Adão). Só nEle temos a redenção, a restauração e a própria vida. A ele devemos a nossa indivisa lealdade (2ª Coríntios. 5:14-21).3

"Arrependimento para o corpo da igreja ... vê a história da denominação a partir da perspectiva do Calvário. ... O que antes era encoberto na vida torna-se conhecido." "O egoísmo profundo da alma, a corrupção dos motivos, tudo é visto na luz que emana da cruz. ... O segredo do sucesso da igreja primitiva era um entendimento de "Jesus a quem vós crucificastes" (Atos 2;36), e então segue-se o verdadeiro arrependimento" (ver" "As Many as I love ..." A Todos Quanto Amo, por Robert J Wieland, pág. 72, grifos no original). "De acordo com o chamado de Cristo [Apocalipse 3:14-22], é tempo agora para nós entendermos que a culpa do pecado de todo o mundo, a sua frustrada inimizade contra Deus, o seu desespero, sua revolta — tudo é "meu," exceto pela graça de Deus. ... Até que apreciemos plenamente essa verdade, não podemos compreender plenamente a imputada justiça de Cristo " (Ibidem, pág. 88; para saber mais sobre este conceito ver o Comentário Bíblico, vol. 5, pág. 1085, e Testemunhos para a Igreja, vol. 4, pág. 516, último parágrafo, artigo "Características de Caráter nos Livros do Céu").

"A profecia de Zacarias indica um milagre no último dia de 'graça'. A expiação realizada na cruz e aplicada a partir do santuário celeste irá produzir uma purificação no povo crente de Deus "(ibidem, pág. 87). Um milagre é necessário para ocorrer essa transformação de total auto-absorção de resoluta preocupação com a vindicação do caráter de Deus, mas Deus está no negócio de milagres - uma vez que o seu povo creia na Sua promessa do concerto eterno. Uma vez que creiamos que só Ele é capaz de nos livrar do poder de Satanás sobre as nossas mentes e corpos, então o remanescente de Deus irá despertar de seu morno entorpecimento e conscientizar-se de sua nudez. Quando Cristo realizou a transformação da mente e do caráter de seu povo, então o Sol da Justiça, trará curas nas suas asas (Malaquias 4:2; cf. Isa. 60:1-3; Rev. 18:4). Estaremos prontos para o nosso exame final. Não vai ser apenas uma questão na prova final para o mundo. Vamos ser convidados a proferir uma decisão consciente e firme – A quem serviremos? É nossa escolha. As consequências são eternas.

–Ann Walper

A irmã Ana Walper é uma enfermeira padrão, ávida estudante da Bíblia, e é ativa na igreja adventista que freqüenta; na última vez que ouvi diretamente dela, em 2008, exercia as funções de diretora da Escola sabatina; instrutora de uma de suas unidades, e líder do dep. de Liberdade Religiosa. Durante os meses de verão ela trabalha como enfermeira voluntária em acampamentos da juventude adventista nos estados de Kentucky e Tenneesse nos EUA. Escreve, já por 16 anos, artigos no jornal de sua cidade sobre as Boas Novas de Cristo e Sua Justiça.

Tradução e acréscimos, marcados com asteriscos, de João Soares da Silveira.

Nota do tradutor:

1) A Madison Avenue é uma grande avenida de mão única, da cidade de Nova Iorque, no distrito de Manhattan, correndo num sentido norte-sul. É uma avenida arterial de Nova Iorque, e uma das mais movimentadas da cidade. É nomeada em homenagem ao quarto presidente dos Estados Unidos, James Madison. Desde a década de 1920/30 o nome da avenida tem sido sinônimo da Indústria Americana de Propaganda.

Notas da autora:

2) Ver The Knoching At The Door, Batendo à Porta, capítulo. 3:

http://www.gospel-herald.com/wieland/knocking/kd_ch3.htm

3) Veja What is The 1888 Message & Why is 1888 So Important? O que é a Mensagem de 1888, e Por Que é Tão Importante?, pág.. 74. Para adquiri-lo digite na barra de pesquisa do Google o título em inglês.


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Lição 2 — O Poder da Escolha, - por Craig Barnes

Os animais são bons. Às vezes, eles são mesmo divertidos para os termos por perto; e também podem ser um verdadeiro conforto para nós. No entanto, os animais fazem tudo por instinto. Eles fazem o que fazem, porque é isso que está em sua composição. Eles fazem o que fazem porque é isso que eles são. Eles não têm a capacidade de adorar, em vez disso, eles só fazem o que Deus os criou para fazer, ou o que nós, seres humanos os treinamos para fazer. Os animais são inteligentes o suficiente para ser capazes para as decisões mais básicas.

Deus poderia ter nos fez para sermos animais. Mas ao invés disso, Deus fez uma ordem de seres com capacidade para adorá-Lo. Além disso, era propósito de Deus repovoar o céu com esta nova ordem, presumivelmente, para substituir os anjos caídos (Comentário Bíblico, Vol. 1, página 1082, §4º). Deus deu ao ser humano o poder de fazer escolhas. Tendo implantado a capacidade de saber a diferença entre certo e errado, Deus olha para os seres humanos esperando que façam escolhas certas na vida. Estas escolhas são muitas e variadas. O que devo comer? O que devo usar? Quem devem ser os meus amigos ou minha esposa (ou devo ter eu um cônjuge)? Qual será a minha vida profissional? Para quem devo trabalhar? O que devo escolher para prazer? Que tipo de carro devo dirigir? Devo ir para a aula hoje? Estas nem sequer mencionam as escolhas entre as variadas opções dentro da política ou religião.

Muitas bênçãos espirituais nos foram dadas como presentes. Entre elas estão a salvação, a vida eterna, e justiça. Estes presentes foram todos dados a nós em título antes da fundação do mundo. Vejamos o que diz o apóstolo Paulo: "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; como também nos elegeu nEle antes da fundação do mundo, para que fossemos santos e irrepreensíveis diante dEle em amor” ( Efésios 1:3-4); "Pois somos feitura Sua, criados em Cristo Jesus para as obras boas, as quais Deus ordenou (preparou) para que andássemos nelas" ( Efésios 2:10).

Por favor, note que você já foi escolhido por Deus, que já lhe foram dadas as boas obras, e o seu destino é para a completa santidade e boas obras. Seu destino é ser adotado na família de Deus. "E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de Sua vontade" (Efésios 1:5).

Todas essas bênçãos espirituais foram dadas a nós por Deus em título, mas isso não significa necessariamente que estamos permitindo que funcionem em nossa experiência. Eles são nossos porque foram dadas a nós antes da fundação do mundo. (É por isso que ninguém foi deixado de fora, porque foram concedidos antes de termos a oportunidade de fazer escolhas.) Todas essas bênçãos espirituais nos aguardam ao virmos ao mundo. Eles são nosso direito inato de posse — uma herança. Através de uma série de más escolhas, o homem caiu no jardim, e fazendo isso desistiu de sua posse de primogenitura, bem como do domínio do planeta Terra. Felizmente, Cristo, imediatamente entrou em cena e o ganhou de volta, ratificando o seu dom e a vitória, indo para a cruz e, levando a nossa pena, a segunda morte — ali "sentiu a angústia que há de experimentar o pecador quando não mais a misericórdia interceder pela raça culpada" (Ellen White, O Desejado de Todas as Nações pág. 753)

A todos nós tem sido dadas todas as coisas, em título, por Deus. Deus tem pré-determinado que seremos adotados em Sua família. Mas nós podemos escolher não ser adotados como Seus filhos. Tendo dado a nós o poder de escolha, Deus impôs a Si mesmo a respeito às escolhas que fazemos. Ele providenciou abundantemente para toda a nossa completa restauração, mas Ele não força os Seus dons sobre nós.

Há muitas escolhas que fazemos durante nossas vidas, mas Deus as simplificou para nós. Todas elas se resumem a esta única escolha, na verdade: Deus, ou eu. Se nós reconhecemos isto ou não, a escolha do “eu” é uma auto decisão a ser dominada por Satanás. "Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mateus 6:33). Podemos optar por receber o reino de Cristo e, assim fazendo, vamos começar a receber em nossa experiência de todos os dons do Céu, incluindo a Sua justiça. Nós recebemos estes dons a cada momento como nós precisarmos deles em nossa caminhada diária com Deus.

Por outro lado, podemos escolher nosso próprio modo de vida (nosso caminho). Se fizermos isso, até mesmo nossas justiças serão “como trapos de imundícia” (Isaías 64:6). Nós não temos para receber a nossa própria maneira, porque nascemos com ela. Em cosequência da queda de Adão, nascemos com a natureza humana caída, pecaminosa, herdada de nosso pai Adão (*porque fomos criados nele).

Nossa carne não vai mudar até que Jesus venha e sejamos trasladados para (*recebermos) o corpo glorioso que Deus já o detém em garantia para nós. Mas antes de recebermos estes corpos gloriosos, precisamos de uma mudança de mente — e isto podemos optar por receber agora. "Deixe esta mente (ou atitude) (*ou sentimento) estar em você, que também esteve em Cristo Jesus" (Fil. 2:5, KJV). "Pelas quais Ele nos tem doado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção que, pela concupiscência, há no mundo" (2ª Pedro 1:4). Ao receber a mente de Cristo, somos capacitados para crer nas promessas de Deus. Ao aceitar a Cristo, nós recebemos em nossa experiência, as boas obras de Deus, que Ele já havia concedido em título.

Desde o nascimento estamos na posse de uma vida de provação (*um estágio), o poder da escolha e a presunção de inocência com que Cristo envolveu a humanidade quando Ele se tornou o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. É no momento da nossa decisão consciente de deixar Cristo, sentar-Se no trono de nossos corações que somos adotados por Deus em Sua família. Além disso, a mente de Cristo vai derrubar, bater e esmagar todos os desejos da pecaminosa carne humana caída, paralisando Satanás em suas tentativas de nos rebaixar a seu nível. Deus é capaz de realizar a Sua justiça, mesmo em nossa carne caída e pecaminosa, demonstrando assim que a graça é mais forte que o pecado.

Isto é o que significa participar da natureza divina:

"O universo inteiro é dado a nós em Cristo e, na plenitude do poder que está nele, é nosso para a vitória sobre o pecado. Deus conta cada alma de tanto valor como toda a criação. Cristo pela graça de Deus, provou a morte por todo homem, de modo que cada homem do mundo recebeu o "dom inefável" (Hebreus 2:9; 2ª Coríntios 9:15). "A graça de Deus, e o dom pela graça de Deus, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos ', mesmo a todos, “pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por a só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida" (Romanos 5:15, 18)..." (E. J. Waggoner, Present Truth, A Verdade Presente, Vol. 14, edição de 13 de janeiro de 1898,)

"Pelo fato de que Cristo é concedido a cada homem, cada pessoa recebe o todo dEle. O amor de Deus alcança o mundo inteiro, mas também distingue cada indivíduo ...

"Cristo é a luz do mundo, o Sol da Justiça. Mas a luz não é dividida entre uma multidão de pessoas. Se uma sala cheia de pessoas for iluminada, cada indivíduo recebe o benefício de toda a luz, tanto quanto se ele estivesse sozinho na sala. Assim, a vida de Cristo ilumina a todo homem que vem ao mundo, e em cada coração crente Cristo habita em toda a Sua plenitude "(E. J.Waggoner, The Glad Tidings, As Boas Novas, página 16).

Quando o indivíduo crê, o dom inefável já dado começa a ser visto na experiência do indivíduo.

"Toda esta libertação é 'de acordo com a vontade de nosso Deus e Pai". A vontade de Deus é a nossa santificação (1ª Tess. 4:3). “Ele quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade” (1ª Timóteo 2:4). E Ele “faz todas as coisas segundo o conselho da Sua própria vontade" (Efés..1: 11). "—O quê! Está você querendo ensinar salvação universal?” "—Queremos ensinar apenas o que a Palavra de Deus ensina, que ‘a graça de Deus apareceu, trazendo salvação a todos os homens” (Tito 2:11, RV). Deus operou a salvação de cada homem, e a deu a ele, mas a maioria a desprezou, e a jogou fora. O Julgamento revelará o fato de que a salvação, total e completa, foi dada a cada homem, e que os perdidos têm deliberadamente jogado fora sua posse de primogenitura ..." (E. J. Waggoner, The Glad Tidinghs, As Boas Novas, página, página 22)

Você gostaria de participar da natureza divina? Você pode, se é isso que você quer. A escolha é sua.

-Craig Barnes

O irmão Craig Barnes é capelão e co-regente, juntamente com sua esposa Joyce Barnes, do LAR REFÚGIO PRIMAVERIL, na SUA cidade. Este lar é para pessoas com disfunções mentais, mas o irmão Barnes tem pregado o evangelho a eles, e se regozija na simplicidade das verdades do evangelho que lhes torna possível, assim como às crianças, captarem as boas novas. Ele também tem ministrado séries de palestras sobre Justiça pela Fé em nossas igrejas, em Nashville, capital do estado de Tennessee, EUA

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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Como Programar a Mente, lição de 6/4/10

A lição de terça-feira, 6/4/10, na pergunta 5, nos indaga,

“Como podemos programar nossa mente de forma que estejamos mais preparados para tomar as decisões certas?” E nos dá como fonte Salmo 119:11, “Escondi a Tua Palavra no meu coração, para eu não pecar contra Ti”. E a nota da lição, acertadamente nos diz que “Somos livres para escolher, em favor de Deus ou decidir contra Ele.”

O fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal “nada tinha propriamente de venenoso, e o pecado não consistiu meramente em ceder ao apetite. Foi a desconfiança da bondade de Deus, descrença em Sua Palavra, e a rejeição de Sua autoridade que tornaram nossos primeiros pais transgressores. ... Adão e Eva tinham escolhido a ciência do mal” (EGW, Educação, pág. 25). Decidir contra a Palavra de Deus é que é a verdadeira essência do pecado. Para exercer corretamente o LIVRE-ARBÍTRIO que Deus nos deu, devemos programar nossas mentes com a Sua Palavra. Devemos memorizar as Suas preciosas palavras, e responder às tentações de Satanás com um “ASSIM DIZ O SENHOR!”. Cristo para cada tentação tinha esta resposta, “ESTÁ ESCRITO”, citando um texto extraído das Escrituras. Ele permitia ser dirigido pela Palavra do Pai. “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7); Sabia que Suas Palavras eram, em verdade, promessas que Lhe capacitavam a fazer a correta escolha. “Todas as Suas ordens são promessas habilitadoras." Parábolas de Jesus, pág. 333. É isto que nos torna novas criaturas, e então podemos dizer”: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Cor. 5:17).

Paulo, em Fil. 2:5 nos dá a solução para programarmos a nossa mente: “De sorte que haja em vós a mesma mente que houve em Cristo Jesus.” Mas você não tem que se preocupara em realizar esta obra, é Deus que quer fazê-la em sua vida. Na verdade o texto original traz tal idéia, ao dizer, literalmente: “Deixe que a mente que esteve em Cristo Jesus esteja também em você” (Fil. 2:5, KJV). Note o verbo “deixar,” empregado aqui na KJV. É Deus que quer inserir em nos a mente de Seu Filho. A salvação de nossas almas é uma recriação de nossas mentes a partir da capacitação de Sua Palavra. É Ele quem introduz Sua palavra em nós, e nos diz: “Deixe o teu coração reter as Minhas Palavras” (Prov. 4:4, também da KJV).

“Ao receber a Palavra, recebemos a Cristo. ... À medida que recebeis a Palavra com fé, ela vos comunica poder para obedecer. À medida que deres atenção à luz que tendes, maior luz vos advirá. Estais edificando sobre a Palavra de Deus, e vosso caráter será formado à semelhança do caráter de Cristo” (O Maior Discurso de Cristo, págs. 149 e 150). “Sede transformados pela renovação de vossa mente” (Rom. 12:2, KJV). Assim há um poder imensurável para nós se usarmos os textos bíblicos aplicáveis a cada tentação, quando assediados por elas..

“Vitória na tentação vem àqueles que efetivamente empregam ‘a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus’ (Efésios 6: 17). A juventude de hoje deve empregar as mesmas armas espirituais. A mente deve constantemente alimentar-se da Palavra, doutro modo as defesas da alma serão arruinadas, Satanás ganhará vantagem. Negligência em estudar e meditar na Palavra, mesmo por um dia, resulta em séria perda” (Comentário Bíblico, no volume 3 da série SDABC, pág. 897).

“Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a Tua palavra” (Sal. 119:9). Porque “Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra, e luz para o meu caminho” (verso105).

Assim, 'Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade' (2ª Timóteo 2.15) isto é: que a cita na hora da tentação! A fim de não 'se envergonhar', por ter cometido um pecado, o cristão faz bom uso da 'espada do Espírito, que é a Palavra de Deus' (Ef. 6.17).

Lembre-se sempre. É Deus que quer realizar isto em sua vida, “para sermos ajudados em tempo oportuno” (Heb. 4:16).

"A lei de Deus está no coração de Cristo (Salmo 40:8), de modo que, a fé que traz Cristo ao coração, firma a lei ali. E desde que a lei de Deus é o fundamento de seu trono, a fé que traz a lei ao coração, entroniza Deus lá. E é assim que Deus opera nos homens ‘tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade’" (E. J. Waggoner, Signs of the Times, 6 de fevereiro de 1896), Ele “é poderoso para vos guardar de topeçar, e apresentar-vos diante de Sua glória sem mácula” (Judas 24);

“Calçados os pés na preparação do evangelho da paz” (Efésios 6:15). “Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que NÃO façais o que, porventura, seja do vosso querer” (Gal 5: 17). Qual é o nosso querer? Nossa carne deseja fazer o que é errado, mas graças a Deus que o Espírito luta contra a carne, e a carne contra o Espírito. Agora, qual é o mais forte? O Espírito ou a carne? Sem dúvida que o Espírito é mais forme, e, portanto, seremos vitoriosos, se não nos opusermos à Sua luta dentro de nós, em nosso favor. Paulo diz: “para que NÃO façais o que quereis” (ú.p. do vs. 17).

Deixe pois que o Espírito faça a escolha correta por você.

Aguarde amanha, sexta-feira, 2 artigos sobre a lição dois.

—João Soares da Silveira.